" APRENDAMOS A RECONHECER OS VERDADEIROS VALORES NESTA VIDA 2 "

04/11/2011 07:28

 

 ECLESIASTES 2

 

1 e 2 - DISSE, ENTÃO, PARA mim mesmo: "Vamos, experimente; divirta­se! Aproveite a vida ao máximo!" Mas acabei descobrindo que isso também era tolice. É bobagem viver rindo o tempo todo; qual a vantagem disso?

3 - Assim, depois de pensar muito, resolvi experimentar a bebida, sem porém, deixar de procurar a sabedoria mesmo nisto. E também experimentei as farras, para poder provar a única alegria que tem a maioria dos homens durante a vida.

4 e 6 - Depois procurei encontrar a realização lançando um grande programa de obras públicas: construí casas para mim, plantei videiras, jardins e pomares, parques cheios de belas árvores. Mandei construir açudes onde ajuntei água para regar as minhas plantações.

7 e 8 - Comprei escravos, homens e mulheres, e muitos escravos nasceram em minhas casas e fazendas. E tive muitos bois e ovelhas, mais do que qualquer outro rei antes de mim. Recebi muito ouro e muita prata, dos impostos que eu cobrava aos reis dos países próximos. Organizei também corais e orquestras, com bons cantores e cantoras. E além de tudo isso, eu tive muitas mulheres, todas lindas.

9 - Com tanta riqueza, fui mais importante e poderoso que todos os outros reis que haviam reinado em Jerusalém. Mas, não deixei a riqueza subir à cabeça e observava todas essas coisas para descobrir o valor que elas tinham.

10 - Tudo o que eu quis, consegui para mim. Provei todas as alegrias da vida. Cheguei mesmo a ter prazer no trabalho e no cansaço, mas esse prazer foi à única recompensa de todo o meu esforço.

11 - Quando vi tudo o que havia tentado, tudo era inútil! Era correr atrás do vento! Não havia nada no mundo que valesse a pena realmente.

12 - Foi então que comecei a comparar a sabedoria e a tolice. Quem fizer essa comparação, chegará às mesmas conclusões que eu

13 e 14 - que a sabedoria vale muito mais que a tolice, como a luz é melhor que o escuro; isso porque o sábio vê, mas o tolo é cego. Apesar disso, notei que há uma coisa que acontece tanto ao sábio quanto ao tolo: vão ter o mesmo fim!

15 - Pensei: um dia o tolo vai morrer, e eu também. Então, para que serve a minha tão grande sabedoria? Foi assim que percebi que a sabedoria também não valia muita coisa.

16 - O sábio e o tolo morrerão um dia e logo serão esquecidos.

17 - Por isso, agora odeio a vida, porque esta luta no mundo não tem lógica; é uma grande ilusão, é correr atrás do vento.

18 - E estou muito aborrecido porque tenho de deixar o fruto de todo o meu trabalho neste mundo para outra pessoa.

19 - E quem pode dizer se meu filho vai ser um sábio ou um tolo? Mas, mesmo assim, ele vai receber tudo o que eu tenho - isso me deixa muito desanimado!

20 a 23 - Já um pouco desesperado, vi que o trabalho duro também não trazia satisfação e deixei o trabalho de lado. Mesmo que eu trabalhe toda a minha vida e me esforce para ser sábio, para conhecer muitas coisas e saber executar qualquer trabalho, vou ter de deixar tudo o que ajuntei para alguém que nunca trabalhou na vida! Ele vai receber de mão beijada o resultado de todo o meu esforço. Além de ser uma tolice, isso é injusto. Afinal, o que é que um homem recebe como recompensa por todo o seu trabalho neste mundo? Muitas dores e tristezas, noites sem dormir, cheias de preocupação. Que vida boba!

24 a 26 - Por isso, cheguei à conclusão de que não há nada melhor para o homem que aproveitar bem o que ganha com seu trabalho, comer e beber à vontade. Também vi que até mesmo esse prazer vem de Deus. Porque ninguém pode se alegrar, ou se alimentar, sem Deus. Deus dá aos que O agradam a sabedoria, o conhecimento e a alegria; mas se um pecador fica rico, Deus tira dele a riqueza e entrega aos que O agradam. E esse é outro exemplo claro de correr atrás do vento, como um bobo.