" CONHECENDO O VERDADEIRO CAMINHO, DIFICILMENTE NOS PERDEREMOS DELE "

24/09/2011 10:01

 

Evangelho Relacional ou Apologético?

O evangelismo relacional pode ter sido a chave para ministérios jovens bem sucedidos na década de 1990, mas hoje a apologética está ganhando força renovada.

Hoje em dia os jovens e adolescentes se esforçam mais para explicar suas crenças do que eles faziam há duas décadas, disse Christian Smith, diretor do Centro de Estudo da Juventude e Religião da Universidade de Notre Dame. Um estudo de 2005 indicava que 12% de todos os adolescentes de 13 a 17 anos de idade diziam estar “inseguros” de suas crenças religiosas, enquanto que dentre os adolescentes evangélicos 41% concordavam que a moral é relativa.

“A fé [deles] é mais sobre a satisfação das necessidades emocionais do que sobre uma ideologia”, disse Smith. Este é o fruto de “uma predominância do clima cultural relativista e privatizado”, disse ele, bem como de “líderes de jovens que não contestaram este clima”.

Desafiar este clima cultural é um componente importante da nova apologética, disse Sean McDowell, diretor da Worldview Ministries (Cosmovisão Ministerial). “O ressurgimento da apologética cristã foi detonado principalmente por adolescentes que estão fazendo mais perguntas sobre o porquê das pessoas acreditarem nas coisas que elas acreditam”, disse ele.

“Aqueles que pensavam que num mundo pós-moderno os jovens não se interessariam por teologia estavam errados.”

Greg Stier, que é fundador do Dare 2 Share Ministries (Ministério Desafiados para Compartilhar), concorda: “Os adolescentes estão cientes dos assuntos apologéticos latentes na cultura – Harry Potter, por exemplo – e querem reagir”, disse ele.

McDowell diz que é possível enxergar nos jovens reivindicações verdadeiras. “Eles têm ouvido de seus pastores de jovens e dos pais que as evidências da ressurreição são incontestáveis. Mas, então, os alunos encontram bons contra-argumentos na internet ou em alguns professores, e os líderes de jovens de repente perdem a credibilidade.”

Para evitar isso, McDowell faz o que todos os bons apologistas deveriam fazer: não esconde a verdade. Na verdade, ele acha que é bom que os alunos lhe perguntem: “Qual livro ou o site que você recomendaria como oposição à visão cristã”. Ele diz que ser honesto com eles “ajuda a demonstrar, como Paulo coloca em Colossenses 4, que nossa conversa é  ‘cheia de graça, temperada com sal, e que sabemos responder a qualquer um’.”

O aumento da apologética não significa o fim do ministério relacional de jovens, disse Chap Clark, fundador da ParenTeen (Pais e Adolescentes). “O desenvolvimento de suas identidades tornou-se mais difícil para os adolescentes de hoje”, diz ele. Por isso é mais importante do que nunca que os líderes jovens tratem de suas necessidades emocionais sem se esquecer das teológicas.

“Você deve ajudá-los a desenvolver o lado relacional sem deixar de estabelecer uma ideologia”, disse ele. “Os adolescentes não são receptivos aos argumentos de fé explícita quando as suas necessidades emocionais não estão satisfeitas.”

Ginny Olson, um consultor para ministérios jovens de Minneapolis, disse que os líderes jovens devem estar cada vez mais conscientes de que nem só o evangelismo relacional, nem só a apologética são veículos eficazes para demonstrar a verdade. “Os jovens e adolescentes precisam de relacionamentos e eles precisam se aprofundar no evangelho com claras apresentações, não é um ou outro”.