Uma pesquisa realizada pelo Grupo Barna, revelou que 59% dos jovens cristãos, a grande parte deles, abandonam a igreja definitivamente ou por um longo período de tempo depois dos 15 anos de idade.

Pesquisadores do estudo feito com 1.296 jovens que são ou já pertenceram à igreja disseram que vê a instituição religiosa como um ambiente ‘pouco amigável’ e com muitos julgamentos, de acordo com o site Cristianos. A enquete também mostra que entre os que têm a idade de 18 a 29 anos, jovens dizem que “os cristãos demonizam tudo que está fora da igreja”, e um terço, acha que “ir à igreja é chato”.

A pesquisa foi o resultado de um trabalho de cinco anos publicada no livro “You Lost Me: Why Young Christians are Leaving Church and Rethinking Faith” ( Por que os jovens cristãos estão abandonando a igreja e repensando a fé, em português), escrito por David Kinnaman, o atual presidente do Grupo Barna.

Uma das causas que vêm afastando os jovens da igreja é o confronto entre as doutrinas religiosas e a vida sexual que eles levam. Um em cada seis jovens Cristãos dizem que “cometeram erros e sentiram-se julgados pela igreja por causa deles”.

Entre as principais causas de afastamento da igreja, foram identificados casos como: atitudes de superproteção e exclusividade da igreja; experiência cristã superficial; visão contrária à ciência; lugar onde o sexo é visto como errado; a discriminação de outras denominações e espiritualidade e a dureza com que a igreja trata quem não tem a mesma doutrina que ela ensina.

Esse é um fato que requer providências imediatas, porque atualmente os jovens têm saído de suas casas mais cedo para estudar, trabalhar e até casar e terem filhos antes de completar 30 anos.

As igrejas não estão aptas para lidar com o ‘novo padrão’ que vigora no mundo, diz Kinnarman. “No entanto, o mundo está mudando de maneira significativa, como um acesso cada vez maior ao mundo e a diversas ideologias, em especial por conta da tecnologia, fazendo crescer seu ceticismo em relação a figuras externas de autoridade, incluindo o cristianismo e a Bíblia”, concluiu