" ANTHONY COMSTOCK - UM DEFENSOR DA FÉ CRISTÃ " Parte 1

31/08/2011 10:16

 

ANTHONY COMSTOCK: O PRIMEIRO CAMPEÃO PRÓ-FAMÍLIA DA HISTÓRIA MODERNA

 

Pioneiro na luta contra a pornografia e em iniciativas para pressionar o Congresso e os políticos a proteger as famílias e suas crianças e adolescentes

 

Apresentar filmes e materiais pornográficos para crianças e adolescentes sob a capa de “educação sexual”, mostrando cenas e posições explícitas de sexo, inclusive homossexual. Expor crianças e adolescentes a métodos chamados de “planejamento familiar”, inclusive aborto, para impedir a gravidez como se a gravidez fosse uma doença sexualmente transmissível. Esse, infelizmente, é o padrão de violência criminosa que predomina nas escolas e na sociedade quando os pervertidos não são impedidos de mudar as leis e a cultura.

 

Cultura pró-família sob ataque

 

A vasta maioria dos esforços para expor crianças e adolescentes à educação sexual pornográfica e informações e “serviços” de aborto e contracepção é resultado das campanhas da Federação Internacional de Planejamento Familiar, fundada na década de 1950 por Margaret Sanger. Foi um imperialismo cultural e pornográfico que venceu primeiramente as barreiras legais nos EUA e depois se expandiu como vírus para o resto do mundo.

Hoje a Federação Internacional de Planejamento Familiar é a maior promotora mundial de contracepção, aborto e educação sexual pornográfica nas escolas.

As primeiras barreiras legais derrubadas foram nos EUA, onde Sanger detestava a famosa Lei Comstock, que a impedia de divulgar e estabelecer sua ideologia de controle da natalidade que, de acordo com ela:

 

Destruiria o Cristianismo.

Exterminaria a raça negra.

Purificaria a raça branca.

Promoveria o aborto como direito humano das mulheres.

 

Na década de 1930, através de muitas campanhas, a Lei Comstock sofreu uma emenda para remover a proibição na distribuição de informações sobre contracepção.

A emenda veio por pressão de Margaret Sanger, que na década de 1930 já estava louvando publicamente as políticas de purificação racial da Alemanha nazista. Ela é hoje considerada a inventora oficial do termo “controle da natalidade”.

Enquanto lutava para destruir a Lei Comstock, Sanger estava com a vida arruinada. Seu casamento terminara e ela vivia de amante em amante. Ela deixou seus filhos pequenos tão negligenciados e esquecidos que sua filhinha morreu de pneumonia.

Ela estava envolvida em diversos tipos de práticas de fetiches eróticos, na meditação oriental e em outras formas de ocultismo, inclusive rosa-cruz e teosofia. Esse quadro contrastava fortemente com o próprio autor da lei que ela tanto detestava e combatia.

Aliás, o moderno quadro horrendo de crianças e adolescentes sendo expostos pelo próprio governo à pornografia, libertinagem e aberrações homossexuais dentro das salas de aula só chegou a esse ponto porque muitos líderes cristãos não quiseram e não querem assumir uma postura de ação social.

 

Anthony Comstock: um homem de Deus

 

Essa violência sexual oficialmente travestida de educação para crianças e adolescentes hoje é algo criminoso, e é assim que Anthony Comstock a encarava. Desde o final da década de 1860, seu alvo de ação era o combate às propagandas de pornografia, aborto e controle da natalidade. Nascido em 1844 em Connecticut numa cidade chamada Nova Canaã, desde menino ele adorava ler a Bíblia e era um evangélico que não praticava o Cristianismo apenas dentro da igreja. Ele acabou se tornando um obreiro ativo na Associação Cristã de Moços (ACM) de Nova Iorque. A ACM era uma organização evangélica muito conhecida, onde até mesmo o famoso pregador D.L. Moody era membro ativo.

Nessa época, a ACM fundou a Sociedade para a Eliminação dos Vícios para avançar o trabalho de Comstock, onde ele atuou como secretário até sua morte.

Ele lutava contra os vícios sociais fazendo pressão sobre os legisladores. Ele viajava para Washington DC e convencia os congressistas da necessidade de leis para proteger as famílias e suas crianças e adolescentes contra a pornografia. Tais iniciativas pioneiras foram as primeiras demonstrações de lobby pró-família, ou campanhas para pressionar e influenciar os legisladores a priorizarem o bem-estar das famílias.

Suas pressões sobre o Congresso foram vitoriosas e levaram em 1873 ao estabelecimento de uma forte lei federal proibindo o transporte de produtos

obscenos, imorais ou lascivos no correio. A lei, que estabelecia até 10 anos de cadeia para os infratores, acabou ficando conhecida como Lei Comstock.

Para implementar a lei, Comstock foi oficialmente nomeado como Agente Especial do Departamento dos Correios dos EUA, com amplos poderes do governo para deter a pornografia. De 1873 a 1915, ele conduziu batidas policiais espetaculares em publicadores e vendedores de literatura obscena.

Ele também escrevia muito para alertar as famílias sobre as influências pornográficas — um grande problema social hoje. Ele disse: “Os pais têm o direito, e é seu dever, fechar a porta de seu lar para esses males. Não é violar a liberdade de imprensa dizer: „Essas influências não entrarão no meu lar, onde vivem meus amados filhos”. (Traps for the Young, pág. 18.)

Durante mais de 40 anos, ele foi responsável pela prisão de 3.600 pornógrafos e pela apreensão e destruição de uma imensa quantidade de material pornográfico, artigos indecentes, drogas abortivas e drogas para impedir a concepção.

Comstock pessoalmente prendeu quatro pornógrafos num único dia. Sendo apanhado, um malfeitor enviou recado para outro: “Saia da cidade. Comstock está atrás de você. O maldito idiota não quer saber de suborno”. (Carlson)

Num só ano, mais de 6 toneladas de chapas fotográficas pornográficas, mais de 60 toneladas de livros pornográficos, 200.000 fotografias e imagens, 31.500 caixas de pílulas e poções e 60.300 artigos obscenos foram destruídos. Esse resultado não veio ao acaso: Comstock levava sua carreira e responsabilidades muito a sério.

Esses materiais eram realmente pornográficos? James Petersen, que por muito tempo foi editor da revista Playboy, escreveu: “Comstock jamais descrevia os objetos que ele suprimia, mas algumas fotos ainda existem. Mesmo hoje, essas fotos conseguem provocar excitação”. (Carlson) Alguns dos livros destruídos tinham títulos descarados, tais como: Lord K’s Rapes and Seductions (Os estupros e seduções de Lorde K).

 

A luta contra a contracepção e o aborto

 

Por que as batidas policiais anti-pornografia de Comstock eram também batidas anti-contracepção e anti-aborto?

O Dr. Allan Carlson, presidente do Congresso Mundial de Famílias, explica:

Sua própria experiência mostrava que os comerciantes de publicações obscenas comumente também vendiam contraceptivos e drogas abortivas. Conforme ele escreveu sobre uma de suas primeiras prisões para a ACM, livros pornográficos “eram publicamente anunciados e vendidos em conexão com artigos para produzir aborto, impedimento da concepção, artigos para ajudar seduções e para propósitos  indiscretos e imorais”. Outras das primeiras prisões envolviam uma mistura de publicações com “produtos de borracha” imorais [essa frase abrangia acessórios para masturbação e as primeiras camisinhas e diafragmas] e seringas para aborto. Comstock e seus aliados também associavam a contracepção à prostituição porque os prostíbulos frequentemente vendiam poções e dispositivos de controle da natalidade logo ao lado. (Carlson)

 

Comstock associava o aborto e a contracepção juntos pelo perigo comum que representavam para a saúde das mulheres. Nessa perspectiva, Comstock estava realmente em solidariedade com a vanguarda da liderança médica de sua época. (Carlson)

Uma dessas autoridades era o Dr. D. Humphreys Storer, professor de obstetrícia na Universidade de Harvard. Em 1855, ele deu a palestra introdutória da nova classe médica de Harvard. Intitulada “Duas Causas Frequentes da Doença Uterina”, ele apontou primeiro para a prática crescente entre mulheres recém-casadas de recorrer “a meios, facilmente compráveis, para destruir a vida dentro delas”. Storer ressalta “a probabilidade de haver maiores danos e males irreparáveis” para o próprio corpo da mulher. A segunda causa do aumento da doença uterina, relatou ele, são “os meios empregados em grande medida para impedir a concepção”. Embora alguns médicos que rejeitavam o aborto aceitassem a contracepção, Storer insistiu que qualquer tipo de interferência no ato sexual produz problemas: “Se… o funcionamento da natureza for interrompido, conseqüências virão…” (Carlson)

Contudo, Comstock tinha também razões cristãs para se opor à contracepção. Ele disse:

O ato de impedir a concepção causa a maior destruição do caráter moral. Deus estabeleceu certas barreiras naturais. Se eliminarmos todos os limites para as paixões carnais… provocamos desastre. Se degradarmos as coisas sagradas, arruinamos a saúde das mulheres e propagamos uma maldição maior do que as pragas e doenças da Europa. (Carlson)

Ele foi autor do livro Traps for the Young (Ciladas para os Jovens), publicado em 1883 e dirigido aos pais, professores e pastores, dando conselhos de como proteger crianças de conteúdo impróprio dos meios de comunicação de sua época e alertando também sobre os perigos dos vícios. É provavelmente o primeiro manual de prevenção às tentações da pornografia, e como crianças e adolescentes estavam sendo arrastados pelas tendências mais baixas dos meios de comunicação do século XIX. Ele também escreveu Morals Versus Art (Moralidade versus Arte), publicado em 1888.

A Lei Comstock ainda está em vigor nas leis federais americanas que proíbem a obscenidade, e hoje é usada principalmente para combater vigorosamente a pornografia infantil na internet e impressa. Assim, toda a repressão moderna à exploração pornográfica das crianças está montada nos esforços pioneiros de um

evangélico atuante. Mas depois da morte de Comstock em 1915, sua lei começou a ceder aos ataques sistemáticos de Sanger, pois não havia ninguém que pudesse ou quisesse ocupar o lugar de Comstock.

Mesmo assim, o Rev. Billy Sunday (1862-1935), provavelmente o maior pregador de multidões antes de Billy Graham, condenava a venda de bebidas alcoólicas, a pornografia, o controle da natalidade e outros males sociais. De orientação presbiteriana, ele denunciou Sanger e sua ideologia até seus últimos dias. Entre os católicos, as denúncias vieram do Pe. John Ryan, na década de 1930. Não muito diferente de Sunday, Comstock via as bebidas alcoólicas como nocivas. Por coincidência, Sanger morreu alcoólatra em 1966.

Anthony Comstock realizou grandes proezas legais de proteção às famílias e enfrentou, em sua própria geração, muitos ativistas do aborto e da pornografia. Mas durante sua existência, quem prevaleceu foi ele. Seus maiores inimigos eram as ativistas socialistas do “amor livre” Emma Goldman e Margaret Sanger, porém enquanto ele estava vivo, tudo o que elas e seus vários parceiros socialistas podiam fazer era se queixar, difamar e resmungar.

Ele fechou grandes casas de jogatina e prostituição, ganhando a antipatia e ódio de grandes máfias e quadrilhas. Ele fechou o maior empreendimento de aborto de sua época, operado por uma milionária senhora, a famosa Madame Restell, que fez enorme sucesso vendendo drogas abortivas a partir de sua mansão de Nova Iorque. Madame Restell, a maior aborteira do século XIX, e seu exército de apoiadores foram derrotados por um só homem.

Madame Restell havia acumulado uma fortuna de 1.5 milhão de dólares. Comstock foi até a mansão dela, fingindo ser um homem que havia engravidado sua amante. Depois que Restell lhe vendeu uma poção de aborto, ele a prendeu. Ela lhe ofereceu 40.000 dólares para esquecer o assunto, uma quantia enorme para aquele tempo. Ele recusou o suborno. As anotações de Comstock sobre o caso contam o final: “Restell cometeu suicídio cortando a garganta na manhã do julgamento. Um fim sangrento para alguém que passou a vida inteira derramando sangue”. (Carlson)

Esses grandes negócios sujos, que faziam sutis anúncios nos jornais de seus serviços, traziam aos jornais um lucro milionário. Não é de admirar pois que Comstock tenha sido alvo de ódio e freqüentes ataques da imprensa.

A imprensa liberal americana atacava a Sociedade para a Eliminação dos Vícios (SEV) como um covil de fanáticos. Com Comstock, os fundadores “fanáticos” da SEV foram: J. Pierpont Morgan, famoso banqueiro; William E. Dodge, magnata do cobre; Samuel Colgate, presidente da empresa Colgate, que fabricava sabonetes. Colgate se tornou presidente da SEV, onde trabalhou até sua morte em 1898. (Carlson)

Outros integrantes atuantes foram o publicador de livros Alfred S. Barnes (cujo nome está hoje na famosa editora americana Barnes and Noble) e o jurista William

Beecher, filho do renomado pregador Henry Ward Beecher. Nos anos subseqüentes, a SEV recebeu doações de homens famosos, como Andrew Carnegie, John Wanamaker, a Sra. Russell Sage, Louis C. Tiffany e Joseph H. Choate. Até mesmo Noah Porter, presidente da Universidade de Yale, estava diretamente envolvido com o trabalho de Comstock. (Carlson)


Fonte: Livro Anthony Comstock – O primeiro ativista pró-vida da história moderna

Autor: Julio Severo

www.juliosevero.com