"TEMPO DE TREMER"

15/06/2011 16:45

 

 

Leitura: Gênesis 15.1-20

 

Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa! Gênesis 15.1

 

TEMPO DE TREMER

Para mim, o temor ao Senhor é semelhante ao temor às armas. Toda vez que a expressão "temor ao Senhor" aparece na Bíblia, os crentes se apressam a delimitar e qualificar: "O verdadeiro significado é respeitar Deus, não ter medo dele". Deixamos de lado, com a maior facilidade, a ideia do temor porque não nos vemos como objeto da ira dele. Mas a ira divina se revela contra toda a iniquidade, não apenas contra a iniquidade dos outros.

Penso que a palavra "temor" expressa com precisão a atitude que os homens devem ter ao se aproximar do Santo de Israel. No Antigo Testamento, os sacerdotes se aproximavam de Deus com medo literal. Não era do tipo que o pedestre desacompanhado sente ao passar em um beco escuro; era muito mais profundo! Isso acontecia porque tudo à volta do Todo-poderoso brilha e nada fica escondido diante dele. Todas as imperfeições, os desejos desprezíveis e as indulgências mesquinhas que racionalizamos estão abertas à visão de Deus, que é juiz justo. Apenas os inocentes não precisam temer, e ninguém está isento do pecado.

A reverência é parte do relacionamento correto com Deus. O temor, porém, que é o princípio da sabedoria, é um medo saudável que treme diante do poder e da perfeição insondável do Criador.

J. Mark Bertrand, Rethinking Worldview [Repensando a visão do mundo]

 

REFLEXÕES DE UM HOMEM ÍNTEGRO

Abrão temia o risco de não ter um filho. Depois, passou a temer que Deus não mantivesse a promessa de lhe conceder um filho. Será que esse ciclo de medos tem um fim depois que entra nessa espiral ascendente?

Pare um pouco e pense em seus temores. Como você reage quando um medo repugnante provoca um frio que sobe pela espinha? Mesmo que você não esteja em uma casa dos horores às escuras, seus piores temores ainda podem fazer você achar que nunca verá a luz do dia novamente.

Por isso, a maneiro como administramos nossos medos faz toda a diferença. Será que fugimos deles, correndo na direção de um monte de áreas de escape inventadas, de vícios que não podem satisfazer e distrações sem sentido? Ou será que os enfrentamos de modo honesto, reconhecendo que, no fim das contas, é sempre melhor confrontarmos os temores que encontrar um desvio secreto para escapar deles?

A respeito disso, cabe darmos algum crédito a Abrão. Ele reconheceu seus medos de forma honesta e os apresentou diante do Senhor. Trata-se de um bom exemplo que qualquer homem íntegro deve seguir.

 

 

MUITOS DE NOSSOS MEDOS SÃO TÃO FRÁGEIS QUANTO UM LENÇO DE PAPEL; UM SIMPLES PASSO DE CORAGEM É SUFICIENTE PARA NOS AJUDAR A SUPERÁ-LOS.
Brendan Francis