" VOCÊ PODE SER UM APOLOGISTA CRISTÃO? "

27/09/2011 14:11

 

Quem é Apologista?

 

         Apologética é a defesa racional do Cristianismo Bíblico. O Cristianismo é uma  embasada sobre as razões dessa fé. A  não é a razão e a razão não é . Mas a  não pode ser dissociada da razão para que não deixe de existir. É a compreensão da mente e o assentimento a essa compreensão que estabelecem o capo de ação, a fim de que o Espírito de Deus regenere a alma e implante a .Como Deus é racional em seu trato com os homens, Ele fez os homens com uma mente racional. Isso não significa que os cristãos devam ser racionalistas, mas sim, racionais.

         Apologética é a defesa Bíblica Racional  de Jesus Cristo [como Deus] e de Sua Palavra contra as satânicas filosofias, as seitas: (Mormonismo, TJs, Ateísmo, Agnosticismo, Estoicismo, Socionismo, Catolicismo Romano e muitas outras), as quais pululam neste mundo, contestando a veracidade [e infalibilidade], bem como a vontade de Deus revelada na Bíblia.

         Não é de admirar que os Puritanos tenham sido excelentes na defesa racional da Bíblia, entrincheirando-se na lógica rameana [ou racionalização de Pierre Ramee ou Petrus Ramus - 1515-1572]. Esse tipo de lógica provê ao escritor  a habilidade de escrever cada ponto considerado de grande importância, com exímia precisão. Quando ele o faz, não somente a fé entregue aos santos, para a edificação dos mesmos, como as objeções à fé são respondidas, para a credibilidade da Bíblia. Essas respostas não devem consistir apenas de citações textuais, mas de exposições do texto exegético, a fim de deixar o ouvinte atingido por um sentimento agradável, como se cada dúvida tivesse sido coberta, ou até mesmo exaurida.

         Isso é ter (se pudesse haver de fato) um domínio do texto bíblico à disposição. Mas, além do domínio do texto bíblico, o exegeta habilidoso deve lançar mão da Apologética - que é a filosofia racional.  A filosofia equivale a Agar para Sara. Enquanto Agar não começa a se exaltar sobre sua senhora (Sara), ela é uma útil auxiliar da mesma. A Apologética Bíblica Racional vai casar a verdade da Palavra de Deus com a verdade das leis naturais da filosofia racional, a fim de poder refutar, atestar e convencer o oponente do seu erro.

         A vã filosofia do mundo há de conter sempre cinco elementos:

1. - Dizer que a Bíblia, é um livro útil, mas não a Palavra de Deus inspirada. (O Catolicismo Romano atesta que a Bíblia é divina, mas coloca a sua Tradição em pé de igualdade - e até de superioridade - com a mesma, decidindo interpretá-la a seu modo).

2. - Negação da mensagem de Cristo no Evangelho Bíblico sobre o Seu completo sacrifício vicário em favor dos eleitos, limitado em escopo, porém não em seu poder.

3. - Negação de que o pecador é moralmente corrupto, morto em pecados, sem a mínima capacidade de aspirar ao bem espiritual ou se voltar para Cristo, a fim de arrepender-se.

4. - Negação da soberania absoluta de Deus em todas as áreas da ordem criada.

5. - Uma desorganizada e distorcida visão (ou visão nenhuma) a respeito de Deus, em geral.

         Todo cristão tem o dever de ser um apologista.  Alguns cristãos logo fogem dessa obrigação, antes mesmo de conhecer o significado do termo. Um apologista não é simplesmente alguém que se desculpa pela sua fé, mas alguém que  é exortado “a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). É uma ordem de Deus que o cristão obedeça à 1 Pedro 3:15, que diz: “Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. Portanto, uma pronta defesa da fé é exigida do cristão. Isto não significa que ele deva ser um ”teólogo profissional”, a fim de ter uma resposta engatilhada para o oponente.  Contudo o cristão, pelo menos,  deveria estar preparado ou pronto para fazer uma defesa de sua fé.

         A predisposição de cair numa teologia pós-gnóstica [favorecendo as crenças da Nova Era]  tem sido a tendência de todo evangelicalista da atualidade. Oscilar sobre uma espécie de  embasada em sensações e experiências é bem mais fácil para o cristão contemporâneo do que estar preparado para uma defesa racional da fé que ele diz possuir. Para ele é bem mais fácil dizer o mesmo que disse o cego de nascença (João 9:25): “uma coisa sei, é que, havendo eu sido cego, agora vejo”, confiando mais na experiência do que na explicação racional de sua fé. Mesmo assim, ele ainda pode apelar ao absurdo de um questionamento à sua experiência com a frase típica dos incapazes: “Quem é você para questionar a minha experiência?”, embora isso aconteça simplesmente por causa da sua desinformação, ou até por ter ele entrado num evangelho gnóstico.

         Cristo convoca os verdadeiros cristãos a muito mais do que isso. Ele nos convoca a preparar um defesa da  que Ele nos confiou. Isso quer dizer que não somente devemos ter uma defesa preparada, como precisamos saber exata e amplamente o que estamos defendendo. “E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus. Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano. E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos” (Atos 19:8-10).

Como vemos, Paulo arrazoava diariamente (com os judeus) na escola de Tirano. Ele não fazia um simples apelo [como é hoje a praxe nas igrejas evangélicas] para que o pecador entregasse a sua vida a Cristo. Ele apelava ao seu intelecto racional [conforme tem feito o pastor da nossa PIBT], cada vez mais freqüentemente. (Leiam o Sermão do Monte e os debates de Paulo, em Atos 14, e no Areópago, conforme Atos 17). Paulo conhecia muito bem o Velho Testamento, mas também convocava os seus ouvintes à consideração da teologia natural. Ele teria sido facilmente descartado pelos incrédulos nos debates em que se engajou com eles, caso não fosse um profundo conhecedor da Bíblia e fosse incapaz de apelar ao intelecto deles.

Existem dois elementos necessários para que o cristão fique pronto a fazer a defesa de sua fé.

O primeiro é o completo conhecimento da fé que ele professa. [Por que os mórmons e as TJs pescam tantos cristãos no aquário alheio? Simplesmente porque sabem defender a  que professam mesmo sendo esta biblicamente deturpada]. Infelizmente, muitos cristãos, que têm professado ser crentes há muito tempo (há anos e anos), não saberiam encontrar em sua Bíblia a narrativa da aparição de Deus, com os anjos cantando: “santo, santo, santo”. [Leitor, você sabe exatamente onde esta passagem se encontra? Se não o sabe, é no capítulo 6 do Livro de Isaías]. E as profecias sobre a morte de Cristo, contidas nos salmos, quais são? E a passagem que trata da  no Novo Testamento? E a parábola do filho pródigo? [Se você não sabe, irmão, considere-se um quase analfabeto bíblico. Antes de me filiar a uma igreja presbiteriana, eu já havia lido 50 vezes o Novo Testamento. Quantas vezes você já o leu?]. Os textos supra citados são importantes, porém sempre negligenciados.

O Segundo é que o apologista preparado deveria ter alguma idéia sobre as filosofias e ideologias mundanas, as quais sempre querem se exaltar sobre as Escrituras. Isto não é exatamente indispensável, mas ajudaria muito. E por que não é necessariamente indispensável? Hipoteticamente, é possível que, quando surgir um erro diante de um cristão, sendo ele bem versado na verdade, possa refutá-lo inteiramente pela Palavra de Deus. Porém esta é uma exceção e não uma regra.

Dentro do contexto atual da aversão ao que é racional, torna-se cada vez mais necessário que os cristãos tenham uma defesa organizada e bem preparada de sua fé, para a glória do Nome de Jesus Cristo, nosso Deus e grande Salvador.

 

“Apologetics” - Dr. C. Matthews McMahon/Mary Schultze, 06/02/2008.

http://www.drcmatthewmcmahon.com/ e www.cpr.org.br/Mary.htm

 

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9)

...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João 1:7)