" CUIDADO COM O JULGO DESIGUAL ! VOCÊ JÁ DISCERNIU ISTO? - Parte 2"

12/08/2011 09:55

 Namoro e Noivado - 2

Que sociedade? Que harmonia... ? Que união...?

Autor(a): Pr. Jaime Kemp

 

Quando jovem, também fui tentado a não me preocupar com o desenvolvimento de uma base espiritual firme. Nunca vou me esquecer da primeira vez em que eu e minha namorada, que agora é a minha esposa, saímos. Meu coração batia tão descompassadamente que pensei que ia pular para fora porque eu estava "gamado" por ela. Tinha resolvido no meu coração desenvolver um namoro com a Judith, dentro dos padrões de Deus. 

Quando entramos no meu chevrolet novo, queria orar com ela antes de sair, mas tive medo de que ela fosse pensar que eu era um fanático religioso. Por alguns segundos lutei comigo mesmo e, na última hora, eu disse: "Você não gostaria de orar comigo agora?". Ela olhou para mim com um sorriso bonito e disse: "sim, quero". Foi preciso muita coragem para fazer aquilo mas, dou graças a Deus, porque hoje, depois de 19 anos, é fácil orar com minha esposa. Lembro-me ainda daquela oração: "Querido Pai, queremos convidar-te para participar conosco de nossas atividades. Queremos que Tu sejas o centro do nosso namoro. Que nossos pensamentos, palavras e ações sejam dirigidas por ti. Queremos te agradar com o nosso relacionamento.
Abençoa-nos Senhor, em nome de Jesus, Amém".

Os momentos de oração, de compartilhamento da ação de Deus em nossas vidas, e a leitura da Bíblia juntos, foram usados para nos dar forças nas horas de tentações que dois jovens têm, especialmente no controle dos impulsos sexuais e no relacionamento físico no namoro. Não estou dizendo que foi tudo perfeito. Houve dificuldades, tentações, e, às vezes desentendimentos, mas, a diferença era que tínhamos Jesus como a pessoa mais importante no nosso relacionamento, e a Palavra de Deus como guia de nossas decisões e atitudes.

Se vocês não oram juntos no período de namoro e noivado, se não procuram ler e obedecer a Palavra, se não há conversas francas e abertas sobre dificuldades, não pensem que, de repente, no primeiro dia do casamento será automático orar, colocar a Bíblia como prioridade e organizar a vida conforme os princípios de Deus. Isso simplesmente não acontecerá. O período de namoro e noivado é importante para construir o alicerce para um casamento feliz.

Quero dar algumas sugestões que podem ajudá-los nesse sentido:

1) Desde o início do relacionamento planejem atividades em grupo. Isto é, evitem longos períodos a sós, colocando-se em situações onde seus impulsos seriam estimulados demais.

2) Estabeleçam regras de conduta coerentes com princípios bíblicos. Por exemplo,sejam francos quanto ao relacionamento físico. Às vezes, as carícias estão sendo excessivas e há defraudação.

3) Coloquem a Bíblia como regra de fé e prática. Isto quer dizer que vocês vão estudá-la juntos e procurar aplicações práticas.

4) Desenvolvam um espírito de louvor e oração. Serão momentos entregando uma certa atividade a Deus, ou depois de uma conversa sobre um problema, ou louvor por uma vitória.

5) Procurem ter comunicação aberta. Um dos maiores problemas no casamento é a falta de comunicação, ou a comunicação não aceitável, como por exemplo, gritarias, brigas etc. Aprendam logo de início a manter uma linha de comunicação aberta entre vocês e o Senhor. Desenvolvam um espírito de perdão. Uma noiva, com muito orgulho, disse-me há algum tempo atrás: "Jaime, quero que você saiba que em nosso namoro e noivado, nunca brigamos, nem discutimos". Olhei com desconfiança e disse: "não tenho certeza, mas acho que seu relacionamento está precisando de mais objetividade e honestidade. Todo relacionamento tem que passar por provações. Mas, o amor verdadeiro, usará a tribulação para que o relacionamento se torne mais profundo e comunicativo".

6) Procure ler bons livros. Sugiro os seguintes: "Uma bênção chamada sexo", de Robson Cavalcanti; "Casei-me com você" e "Amor, sentimento a ser aprendido", de Walter Trobisch; "A Família do Cristão", de Larry Christenson. Podem ser lidos e discutidos, mas cuidado com conversas íntimas sobre sexo, que poderão levá-los a se despertarem sexualmente.

Tenho certeza de que você deseja um casamento feliz, vivido dentro do padrão de Deus. Para que isso aconteça, você tem que construir sua casa na rocha, que é Cristo e a Palavra de Deus. Decida basear seu noivado nos princípios de Deus e que Deus o abençoe nessa decisão.

"Sexo... Por que esperar até o casamento"?

Vamos conversar agora sobre o relacionamento físico. Como controlar as carícias? Quem deve controlar o relacionamento físico? É possível ter contato físico e ainda ficar dentro da vontade de Deus? Quais são os limites que Deus impõe? Será que a Bíblia tem respostas para perguntas como essas? Deus está interessado neste assunto? Digo com toda convicção que há respostas bíblicas para essas perguntas e que Deus está interessado no relacionamento dos jovens cristãos.
Em I Tessalonissences 4, Paulo trata do nosso relacionamento físico.

Veja a passagem, versos 1-8.
Como é que devemos viver e agradar a Deus? Conforme o verso 3, a vontade de Deus é a nossa santificação. Isto quer dizer, pureza moral. É a separação dos padrões imorais da sociedade e a aceitação do padrão de Deus. Paulo está dizendo que Deus quer que dediquemos nossa vida a Ele e que nos abstenhamos da prostituição. Paulo não está falando só da comercialização do sexo pelas mulheres na rua, mas, da imoralidade sexual, seja em palavra ou ação.

Em pesquisa realizada entre os jovens evangélicos do Brasil, descobri que uma grande porcentagem deles, até 21 anos de idade, tiveram relação sexual com suas namoradas. Paulo está dizendo que Deus quer que vivamos nossa vida com pureza moral. No verso 4, ele explica que "cada um de vós saiba possuir seu próprio corpo" (a tradução antiga diz "o seu vaso", mas na língua original podemos deduzir que significa corpo). Alguns acham que a palavra "corpo" se refere à esposa. Se significa o seu próprio corpo ou o de sua esposa, é importante verificar que o jovem deve guardar puro o seu corpo até o casamento, quando ele poderá desfrutar dos prazeres do ato conjugal.

Extraído do livro Antes de Dizer Sim.  Jaime Kemp