" A PALAVRA DE DEUS NOS EXORTA A EXAMINARMOS A NÓS MESMOS, NÃO POR NÓS MESMOS, MAS POR MEIO DO ESPÍRITO SANTO QUE EM NÓS HABITA, SEM ELE É IMPOSSÍVEL ATINGIR O CORRETO OBJETIVO. "

17/04/2015 07:54
    Autocrítica e Autocobrança
Não apenas do ponto de vista social, mas também da saúde mental, o equilíbrio e coerência das condutas é o que determina a harmonia fundamental para a manutenção da vida. Na medida em que tomamos consciência sobre as coisas, inevitavelmente, nos tornamos mais responsáveis.Isso é o que define o fenômeno do amadurecimento.
 
O dependente químico em recuperação, tendo passado ou não por um tratamento, comumente detém prejuízos de ordem biopsicossociais e vive exatamente os conflitos desencadeados por esse processo, pois fatalmente se depara com circunstâncias que lhe exigem condutas diferentes de outrora para que não encontre o caminho de uma recaída.
 
No universo da dependência química é muito comum encontrarmos características como a baixa autoestima, enorme impulsividade, baixa tolerância às frustrações, dificuldades em seguir normas e regras básicas de convivência, dentre outros. 
 
O indivíduo que entra em recuperação necessita, em alguma instância, rever comportamentos desajustados originados de experiências e/ou crenças autodestrutivas e que são causadores de seus sofrimentos.
 
O ideal é alçar um planejamento terapêutico e psicoeducativo junto a novas propostas de enfrentamento para com as situações adversas e, consequentemente, a mudança de pontos de vista que viabilizem a resolução de problemas.
 
Basicamente, a ideia é fazer com que ele resgate seus valores respaldados pela ética e cidadania, que retome seus direitos e deveres, identifique suas principais dificuldades e virtudes individuais, bem como a importância de que compreenda os limites invisíveis presentes nas interações sociais.
 
A pessoa submetida a essa terapêutica tem maior chance de vivenciar o reencontro com o “Eu” e o reconhecimento de seu papel social, desde a unidade familiar elementar até às relações mais abrangentes, principalmente para nós cristãos, o relacionamento para com Deus..
 
A palavra autocrítica designa a capacidade de rever os próprios atos, especialmente os erros eventualmente cometidos e suas perspectivas de correções e aperfeiçoamentos. Esta palavra está diretamente correlacionada ao termo autocobrança o que, por sinal, é importante para qualquer ser humano e sua adaptação ao meio, porém para alguém em recuperação, se não ocorrer na medida certa, pode se tornar um grande fator de risco. 
 
Afinal, vale a mesma regra, ou seja, a capacidade de modular essa característica, pois em muitas circunstâncias haverá tomadas de ações equivocadas, destemperos, erros de julgamento e turbulentos desfechos de problemas. As frustrações aparecerão no caminho da recuperação e uma autocobrança elevada à sua máxima potência pode contribuir para o não reconhecimento e, tão pouco, a valorização das condutas bem sucedidas.
 
E à luz da Palavra de Deus, o homem por si só não tem domínio próprio, pois está escravisado pelo poder do pecado, somente em Cristo podemos ter de volta este benefício dado por Deus a nós, de ter novamente o domínio sobre a nossa vontade, pelo poder do Espírito Santo em nossas vidas.
 
Por trás da autocobrança exacerbada costuma residir o perfeccionismo, um possível vilão para este público. O adjetivo não é necessariamente negativo, mas é importante salientar que estas pessoas, em especial, podem construir sua auto-sabotagem se não virem relevância em seus esforços somados para a modificação de seu estilo de vida, acabando por desanimarem e/ou desistirem de tal proposta. 
 
Por outro lado, se a autocobrança for inexistente não há desafios, não há subsídio para mudanças nem apropriação de responsabilidades e, portanto, não há terreno fértil para a recuperação. Por meio do Espírito Santo temos esta temperança necessária para obtermos o êxito.
 
Enfim, o “caminho do meio” da temperança, parece e na realidade o é, ser o mais razoável e funcional, pois contribui para a edificação de virtudes como a paciência, tolerância, perseverança e humildade. 
 
Afinal, assim como a patologia da dependência química, a recuperação também é progressiva e se consolida com o tempo, com suas respectivas conquistas, com o descobrimento de novos prazeres e, finalmente, com o reconhecimento de um propósito de vida legítimo, de algo que faça sentido e que efetive sua sensação de produtividade na sociedade.
 
Como cristãos este objetivo proposto é a vida eterna em Cristo, com Cristo e para Cristo.

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