Novas propostas do governo britânico dificultam as regras para limitar a entrada de migrantes de fora da União Europeia para se unirem as suas famílias, tratando os casamentos forçados como crime.

O primeiro-ministro, David Cameron deverá anunciar a nova lei hoje, em que fará um discurso sobre a migração familiar que é responsável por quase um quinto dos migrantes que não pertencem a UE, que entraram no país em 2010.

Analisando os casamentos feitos forçadamente, em que a noiva ou o noivo são obrigados a se unirem legalmente, às vezes por causa da imigração, é “pouco mais que a escravidão”, Cameron diz que é “ridículo” uma ordem civil não ter sido implementada até hoje com todo o rigor de uma lei criminal.

Hoje, mais de 70% das pessoas que buscam a permissão para que suas famílias entrem no Reino Unido têm rendimentos líquidos, sem dedução dos impostos, com menos de 20 mil libras por ano. Cameron explica que esse nível é baixo demais.

Outra opção dada como proposta pelo primeiro-ministro é que as pessoas que residem no Reino Unido paguem um “título financeiro” para garantir que não cheguem familiares estrangeiros no país.

Porém, não há informações de como essa medida funcionaria na prática.