Pesquisas mostraram recentemente que o uso de antidepressivos trazem mais prejuízos do que benefícios para os pacientes.

A médica Márcia Angell publicou um artigo no The New York Review of Books sobre a crise da psiquiatria e a ineficácia dos antidepressivos que fez com que muito pacientes parassem de tomar medicamentos deste tipo. O estudo colocou em dúvida a eficiência dos antidepressivos nos tratamentos convencionais. De acordo com a médica o índice de pacientes que tomam os remédios antidepressivos têm poucos benefícios terapêuticos e graves efeitos colaterais. Cerca de 70% das pessoas que fazem uso desse medicamento têm disfunção sexual. E, em alguns casos, mesmo quando param de tomar as pílulas, a disfunção continua.

Nos EUA, cerca de 10% dos americanos com mais de 6 anos tomam antidepressivos. No Reino Unido, o uso desses medicamentos subiram 43% nos últimos quatro anos e chegaram a 23 milhões de receitas por ano.

O professor Irving Kirsch, diretor associado do programa de estudos de placebos da Harvard Medical School e autor de um livro intitulado “As novas drogas do imperador: explodindo o mito antidepressivo”, explica a teoria do desequilíbrio químico. “Esta teoria do desequilíbrio químico é um mito”, diz ele. “A idéia de que os antidepressivos podem curar a depressão de forma química é simplesmente errada.”

Para antidepressivos, os médicos têm uma diretriz básica, que todos concordam:

1. Nunca pare de tomar antidepressivos sem discutir com seu médico, porque a interrupção abrupta de medicamentos pode causar sintomas de abstinência, tanto física como mental.

2. Se você decidir parar, vai precisar reduzir gradualmente a dose, em vez de parar abruptamente.

3. Se você está feliz com seu antidepressivo e sente que funciona no seu caso, continue com o medicamento. O uso regular é o que funciona. Se alguma coisa não está quebrada, não tente consertá-la….