As TJs e os últimos dias

As Testemunhas de Jeová creem que estamos vivendo os últimos dias desde 1914, a data invisível da volta Jesus. São inúmeras as publicações onde tratam do assunto: os livros “O que a Bíblia Realmente Ensina”; “Raciocínios à Base das Escrituras”; “A Bíblia –Um Livro de Profecias Exatas” entre outros, além de diversas edições das revistas “A Sentinela” e “Despertai”. Abaixo um texto extraído de “Importa-se Deus”, cap. 9, p. 19-22).

“Como sabemos que estamos nos “últimos dias”? Como podemos ter certeza de que vivemos no tempo em que o Reino de Deus agirá contra o atual sistema de governo humano? Como sabemos que estamos bem perto do tempo em que Deus porá fim a toda a maldade e sofrimento? Os discípulos de Jesus Cristo queriam saber essas coisas. Perguntaram-lhe qual seria “o sinal” de Sua presença investido do poder do Reino e “da terminação do sistema de coisas” (Mateus 24:3). Jesus respondeu pormenorizando eventos e condições de abalar o mundo, que se conjugariam para indicar que a humanidade entrou no “tempo do fim”, nos “últimos dias” deste sistema de coisas (Daniel 11:40; 2Timóteo 3:1) Temos visto em nossos dias esse sinal composto? Temos, sim, e abundantemente! Guerras Mundiais… Em 1914, o mundo se envolveu numa guerra que viu a mobilização de nações e reinos de modo diferente de qualquer outra guerra anterior. Reconhecendo isso, os historiadores naquela época chamaram-na de a Grande Guerra… A Primeira Guerra Mundial marcou o início dos últimos dias. Jesus disse que esse evento e outros seriam “um princípio das dores de aflição”. (Mateus 24:8) Assim se deu, pois a Segunda Guerra Mundial foi ainda mais mortífera, com uns 50 milhões de soldados e civis mortos… Outras Evidências: Jesus incluiu outras coisas que acompanhariam os últimos dias: grandes terremotos…, pestilências e escassez de víveres [alimentos] (Lucas 21:11). Isso se enquadra bem nos eventos desde 1914, pois tem havido enorme aumento de aflições resultantes dessas calamidades… Jesus predisse também o aumento de crimes…, o colapso moral, tão evidente hoje em todo o mundo”

A Bíblia diz acerca dos últimos dias:

1) Eventos iniciais:

a) A ressurreição dos justos e arrebatamento dos santos vivos (1Co. 15.51-58; 1Ts. 4.13-18);

b) Eventos no céu: tribunal de Cristo e ceia das bodas do Cordeiro (Rm. 14.1-12; 1Co. 3.9-15; 2Co. 5.10; Ap. 12.7-9; Ap. 19.7-9).

2) Eventos sobre a terra:

a) Grande tribulação (Ap. 6.19);

b) Reino do anticristo (Ap. 13);

c) Armagedon (Ap. 14.14-20);

d) A Bíblia ensina que a Batalha do Armagedon será travada no meio da grande tribulação (3 anos e meio) Ap. 11.3; 12.6-14;

e) O reajuntamento de Israel (Jr. 23.3-8; 29.14; 32.37-38; Ez. 11.17; 20.34,41-42; 34.12-13; 37.1-14).

3) O reino milenar

a) O julgamento das nações (Ap. 20.4);

b) Cristo em seu trono (Mt. 25.31-32);

c) Paz e justiça sobre a terra (Sl. 72.17-19; Is. 2.2-4; 11.1-12; 35.1-2; Jr. 23.5-8; Dn. 2.44);

d) Revelação final (Ap. 11.15; 20.5-10.

4) Nova criação

Novo céu, nova terra e nova Jerusalém (Ap. 21 e 22).

 

                                 O que as TJs não contam em suas visitas

                                               

As Testemunhas de Jeová não contam tudo sobre sua organização religiosa quando visitam as pessoas em suas casas. Sua mensagem destaca um paraíso sem velhice, dor, sofrimento, fome e guerras. Esta mensagem inicial é na verdade uma isca ou um chamariz que tem como objetivo identificar pessoas manipuláveis. Ao iniciar um “estudo da bíblia”, que nada mais é que um estudo das publicações produzidas pela Torre de Vigia, elas fornecem um conjunto de informações que visam causar uma boa impressão sobre sua organização religiosa.

Quando visitam uma pessoa pobre, apresentam sua mensagem de que no “paraíso prometido” haverá comida farta, casa e trabalho para todos. Se a pessoa é doente ou perdeu um ente querido na morte, a palavra da vez é a vida sem doenças e velhice no “novo mundo de Deus”, um paraíso aqui mesmo na terra reservado apenas para poucos. Com o tempo começam a apresentar uma visão negativa e apocalíptica do mundo e oferecem a “esperança de salvação” de um cataclismo mundial que apenas pode ser encontrada no seio da única “religião verdadeira”.

À medida que o estudo vai prosseguindo, dependendo do grau de aceitação do “estudante”, elas passam a apresentar também seu ponto de vista distorcido sobre a sociedade, os vizinhos, família e colegas, governos, política e religião. Geralmente, a maioria das pessoas anda muito decepcionada com o sistema e pode ser facilmente sugestionada, o que facilita a lavagem cerebral contínua aplicada pelas Testemunhas de Jeová em cada uma de suas visitas. Aos poucos, o estudante se afasta de seus anteriores amigos e mesmo de seus próprios familiares. A seita está conseguindo um objetivo vital: Isolar o iniciante de pessoas que poderiam alertá-lo do perigo.

Quando um simpatizante, ou estudante novato visita o Salão do Reino (local de reunião das Testemunhas de Jeová) pela primeira vez, ele é bombardeado com muitas expressões de amizade, afeto e amor, todos querem conhecê-lo mais e tornarem-se seus amigos. Daí para a assiduidade nas reuniões, a aceitação das suas doutrinas e o engajamento na obra promovida pela seita, é questão de poucos meses! Afinal, a primeira coisa que um estudante aprende, é que o Armagedon está às portas e ele precisa se apressar ou poderá perder a salvação para sempre, já que os que morrerem durante a “guerra apocalíptica de Deus” jamais serão ressuscitados.

Neste estágio, quando a pessoa já está totalmente envolvida,  algumas coisas começam a vir à tona. Nota-se o controle e a intromissão dos líderes nas vidas pessoais de seus fiéis, a imposição de normas, as regras insólitas e o legalismo de mandamentos que não se baseiam nas escrituras como imaginava.

As exigências de fidelidade cega aos pastores e líderes da seita, o isolamento, as proibições, e finalmente as ameaças de exposição pública e de expulsão com a perda de privilégios, posição, e a própria dignidade, se torna um despertar trágico e desanimador. Muitas vezes, o estudante já é um membro batizado com deveres e obrigações, inclusive casado e totalmente inserido no contexto sectário, e deixar a organização traria consequências penosas não apenas para ele, mas também para os demais amigos e familiares que estão também seriamente envolvidos com o grupo. Como se sabe, as Testemunhas de Jeová são proibidas por sua liderança de dizer mesmo um simples “oi” a seus ex-membros, mesmo que este seja um amigo de infância ou parente próximo.

O medo de perder todos os amigos da noite para o dia, ser encarado como um herege ou apóstata pela família e co-adoradores e de enfrentar o desprezo e o ostracismo em solidão e abandono, faz com que muitos prefiram continuar na religião apesar da freada brusca e dura da realidade. O objetivo final da seita foi alcançado: O domínio sobrepujante sobre o indivíduo em todos os aspectos de sua vida é agora uma realidade amarga e escravizante.

Felizmente, cada vez mais as práticas discriminatórias das Testemunhas de Jeová contra ex-membros estão sendo divulgadas. Isso tem dificultado o trabalho de proselitismo desta seita que enfrenta sérias baixas em suas fileiras a cada ano.

A informação é o caminho.

Extraído do site http://www.extj.com.br/ em 20/06/2014    

    

            AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E LUCAS 23.43

                       
 

Um estudo hermenêutico da narrativa bíblica

Por Robert M. Bowman Jr.

Tradução de Elvis Brassaroto Aleixo

Nesta matéria, analisaremos o modo como as testemunhas de Jeová interpretam um único versículo da Bíblia, Lucas 23.43, e os argumentos que oferecem em defesa da sua interpretação. Esta análise contemplará dez princípios de interpretação que esse grupo viola constantemente na manipulação que impetram à Bíblia.

Começaremos com a exposição do texto bíblico na versão jeovista e na versão convencional, empregada pelos crentes:

Lucas 23.43

Tradução do Novo Mundo (TNM)

“E ele lhe disse: Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no paraíso”

Almeida Corrigida Fiel (ACF)

“E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”

Como se nota prontamente, o único ponto de discordância relevante é se o termo “hoje” pertence à expressão “Deveras, eu te digo” (TNM) ou à expressão “estarás comigo no paraíso” (ACF).

Isso pode parecer sem importância, mas é crucial para as testemunhas de Jeová sustentarem seu posicionamento doutrinário. Como alguns outros grupos religiosos controversos, os jeovistas acreditam que os homens deixam de existir após a morte. Negam que haja uma alma imaterial ou espírito que pode existir como um ser pessoal à parte do corpo. Essa posição é, obviamente, rejeitada por Jesus, que promete ao ladrão arrependido que esse homem estaria com Ele no paraíso “hoje” (no dia da crucificação). Mas, alterando-se a posição da vírgula, essa noção fica totalmente subvertida, fazendo que a idéia de que Jesus e o ladrão foram imediatamente para o paraíso, após suas respectivas mortes, seja eliminada.

A própria posição da vírgula não pode ser determinada por uma simples apreciação do texto grego, porque, no texto grego antigo, não havia nenhuma marca de pontuação: todas as palavras foram justapostas sem nenhum espaço entre elas e todo o texto foi escrito em letras maiúsculas.

A partir disso, poderia parecer, então, que não há nenhum fator probatório que estabeleça qual é, afinal, a tradução correta, portanto, o que se lê na TNM seria uma possibilidade legítima. Contudo, esse não é o caso, como mostraremos nesta matéria. E é justamente isso que nos conduz à nossa primeira observação sobre a interpretação das testemunhas de Jeová:

1 Os jeovistas, freqüentemente, assumem o seguinte: se a tradução deles for gramaticalmente possível, então não pode ser criticada.

Mas, geralmente, buscam justificar a interpretação que se ajusta à doutrina que pregam em vez de procurarem buscar a interpretação que melhor se ajusta ao texto. O que não consideram é que estão em pauta muitos outros fatores que requerem muito mais do que somente uma “possibilidade gramatical de tradução”. No caso de Lucas 23.43, há outras considerações que, decisivamente, provam a tradução habitual e correta ignorada pela TNM.

“Em verdade eu te digo”

As palavras “Deveras, eu te digo hoje” são traduzidas mais literalmente como “Em verdade eu te digo”, em grego, amem lego soi. Essa é uma expressão introdutória ou fórmula que Jesus apenas empregava ao introduzir uma verdade que fosse muito importante e/ou, talvez, difícil de ser acreditada (no evangelho de João encontramos o mesmo tipo de ênfase: 5.25; 8.34, 51,58; 10.7). Uma expressão paralela e igualmente enfática que nos ajudaria a entender melhor esse ponto, e que se encontra no Antigo Testamento, seria: “Assim diz o Senhor” (1Sm 2.27; Is 7.7; Jr 2.2,5; Ez 11.5,7,16,17, entre outros).

É sintomático e suspeito o fato de essa expressão (amem lego soi) aparecer 74 vezes na Bíblia e a TNM observá-la 73 vezes, sendo a única exceção em Lucas 23.43 (a maioria das traduções segue o mesmo padrão em todas as 74 ocorrências).

Ora, a menos que haja evidências incisivas de que o contexto registrado em Lucas 23.43 se trata de uma exceção ao padrão das demais referências bíblicas, o texto deveria ser traduzido de acordo com o emprego habitual que Jesus fazia da expressão. Isso nos conduz à nossa segunda observação hermenêutica, que se relaciona com a primeira:

2 Os jeovistas, normalmente, interpretam o texto bíblico dedutivamente em vez de indutivamente.

O que estamos querendo dizer é que eles, normalmente, constroem sua interpretação a partir daquilo que já concluíram ser a “verdade” (raciocínio dedutivo) em vez de examinar todo o material bíblico pertinente antes de assumir uma conclusão (raciocínio indutivo).

A posição da palavra “hoje” no texto

Em defesa da TNM, as testemunhas de Jeová dizem o seguinte: no texto grego, Lucas posiciona o termo “hoje” (semeron) imediatamente após a expressão “Deveras, eu te digo” (Amem lego soi). Mas se Lucas quisesse que a palavra “hoje” fosse entendida como parte da expressão inicial na sentença de Jesus, poderia tê-lo feito simplesmente escrevendo “Em verdade, hoje eu digo a ti”; Ou, ainda: “Em verdade eu digo a ti hoje que” (adicionando a palavra grega hoti, nosso pronome relativo “que”). Essas reformulações se harmonizariam perfeitamente com a interpretação jeovista. Mas o fato é que o evangelista não empregou nenhuma dessas alternativas. Isso nos conduz à terceira observação hermenêutica:

3 Os jeovistas, notadamente, não consideram se a interpretação que escolhem é a que mais se ajusta ao teor preciso do texto bíblico.

Apenas se interessam em selecionar uma interpretação que, se possível, não contradiga o texto em questão de maneira muito explícita e, ao mesmo tempo, esteja de acordo com a posição doutrinária que adotam.

Uma nota de rodapé da edição de 1984 da TNM mostra que a versão siríaca (tradução do Novo Testamento datada do século 5o) traz o seguinte texto: “Em verdade, eu digo a ti hoje que comigo estarás no Jardim do Éden”. Ironicamente, essa não é nenhuma evidência a favor da pontuação adotada pela TNM, mas contra ela. Como Bruce Metzger, renomado especialista em grego da Universidade de Princeton, explica: “É justamente porque a versão siríaca rearranja a ordem das palavras (não a pontuação) do que é achado no manuscrito grego original que se pode colocar ‘hoje’ na primeira parte da oração”. Então, a nossa quarta observação hermenêutica é:

4 Os jeovistas, freqüentemente, consideram as variações textuais mais pobres e as versões antigas mais suspeitas para que possam apoiar seus posicionamentos doutrinários, mas somente quando essas variações e versões antigas não constituem um àquilo que crêem.

O significado do termo “hoje”

A razão de as testemunhas de Jeová insistirem no texto “Deveras, eu te digo hoje” se firma no seguinte fato: defendem que Jesus estava enfatizando que sua promessa ao ladrão foi proferida naquele dia; isto é, no dia da crucificação deles, quando a fé exercida pelo ladrão arrependido maravilhou o Cristo. Embora isso possa parecer plausível, não há nenhuma evidência para tal explicação no contexto bíblico imediato. O texto não faz nenhuma referência à fé do ladrão, nem há no texto bíblico qualquer outro elemento que apóie essa interpretação.

A interpretação ortodoxa entende que o significado do termo “hoje” remete à petição que o ladrão faz por um lugar no reino futuro e material de Jesus (v. 42), ao que Jesus responde lhe oferecendo um lugar com Ele, naquele mesmo dia, em um paraíso espiritual (v. 43). Essa visão se encaixa diretamente no contexto imediato, por isso é adotada, o que nos leva à nossa quinta observação hermenêutica:

5 Os jeovistas, regularmente, abusam do conceito de “contexto” alargando sua circunstância imediata com um único propósito: reconstruir suas hipóteses.

O significado do termo “paraíso”

A palavra “paraíso” possui uma história variada no contexto bíblico. Na Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento, empregada pelos judeus que falavam essa língua no século 1o, a palavra “paraíso” se refere ao Jardim do Éden (Gn 2.8-10, etc.). E também a uma transformação futura da terra de Israel, que se assemelharia ao Jardim de Éden (Is 51.3; Ez 36.35). Contudo, para o judaísmo do século 1o a noção de “paraíso” remetia, principalmente, a um lugar “escondido”, de bem-aventuranças, destinado aos justos no interlúdio de sua morte e futura ressurreição. Esse é claramente o uso empregado na referência que Jesus faz ao paraíso em Lucas 23.43.

Na tentativa de mostrar que essa não era a compreensão judaica nos dias de Cristo, as testemunhas de Jeová citam o Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, que declara: “Com a influência grega exercida na doutrina da imortalidade da alma, o paraíso se tornou o lugar de habitação do justo durante seu estado intermediário”. Mas no contexto da mesma citação, a obra em análise declara que o conceito de um paraíso intermediário para o morto tinha sido desenvolvido antes da influência grega, pelo judaísmo, depois do período do Antigo Testamento, e que era justamente essa a visão judaica vigente nos dias de Jesus: “Em Lucas 23.43, [a palavra paraíso] está indubitavelmente subordinada às concepções judaicas contemporâneas, e se refere à habitação intermediária do justo”.

Em duas ocasiões diferentes, relacionadas a Lucas 23.43, as testemunhas de Jeová citam o Dicionário da Bíblia, de James Hasting, para provar que há “pouco apoio” para a “teoria” que afirma que o judaísmo do século 1o tenha concebido um paraíso intermediário. Mas,na verdade, o que Hasting diz é propriamente o oposto: “É certo que a crença em um paraíso inferior prevaleceu entre os judeus, assim como também a crença em um paraíso superior ou divino”. O dicionário também declara, concernente a Lucas 23.43, que “Cristo se referiu ao paraíso celestial”.

Esses dois exemplos do abuso das fontes de estudo das testemunhas de Jeová nos levam à sexta observação hermenêutica:

6 Os jeovistas, normalmente, citam, de modo conveniente, as fontes acadêmicas fora de seus respectivos contextos. E, com isso, fundamentam uma conclusão oposta àquilo que a fonte consultada apresenta.

Projetam em suas citações um teor científico de pesquisa para dar a impressão enganosa de que a fonte citada está em harmonia com suas doutrinas.

As únicas outras referências ao termo “paraíso” no Novo Testamento são encontradas em Apocalipse 2.7 e 2Coríntios 12.4, e ambas são instrutivas:

Outras duas menções de “paraíso” no Novo Testamento

2Coríntios 12.4

“Que foi arrebatado para o paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não lícitas ao homem falar” (TNM)

Apocalipse 2.7

“Àquele que vencer concederei comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus” (TNM)

As próprias testemunhas de Jeová confirmam que o “paraíso de Deus”, em Apocalipse 2.7, é o paraíso divino, entretanto, não o reconhecem como um estado intermediário usufruído por uma pessoa entre sua morte e sua ressurreição. O texto de 2Coríntios 12.4 é até mais interessante. O paralelo entre o “paraíso” e “o terceiro céu” indica que o paraíso citado se refere a um reino divino, como quase todos os exegetas bíblicos reconhecem. De fato, na literatura judaica que circulava no século 1o era recorrentemente dito que o paraíso se localizava no terceiro céu.

Mas as testemunhas de Jeová ensinam que nesse texto Paulo está se referindo a “um estado espiritual experimentado pelo povo de Deus” durante “o tempo da colheita”, que só viria antes do fim. Em outras palavras, declaram que quando Paulo teve a visão do paraíso, o que ocorreu, na verdade, foi uma visão profética acerca das testemunhas de Jeová hoje! Essa manipulação baseada no texto de 2Coríntios 12.4 nos leva à sétima observação hermenêutica:

7 Os jeovistas, freqüentemente, alegorizam as profecias e as visões da Bíblia para associá-las aos eventos históricos de seu próprio movimento religioso.

O significado do termo “comigo”

Jesus prometeu ao ladrão arrependido: “Estarás comigo no paraíso”. E essa declaração contradiz a doutrina das testemunhas de Jeová de duas maneiras.

Primeira, a expressão “estarás comigo” atesta que todos os crentes em Cristo viverão em sua presença, contrariando a crença jeovista, de que a maioria dos crentes, inclusive o ladrão em questão, viverá na terra, enquanto uns poucos selecionados viverão no céu com Cristo.

Segunda, a expressão “comigo no paraíso” também atesta que Cristo foi para o paraíso, contrariando o que as testemunhas de Jeová ensinam sobre o paraíso que, para elas, será terrestre, permanecendo Cristo no céu.

Os jeovistas explicam: “Ele [Jesus] estará com aquele homem no sentido de que Ele o ressuscitará dentre os mortos e cuidará de suas necessidades físicas e espirituais”. Mas em outros textos bíblicos, nos quais Jesus igualmente fala que os crentes estarão com Ele, os jeovistas interpretam literalmente (Lc 22.28; Ap 3.21; 14.1; 20.4,6). Não existe nenhuma boa razão para o mesmo não ser observado também em Lucas 23.43. Estamos diante de uma deixa que nos leva à nossa oitava observação hermenêutica:

8 Os jeovistas são, freqüentemente, forçados a interpretar expressões simples de maneira altamente figurativa, sem autorização do contexto, para que possam manter seu posicionamento doutrinário.

Para onde Jesus foi?

Quando Jesus morreu, a Bíblia indica que Ele desceu ao inferno, no “abismo” (Mt 12.40; At 2.27,31; Rm 10.7; Ef 4.9; Ap 1.18). Como, então, Jesus poderia prometer ao ladrão que os dois estariam juntos em um paraíso divino? Além disso, Jesus não disse a Maria, mesmo depois de sua ressurreição, que ainda não tinha ascendido aos céus? “Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20.17). As testemunhas de Jeová dizem que esses versículos são incompatíveis com a interpretação ortodoxa de Lucas 23.43.

Antes de responder a esse argumento, chamamos a atenção do leitor para algo importante. Em vez de lidarem com Lucas 23.43 em suas próprias condições e em seu próprio contexto, os jeovistas afirmam que Lucas 23.43 não pode querer dizer o que parece significar, porque isso contradiria a compreensão de outras passagens bíblicas. Isso poderia ser entendido positivamente como uma indicação do compromisso que as testemunhas de Jeová têm com a veracidade absoluta de toda a Bíblia. Mas não há dúvidas de que esse argumento revela, na verdade, um movimento sutil e estratégico, que faz os mais indoutos se perderem na argumentação. Aqui, deparamo-nos com a nossa nona conclusão hermenêutica:

9 Os jeovistas recortam partes da Bíblia e as confrontam entre si, a fim de que possam concordar com seu posicionamento doutrinário.

Uma pequena pesquisa sobre o uso histórico do termo “paraíso” elucida essa discrepância aparentemente difícil. No século 1o, o paraíso intermediário judaico era pensado como se fosse o céu propriamente dito, um lugar de venturas, mas, às vezes, também era pensado como um compartimento “feliz”, “bom”, do inferno. As palavras de Jesus em Lucas 23.43, provavelmente, recorrem ao paraíso como uma parte do inferno destinada ao justo, conforme ocorre em Lucas 16.22-26: “E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além d

isso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá”.

Quer dizer, Jesus não estava prometendo que o ex-ladrão e Ele estariam juntos no céu naquele dia, mas num lugar separado, descansando. Quanto a 2Coríntios 12.4, pode ser adicionado aqui que Cristo, realmente, levou consigo o paraíso ao céu, por ocasião de sua ascensão.

Apresentando as coisas dessa maneira, devemos nos lembrar de que o céu habitado por Deus não é um local físico, fixado no nosso universo espacial-temporal. Os “céus” físicos não podem conter Deus (1Rs 8.27; Is 66.1; At 7.48-49). Nem mesmo se pudéssemos viajar na velocidade da luz poderíamos achar Deus ou sua habitação, procurando-a entre as estrelas. Assim, falar sobre “para onde” Jesus e o ladrão “foram” não deveria ser considerado literalmente.

Isso sugere a nossa décima e última observação:

10 Os jeovistas interpretam as realidades espirituais bíblicas de maneira racionalista.

Por “racionalista”, não queremos nos referir simplesmente ao emprego da razão para compreensão, pois também fazemos isso. Aliás, seria impossível não fazê-lo. Mas as testemunhas de Jeová vão além e exigem que os ensinos da Bíblia se reduzam à compreensão limitada humana. A compreensão humana é finita, mas Deus, em sua essência e entendimento, é infinito. Em qualquer assunto relativo à essência de Deus ou que relacione Deus e sua criação é natural que esperemos paradoxos. O sistema interpretativo das testemunhas de Jeová busca eliminar todo o paradoxo. Os jeovistas exigem um Deus que possam entender em sua completude, em suma: um deus pequeno, diametralmente diferente daquele que cultuamos.

Notas:

1 Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas: com referências. Brooklyn: Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1984.

2 METZGER, Bruce M. Comentário textual do Novo Testamento grego. Nova York: United Bible Societies, 1971, p.181-2.

3 Ajuda ao entendimento da Bíblia. Brooklyn: Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1971, p.1269.

4 JEREMIAS, Joachim. Verbete paradeisos, em Dicionário Teológico Novo Testamento, Vol. V. Ed. Gerhard Friedrich. Tradução: Geoffrey W. Bromiley. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Cia., 1967, p.766-9.

5 BIETENHARD, Hans; BROWN, Colin. Verbete “paraíso”, em Novo dicionário internacional de teologia do Novo Testamento, Vol. II. Ed. Colin Brown. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Cia., 1976, p. 761, citado na obra jeovista Raciocínios à base das Escrituras. Brooklyn: Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1985, p. 286.

6 Ibid., p. 761.

7 HASTING, James. Dicionário da Bíblia, Vol. III. Edimburgo: T&T Clarke, 1900), III: 669-70, citado em Ajuda ao entendimento da Bíblia, p. 1269, e Raciocínios à base das Escrituras, p. 286.

8 Ibid., p. 671.

9 Ibid.

10 Ajuda ao entendimento da Bíblia. Brooklyn: Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1971, p.1270.

11 JEREMIAS, Joachim. Verbete paradeisos, em Dicionário Teológico Novo Testamento, Vol. V. Ed. Gerhard Friedrich. Tradução: Geoffrey W. Bromiley. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Cia., 1967, p. 768.

12 Ajuda ao entendimento da Bíblia. Brooklyn: Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1971, p. 1270.

13 Poderá viver para sempre no paraíso na Terra. Brooklyn: Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1982, p.171. Veja também Raciocínios à base das Escrituras. Brooklyn: Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 1985, p. 287.

14 JEREMIAS, Joachim. Verbete paradeisos, em Dicionário Teológico Novo Testamento, Vol. V, ed. Gerhard Friedrich. Tradução: Geoffrey W. Bromiley. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Cia., 1967, p. 768.

15 LOCKYER, Herbert. Inferno e paraíso antes de e depois da ascensão de Cristo. Grand Rapids: Baker Book House, 1975, p. 94-9.

 

                                                 O Mediador das TJs

                                    

Todo cristão sabe o que a bíblia diz em  1 Timóteo 2.5: ”Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem“.Esta passagem é bem clara, indiscutível. Somente ela serve de base para dizermos que Jesus  Cristo é de fato o mediador entre Deus e todos os homens. Há ainda outros textos bastante interessantes:Hebreus 9:28 ”assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação“, ou quem sabe:1 João 2:1 ”Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo“.

Advogado, mediador, intercessor. Estes são os papeis que Cristo desempenha perante Deus para cada homem vivo neste planeta. Ele morreu por todos nós, e quer que todos sejamos salvos. Ele ama a cada um individualmente, mesmo aqueles que ainda não creem Nele como seu Salvador e aquele que redimiu sua vida perante o Pai celestial.  Portanto, nestas passagens e em muitas outras, o assunto fica bem claro, sem espaço para outras interpretações. Porém, será que é mesmo assim que o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová pensam a respeito do papel mediador de Cristo? A resposta, para nossa inteira surpresa é: NÃO!   A Sociedade Torre de Vigia (STV) afirma categoricamente que Jesus NÃO É O MEDIADOR entre Deus e toda a humanidade. Dizem que ele é meramente o mediador do pacto que foi celebrado somente para os 144.000.  É exatamente assim que os homens que dirigem todas as Testemunha de Jeová no mundo pensam. Creio que muitos que são testemunhas de Jeová não sabem deste fato (eu mesmo não sabia). E como isso é triste de ser lido. Eu tenho profunda tristeza em ler afirmações como a que vou descrever aos leitores logo abaixo. Como isto contrasta com textos como os que acabamos de citar acima.  Somente a frase de 1 Timóteo 2:5 de um “só mediador entre Deus e os homens” não dá margem para uma outra intepretação. A Sociedade se baseia em Hebreus 8:6, Hebreus 9:15 e Hebreus 12:24 para dizer que ele é mediador apenas do pacto. De fato ele é o mediador do pacto, mas também é o mediador entre Deus e os homens. Tem vários outros textos que fala de Cristo como nosso intercessor, advogado e tantas outras coisas, mostrando que ele de fato intermedia por nós ao Pai. Isto está claro como cristal e a Sociedade faz ginástica teológica para ensinar o contrário.

EIS os Artigos da STV afirmando que Cristo NÃO é o mediador entre Deus e Toda a humanidade, mas só mediador de um novo pacto entre Deus e o grupo de elite de 144.000 “ungidos” da Torre de Vigia.

* A sentinela 15/08/1989 (Páginas 30-31) - “Claramente, pois, o novo pacto não é um arranjo livre, aberto a toda a humanidade. Trata-se duma cuidadosamente providenciada provisão legal envolvendo Deus e os cristãos ungidos.”

* A Sentinela 15/02/1991 (Página 17 – em especial parágrafo 8) -  ”Assim, o sacrifício de resgate é fundamental para o novo pacto, do qual Jesus é o Mediador. Paulo escreveu: “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e homens, um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos — isto é o que se há de testemunhar nos seus próprios tempos específicos.” (1 Timóteo 2:5, 6)Estas palavras aplicam-se em especial aos 144.000, com quem o novo pacto é feito.”

* A Sentinela 01/01/1993 (Página 5) - “De modo que este homem, Cristo Jesus, foi o primeiro duma nova criação, ungido para fazer a vontade de Deus. Mais tarde, à base da sua morte sacrificial, Jesus tornou-se o Mediador dum novo pacto entre Deus e um grupo seleto de homens“.

Este “seleto grupo de homens” no caso aqui são os 144.000. Pois, na visão da Sociedade, a grande multidão depende dos 144.000 para serem intermediados por Cristo. E isto na verdade, significa que eles é quem são os intercessores das Testemunha de Jeová perante Cristo. Aqueles que tem acesso as publicações da Torre de Vigia devem pesquisar bem o assunto para verem que é exatamente assim que a Sociedade pensa a respeito do assunto. E de fato a intecessora da “grande multidão” é a Organização, composta pelos 144.000, o “seleto grupo de homens”. Cristo não é para você, é o que a Sociedade quer advogar. Isto é algo muito sério.

Para fechar estas pequenas referências, o Livro Segurança Mundial Sob o Príncipe da Paz (página 10) diz:

“Do mesmo modo, o Moisés Maior, Jesus Cristo, não é o Mediador entre Jeová Deus e toda a humanidade. Ele é o Mediador entre seu Pai celestial, Jeová Deus, e a nação do Israel espiritual, que está limitado a 144.000 membros.”

Vocês pode até pensar que, por este livro ser antigo, talvez uma “nova luz” tenha surgido para mudar este conceito. Para tirar esta dúvida, os artigos de A Sentinela de  1989, 1991 e 1993, que são bem recentes, tem o conteúdo bastante similar ao mostrado acima. Portanto, esta ainda é a maneira como a Sociedade vê a questão. Sugiro que o leitor também dê uma olhada no Estudo Perspicaz das Escrituras (publicado pela STV), sob o tópico “Mediador”, onde você poderá ver mais algumas explicações do “escravo fiel e discreto” (o corpo governante das TJ’s).

Então, da próxima vez que alguém lhe perguntar ou afirmar que na concepção das Testemunhas Cristo é o mediador entre elas e Deus, você sabe não é bem assim. Cristo é o mediador apenas dos 144.000 “ungidos” da Torre de Vigia que vão para o céu. As outras ovelhas (a vasta maioria das TJ’s vivas) dependem dos 144.000 (que hoje chegam a uns 8.000 vivos) e consequentemente da organização para serem salvos.

Que os fatos aqui apresentados vos ajudem a perceber que a Sociedade tem de fato desencaminhado das pessoas o único mediador (Jesus) e tem assumido presunçosamente este papel, colocando em perigo espiritual a vida de mais de 5 milhões de pessoas.

Orem a Deus pedindo orientação antes de ler sua palavra para elucidar o assunto.

 

“Perguntas aos TRINITÁRIOS!” – Respondidas!

por Luciano Sena 

Diante de tantas verdades a respeito das Testemunhas de Jeová, que vieram ao conhecimento do público desde o advento da internet, alguns em suas fileiras dedicaram-se na defesa da Organização Torre de Vigia. Obviamente, não em consentimento dos próprios líderes que eles tanto defendem, visto que os tais proíbem tal comportamento. 

 

Devemos reconhecer que essa nova postura é corajosa e com um certo grau de superioridade ao que a maioria das Testemunhas de Jeová apresenta em diálogos pessoais, com  quem lhes apresentam argumentos mais pesquisados.

No site Tradução do Novo Mundo Defendida, (que agora terá que reformular muito de seus argumentos, já que seus líderes lançaram uma Nova Tradução do Novo Mundo contendo os elementos que eles criticaram nas versões tradicionais!!!) entre seus vários links, vi um que me despertou um interesse maior. São algumas perguntas ao trinitarianos, que pelo que parece, a intenção do site é trazer problemas, racionais e bíblicos, para a principal doutrina do cristianismo. Tanto, que o editor do site ao introduzir as perguntas, diz: “Gostaríamos de propor aos defensores da doutrina da trindade que respondessem cada pergunta abaixo que escolher, sem se desviar do texto ou questão proposta.” 

Tentarei responder, dentro de minhas limitações:

1. “Se Deus é uma trindade, porque Jesus disse que devemos adquirir conhecimento do pai e do filho, mas não do “Espírito Santo” ? – João 17:3”

O argumento é muito falho, pois é baseado no silêncio. A omissão da informação é tida como prova contrária. Poderíamos incluir que não precisamos conhecer a vontade de Deus, seus mandamentos, sua Palavra, visto que ali não estão incluídas, tais exigências! Além disso, seria desnecessário o batismo em Nome do Espírito Santo.

Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.  1 Coríntios 2:10-14

2. “Porque todas as coisas [Deus] sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas”  (1 Coríntios 15:27) De acordo com este texto, existe alguém que não está sujeito a Cristo, se não está sujeito, por que então?”

A princípio, essa objeção parece ser um grande obstáculo para a definição histórica da trindade, que segundo os termos do credo de Atanásio, diz que ‘nenhum é maior ou menor’ na Trindade. Tal objeção, porém, é desconecta, e só logra êxito nos menos informados.

Primeiro, os intérpretes cristãos nunca negaram o ensino bíblico da sujeição de Cristo ao Pai, essa é uma sujeição funcional. Na natureza do Verbo, isto é do Filho, é o que a Bíblia diz: “O Verbo era Deus.” (Jo 1.1). Segundo, em sua função, relacionada ao que o texto de I Co 15.27 está dizendo, é tudo que ele qual Messias cumprirá até os fins dos tempos, daí para toda eternidade, O Filho nunca deixará de ser Cristo, o homem glorificado.

As Testemunhas de Jeová não lidam com o versículo 28, pois seguindo sua linha de argumentação, Jesus então não estaria HOJE  sujeito ao Pai!?

“E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas,então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” 1 Coríntios 15:28

Perceba que o que a Palavra está dizendo é sobre os ofícios do Redentor de nossas almas, em relação ao plano salvífico e universal de Deus (Cl 1.20).

3. “Se Jesus era Deus, porque Satanás iria perder o seu tempo tentando-o? Será que Deus é vulnerável?”

Satanás está perdendo o seu tempo mesmo consciente disso (Ap 20.10)!!!

Diferentemente do pressuposto da indagação, os cristãos ortodoxos concluem que Jesus não podia pecar, por causa da sua natureza divina e sua humanidade santa (Cl 2.9; Lc 1.35).

A tentação, no entanto, levou ele a experimentar a provação tal como homem, levando o Redentor presenciar o que cada homem e mulher enfrentam diante de provações/tentações, para habilitar Jesus, qual Mediador humano, a ser nosso Sumo Sacerdote (Hb 7.26). O erro do argumento TJ está na concepção errada que eles tem a respeito de uma faceta da doutrina trinitariana; a união das duas naturezas.

4. “Se Jesus é Deus, porque é que Estêvão viu duas pessoas no céu? Estêvão “fitou os olhos no céu e avistou a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus.” (Atos 7:55) Claramente viu duas pessoas distintas. Estêvão menciona que Jesus está à direita de Deus e não simplesmente à direita do Pai. E se Jesus é parte de uma divindade trinitária, porque é que Estêvão não viu também o espírito santo ou três pessoas?”

Repetem dois erros cometidos nas perguntas anteriores. Argumento do silêncio e falta de conexão com a real interpretação trinitariana.

Muitas respostas podem ser dadas a esses argumentos fragilizados: A Bíblia diz que os serafins e querubins estão dia e noite diante da face de Deus dizendo santo, santo, santo… e Estevão não viu? Perceba que a omissão de uma informação não deve ser usada como prova, afinal em outras descrições celestiais, tais seres estão ali (Is 6.2; Ez 1; Ap 4.6).

A incoerência da pergunta está na falta de compreensão de que a visão não é uma demonstração exaustiva de como é o céu (se que existe algo com “como é o céu” que possa ser compreensível a nós se não for por analogias), ou mesmo como são postas as pessoas da divindade ali, antes é uma mensagem para a ocasião em tela (At 7.55,56). Por último, João viu o Espírito Santo no céu (Ap 1.4;3.1;4.5;5.6).

A outra falha da pergunta está quando o TJ destacou que Lucas não registrou apenas o Pai, mas que Jesus estaria do lado de DEUS, pensou ele, ‘sendo JesusDeus não podia estar ao lado de Deus!?’

O NT usa de forma sinônima, o nome Deus para o Pai. Algumas vezes encontramos Jesus ser chamado de Deus, mas o que é recorrente no NT é que o Pai é chamado de Deus. Portanto, é uma questão de uso, visto que o Pai é O Deus Todo-Poderoso, tal como é o Filho, não existe restrições no uso do termo.

5. “Se Jesus é parte de uma Trindade, então como entenderíamos o texto de Gálatas 3:20 que diz: “Não há mediador onde apenas uma pessoa está envolvida, mas Deus é apenas um.”, visto que Hebreus 12:24 diz que Jesus é ‘o mediador dum novo pacto’?

“Se Jesus é parte de uma trindade”, provavelmente não entenderíamos mesmo! Eis aí o problema. Na Trindade não existe parte. A pessoa é tudo que a essência é e a essência é tudo que cada pessoa é. Mas como cada pessoa é completa em si e por si, e sendo uma pessoa com atributos que a distingui de ‘outra’, a pessoa do Filho é o mediador do texto e o Pai é o Deus do texto.

6. “Se Jesus é Deus, quem é o Deus de Jesus? Com quem ele falava antes de morrer? Com ele mesmo? Leia Mateus 27:46:   ”Por volta da nona hora, Jesus exclamou com voz alta…”Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”

O Pai é o Deus de Jesus, segundo a Bíblia. A religião TJ não conhece os ensinos bíblicos a respeito desse assunto, por isso acha que para os trinitarianos isso é um problema. Como que se O Pai chamar Jesus de ‘Deus e Senhor’ (Hb 1.8,10) excluiria o Pai de ser quem ele é!

O filho no exercício de sua função messiânica teve que experimentar em sua humanidade a rejeição do Pai, qual substituto do pecado dos eleitos. Jesus disse que o Pai estava nele, e mesmo ali, a Bíblia diz que Deus estava reconciliando o mundo. Porém, na faceta punitiva da expiação o Cordeiro foi morto pelo Pai, e nesta completa punição pelos pecados, Jesus sentiu até mesmo como o pecador perde a comunhão com Deus.

Conclusão

Entre as Testemunhas de Jeová impera o conceito de que a doutrina trinitariana é a doutrina mais absurda do cristianismo tradicional. Eles acham que existe apenas uma resposta para seus poderosos questionamentos: “isso é mistério!” Respondem os trinitarianos…

Certa vez conversando com um TJ sobre as falsas profecias da Torre de Vigia, (me informaram de maneira antecipada que ele era muito sábio), ele disse-me que preferiria tratar de questões doutrinárias como a Trindade. Ele estava muito seguro de que podia deslocar o assunto para um que ele tinha certeza que teria maior êxito…

O conhecimento que as Testemunhas possuem a respeito dessa doutrina é muito confuso, pois eles só conhecem tal doutrina sob a ótica que seu Corpo Governante coloca. A maioria esmagadora dos membros dessa religião não possuem nenhuma obra teológica que poderia apresentar a doutrina com propriedade bíblica e definição ortodoxa.

 

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Jesus usava o nome Jeová, como as TJs afirmam?

Recentemente, me deparei com a revista “A sentinela” de 01/08/11.

Na página 16 da referida revista encontra-se o artigo: Como você pode identificar a adoração verdadeira?

Com argumentos cuidadosamente preparados, o artigo tenta conduzir o leitor a concluir que a religião das Testemunhas de Jeová é a verdadeira, pois é mencionado apenas as particularidades que os diferenciam das demais religiões, como o uso constante do nome Jeová. Tudo que poderia depreciar a Torre de Vigia é omitido.  Neste artigo encontramos a seguinte argumentação: “A religião verdadeira honra o nome de Deus, Jeová. Jesus tornou conhecido o nome de Deus. Ele ajudou pessoas a conhecer a Deus e as ensinou a orar para que o nome de Deus fosse santificado. (Mateus 6:9) Onde você mora, que religião incentiva o uso do nome de Deus? Leia João 17:26; Romanos 10:13,14.”

Notaram o singular: “A religião verdadeira”? Ou seja, só existe uma verdadeira, que é a Torre de Vigia, claro.

Neste parágrafo a Torre faz quatro afirmações:

1)      O nome de Deus é Jeová.

2)     Existe uma única religião verdadeira que honra este nome.

3)     Jesus usava e tornou conhecido o nome Jeová.

4)     Jesus ensinou as pessoas a orar santificando o nome Jeová.

Há controvérsias, vejam porque!

1ª afirmação: O nome de Deus é Jeová.

O nome de Deus não é Jeová, este nome vem sendo usado em substituição ao nome original, a verdade é que ninguém sabe com certeza como o nome de Deus era pronunciado originalmente.

A Torre de Vigia no livro “Estudo Perspicaz V2” pg. 493/5, reconhece que não se sabe a pronúncia do tetragrama YHWH, e a maioria dos hebraístas são a favor de IAHWEH, que não há unanimidade entre os peritos, alguns são a favor de outras pronuncias, tais como: “Yahuwa”, “Yahuah”, “Yehuah”, “Yehwáh”, “Yehwíh” ou “Yeho.wáh”.

2ª afirmação: Existe uma única religião verdadeira que honra este nome.

Aqui existe uma contradição, pois a própria Torre de Vigia em sua brochura “Nome Divino”, reconhece que outras religiões também tem honrado  o nome de Deus:

Na página 6 da brochura “Nome Divino”, estamparam uma foto, com detalhe de um anjo com o nome de Deus, no túmulo do papa Clemente XIII, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Na página 10 da mesma brochura, inseriram mais fotos, 1) O nome Jeová, conforme aparece num mosteiro em Bordesholm, Alemanha; 2) numa moeda alemã, datada de 1635; 3) acima da porta de uma igreja, em Fehmarn, Alemanha; 4) numa lápide de 1845, em Harmannschlag, Baixa Áustria.

A Cristandade restaurou o nome divino, não as Testemunhas de Jeová.  Muito tempo antes da Torre de Vigia existir,  religiões cristãs já honravam e usavam o nome Jeová, e ainda o fazem.

3ª afirmação: Jesus usava e tornou conhecido o nome Jeová.

Jesus usava e tornou conhecido o nome Jeová? Os evangelhos não indicam isto.

A preferência de Jesus não era o nome Jeová, ele se referia a Deus como “Abba”, que quer dizer: papai querido. Consta nos evangelhos que Jesus o chamou de “Pai” por cerca de 200 vezes. As primeiras palavras registradas de Jesus, com apenas 12 anos de idade foram: “Não sabíeis que eu tenho de estar na [casa] de meu Pai?” (Lc 2:49 TNM). Note as ultimas palavras de Jesus antes de sua morte de acordo com Lucas 23:46 (TNM):  “E Jesus exclamou com voz alta e disse: “Pai, às tuas mãos confio o meu espírito.” Dizendo isso, expirou.”

Jesus inaugurou um novo modo de chamarmos a Deus, “PAI”, simples assim.

Joachim Jeremias, erudito no Novo Testamento, descreve que antes de Jesus, era muito raro Deus ser chamado de Aba: “Com a ajuda de meus assistentes, examinei a literatura devocional do antigo judaísmo… O resultado desses exames foi que, em lugar algum dessa vasta literatura, foi achada a invocação de Deus como “Aba Pai”. Aba era uma palavra comum; uma palavra familiar e corriqueira. Nenhum judeu teria ousado tratar Deus dessa maneira. Não obstante, Jesus o fez em todas as suas orações a nós legadas, com uma única exceção: o brado da cruz — ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Embora o tetragrama seja o mais usado no velho testamento, Deus é chamado de muitos nomes na bíblia, mas parece que o favorito de Deus é Pai. Sabemos que Deus ama ser chamado de Pai, porque era assim que Jesus se dirigia a ele.

4ª afirmação: Jesus ensinou as pessoas a orarem santificando o nome Jeová.

Em todas as suas orações Jesus se dirigiu a Deus, chamando-o de Pai, com uma única exceção na ocasião de sua morte conforme Mateus 27:46 ou Marcos 15:34 (TNM):  “Por volta da nona hora, Jesus exclamou com voz alta, dizendo: “Eli, Eli, lama sabactâni?”isto é: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”-Assim a única vez que Jesus deixou de chamar a Deus de Pai em oração, ele o chamou de Eli, Eli ou Deus meu, Deus meu.

Mas não indica a oração do pai nosso, que devemos santificar o nome Jeová? Jesus disse em Mateus 6:9 (TNM): “Portanto, tendes de orar do seguinte modo: Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome…” Note que aqui não aparece o nome Jeová, mas apenas Pai. Mas e quanto ao “santificado seja o teu nome”, Jesus não estava indicando que devemos santificar o nome próprio de Deus?  Não necessariamente!

Em muitos lugares pessoas tem usado as seguintes expressões: “Você esta preso em nome da lei”, ou “Em nome do bom senso…”, ou “Em nome da justiça…”, ou“Em nome da honra…”. Indicam estas expressões, que a lei, o bom senso, a justiça e a honra tem nomes? Obviamente não, estas expressões estão apenas destacando a importância da Lei, do bom senso, da justiça e da honra. Não estaria também Jesus destacando a grande importância de Deus, quando disse “santificado seja o tem nome?”

De acordo com o exemplo de Jesus, a pessoa não deixará de ser um verdadeiro cristão se orar e se referir a Deus, chamando-o de Pai ou simplesmente Deus.

Concluindo:

Embora a Torre de Vigia e as Testemunhas de Jeová façam uso constante do nome “Jeová” isto de forma alguma é prova de que eles são os verdadeiros cristãos, pois o próprio Jesus Cristo raramente usou este nome, e talvez nem mesmo o tenha usado.

Sobre as Testemunhas de Jeová terem a pretensão de serem a única religião verdadeira, talvez devessem seguir o conselho Bíblico:  “Deus opõe-se aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” Tiago 4.6 (TNM).

 

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Testemunhas de Jeová

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TJ e uma nova data para o “Fim”: 2034

A Torre de Vigia passou todos os limites de bom senso, senso crítico e discordância da Palavra de Deus. Soube com bastante atraso que os líderes desse grupo resolveram acabar com o mundo no ano de 2034, conforme revista A Sentinela, de 15.12.2003, página 15, parágrafos 6 e 7.

Como todos já sabem, a Torre marcou o fim de todos os sistemas mundiais, notadamente do Cristianismo e de todos os cristãos para os seguintes anos: 1914, 1918, 1920, 1925, 1975 e, agora, 2034. A cada profecia não cumprida, esses líderes assinam o próprio atestado de inidoneidade teológica. Isto é, estão despreparados para entender as Escrituras e para ensino.

O novo cálculo para chegar ao ano 2034 é dos mais prosaicos e até hilariantes. Vejam: 1914, somado a 120 de pregação antes do dilúvio (?) resulta no ano de 2034. A liderança do grupo continua com a obsessão por 1914, ano em que Jesus teria vindo de forma invisível. Onde foram buscar essa data? Chegaram a um ponto em que não podem voltar. O único remédio é continuar sustentando o insustentável.

Considero uma falta de respeito com os fiéis seguidores da Torre, já tão massacrados com previsões que nunca se cumprem e com proibições as mais estapafúrdias e antibíblicas.

Já sabemos o que dirão em 2035, quando a profecia não se cumprir. Dirão que seus seguidores compreenderam mal a cronologia bíblica; que não era uma realidade, mas uma possibilidade; que uma nova luz raiou no canal de Jeová; que as testemunhas não precisam ficar desiludidas; que continuem na Torre, a única detentora da verdade. Passados alguns anos, um novo cálculo, uma nova luz, uma nova mentira.

Cito apenas um versículo para desmascarar tais falsos mestres:

“Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai” (Mt 24.36 – Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas).

Os falsos profetas não respeitam nem a versão bíblica por eles adotada. Não respeitam nada. Não aceitam de seus vassalos qualquer questionamento. Pairam acima de qualquer suspeita. Ameaçam com exclusão os que duvidarem, e continuam dando sustentação a mentira de que são o canal entre Jeová e os homens.

Jesus tem uma palavra para eles:

“Vós tendes por pai o diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque ele é mentiroso e pai da mentira” (Mt 8.44).

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa, Ministério Palavra da Verdade

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“Novíssima Luz” sobre o “Escravo Fiel e Discreto”

 

Em setembro de 2012 surge uma “novíssima luz” sobre o Escravo Fiel e Discreto (EFD), o que exige uma atualização. Anteriormente, A Sentinela de 1º de março de 2004, p. 10, afirmava:

Portanto, a expressão “escravo fiel e discreto” refere-se a todos os membros dessa ungida nação espiritual como grupo na Terra em qualquer época desde 33 EC até agora, assim como todo israelita que vivia em qualquer época desde 1513 AEC até o Pentecostes de 33 EC era parte da classe do “escravo” da era pré-cristã.

E os domésticos mencionados na parábola, quem eram? Na mesma revista, página 10, lemos:

No entanto, quem são os “domésticos”, que recebem do escravo a nutrição espiritual? No primeiro século EC, todo cristão tinha a esperança celestial. Portanto, os domésticos também eram cristãos ungidos, não considerados como grupo, mas como pessoas. Todos eles, inclusive os em cargos de responsabilidade na congregação, precisavam do alimento espiritual que o escravo fornecia.

Tudo isso foi ensinado tão recentemente quanto A Sentinela de 15 de junho de 2009, p. 21, que dizia:

Surge o escravo fiel

A nova nação, “o Israel de Deus”, compõe-se de israelitas em sentido espiritual, ou simbólico. (Gál. 6:16; Rom. 2:28, 29; 9:6) Ela veio à existência com o derramamento do espírito de Deus no Pentecostes de 33 EC. Depois disso, todos os cristãos ungidos por espírito se tornaram parte dessa nação que passou a servir como escravo coletivo designado pelo Amo, Jesus Cristo. Todo membro dessa nação recebeu a incumbência de pregar as boas novas e fazer discípulos.

Portanto, com o derramamento do espírito, todos os cristãos do primeiro século eram parte do escravo fiel e discreto.

Isso era uma doutrina sólida e básica da Torre de Vigia, até pouco tempo antes dessa mudança. Agora, observe o que se lê em http://www.jw.org/pt/noticias/eventos-e-atividades/relatorio-reuniao-anual-2012/ uma fonte oficial da Torre de Vigia):

Então é lógico concluir que o “escravo fiel e discreto” deve ter aparecido depois do início da presença de Cristo em 1914.

Além disso, Jesus indicou que esse “escravo” apareceria durante um tempo em que faria sentido perguntar: “Quem é realmente o escravo fiel e discreto?” Visto que os apóstolos de Jesus tinham dons milagrosos do espírito santo, praticamente não havia motivo para fazer essa pergunta no primeiro século EC. (1 Coríntios 14:12, 24, 25 Embora fossem ungidos pelo espírito santo, os apóstolos e outros cristãos do primeiro século não eram o “escravo fiel e discreto” profetizado por Jesus.

Até aqui vimos quem era OUTRORA o EFD e quem não é mais. Os “apóstolos e outros cristãos do primeiro século” FORAM DESLIGADOS da classe do EFD. Vejamos a versão atualizada para saber QUEM É AGORA O EFD na notícia publicada no site da Torre de Vigia:

As evidências apontam para a seguinte conclusão: o “escravo fiel e discreto” foi designado sobre os domésticos de Jesus em 1919. Esse escravo é o pequeno grupo de irmãos ungidos que servem na sede mundial durante a presença de Cristo e que estão diretamente envolvidos na preparação e distribuição do alimento espiritual. Quando os membros desse grupo trabalham em conjunto como Corpo Governante, eles atuam como o “escravo fiel e discreto”.

E os “novos” domésticos, versão atualizada? Assim diz o site:

Quem são os “domésticos”? Jesus disse que “seus domésticos” receberiam “alimento no tempo apropriado”. Todos os seguidores verdadeiros de Jesus são alimentados pelo “escravo fiel e discreto”. Portanto, todos os discípulos de Cristo, quer ungidos individuais, quer membros das “outras ovelhas”, são “seus domésticos”.

Então, como toda TJ bem versada nos ensinos de sua religião deve recordar, o EFD era composto por todos os “ungidos” que houvesse na terra. Foi isso o que eu, quando TJ, aprendi e ensinei. Se eu ainda estivesse lá, certamente estaria agora me sentindo um pouco tolo e me perguntando como uma importante “verdade” bíblica se torna inverdade da noite para o dia.

Com essa “novíssima” luz, avalio que alguns foram, por assim dizer, “rebaixados” de posição: os apóstolos e demais cristãos do primeiro século e os “ungidos” em geral dos séculos 19, 20 e 21. Charles Russell, por exemplo, era do EFD ou (como se chegou a ensinar) era o próprio EFD e agora deixou de sê-lo, já que morreu antes de 1919. Joseph Rutherford e Frederick Franz, tão prolíficos em escrever livros e mais livros sobre assuntos bíblicos que serviram de “alimento no tempo apropriado(?)” para tantas gerações de TJs não são mais (ou nunca foram) do EFD. Todos os “ungidos” locais que nós porventura tenhamos chegado a conhecer pessoalmente como membros do EFD, não eram realmente do EFD.

Já outros foram, por assim dizer, “promovidos”, a saber, os membros das “outras ovelhas”, que antes não eram da classe dos “domésticos” e AGORA PASSARAM A SER Interessante também foi a reação que a assistência mostrou a essa fabulosa notícia:

Depois que o orador explicou esse aspecto da profecia de Jesus, a assistência irrompeu num grande aplauso. Vários dos presentes mais tarde expressaram profunda gratidão por Jesus considerá-los como parte de “seus domésticos”.

Quer dizer então que foi Jesus o originador e a fonte dessa nova luz? Vejam só! O corpo governante faz e Jesus se torna o responsável por essa incrível mudança de posição, por meio da qual o corpo governante (assumindo mais poder) passa a ter a exclusividade na posição de EFD. Se os presentes acharam que deviam agradecer a Jesus por se tornarem parte de “seus domésticos”, A QUEM SE DEVIA AGRADECER PELO ENSINO ANTERIOR, que não era verdadeiro?

Mais uma vez, ainda na minha avaliação, já que os membros do corpo governante estavam “cassando” o “privilégio” de tão grande número de pessoas não só do passado distante como do presente, acharam por bem mostrar que alguém tinha subido de posição, assim como quem diz: “Vejam, irmãos, nem tudo é uma queda de privilégio nesse nosso novo pacote. Muitos milhões subiram a uma nova posição, a de “domésticos!”

Talvez agora mais alguns possam entender como é difícil levar a sério os ensinos e doutrinas recicladas que vêm dessa fonte e ver que ela não pode estar sendo dirigida por Deus. Conscientes de que o ensino antigo prevaleceu durante tantas décadas e agora foi solenemente substituído por outro, alguns fariam bem em se perguntar: “E quem garante que agora está correto?”

Resta agora aguardar como isso vai ser passado para o grande público consumidor da STV, os mais de 7 milhões de TJs. Isso ocorrerá provavelmente por meio de um artigo de estudo de A Sentinela. Bem provável é que para muitos a mudança passe quase despercebida e alguns possam até dizer: “Como é maravilhoso e que grande privilégio é estarmos sendo cada vez mais iluminados por essa brilhante luz!” Afinal, as TJs são eficaz e regularmente treinadas para aceitar qualquer coisa provinda dessa fonte que se proclama o Escravo Fiel e Discreto. Muitos podem corretamente raciocinar: “Para todos os efeitos práticos, isso não muda nada.” Assim é aparentemente. As decisões continuarão a vir do corpo governante, como há muito tempo vêm; profecias poderão ser novamente interpretadas e reinterpretadas, como sempre foram; doutrinas continuarão a ser modificadas, adaptadas e até totalmente reformuladas como por inúmeras vezes ocorreu. E muito importante é que agora, oficialmente, apenas os membros do corpo governante é que constituem o EFD. Se antes existia uma vaga possibilidade de que o CG consultasse outros das 11.000 TJs que ao redor do globo se declaram “ungidos” por participar dos emblemas do pão e do vinho na comemoração anual essa possibilidade definitivamente não existe mais. O poder na Torre de Vigia está EXCLUSIVAMENTE nas mãos do corpo governante. Já era assim de fato e agora passou a ser oficialmente.

A pergunta que não pode deixar de ser feita, todavia, é: Como pode isso acontecer numa religião que há mais de cem anos se declara “dirigida” ou “guiada” por Deus? Teria realmente o Deus da Verdade deixado esse ensino falso permanecer por tantas décadas? E voltamos ao raciocínio já empregado tantas vezes nessa página “Testemunha”: SE o que se ensinou a várias gerações de TJs foi agora modificado, é porque ISSO ESTAVA ERRADO. A liderança do corpo governante, quanto à questão do EFD ESTAVA EM ESCURIDÃO. O ensino anterior que eles transmitiam à multidão das TJs ERA FALSO. E as milhões de TJs que receberam o antigo ensino e o passaram adiante, estavam passando adiante ENSINOS FALSOS. E tudo isso com a convicção de que ESTAVAM ENSINANDO A VERDADE. Convicção agora comprovada como totalmente SEM FUNDAMENTO. SE o bíblico escravo fiel e discreto mencionado por Jesus em sua parábola de Mateus 24:45-47 tinha como principal tarefa servir aos domésticos seu alimento no tempo apropriado, que espécie de alimento foi o ensino anterior, servido por tantas décadas? O que se pode dizer sobre a qualidade desse alimento? Seria esse o trabalho que mereceria a aprovação do amo expressa nas palavras “Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim!”

Isso deve induzir à uma séria reflexão. Deve fazer com que as TJs bem intencionadas meditem sobre Efésios 4:13, 14:

…que todos alcancemos a unidade na fé e no conhecimento exato do Filho de Deus, como homem plenamente desenvolvido, à medida da estatura que pertence à plenitude do Cristo, a fim de que não sejamos mais pequeninos, jogados como que por ondas e levados para cá e para lá por todo vento de ensino…

Cid de Farias Miranda & William do Vale Gadelha

Ex-anciãos da Sociedade Torre de Vigia

Extraído do site palavradaverdade.com no dia 18/03/2013

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Os quatro perigos das Testemunhas de Jeová

A organização Testemunhas de Jeová afirma ser o único grupo cristão verdadeiro em todo o mundo. Diz que todas as outras igrejas, sejam católicas ou protestantes, ensinam coisas erradas e que qualquer pessoa que não seja Testemunha de Jeová será destruída por Deus. Entretanto, os fatos mostram que esse grupo é uma seita enganosa. Aqui estão quatro razões pelas quais se deve evitar a organização Testemunhas de Jeová.


1. As Testemunhas de Jeová negam os ensinamentos centrais da Bíblia. 

A ORGANIZAÇÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGA QUE JESUS CRISTO É DEUS. 
Em vez disso, ensinam que Jesus Cristo é um anjo criado. No entanto, a Bíblia ensina claramente que Jesus Cristo, o Filho, é Deus. Por exemplo, Hebreus 1:8 diz “Mas a respeito do Filho, Ele diz: o teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos…”. Muitos outros versículos também ensinam isso – João 1:1,14; 20:26-28; Atos 20:28; Romanos 9:5; Hebreus 1:3, 8-9; 2ª Pedro 1:1 etc.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS CRISTO. 
Em vez disso, ensinam que Deus Pai eliminou o corpo de Jesus, dissolvendo-o em gases. As publicações das Testemunhas declaram: “Então, que aconteceu ao corpo carnal de Jesus? … Deus removeu o corpo de Jesus … assim como fizera antes com o corpo de Moisés”, “o homem terrestre, Jesus de Nazaré, não mais existe”.1

No entanto, a Bíblia ensina claramente que o corpo de Jesus foi ressuscitado, trazido novamente à vida. Por exemplo, Jesus diz, em Lucas 24:39: “Vede as minhas mãos e os meus pés. Sou eu mesmo! Apalpai-me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”. Veja também João 2:19-21; João 20:26-28; 1ª Coríntios 15:6,14.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM QUE O ESPÍRITO SANTO É DEUS.
Em vez disso, ensinam que o Espírito Santo é uma “força” impessoal, como a eletricidade.

No entanto, a Bíblia ensina claramente que o Espírito Santo é Deus. Atos 5:3,4 diz: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo…? (…) Não mentiste aos homens, mas a Deus”. Veja também — João 14:16,17; 16:13-15; Romanos 8:26,27; 2ª Coríntios 3:6,17,18; Efésios 4:30.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM QUE A SALVAÇÃO É UMA DÁDIVA GRATUITA DE DEUS.
Em vez disso, ensinam que a salvação só pode ser merecida ou conquistada por se unir à sua organização e trabalhar para a mesma. Esta é a única forma de escapar do juízo de Jeová, pois fora da organização não há possibilidade de salvação.2

No entanto, a Bíblia ensina claramente que a salvação não pode ser conquistada, vindo somente de forma gratuita e por iniciativa e misericórdia do próprio Deus. Efésios 2:8, 9 diz: “Porque pela graça sois salvos, através da fé ¾ e isto não vem de vós, é um dom de Deus; não pode ser obtido por obras, para que ninguém se glorie”. Veja também — Romanos 4:1-4; Gálatas 2:16; Tito 3:5.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A PUNIÇÃO ETERNA PARA O ÍMPIO. 
Em vez disso, ensinam que os maus serão aniquilados e deixarão de existir.
No entanto, a Bíblia ensina claramente a punição eterna do ímpio. Mateus 25:41,46 diz: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos… E irão estes para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”. Veja também Mateus 18:8; 2ª Tessalonicenses 1: 8, 9; Apocalipse 14:10,11; 20:10,15.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM QUE OS SERES HUMANOS TÊM UM ESPÍRITO QUE EXISTE APÓS A MORTE.
Em vez disso, ensinam que, da mesma maneira que acontece aos animais, a vida de uma pessoa deixa de existir quando ela morre.

No entanto, a Bíblia ensina claramente que o espírito humano continua a ter uma existência consciente após a morte. 2ª Coríntios 5:8 diz: “Mas temos confiança, preferindo deixar este corpo e habitar com o Senhor”. Veja também Lucas 16:19-31; Filipenses 1:23,24; Apocalipse 6:9-11.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ENSINAM QUE A VIDA ETERNA NA PRESENÇA DE DEUS É SOMENTE PARA UM GRUPO SELETO. 
Afirmam que a experiência do novo nascimento será restrita a um grupo de apenas 144.000 testemunhas de Jeová, e que somente estas poderão viver para sempre com Deus no céu; todas as outras testemunhas de Jeová ficarão na terra.

No entanto, a Bíblia ensina claramente que todos que põe sua fé em Jesus Cristo terão vida eterna na presença de Deus. A Bíblia se refere a esse grupo como uma “multidão inumerável”. Apocalipse 7:9,15 diz: “Depois destas coisas olhei, e vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e perante o Cordeiro… estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no Seu templo…”. Veja também João 3:15; 5:24; 12:26; Efésios 2:19; Filipenses 3:20; Colossenses 3:1; Hebreus 3:1; 12:22; 2ª Pedro 1:10,11.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A NATUREZA TRIÚNA DE DEUS (A TRINDADE) E ENSINAM QUE SATANÁS INVENTOU A DOUTRINA DA TRINDADE. 
Rejeitam todos os escritos que identificam Jesus Cristo como Deus, e o Espírito Santo como Deus.

No entanto, a Bíblia ensina claramente que o Filho e o Espírito Santo, assim como o Pai, são Deus (João 1:1; 20:28; 1ª João 5:20; Atos 5:3, 4). Mas ela também ensina de maneira clara e firme que há somente um Deus (Isaías 43:10; 44:6,8 etc.). Ensina que os Três são um – uma Trindade.

Não seria perigoso seguir uma organização que nega os ensinamentos centrais da Bíblia?


2. As Testemunhas de Jeová adulteram a Bíblia. 

A organização Testemunhas de Jeová tem produzido sua própria versão fraudulenta da Bíblia. Esta versão é chamada de Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Ela contém vários versículos deliberadamente modificados, distanciando-se do original bíblico. Estas mudanças foram feitas para tentar esconder o fato de que o ensino das testemunhas de Jeová é antibíblico e falso.

Uma comparação entre a Bíblia e a enganosa Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas

A Bíblia a enganosa Tradução do Novo Mundo

João 1:1 – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.

Esta é uma declaração evidente de que Jesus (o Verbo) é Deus. João 1:1 – “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava , e a Palavra era [um] deus”.
Esta mudança foi feita para apoiar a negação das testemunhas de Jeová de que Jesus é Deus.

Colossenses 1:16 – “Pois nele [Jesus] foram criadas todas as coisas… tudo foi criado por ele e para ele”.

Este texto ensina que Jesus é o Criador de tudo, e como tal, não é, ele mesmo, um ser criado.

Colossenses 1:16 – : “Porque mediante ele foram criadas todas as [outras] coisas… Todas as [outras] coisas foram criadas por intermédio dele e para ele”.
A palavra “outras” foi erradamente acrescentada a este versículo para apoiar o falso ensino das testemunhas de Jeová de que Jesus é, ele mesmo, um anjo criado.

Hebreus 1:8 – “Mas a respeito do Filho, disse: o Teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos…”.

Observe aqui que Jesus, o Filho, é chamado de “Deus” pelo próprio Deus, o Pai. Hebreus 1:8 – “Mas, com referência ao Filho: Deus é o teu trono para todo o sempre…”.

A ordem das palavras foi alterada erradamente pela organização das testemunhas de Jeová para ocultar o fato de que, na Bíblia, Jesus, o Filho, é chamado de Deus.

Não seria perigoso seguir uma organização que adultera as Sagradas Escrituras?


3. As Testemunhas de Jeová têm uma história de profecias fracassadas. 

Os líderes das testemunhas de Jeová afirmam falar por Deus Jeová com autoridade profética, mas eles têm feito muitas profecias que nunca se cumpriram. Por exemplo, predisseram que o Armagedon e o fim do mundo viriam em 1975. Para esconder mais esse fracasso, a maioria das testemunhas de Jeová de hoje em dia nega ter feito essa predição, ainda que se prove facilmente o contrário com sua própria literatura.3

A organização Testemunhas de Jeová também previu que o fim do mundo viria em 1914, 1915, 1918, 1925 e 1941, errando todas as vezes. Predisseram que Abraão, Isaac e Jacó seriam ressuscitados e voltariam à terra em 1925, o que evidentemente não aconteceu4.4 A Bíblia declara que profecia não cumprida é marca inequívoca dos falsos profetas (Deuteronômio 18:21, 22).

Não seria perigoso seguir uma organização com uma história de falsas profecias?


4. A organização Testemunhas de Jeová utiliza sua autoridade de forma abusiva. 

Apesar de suas muitas profecias falsas, a organização Testemunhas de Jeová ensina que é a única religião verdadeira, e que somente seus membros são cristãos verdadeiros. Afirma que ninguém pode aprender verdades espirituais, senão com ela. Também ensina que só há salvação para quem se junta à sua organização, e que toda pessoa que não seja testemunha de Jeová será destruída no Armagedon. A organização Testemunhas de Jeová exige que seus membros obedeçam e aceitem, sem questionar, cada ordem e interpretação bíblica dada por meio dela.

Por exemplo, a organização Testemunhas de Jeová proíbe o uso de transfusões sangüíneas. Espera-se que as testemunhas de Jeová prefiram morrer ou deixar seus filhos morrer a quebrar essa ordem, ainda que a Bíblia, em parte alguma, proíba as transfusões de sangue ou sequer mencione que sejam erradas. Qualquer testemunha de Jeová que se atreva a desobedecer esta regra é ameaçada de ser destruída na chegada do Armagedon – o tempo do juízo final.

É assim que os líderes usam o medo e a intimidação para manter seus membros obedientes à organização. Os líderes das testemunhas de Jeová também têm utilizado suas predições em relação ao fim do mundo para colocar medo nos corações de seus seguidores.

Não seria perigoso seguir uma organização que utiliza sua autoridade de maneira abusiva?

Estes quatro pontos ilustram os perigos espirituais associados à organização Testemunhas de Jeová. Talvez você esteja se questionando: “Então, quais são as boas novas da Bíblia?” Os quatro pontos seguintes apresentam a você o resumo do verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, conforme encontrado na Bíblia.


COMO ENCONTRAR PAZ COM DEUS

A mensagem da Bíblia pode ser resumida em quatro pontos simples:

1. Nossos pecados nos separam do Deus vivo e verdadeiro.

“Porque todos pecaram, e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23).
“Porque o pagamento pelo pecado é a morte, mas a dádiva gratuita de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

2. Não podemos salvar a nós mesmos, por nossos próprios esforços.

“Por isso ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei; antes, pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20).

“Ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas pela Sua misericórdia, mediante a lavagem de regeneração e renovação pelo Espírito Santo” (Tito 3:5).

3. Jesus Cristo é o “remédio” providenciado por Deus para nosso problema: o pecado.

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu único Filho, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

“Pois Cristo padeceu uma única vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1ª Pedro 3:18a).

4. Nós precisamos receber pessoalmente Jesus Cristo, por fé, em nossas vidas, para recebermos o perdão pelos nossos pecados e a vida eterna.

“Mas a todos os que O receberam, àqueles que crêem no Seu nome, deu-lhes o poder serem feitos filhos de Deus” (João 1:12).

“Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).

Se estas verdades da Palavra de Deus têm tocado seu coração, você pode responder a elas agora mesmo, pedindo que Ele perdoe seus pecados e que lhe dê uma nova vida em Cristo. Esta simples oração a seguir poderá lhe servir de orientação sobre como expressar sua fé em Jesus Cristo para a salvação:

Oração

Deus Todo-poderoso e misericordioso, reconheço que tenho pecado contra Ti em minhas atitudes, em minhas palavras e em meus pensamentos. Careço de Tua justiça, e não posso salvar-me a mim mesmo. Obrigado por enviar Teu Filho, Jesus Cristo, que derramou seu sangue por mim. Peço-lhe que me perdoe por todos os meus pecados, e coloco minha confiança em Jesus Cristo, que morreu em meu lugar, e que se levantou dentre os mortos.

Amém.

Fontes:

www.iepaz.org.br

Institute for Religious Research. All rights reserved.

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A Trindade
 
 
Doutrina da Trindade
 
Um dos pontos da doutrina cristã mais atacado, é o referente à doutrina da Tindade. A maioria das seitas, como Mórmons, Espiritismo, Testemunhas de Jeová, entre outras, ou distorce, ou nega tal doutrina. Porém negar a Trindade e dizer que Jesus é uma criatura, não é uma heresia nova, pois tal idéia foi defendida por Ário (256-336 d.C.), já no terceiro século de nossa era. Irei tecer alguns comentários sobre a doutrina, sem contudo fazer um grande aprofundamento teológico da mesma, mas farei uso de argumentos baseados nas Escrituras, que sejam suficientes tanto para entender a doutrina, tanto para derrubar os argumentos infundados da Sociedade Torre de Vigia (STV).
 
A STV afirma que como a doutrina da Trindade não pode ser entendida, não deve ser aceita, pois Deus não é Deus de confusão (I Co 14:33). Antes de explicar a doutrina, farei uma citação de um trecho de uma publicação da STV: 
 
"Sal. 90:2: "Antes de nascerem os próprios montes ou de teres passado a produzir como que com dores de parto a terra e o solo produtivo, sim, de tempo indefinido a tempo indefinido, tu és Deus."
 
Há lógica nisso? Nossa mente não pode compreender isso plenamente. Mas não é uma razão sólida para o rejeitar. " Raiciocínio à Base das Escrituras, p. 123 
 
Partindo da citação acima, e comparando-a com o argumento da STV de que a doutrina da Trindade não deve ser aceita por estar além da razão, a STV terá duas alternativas: negar a eternidade de Deus, ou aceitar a Trindade.
 
Quanto à doutrina da Trindade não poder ser entendida, e ser confusa, eu discordo. A doutrina da Trindade só não é entendida pelos não crentes, pelos novos na fé, ou pelos que não se dão o tempo de estudá-la. Apesar da doutrina poder ser entendida, não podemos porém esgotar o assunto, pois agora conhecemos em parte (I Co 13:12), mas podemos sim verificar nas Escrituras argumentos suficientes para que tenhamos uma idéia clara e definida.
 
As principais dúvidas ocorrem por que não se sabe diferenciar Trindade e Triunidade. Este geralmente é o ponto no qual a STV faz confusão. Trindade não é triteísmo. A STV, para dizer que a doutrina da Trindade tem origem pagâ, apresenta várias tríades de deuses. Mas em todos os exemplos citados, são apenas três deuses, geralmente de religiões politeístas, e não uma trindade. Deus não tem três substâncias, mas sim uma só. Deus é Triúno em Sua forma de existir. Diz-se que o Filho é uma pessoa, o Espírito outra, e o Pai outra, mas a palávra pessoa denota individualidade substancial e moral. Por este motivo, é um pouco "perigoso" usar a palavra pessoa para descrever a Trindade. Não há distinção moral, ideal ou substancial na Divindade. Há distinção de ministério. Uma "Pessoa" da Divindade, nunca discorda da outra, pois há unidade. Não devemos confundir as pessoas(Jesus não é o Pai, o Pai não é o Espírito Santo, e o Espírito Santo não é Jesus), mas não devemos dividir as substâncias. Pode parecer um pouco confuso, mas não é. As dúvidas serão dirimidas com o decorrer do estudo, verificando-se o que foi exposto acima, nas Escrituras Sagradas.
 
Mas vamos ao que interessa: a doutrina da Trindade. Partirei de argumentos que defendem e que negam a Trindade, e farei a exposição de contra-argumentos, mostrando qual a verdade diante das Escrituras. A STV afirma que a cristandade(como chamam os cristãos que não fazem parte da seita), por defender a Trindade, é politeísta. Isso ocorre devido ao fato da STV não entender e não estudar a doutrina. Eu afirmo que a STV que é politeísta, pois ela afirma que Jesus é um deus, que o diabo é um deus, e que homens podem ser deuses. É verdade que as Escrituras chamam o diabo (deus deste século), e algumas vezes homens de deuses. Mas tais não são deuses por natureza, mas o são por que alguém (ou eles próprioso) os consideram como tal.
 
"Outrora, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses;" Gálatas 4:8 
 
 
A Bíblia afirma claramente que há um só Deus:
 
"um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos."
Efésios 4:5-6
 
" Vós sois as minhas testemunhas, do Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais e entendais que eu sou o mesmo; antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá."
Isaías 43:10
 
"Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus."
Isaías 44:6
 
Existe somente um Deus! É isso que a Bíblia afirma. Como as testemunhas de Jeová afirmam que Jesus é um deus menor que Jeová? É por que a crença da seita contradiz a Bíblia. As TJ consideram somente ao Pai como Jeová, mas Jeová é Triúno! Se não fosse assim, a Bíblia estaria se contradizendo, pois se há somente um Deus, como pode Jesus ser Deus, se ele não é Jeová? As Escrituras deixam bem clara a Deidade de Jesus, o que comprova a Trindade:
 
"de quem são os patriarcas; e de quem descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito eternamente. Amém." - Romanos 9:5
 
"Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o cetro do teu reino." - Hebreus 1:8
 
"aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus," - Tito 2:13
 
Podemos verificar claramente nos versículos acima, que Jesus é Deus. Isto confirma a doutrina da Trindade, pois como há somente um Deus, e Jesus é Deus, logo Deus Pai e Deus Filho fazem parte de uma Trindade. A STV geralmente anda em círculos, pulando de versículo em versículo (fora de contexto) para contradizer a Trindade. Mas se quisermos refutar a doutrina da Trindade deveremos refutar também a Bíblia. Jesus é Deus (Jo 20:28), o Pai é Deus (Sl 90:2); homens não são deuses (Ez 28:2; Ez 28:9).
 
Um argumento da STV, para negar que Jesus é Deus, é I Co 8:6:
 
"todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também." 
 
A STV usa este versículo para afirmar que somente o Pai é Deus. Mas como todos os argumentos da STV são inconsistente, este não poderia fugir à regra. Se nós usarmos este versículo para dizer que somente o Pai é Deus, deveremos também afirmar que somente o Filho é Senhor, e isto contraria a Escritura (Mt 11:25)
 
As Testemunhas de Jeová precisam sim raciocinar mais ...