IMAGENS DE ESCULTURA

                                        

Imagens de Escultura e o Louvor a Elas é Bíblico?

 Recebi este folheto em minha casa, sendo depositado em minha caixa de correio. 

Ao ler logo atentei para o escrito, para o convite q    ue é bem explícito e de fácil comprreensão.

Porém em minha mente logo veio vários versículos bíblicos que refutam tal dizeres, e então me perguntei, como pode a Bíblia falar algo e uma religião que lhe professa falar outra que a contradiz?

Pois a Bíblia nos diz que de uma fonte não se jorra água doce e amarga, ou seja, de uma lingua não pode sair dela a verdade bíblica e ao mesmo tempo um ensino que a contradiz. ( Tiago 3:10,11 e 12.)

 

Em relação às imagens de escultura a Bíblia também diz asiim;

 

Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

 

Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
 
Êxodo 20:4 e 5.
 
Diz também:
 
Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.
 
Isaías 42:8.
 
Analisando deste prisma bíblico, e sabendo que a Bíblia ainda nos confirma que Deus é o mesmo sempre, pois Ele não muda, Ele não é homem para que minta e nem filho de homem para que se arrependa, podemos tranquilamente deduzir que algo está errado e que certamente não é a Palavra de Deus que é a Bíblia.
 
Então decidi expor isto por escrito, neste simples estudo, para que aqueles que queiram ao menos avalizar sua fé e o caminho que vem tomando em sua trajetoria cristã, estão realmente de acordo com as Escrituras ou não.
 
Se estão sendo levados por outras rodas de doutrina, que até os aproximam de uma religião, mas que os afastam de Deus e seus ensinos reais e objetivos e também imprescindíveia para a nossa salvação eterna.
 
Cabe a cada um de nós atentarmos para os caminhos que estamos tomando, pois o fato é que um nos leva a vida eterna com Deus e outro a vida eterna sem Deus.
sendo este destino já determinado nas ecolhas que fazemos aqui nesta vida, pois precisamos andar com deus aqui para podermos chegar à eternidade com Ele.
 
Que todos busquem o discernimento pelo poder do Espírito santo, pela palavra escrita paraque tradições de homens passadas por séculos não venha a frustar os planos, a fé de muitos por não estarem andando de acordo com os planos de Deus, mas sim em acordo com planos de homens e sua tradiçoes mortais.
 
A bíblia é o nosso único guia sem a qualestaremos andando perdidos e desorientados seguindo a todo e qualquer vento que sopra-nos cada vez mais para longe de Deus e de seu amor, sua salvação.
Sendo que nela vemos que Jesus Cristo é o Caminho, e a Verdade e a Vida. E tudo o que pedirmos devemos pedir em seu nome.
 
Sendo assim, devemos entregar o louvor que claramente é expresso na Bíblia pertencer somente a Deus às imagens de escultura como ensinas algumas religiões?
 
Pensemos nisto, se há vida em nós, ainda há tempo, e este é o tempo, este é o momento.
 
Graça e paz abundantes a todos.
 
Abraços fraternais.
 

 

             CATOLICÍSMO ROMANO                      

 

                          A Igreja Católica é a única Igreja de Cristo?

                          

A Igreja Católica prega oficialmente que ela é a única Igreja de Cristo. Se o leitor duvida, vamos às provas:

a) “A única Igreja de Cristo… é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar e confiou a ele e aos demais Apóstolos para propagá-la e regê-la… Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste… na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro (o Papa) e pelos bispos em comunhão com ele” (Catecismo da Igreja Católica, página 234, # 816, Editora Vozes, 1.993. O que está entre parênteses é nosso).

b) “A Igreja Católica … continua sendo a única igreja verdadeira” 5

c) O Frei Battistini disse: “Se você pertence à única e verdadeira Igreja de Jesus, a Igreja Católica, sinta-se feliz e agradeça a Deus…” (A Igreja do Deus Vivo, página 46, 33ª Edição, 2001, Editora Vozes).

d) Na obra intitulada Os Erros ou Males Principais dos Crentes ou Protestantes, 7ª edição, editado pela editora O Lutador, sob o imprimatur do Monsenhor Aristides Rocha, afirma-se à página 4 que antes dos protestantes “existiam apenas católicos romanos, os genuínos cristãos do único e verdadeiro Cristianismo” (Grifo nosso).

e) O já citado Padre D. Francisco Prada, asseverou: “Ora, o reino de Deus na terra é a sua Igreja Católica. Pedimos que ela seja reconhecida como única representante dele; que desapareçam aquelas que, usurpando tal nome, a perseguem; que os hereges cismáticos e infiéis se voltem para ela como meio de salvação” (PRADA, Francisco. Novenário. São Paulo: AM edições. 3 Ed., 1996, p. 11, grifo nosso).

f) Vociferou o Padre Leonel Franca: [...] “Igreja Católica, [...] único baluarte da força moral, única tábua de salvação” [...]. (FRANCA, Leonel. Noções de História da Filosofia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 21 ed., 1973, p. 298).

g) O autor destas linhas já teve a desdita de ouvir pessoalmente um padre católico dizer que “a Igreja Católica é a única igreja verdadeira, por ser a única fundada por Cristo’’, e acrescentou que as igrejas evangélicas são fundadas por homens.

Apresentar-se como a única Igreja de Cristo é uma das características das seitas; portanto, nenhuma igreja realmente cristã prega isso. O porquê disso é que sabemos que a única e verdadeira Igreja não está na rua tal, número tal, pois a mesma é o conjunto dos redimidos pelo sangue de Jesus, e não os adeptos de uma certa associação.

O ex-padre Aníbal confessou que após entregar-se a Cristo, permaneceu na Igreja Católica por mais de três anos, mostrando a todos os católicos (leigos e clérigos) que o Catolicismo não é bíblico. Logo, ele tornou-se membro da única e verdadeira Igreja de Cristo três anos antes de vincular-se fisicamente a uma igreja evangélica.

Essa vaidade dos papas de alegarem que o seu grupo é a única Igreja de Cristo, não encontra lugar entre os membros da igreja deste autor, os quais, apoiando-se em Rm 14 e outros trechos bíblicos correlatos, fazem “vista grossa’’ às falhas banais de outras igrejas e as consideram co-irmãs em Cristo. Sim, há união entre nós! Aleluia! Este respeito recíproco é importante, pois ninguém é dono da verdade.

Nunca ouvimos um pastor evangélico afirmar que a sua igreja é a única Igreja de Cristo, ou a única organização verdadeiramente cristã, mas a literatura dos católicos, das testemunhas-de-jeová, dos mórmons, dos adventistas do sétimo dia e outros grupos pseudo cristãos, tem a petulância de fazê-lo.

O Catecismo da Igreja Católica, embora diga textualmente que a Igreja Católica é a única Igreja de Cristo, como demonstramos na transcrição supra, se o leitor ler o contexto do texto copiado perceberá que a dubiedade salta aos olhos. O clero católico morde e assopra.

Fora da Igreja Católica não há salvação

A epígrafe acima é de autoria da cúpula da Igreja Católica, e de fato nos declara perdidos, por não seguirmos as suas doutrinas de perdição. Para que se saiba que de fato não estamos caluniando, veja os exemplos abaixo:

 

1º) No Catecismo da Igreja Católica já citado, há um texto incoerente, cheio de é mas não é (a saber, ora diz que só os católicos se salvarão, ora diz que os evangélicos e até os adeptos das religiões não cristãs [principalmente os muçulmanos] também serão salvos. O dito texto deixa claro que embora seja necessário ser católico para se salvar, Deus abrirá uma exceção para os religiosos sinceros que ignoram esta verdade). Sim, leitor, nas páginas 232-244, ## 811-848, há um comentário autodiscrepante, objetivando provar que a Igreja Católica é necessária para a salvação. O parágrafo 846 do referido comentário é arrematado assim: “…Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou então perseverar” (Grifo nosso). Este texto consta também do Compêndio do Vaticano II, 29ª edição, Editora Vozes, página 55, # 38).

 

2º) Referindo-se a um documento católico intitulado Dominus Iesus (Senhor Jesus), que pelo Vaticano veio a lume em setembro do ano 2000, a revista Época, de 11/09/2000, noticiou: “Ao longo de 36 páginas, o documento afirma a supremacia do catolicismo. Defini-o como a verdadeira igreja de Cristo e o único caminho da salvação. A declaração foi aprovada pelo Papa João Paulo II e leva a assinatura do cardeal alemão Joseph Ratzinger”… (Hoje, Papa bento XVI).

Se realmente a Igreja Católica fosse necessária para a salvação, e se deveras houvesse uma exceção para os que ignoram isso, nós, os evangélicos, certamente não seríamos anistiáveis, visto não sermos inocentes. Veja que o Catecismo da Igreja Católica diz que “não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou então perseverar”. Ora, se assim é, então nós somos incrédulos, não desinformados. E, conseqüentemente, a regra nos deve ser aplicada. Mas, como vimos, o Catecismo nos “anistia” também. Isso prova que o clero católico morde assopra.

 

3º) O padre John A. O’Brien afirmou em The Faith of Millions (A Fé de Milhões), página 46, Que “A Igreja Católica Romana é a verdadeira igreja, estabelecida por Jesus Cristo para a salvação de toda a humanidade”.

 

4º) Segundo a Época, o Padre Dom Estêvão Bittencourt, visto como um dos maiores teólogos do Catolicismo, asseverou: “… O Catolicismo é o único caminho para Cristo.” (revista Época, 11/09/2000).

 

5º) O Padre Leonel Franca vociferou: [...] “Igreja Católica, [...] único baluarte da força moral, única tábua de salvação” [...]. E: [...] “o catolicismo vive e só ele pode dar vida” [...]. (FRANCA, Leonel. Noções de História da Filosofia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 21 ed. 1973, pp. 298 e 326 respectivamente. Grifo nosso). Aqui o Padre Leonel Franca questiona não só o valor espiritual das igrejas evangélicas, mas também põe em xeque sua utilidade moral, ao afirmar que o catolicismo é o único baluarte da força moral. Logo, as igrejas evangélicas não prestam nem para  soerguer o moral dos povos. Será que esse infeliz pensa que as igrejas evangélicas são imorais? Raciocine e tire suas próprias conclusões.

 

6º) Realmente a Igreja Católica não crê na salvação dos evangélicos, pois ela prega oficialmente que os que não somos devotos de Maria estamos nas trevas, e assegura que sofreremos as conseqüências dessa nossa atitude, nos impetrando um “ai”. veja: “perca uma alma a devoção para com Maria e que será senão trevas?… Ai daqueles… que desprezam a luz deste sol, isto é, a devoção a Maria…’’ (Glórias de Maria, de autoria de um bispo católico que virou “santo” e “Doutor” da “Igreja”, a saber, “Santo” Afonso de Ligório, Editora Santuário, 14ª edição de 1989, página 82, grifo nosso). À página 25 desse livro se vê que a Igreja Católica prega que Maria é o pescoço que liga o corpo – a Igreja -, à cabeça – Cristo. O Papa Leão XIII observou numa encíclica em 1892, que “Como ao Pai celeste só chegamos por meio do Filho, assim semelhantemente só por meio de Maria, chegamos ao Filho” (Ibidem, nota de rodapé). Ora, se isso fosse verdade, que seria de nós, os evangélicos, que não só consideramos a mediação de Maria como algo desnecessário, impossível e inexistente, porém, mais grave ainda, isto é, como um pecado para a morte, a saber, idolatria? E o livro Glórias de Maria é obra oficial da Igreja Católica? Sim, e provaremos isso no capítulo VI deste livro.

Como já informei, às vezes o Catecismo da Igreja Católica finge reconhecer a validade das igrejas evangélicas, bem como das religiões não-cristãs (como se pode ver às páginas 235 e 242, # # 818-819, 841. Veja também o Compêndio do Vaticano II, 29ª edição, Editora Vozes, páginas 56-57, # # 41-42). Mas esse malabarismo é um sofisma, cujo alvo é bem definido: fazer com que o dito fique pelo não dito, e, deste modo, confundir os incautos. Como o diabo sabe preparar suas arapucas!

Todos os que estudam a História Geral sabem que a Igreja Católica pregava que FORA DA IGREJA CATÓLICA NÃO HÁ SALVAÇÃO, mas muitos pensam que esse radicalismo é coisa do passado. Porém, como o leitor acaba de ver, essa heresia ainda está de pé. Como bem o disse o ex-padre Aníbal, de saudosa memória, “O Concílio Vaticano II não trocou as velhas heresias por doutrinas novas, mas tão-somente pintou-as”.

Alegando a Igreja Católica que ela é necessária à salvação, está usurpando a função daquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (Jo 14.6).

Caro leitor, não se submeta à tirania desses usurpadores. Para se salvar, você não necessita de nenhuma igreja. Após entregar-se a Cristo e se salvar, se você não quiser se vincular a nenhuma das igrejas que já existem, funde a sua própria denominação. Portanto, siga a Cristo e liberte-se (João 8.12,32). Mas, se você não quiser fundar a sua denominação, sugerimos que você se dirija a uma das muitas igrejas realmente cristãs, para usufruir do companheirismo daqueles que, como você, também têm Cristo em seus corações (Hebreus 10.25). Ademais, se todos os católicos, leigos e clérigos, decidirem seguir a Bíblia, se salvarão dentro da própria instituição católica. Não cremos que eles tenham que vir para as igrejas evangélicas. Nós cremos que quem salva é Cristo.

Muitos católicos já nos perguntaram: “Por que vocês dizem que se não formos para suas igrejas não seremos salvos?’’ A nossa resposta tem sido: Nós não pregamos isso. Quem prega isso são os clérigos da sua igreja.

Segundo a Bíblia, a queda de Satanás consistiu no fato de que ele concebeu o seguinte pensamento: “…Subirei ao céu; acima das alturas das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… subirei acima das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” Mas Deus disse-lhe “…Levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.’’ (Isaías 14. 13 a 15). Temos, na Igreja Romana, uma repetição dessa usurpação. Ela também disse no seu coração: Subirei ao trono do Império Romano, estabelecerei o meu trono no Vaticano, e serei semelhante ao  único Salvador, tornando-me também a única salvadora. Mas Deus está dizendo a ela e aos  que estão sob seu cetro:  “Contudo, levados sereis ao inferno”.

A salvação não está na Igreja Católica, nem tampouco no protestantismo. Especialmente nos séculos 16 e 17, muitos protestantes eram tão assassinos quanto a pretensiosa “Igreja” Católica (Veremos isto no capítulo 12 [12.4.]). Às vezes pensamos que isso era coisa das idades Média e Moderna, mas Deus sempre condenou o homicídio e prometeu lançar no Inferno a todos os assassinos que não se converterem. Logo, no Inferno há padres, protestantes, papas, pastores evangélicos, etc. E, se você não quer se juntar aos infelizes que lá sofrem as conseqüências de suas imbecilidades, deixe de crer que a salvação está neste ou naqueloutro grupo, e refugie-se em Cristo já. Sim, refugie-se em Cristo, mas só em Cristo, e não, numa mistura de Cristo, ídolos e homens embusteiros.

Infalíveis

Como já vimos, o Catolicismo sustenta que o Papa é infalível quando fala ex-cátedra, ou seja, de sua cadeira, isto é, com a autoridade de que é investido. Crê-se que Deus delegou aos papas o dom da inerrância quando dissertam sobre fé e costumes. Isto significa que os católicos não precisam se preocupar com a ortodoxia doutrinária. Eles podem fechar os olhos e seguir ao papa sem medo, pois é impossível que o papa erre.

Para que o leitor possa ver mais uma vez que realmente as coisas são assim, fazemos as quatro transcrições abaixo:

1ª) “Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a verdade. Pelo ‘sentido sobrenatural da fé’, o povo de Deus ‘se atém indefectivelmente à fé,’ sob a guia do Magistério vivo da Igreja.

A missão do Magistério está ligada ao caráter definitivo da Aliança instaurada por Deus em Cristo com seu Povo; deve protegê-lo dos desvios e dos desfalecimentos e garantir-lhe a possibilidade objetiva de professar SEM ERRO a fé autêntica. O ofício pastoral do Magistério está ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar este serviço, Cristo dotou os pastores de carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes. O exercício deste carisma pode assumir várias modalidades”(Catecismo da Igreja Católica, página 255, # 889 a 891 [grifo nosso]).

Bastaria a cópia acima, contudo, prometemos acima quatro cópias e, portanto, prossigamos:

2ª) “GOZA DESTA INFALIBILIDADE O PONTÍFICE ROMANO, chefe do Colégio dos Bispos, por força do seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis, e encarregado de confirmar seus irmãos na fé, proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé e aos costumes…A INFALIBILIDADE prometida à Igreja RESIDE TAMBÉM no corpo episcopal quando este exerce seu magistério supremo EM UNIÃO COM o sucessor de Pedro’ , sobretudo em um Concílio Ecumênico. Quando, pelo seu Magistério supremo, a Igreja propõe alguma coisa ‘a crer como sendo revelada por Deus’ e como ensinamento de Cristo, é preciso aderir na obediência da fé a tais definições’. Esta infalibilidade tem a MESMA EXTENSÃO que o próprio depósito da REVELAÇÃO DIVINA” (Catecismo da Igreja Católica, página 255, # 889 a 891, [grifo nosso]).

3ª) O Padre Luiz Cechinato disse que “…o papa, quando fala em lugar de Cristo sobre as verdades de nossa salvação, não pode errar, porque ele tem a assistência do Espírito Santo, e porque Jesus assume em seu próprio nome o que o papa decide. [...]“ (Os Vinte Séculos de Caminhada da Igreja, Editora Vozes, 4ª edição de 2001, página 358).

O que o Papa pretende com essa pretensão de infalibilidade exclusiva? Resposta: Manipular os católicos a seu bel-prazer.

O Papa se declara tão inerrante quanto a Bíblia, quando afirma que a sua “infalibilidade tem a mesma extensão que o próprio depósito da revelação divina”, como vimos acima.

Uma prova material de que os papas não são infalíveis nas “decisões eclesiásticas” é o fato de eles se contradizerem. Vejamos alguns exemplos:

a). Em 1.229 o concílio de Toulouse proibiu a leitura da Bíblia ao povo. Hoje, não obstante adulterarem-na com a adição de livros apócrifos e “explicações” heréticas nas margens inferiores (rodapés), sua leitura é recomendada.

b). A Inquisição, cujas bases foram lançadas em 1183 no Concílio de Verona (veja a prova em 12.8. item “c”), voltou a ser louvada em 1229, no referido concílio de Toulouse, e ratificada em 1232 pelo Papa Gregório X. Segundo essa tal de santa Inquisição, todos os que pregassem alguma coisa que não harmonizasse com o Catolicismo, deveriam ser torturados até a morte. E muitos fiéis servos de Deus morreram nessa época, por não se submeterem aos abusos desses emissários de Satanás. Hoje, porém, embora mantenham por escrito que “os heréticos, além de serem excomungados, devem ser condenados á morte” (Enciclopédia Católica [em inglês], página 768, citado em O Movimento Ecumênico, editado pela Imprensa Batista Regular, página 17, da autoria do pastor Homero Duncan), já não nos matam mais a bel-prazer, como o fizeram durante séculos.

c). Em 670, o papa Vitélio, para manter o povo no obscurantismo, decidiu falar a missa em Latim, exatamente para que ninguém entendesse nada, por ser já o Latim uma língua morta. Essa idéia agradou tanto aos papas que o sucederam, que ampliaram a idéia, proibindo também a tradução da Bíblia para os idiomas dos povos. Naquela época, a Bíblia já havia sido traduzida para o Latim, e então se determinou que não se fizesse nenhuma outra tradução. Hoje, porém, as traduções são feitas com a aprovação dos papas. Estas contradições entre um papa e outro provam que de infalíveis eles não têm nada. Contudo, o Padre Miguel Maria Giambelli, em o livro de sua autoria intitulado A Igreja Católica e os Protestantes, à página 68, “interpreta” Mateus 16.19, como se Jesus tivesse dito o seguinte: “Nesta minha Igreja, que é o reino dos céus aqui na terra, eu te darei também a plenitude dos poderes executivos, legislativos e judiciários, de tal maneira que qualquer coisa que tu decretares, eu ratificarei lá no céu, porque tu agirás em meu nome e com a minha autoridade”. Mas esta conclusão não está respaldada pela Bíblia, a qual diz que o apóstolo Paulo não se silenciou diante do erro do apóstolo Pedro, como quem diz: “Está errado Pedro, mas, como Jesus disse que qualquer coisa que decretares, Ele ratificará lá no Céu, eu concordo”; mas o repreendeu prontamente (Gálatas 2.11-14). Leitor, se nestes versículos não aparece na sua Bíblia o substantivo Pedro, mas Cefas, saiba que Cefas é o mesmo que Pedro (João 1.42).

Mateus 16.19 está mal traduzido na maioria das Bíblias protestantes e católicas. Estas traduzem este versículo mais ou menos assim “… tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus”. Estas traduções equivocadas conferem a Pedro uma autoridade tal, que o põe acima de Deus. Já não é mais Pedro quem deve se orientar pelo Céu, mas o Céu é que se orientará por ele. Mas na ARA (Almeida Revista e Atualizada) este erro foi corrigido, razão pela qual podemos ler lá o que se segue: “… o que ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos céus”. Deste modo, Jesus não está dizendo que aprovaria tudo quanto Pedro fizesse; e sim que Pedro, ao fazer qualquer coisa, devia certificar se a mesma gozava ou não da sanção do Rei dos reis e Senhor dos senhores – Jesus Cristo – o Filho do Deus vivo.

O modo como Mateus 16.19 está no original, aceita tanto esta última tradução, quanto as outras. Nestes casos, a tradução fica a cargo do bom senso e, sobretudo, do contexto bíblico. Sabemos pela Bíblia que os cristãos primitivos não se submetiam cega e incondicionalmente às decisões do apóstolo Pedro, mas o questionavam e exigiam dele explicações, sob pena de excomunhão. Para vermos isto, basta lermos o que está registrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 11, versículos 2 a 18, detendo-nos nos versículos 2, 3, e 18, meditando no fato de que, quando Pedro se explicou, os irmãos se apaziguaram (v. 18). Se os irmãos se apaziguaram, então o debate foi acirrado. E é assim que os cristãos primitivos tratavam todos os apóstolos. Eles tinham que provar que os seus sermões tinham a aprovação de Deus (Atos 17.10,11).

Para que se enxergue que os papas vêm errando através dos séculos, basta raciocinar. Logo, os que ainda pensam sabem que os papas também erram, por duas razões: 1ª): Os papas são seres humanos. 2ª): A História registra inúmeros erros cometidos por papas. Mas, como o fanatismo religioso priva do uso da razão, é possível que alguém diga que esta questão é relativa, alegando que o que nós, os evangélicos, chamamos de “erros dos papas”, pode não estar errado de fato. E, para que até os cegos vejam, apelamos para as incoerências papais. Talvez as contradições entre um papa e outro, ajudem os fanáticos a entenderem que a suposta infalibilidade papal é uma farsa. Deus não se contradiz!!!

Os papas se expõem ao ridículo quando se auto-proclamam infalíveis. E não menos ridículo é tentar provar que os papas são falíveis. Nós só nos expomos ao ridículo de refutar esse disparate, por amor aos católicos. Realmente há heresias que não merecem ser refutadas, e a chamada “infalibilidade papal” é uma delas.

Este autor não tentaria convencer pessoa alguma (seja lá quem for, inclusive Papa) de que ela está equivocada por se julgar infalível, pois custa-nos crer que haja alguém que não saiba disso. A menos que ela sofra de algum distúrbio mental. Ora, se todos já sabem que são falíveis, não há porquê, nem como, convencer alguém deste fato. Por outro lado, se houvesse alguém que se julgasse infalível, Deus não iria condená-lo por isso, visto não ser justo que os loucos respondam por seus atos. Não me expresso desta maneira ironicamente, e sim, porque deveras eu suspeito da sanidade mental de alguém que, com sinceridade, se proclama infalível.

A ironia é um recurso válido. Até o profeta Elias foi irônico para com os adoradores de Baal. Este autor também às vezes lança mão deste recurso, mas no presente tópico não estou sendo irônico, e sim, falando do que realmente penso.

Há um senhor catarinense, chamado Iuri Thais, cujo pseudônimo é Inri Cristo, que se diz Jesus Cristo. Ora, sem ironia alguma digo que a meu ver, ou esse senhor é demente, ou é charlatão. Ele e seus discípulos sem dúvida irão se melindrar se tomarem ciência deste meu parecer. Talvez digam que estou sendo irônico. Mas posso garantir que não é este o caso. Digo com toda a sinceridade, diante de Deus, que não estou sendo irônico. Estou falando do que realmente penso. Se estou ou não com a razão quanto a isso, é discutível (suponhamos que seja). Logo, o senhor Inri e seus seguidores têm o direito de concordar ou não comigo. Mas diante de Deus informo que a presente declaração não é irônica, nem tampouco se destina a afrontá-los. Repito: Estou apenas falando do que penso, sem retórica.

Talvez o leitor pense que o último parágrafo acima não tem nada que ver com o tema abordado neste tópico. Porém, sua existência destina-se a notificar que, a meu ver, dizer-se Jesus Cristo é tão absurdo quanto se proclamar infalível; e que quando digo que suspeito  da sanidade mental de quem se julga inerrante, não estou sendo irônico, tampouco o faço a título de ofensa. Antes falo do que verdadeiramente penso.

Embora eu não seja psiquiatra, nem psicólogo, parece-me (corrijam-me os profissionais dessas áreas se estou errado) que se autoproclamar “Jesus”, é tão patológico quanto dizer-se infalível. Talvez você esteja pensando: “Como esse pastor ousa comparar esse tal de Inri com Sua Santidade?”. A resposta é que assim como para você o Papa é Sua Santidade, para os adeptos do senhor Inri, o Papa não é nada, enquanto Inri é tudo. Inri é Jesus. E aí temos apenas a sua opinião contra a deles. Se os papas podem se julgar infalíveis, por que o senhor Inri não pode se considerar Jesus? Os direitos são iguais, não?! Por que penso assim? Resposta: Quem se julga Jesus Cristo, não deve se considerar uma simples criatura, já que Jesus não o é. Semelhantemente, considerar-se infalível equivale a se auto-endeusar, visto que só Deus é inerrante. Assim sendo, pergunto reverentemente aos que estudam a psique: Será que os “infalíveis” e os “Jesus Cristos” não estão com algum problema mental?

Há notáveis diferenças, bem como algo em comum entre o senhor Inri e os papas. EI-las parcialmente:

       O senhor Inri e os papas dizem, de per si, coisas igualmente inusitadas de si próprios, porém o senhor Inri é visto pela grande maioria como, ou charlatão ou psicopata, enquanto os papas são vistos como celebridades;

        O senhor Inri possui poucos adeptos, mas o Papa tem mais de 1.000.000.000 de discípulos;

     É difícil acreditar que homens tão ousados consigam adeptos, mas, para nossa surpresa, eles os possuem. E, pasme o leitor, ambos são seguidos por pessoas cultas. O senhor Inri tem, entre seus adeptos, até uma psicóloga. E ninguém ignora que entre os seguidores dos Papas, há as mais ilustres celebridades. Esse é um fenômeno que nem Freud explica.

Extraído do livro – Análise Bíblica do Catolicismo Romano, POR PASTOR JOEL SANTANA

 

                                         Os mortos podem proteger pessoas, cidades e nações?

                                               

Não. 

Em lugar algum da Bíblia, encontramos qualquer indicação de que os mortos possuam poderes para nos proteger. Como também a Palavra não nos orienta a buscarmos auxílio nos que já partiram desta vida. Ao contrário, está escrito: “Quando vos disserem: Consultai os que tem espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; – não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?” (Is 8.19). “Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias” (Sl 34.17);

Também está escrito que a nossa proteção vem do Senhor: “O Senhor é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1); “O Senhor é a tua segurança…” (Pv 3.26); “Tu és o meu refúgio e o meu escudo” (Sl 119.114); “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).

Jesus nos ensinou a orar assim: “Pai nosso, que estás nos céus…” (Mt 6.9). A Bíblia não diz para pedirmos aos que já morreram, por exemplo, a Abraão, Moisés, Elias, Isaías, João Batista, Paulo, Pedro, José, Maria, Mateus…Vejam: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” (1 Jo 5.14-15).

Ademais, os espíritos dos mortos não são onipresentes, atributo exclusivo da divindade. Por isso, não podem ouvir nossas rezas. Fazer preces a falecidos é perder tempo. Apesar dessas verdades, claras como sol de meio dia, religiosos há que elegem determinado falecido a quem consagram suas vidas, e dele esperam conforto, alívio e segurança.

Em muitas cidades brasileiras há, logo na entrada, uma imagem de escultura, indicando que seus moradores estão sob a proteção de determinado falecido. Nada mais enganoso. Necessário que respeitemos a crença de cada qual; mais necessário ainda que apresentemos aquilo que acreditamos ser a Verdade.

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

 

                                    Por que não é certa a canonização dos santos?

                  

“A vida santa é muito desejável e ordenada por Deus. Só existe um sentido para a santidade depois da morte: os salvos pela graça de Deus, distintos na piedade e justiça no mundo, foram separados por Deus dos mundanos e reprováveis, estando ainda no mundo; depois de mortos, eles são à priori santos, porque já eram separados para o Senhor e aguardavam a sua volta, agora aguardam no paraíso a ressurreição do corpo para a vida eterna com Cristo. Hoje os santos, também os que estão vivos têm essa expectativa, e pela graça de Deus vivem ou ainda viverão uma vida em santificação do Espírito e obediência a Deus, sendo purificados pelo sangue de Jesus Cristo e justificados somente pela fé " (I Pe 1:1, 2; Rm 5:1; Ef 2.8-9).

Quem é verdadeiramente santo depois da morte aguarda a ressurreição em glória, numa condição muito melhor (Lc 16:19-31). Comparada a vida humana: “O que é incomparavelmente melhor” (Fl 1:21). A fé verdadeira entende que e os mandamentos de Deus devem ser obedecidos, à caridade para com o próximo e toda justiça não pode ser negligenciada. Teologicamente, dentro da verdadeira Igreja de Cristo, o contrário de santo é hipócrita. Isto é, aquele que honra o Senhor com os lábios, mas o seu coração está longe dele, porque não lhe obedece a Palavra. (Mt 15:8).

Não é mais responsabilidade dos santos mortos o serviço da verdadeira santidade que implica em piedade e justiça, mas é dos santos vivos o dever de socorrer aos necessitados com toda generosidade “orando no Espírito Santo” e realizar a obra de Jesus Cristo enquanto aguardam a sua volta  (Jd 20, 21; At 20:35). A santidade é responsabilidade ordenada por Deus para ser vivida e não para ser sepultada ou transformada em um memorial. Por essa razão afirmo a verdade: ninguém pode ser santo depois da morte no sentido da santidade útil ao povo devoto como acreditam os papistas.

Quando uma tradição cristã diz que uns são santos e os outros não, está dizendo que uns são verdadeiros e os outros são falsos cristãos, uns são santos no mundo e os outros não vivem em santidade, conseguintemente e infelizmente endeusam os que julgam ser obedientes, por terem conseguido algo que não é para todas as pessoas. Assim, aplacam a sua culpa na prática de uma religião hipócrita, não se arrependem verdadeiramente de seus pecados, entregam-se às suas inclinações idolátricas e ao fracasso de toda a comunidade.

A canonização de um santo não tem base bíblica e nem lógica, primeiro porque sabemos que ela não tem autoridade para tornar uma pessoa santa, pois ou ela é ou não é. Se por um lado reconhecer que uma pessoa viveu em santificação é necessário, é bom para nos lembrar o mandamento do Senhor, para nos estimularmos a nós mesmos a viver em santidade como os santos que são exemplos que, apontam para Cristo (Fl 3:17; I Co 11:1; Ef 5:1), por outro lado, as canonizações se fundamentam em estórias, lendas e crendices do povo que, faz dos santos deuses ou semi deuses, atribuem-lhes poderes exclusivamente divino como por exemplo: o poder de conhecer todas as coisas (onisciência); o poder de fazer o que bem quiserem e atender às súplicas do povo e de indivíduos por milagres (onipotência) e estarem presentes nos diversos continente ouvindo e socorrendo às orações do mundo católico (onipresença).

A maneira própria distorcida e contrária à Bíblia de ver a santidade do catolicismo romano afetou o nosso compromisso e segurança da graça maravilhosa de uma vida em santidade. A santidade não pode ser transformada em uma instituição, oficio, honraria ou qualquer coisa distante da piedade popular, do povo comum, apresentada como um sacrifício humano e uma exceção ou que se faça com ela uma confusão e distorção do verdadeiro culto que deve ser prestado somente a Deus. O único Deus vivo, verdadeiro, santo e eterno nos ordena: “Sede santos como eu sou santo”. A santidade está na graça de obedecer a Deus vivendo o aperfeiçoamento em santidade. Ser um santo não é uma benção realizada por um ato canônico político religioso de um colegiado de políticos eclesiástico, mas, se trata de uma benção do céu, concedida pela graça de Deus Pai no Poder do Espírito Santo, pelos merecimentos de Deus Filho e pela purificação no seu sangue derramado na cruz.”

Autor: Rev. Anatote Lopes

Fonte: http://anatotelopes.blogspot.com.br/2014/04/porque-nao-e-certa-canonizacao-dos.html?spref=fb

Postado por Pr. Elio Loiola - Ministério Só em Cristo Há Vida.

 

         A convivência dos Evangélicos com os Católicos

                                   

" Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não neces­sitam de médico os sãos, mas sim os enfermos. "   Mateus 9.12

O relacionamento dos evangélicos com os católicos, no Brasil, é muito bom, a não ser nas localidades onde ainda predomina o desejo ardente de separação e isolamento, como acontece em lugares onde alguns padres continuam incutindo maldades e mentiras contra o povo de Deus. Aos católicos praticantes é proibido “a todos os cristãos pertencer a elas [igrejas evangélicas], assistir aos seus atos de culto ou as favorecer por qualquer modo”.97 Mas os evan­gélicos continuam firmes no seu propósito de explicar as verdades, a pureza do Evangelho ensinado por Jesus, respeitando sempre a liberdade de consciência de cada um. A obrigação que o membro das igrejas evangélicas se impõe é o cumprimento da determinação imperiosa: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1.8). E também: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda cria­tura” (Mc 16.15). Como se vê, Jesus mandou pregar o Evangelho a toda criatura, mas não mandou que se obrigasse ninguém a aceitá-lo. Fica-se muito feliz quando uma pessoa aceita, transforma a sua vida, acerta-a diante de Deus, conforme disse Paulo: “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17).

É costume ouvir-se dizer o comentário de que “é por vaidade que os crentes dizem que têm a certeza da salvação de sua alma”, mas quem não passou pela experiência não pode afirmar. É o Espí­rito Santo, da parte de Jesus, que converte a pessoa, e, de acordo com o último texto transcrito, a pessoa torna-se outra criatura e adquire essa certeza pela fé.

Em geral, os evangélicos visitam os templos católicos sem ne­nhuma restrição quando convidados por eles, em solenidades como casamentos, bodas etc. Isso não lhes traz qualquer inconveniente. Também não procuram afrontar ninguém, embora conhecedores de que o catolicismo não conduz ninguém aos pés de Jesus.

Um número muito grande de conversões está acontecendo todos os dias em todos os rincões do país. Há não muito tempo, na cidade de São Paulo, organizaram-se 20 igrejas de uma só deno­minação num só dia. Foi preciso que utilizassem para isso um grande estádio de futebol, tal o número de pessoas.

Em algumas cidades do interior os crentes ainda sofrem perse­guições, como vêm acontecendo numa cidade na área do Triângulo Mineiro. Mas padres que hoje perseguem, amanhã se convertem e têm-se mostrado grandes líderes no trabalho de Deus.

O ex-padre Juan Batista Tréccani é sobrinho do falecido Papa Paulo VI. Nascido na Itália em 1933, aos dez anos ingressou no seminário, e aos quinze, o seu tio, naquela época arcebispo de Mi­lão, mandou-o estudar filosofia em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1961 e mandado para a Argentina. As razões que o levaram a deixar o catolicismo romano foram as riquezas que se exibem de forma pecaminosa no Vaticano, onde o papa ostenta uma coroa de ouro de 15kg e é anunciado por trombetas do mesmo metal; além disso, nunca tivera a certeza de sua salvação como sacerdote roma­no. Na Argentina, um pastor índio falou-lhe de Marcos 16.16, que é necessário primeiro crer e depois ser batizado. Ele seguiu o ensino da Palavra de Deus e hoje é pastor na Patagônia, onde dirige cinco igrejas evangélicas pentecostais.

Um padre que conhecemos contou-nos que distribuía seus fiéis para recolher e queimar os folhetos evangélicos que se entre­gavam nos cemitérios em “dias de finados”; em outra ocasião, comandou a destruição de uma congregação evangélica, e recebeu os parabéns do bispo da diocese; esse mesmo bispo, farisaicamente, escreveu uma cartinha ao pastor “lamentando o ocorrido”; também foi procurado por uma crente pobre no Recife, membro de uma pequena congregação, que lhe pediu uma vaga para seu filho no orfanato católico. O padre exultou. Sabedor de que os crentes não fumam, para afastar em definitivo o menino do convívio dos seus, ensinou-lhe a fumar.

Como dissemos, muitos padres têm-se convertido. Recente­mente, um jornal evangélico publicou interessante notícia, que passamos a transcrever:

Este padre se converteu durante a missa

Fato inédito rela tado pelo Pr. Nivaldo Lisboa Soares, ex-padre católico, durante a celebração da missa numa igreja da paró­quia de Divino das Laranjeiras, MG, comprovando mais uma vez o poder do Evangelho para salvação de todo aquele que crê. O ex-padre, mineiro de Rio Pomba, MG, era profes­sor universitário na UNIVALE, em Governador Valadares. Nascido em lar católico, tornou-se padre por livre opção, no desejo de fazer algum benefício à sociedade. Trabalhador e idealista, propôs a si mesmo ajudar a todos, e principalmente aos jovens, que tanto carecem. Dedicava-se a tudo com muito afinco, mas apesar disso sentia um profundo vazio em seu coração. Um dia entrou num templo presbiteriano e sentado no último banco ouviu uma palestra proferida pela esposa do pastor; depois, alguns crentes telefonavam instigando-o: “Padre Nivaldo, ligue a televisão no canal X. Há um programa evangélico muito bom.” Certo dia, em 1987, o seu carro apre­sentou um defeito e ele o levou à oficina em Valadares. O mecânico, homem crente e simples, porém muito espiritual. Conversaram. O padre convidou-o a assistir à missa de domingo, recomendando-lhe: “(…) eseo senhor for à minha igreja, leve a sua Bíblia de capa preta, que eu vou lhe dar a palavra para falar aos católicos no meio da missa; e quero que fale sobre o dízimo. Vocês crentes são craques no dízimo, portanto, fale sobre o dízimo porque eu estou precisando de dinheiro para as obras da igreja que eu estou construindo.”

No domingo seguinte, à hora combinada, o crente adentrou a igreja com sua Bíblia surrada, de capa preta, na mão. O Padre Nivaldo, para dizer a verdade, se assustou, perguntando-Ihe: “O senhor aqui?” E ele respondeu: “O senhor não me convidou? Eu estou aqui.” Convidou o visitante a entrar e sentar-se. Disse-lhe que lhe daria a oportunidade prometida. A igreja estava lotada quando ele o chamou para subir ao púlpito. Passou-lhe o microfone e o humilde pregador abriu a sua Bíblia e pregou ousadamente sobre João 8.32: “e conhe­cereis a verdade, e a verdade vos libertará.” A respeito do dízimo falou bem pouco, mas, da salvação pela graça, por meio da fé em Jesus, comunicou poderosa mensagem, clara, bíblica e objetiva. Foi um autêntico mensageiro de Deus. Ao terminar a pregação fez o apelo:

— Quantos aqui presentes nesta missa crêem no Senhor Jesus de verdade, e querem aceitá-lo como Senhor e Salvador, fiquem de pé, levantem a mão direita para o céu, e orem comigo. O padre levantou a mão e aceitou Jesus, e muitos fiéis com ele. Depois o pregador continuou:

— Todos os que aceitam Jesus como Salvador, venham à frente que eu vou orar por vocês.

O padre e mais de 200 católicos foram à frente, tomando a decisão ao lado de Jesus.

O ex-padre Nivaldo, a seguir, recebeu o batismo de imersão, conforme a Bíblia ensina, foi consagrado ao Ministério da Palavra e hoje é mais um grande obreiro, levando a salvação pela Palavra de Deus a todas as criaturas.

As igrejas evangélicas que vivem como ensina o Novo Testa­mento são livres, independentes, autónomas, soberanas em suas decisões, tomadas por voto dos seus filiados. Podem unir-se — e às vezes o fazem — em associações ou convenções que elegem diretorias, numa conjugação de esforços para missões locais, nacio­nais e internacionais no uso do dinheiro, do dízimo dos dízimos, com que elas contribuem para essa finalidade. É assim a vida dos crentes e das Igrejas do Novo Testamento. Elas são o corpo e Jesus é a cabeça das igrejas que ele mesmo criou (Colossenses 1.18).

Extraído do livro “O Catolicismo Romano Através dos Tempos”, Ed. Juerp

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                                     A adoração dos santos e das imagens

                        

Eu sou o Senhor teu Deus (…) Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida (…) Não te encurvarás diante delas, nem as servirás (…)

Êxodo 20.2-5

Conta-se que Pompeu ficou muito admirado ao ver que o Templo de Jerusalém não continha imagens, nem mesmo a do Deus Jeová, e a grande perseguição por parte do imperador filósofo Marco Aurélio, segundo o historiador luterano Moshein, ocorreu por serem os cristãos “considerados ateus, porque não possuíam templos, nem altares, nem vítimas, nem sacerdotes, nem pompa alguma na qual o povo julgava consistir a essência da religião”.

Como dissemos, a hierarquia deve ter recebido de bom grado o ato de tolerância de Constantino, produzido com a manifesta intenção de aumentar os seus adeptos, influência e poderio. Muitos ídolos do paganismo incorporaram-se à Igreja Católica, e hoje sobre­vivem com outros nomes:

A estátua de Pedro que se venera no Vaticano é a de Júpiter Tonante (o principal “deus” da mitologia romana), e muitas estátuas há, também, como as de Juno, Cibele, Vénus, Diana, que foram balizadas com o nome de Maria e de outras santas. Do nome de uma matrona romana — Undecimilia — fizeram as “Onze Mil Virgens”, consequência da etimologia da palavra latina.

Foi no sétimo concílio da Igreja, reunido em Nicéia, em 787, o segundo ali realizado, convocado pela Imperatriz Irene, que se assentou definitivamente o culto aos santos e às imagens, num sinal evidente de que a paganização avançava, e a Igreja se afas­tava cada vez mais da Lei de Deus. Hoje, embora a Bíblia de tradução católica não deixe de possuir o texto que encabeça este capítulo (Êxodo 20), com a sua total proibição, os ensinos erró­neos continuam, e muitos católicos confiam mais nos santos do que no próprio Senhor Jesus.

Santo Agostinho, na sua obra Cidade de Deus condena tal prática: “Não tenhamos religião que preste culto aos mortos; não lhes construamos templos”; pois ele já notava certa tendência à acentuação desse grande erro. 

Toda idolatria é condenada pela Palavra de Deus.

Quando se lhes condenam a adoração dos santos, sofismam: “Não. Nós não adoramos imagens. Tributamos diante das imagens um culto de veneração aos santos que as imagens representam”. Mas a Palavra de Deus é clara quando diz: “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás (…)” (Ex 20.4,5).

Para justificar o erro, o jesuitismo teve a sutileza, a artimanha, o sofisma de dividir o culto em três categorias: latria, dulia e hiper-dulia. Para Deus, para os santos e para a Virgem Maria. Mas o culto às imagens confirma-se até pelo próprio papa. O Papa Paulo VI foi à Cova da Iria em comemoração ao cinquentenário das “aparições” de Fátima, onde, de joelhos, cultuou a imagem da santa. Não se pode negar que seja adoração a ídolo.55

A Bíblia condena com veemência a idolatria de um modo geral, sendo até difícil citar um entre tantos textos. A Bíblia Cató­lica tem dois Salmos 10 e dois 113, talvez com a intenção deliberada de confundir. O segundo 113 corresponde ao 115 de todas as demais Bíblias, que diz (Versão Revisada, IBB):

Porque perguntariam as nações: Onde está o seu Deus?Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem.

Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Semelhantes a eles sejam os que os fazem, e todos os que neles confiam.

A perturbação das nações, os infortúnios, as intempéries, o desgoverno, as falcatruas na administração, a corrupção, toda es­pécie de males que acontecem, umas nações mais infelizes, outras menos, tudo isso está inquestionavelmente relacionado com a alma do povo. “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que ele escolheu para sua herança. O Senhor olha lá do céu; vê todos os filhos dos homens; da sua morada observa todos os moradores da terra (…)” (SI 33.12 em diante). Esse maravilhoso Salmo prossegue enaltecendo o amor de Deus e o cuidado que ele tem com as nações que o respeitam. Não é preciso que uma pessoa tenha cultura acima da média para notar a diferença de desenvolvimento entre as nações de maioria protestante e as de maioria católica. (Este assunto é tratado de forma mais extensa no capitulo 18.)

O Papa João XV, cujo pontificado estendeu-se de 985 a 996, canonizou o primeiro santo da Igreja, Ulderico, bispo de Hamburgo, falecido em 973. Depois disso foram canonizados centenas deles, de modo que há, no mínimo, um santo para cada dia, e, não raro, muitos são comemorados num mesmo dia.

Há poucos anos, o Papa Paulo VI retirou do calendário alguns deles, “pouco conhecidos ou duvidosos”, como Santa Catarina de Alexandria e “São” Jorge, este considerado padroeiro da Inglaterra e, como se sabe, venerado também no Brasil (mais tarde, em outro ato, São Jorge ficou “valendo” só para a Inglaterra; isto é, foi “recon­duzido”). Pergunta-se: e como ficam as igrejas católicas que têm o nome do “santo cassado? e que servem ao sincretismo e sobretudo ao espiritismo? Estarão os seus devotos adorando santo que não existe? Também foram proscritos Nicolau, padroeiro dos mari­nheiros; Cristóvão, dos motoristas; Bárbara, dos fogueteiros e artilheiros; Praxedes, Prudêncio, Isabel de Portugal, Euzébio, Sabina, Anastácia, Crisógomo e outros. Como fica a infalibilida­de diante dos papas que canonizaram esses santos? Ou não foram canonizados e assim mesmo pertenciam à liturgia? E se não perten­ciam à liturgia, como eram eles reverenciados? E se continuarem reverenciados depois de suprimidos? Como ficam as igrejas de São Jorge, principalmente onde predominam o espiritismo e as seitas de origem africana? E os padroeiros de Nápoles, da Universidade de Paris, dos motoristas? Como fica a obediência ao papa?

Um fato profundamente lamentável são as duas faces da Igreja Católica. Todo mundo sabe que há dois catolicismos. Um para o homem rude e outro para os cultos; um para as pessoas ricas e outro para as pessoas pobres, para os ingénuos e para os menos ingénuos. E mais: a Igreja Romana fomenta as superstições. Mas há um ditado: “Conhecerás o grau de tua civilização pelo número de tuas superstições”.

Não existe um crente evangélico ou protestante supersticioso. É a condição indispensável. Os que se dizem crentes e são supers­ticiosos não crêem na Bíblia, não têm a fé exigida pelas Escrituras. Estão mentindo, enganando-se a si próprios.

Os padres são homens cultos, estudam muitos anos, passam por duras provas, têm que “provar” que o pão e o vinho se transubstanciam. Devemos considerá-los “pouco civilizados?” Ou têm certeza de seus erros, dos erros do catolicismo, e continuam a contri­buir para o desenvolvimento das superstições? Com que finalidade? Alguém em sã consciência pode conceber uma medalha milagrosa? Na Rua Santa Amélia, no Rio de Janeiro, existe um “Santuário da Medalha Milagrosa”. Que poderes terá essa medalha? De onde virá esse poder milagreiro?

Um ex-padre informou que certo bispo da cidade de Mariana, em sua presença, depois de pregar na igreja sobre Maria, e expli­cando a súplica: “Ó Maria, rogai por nós que recorremos a vós”, distribuiu umas tiras de papel com as iniciais dessa invocação, entre as senhoras da cidade, conhecida como a “Atenas de Minas Gerais”, aconselhando-as — e isso do púlpito, da tribuna sagrada — a engolir aquela oração quando se achassem em dificuldades de parto, para serem felizes.

Há muitas coisas que desprestigiam e desmoralizam a Igreja que se diz fundada por Jesus, principalmente no âmbito da supers­tição: o valor dos ídolos, antes e depois do benzimento, os patuás, as verônicas, as “aparições”, as santas que choram. (Há alguns anos, num bairro de classe média do Rio de Janeiro, havia uma igreja de Fátima, cuja imagem “chorava”; descoberto o embuste, veio a confissão do padre: “precisava de dinheiro para a construção do templo”.) Mas em muitas ocasiões os próprios padres não acre­ditam no que ensinam. Por exemplo: Toda igreja que se preza possui um pára-raios. Ora, o pára-raios foi inventado por um “maldito” protestante. Porém mais vale o invento do protestante do que o poder do “santo” ou “santa” padroeira, seja do Carmo, de Fátima, de Aparecida, ou outro santo qualquer. É uma confissão de impo­tência dos santos.

Extraído do livro “O Catolicismo Romano Através dos Tempos”, Alcides Conejeiro Peres, Ed. JUERP

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                                                 O batismo na cosmovisão católica

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Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

MATEUS 28.19

Batismo é um dos mais famosos sacramentos da   Igreja Católica Romana. Ordenado por Jesus em Mateus 28:19, o batismo têm sido observado dentro do Cristianismo desde então. Os primeiros Cristãos batizavam os novos convertidos sob a ordem de Jesus Cristo e a Bíblia relata vários destes batismos mostrando a importância de tal rito para a vida cristã.

Na Igreja Católica, o batismo apresenta algumas características peculiares como a remissão do pecado original em recém-nascidos e sua necessidade para a salvação de uma pessoa. Por outro lado, nas confissões de fé protestantes, o batismo é tido como uma representação, uma figura da morte do Cristão para o mundo e de sua ressurreição para a vida em Cristo.

Tanto Católicos quanto Evangélicos aceitam o batismo como um sacramento, como uma ordenança de Jesus Cristo. No entanto, diferem nos aspectos relacionados ao significado do batismo e ao modo como é realizado. Nós Evangélicos não cremos que o batismo deva ser ministrado a recém-nascidos e nem que ele é necessário para a salvação. Também não realizamos o batismo por aspersão (derramando água sobre a pessoa), mas sim por imersão (imergindo a pessoa totalmente dentro d’água). Isso se dá, pois a palavra Batismo – do original “βαπτίζω”, baptizo - significa imergir. Desta forma, seria um tanto estranho praticar a “imersão” (batismo) por aspersão.

Gostaria de convidar o caro leitor a analisar mais uma doutrina Católica à luz da Bíblia, buscando comparar o dogma batismal Católico com o que a Palavra de Deus diz à respeito do assunto.

Necessário para a Salvação

Se alguém disser que o Batismo é facultativo, isto é, não necessário para a salvação — seja excomungado.”

 Concílio de Trento, Sessão VII, parágrafo 861

    O batismo é uma ordenança de Jesus Cristo para a vida Cristã. A Igreja Católica afirma que o batismo é necessário para a salvação. Mas será que é isso que a Bíblia ensina?

O sacramento do batismo não aparece na Bíblia como quesito para a salvação em nenhuma passagem. Sua relação com a redenção do homem é simbólica, assim como a eucaristia. O batismo é somente uma representação e não uma obra redentora.

A Bíblia ensina que o batismo deve ser ministrado ao Cristão como símbolo de sua conversão, morte e ressurreição espiritual para uma nova vida em Cristo. Podemos dizer que o batismo não é obra de salvação e sim uma representação de tal obra já efetuada na vida daquele que se batiza.

A Igreja Católica – e mais algumas seitas – ensinam que o batismo é necessário para a salvação, isto é, se uma pessoa não for batizada ela nunca poderá entrar no reino do céu. Os apologistas Católicos tentam encontrar nas Escrituras algum versículo que dê apoio para essa ideia. Analisemos alguns dos mais usados por eles:

O caso de João 3:5

O versículo de João 3:5 diz: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”.

Os defensores da doutrina romana sublinham a parte “quem não nascer da água” e focalizam a ideia de que estes não poderão entrar no reino de Deus. Segundo eles, nesta passagem, Jesus estaria ensinando a necessidade do batismo para a salvação. No entanto o sentido das palavras de Jesus não são estes. Provavelmente Jesus estava se referindo à profecia de Ezequiel: “Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. [...] Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ez 36:25,27). Ezequiel fala de um lavar espiritual e não físico, assim como complementa Paulo, fazendo uma clara refutação ao argumento da salvação pelo batismo: “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,” (Tt 3:5). Como podemos ver claramente, não é por obras de justiça praticadas por nós, mas pelo amor, graça, misericórdia e pela ação do Espírito Santo nos concedendo um lavar espiritual que nos torna aptos a entrar para o reino de Deus.

O texto de 1 Pedro 3:21

Este verso diz: “a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo;”.

Com base neste texto, os apologistas Católicos, ignorando o contexto e separando as palavras “figurando o batismo, agora também vos salva”, dizem que a Bíblia ensina o batismo para a salvação. No entanto, o contexto pode nos mostrar o que Pedro realmente quis dizer. Sendo assim, o texto prossegue: “não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus,”. O que Pedro está dizendo? Pedro está dizendo que a cerimônia Batismal exterior não salva, mas sim a realidade espiritual que o batismo representa. Quando Pedro fala que a salvação não é fruto da “remoção da imundícia da carne” ele se refere ao ato exterior do batismo, isto é, o contato da uma pessoa com a água, onde ela estaria teoricamente se lavando. Logo depois Pedro explica o que realmente salva o homem, ou seja, aquilo que o batismo representa, que é a “indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo.

Portanto, o texto de 1 Pedro 3:21 não ensina a necessidade do batismo para a salvação; muito pelo contrário, mostra que o rito ou a cerimônia do batismo não salva, mas sim o que ele representa: a morte e ressurreição do cristão para uma nova vida.

As palavras de Jesus em Marcos 16:16

Este é o verso áureo dos que creem na doutrina do batismo para a salvação. Jesus diz em Marcos 16:16: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.”. Há uma grande ênfase na primeira parte da frase: “Quem crer E FOR BATIZADO é que será salvo”, afirmam os romanistas. No entanto, Jesus termina dizendo “quem, porém, não crer será condenado”. Percebeu a diferença? Se o batismo fosse necessário para a salvação, certamente Jesus diria “Quem porém não crer e não for batizado será condenado”. Mas foi isso que ele disse?

Jesus coloca a condição de salvação sobre o “crer” e não sobre o batismo, pois se quem não crer será condenado é lógico deduzirmos que quem crer será salvo. Acredito que o que Jesus quis dizer é que o homem que deve crer e passar pela obra regeneradora operada Espírito de Deus. Poderíamos parafrasear Jesus desta forma: “Todo aquele que crer e renascer do Espírito Santo será salvo”.

Concluindo, Jesus não estava falando do batismo físico, cerimonial, ritualístico, mas sim de seu significado, isto é, daquilo que ele representa. O batismo não pode conceder nenhuma graça por si, pois só podemos ser salvos pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo (Is 64:6; At 5:11; Rm 11:6; Ef 2:8-9).

O batismo cerimonial (ministrado pelo homem) é uma obra de justiça, e com base nas Palavras de Paulo em Tt 3:5: “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,” (assim como ensinado em outras passagens como Rm 3.27-28, 4.2-5, 15:1;  Gl 2.16; Ef 2:9; 2 Tm 1.9 onde podemos ver que obras não salvam) podemos afirmar que o batismo não salva o homem. As obras não são para nos salvar, mas para demonstrar que somos salvos. O batismo representa a salvação do homem, mas não a opera.

Um bom exemplo Bíblico seria o ladrão da cruz que se arrependeu de seus pecados e foi salvo por Jesus sem ter sido batizado (Lc 23: 42-43).

Poderíamos ainda acrescentar que a salvação é por meio da graça, operada pela fé através do sangue de Jesus. Em Atos 16:30 o carcereiro pergunta a Paulo e Silas: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?”, à esta questão eles respondem: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.” (At 16:31). Não falaram nada sobre batismo.

O batismo é de suma importância para a vida cristã plena em Cristo. Seu sentido está em morrer para o mundo e renascer para Cristo. Isto não ocorre no momento do ritual batismal, mas no momento em que a pessoa entrega sua vida a Jesus Cristo. O batismo é a figura daquilo que Deus, por meio do seu Espírito Santo, operou em nossa vida. Portanto, o batismo representa a salvação, mas não salva.

Remissão de pecados pelo Batismo

Em razão desta certeza de fé, a Igreja ministra o batismo para a remissão dos pecados mesmo às crianças que não

cometeram pecado pessoal.”

Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 403

    A Igreja Católica ministra o batismo com dois propósitos: anexar o batizado à Igreja e perdoar seus pecados. Outras religiões também têm o batismo como um sinal ou um pacto que é feito entre o batizado e a religião na qual recebeu o batismo. Entretanto, a Bíblia não ensina nada disso sobre o batismo.

O propósito do batismo é evidenciar a conversão, isto é, representar ao mundo, de forma exterior, a conversão espiritual de uma pessoa. Desta forma, o batismo marca o ingresso da pessoa na vida Cristã, como uma representação de sua entrega a Deus. Não é no momento do batismo que uma pessoa torna-se Filha de Deus ou Cristã, pois ela já se converteu espiritualmente e já faz parte do povo de Deus, o batismo é somente uma representação externa.

A Igreja Católica Romana ministra o batismo às crianças e adultos também com o propósito de perdoar seus pecados. A Bíblia, por outro lado, não ensina que o batismo tem função de lavar ou causar o perdão de pecados, pois isto só pode ser feito através do sangue de Jesus Cristo (veja 1Jo 1:7).
A Igreja Católica sugere algumas passagens Bíblicas onde, segundo creem, o perdão de pecados por meio do batismo está evidenciado. Vejamos os mais comuns:

       I.            Pedro em Atos 2:38

O versículo em questão diz: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”. Este versículo é de difícil compreensão e só pode ser respondido à luz da gramática grega e do contexto hermenêutico Bíblico. A palavra grega traduzida como “para” no texto é eis (do grego “εις”) que pode significar muitas coisas sendo ela uma preposição de referência para indicar relação entre duas coisas. Ela contém vários significados, podendo ser entendida, por exemplo, como a causa de alguma coisa, o que seria expresso como: “devido à” ou “resultante de”. Assim, o que Pedro quis dizer foi que as pessoas se arrependessem e que elas deveriam ser batizadas em resultado da remissão de seus pecados. Isso é evidente pelo fato de que o batismo só é ministrado após a conversão e nunca antes. Várias vezes encontramos na Bíblia expressões do tipo: “e muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados” (At 18:8). Perceba a ordem: creram e depois foram batizados. O batismo é a representação exterior do que ocorreu no interior da pessoa. É esse sentido que Pedro emprega em sua frase.

    II.            Saulo em Atos 22:16

O texto diz: “E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele”.
Esse texto é muito citado pelos defensores da doutrina da remissão batismal, mas não ensina que o batismo purifica pecados. O texto está da seguinte forma na Bíblia Católica Edições Paulinas: “E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome!”. O leitor já deve ter percebido que as expressões “recebe o batismo” e “purifica-te dos teus pecados” não apresentam relação entre si, ou seja, são efeitos distintos resultantes do ato registrado no final: “invocando o nome dele”. Explicando melhor, Saulo receberia a purificação de seus pecados pela invocação do nome de Jesus e não pelo batismo. Assim sendo, este texto não ensina que o batismo lava pecados.

Além destes dois, outros textos da Bíblia são usados pelos defensores de tal doutrina, mas como vimos, são textos muito mal interpretados.

O batismo não lava pecados e isto é facilmente compreendido no Novo Testamento. Não é a água que purifica, mas o sangue! Diz a Bíblia: “e levaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” (Ap 7:14); e em outra parte: “e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.” (1Jo 1:7).

Caro leitor, crer que o batismo purifica pecados é irracional. Ora, acaso quem batiza uma vez deixa de pecar para sempre? E se esse alguém pecar depois de ter sido batizado? Vai ser batizado novamente? A Bíblia ensina que há um só batismo (Ef 4:5). Então como se dá o perdão de pecados? Pelo arrependimento e pela confissão! Jesus começa a mensagem evangélica dizendo: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mt 4:17). Quando o apóstolo Pedro estava no templo, logo depois de curar um paralítico na entrada, disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados,” (At 3:19). Da mesma forma, afirma o apóstolo João: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1Jo 1:9).
Deus é quem perdoa nossas falhas e transgressões, não pelo batismo, mas pelo quebrantamento do nosso coração, pelo nosso arrependimento, pela confissão de nosso pecado e pelo poder que há no sangue de Jesus.

O Batismo de Crianças

A prática de batizar as crianças é uma tradição imemorial da Igreja. É atestada explicitamente desde o século II. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando “casas” inteiras receberam o Batismo, também se tenha batizado as crianças.”

Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1252

    A prática de batizar crianças é chamada de Pedobatismo. Foi iniciada no século II e não há nenhum indício de que era praticada pelos apóstolos. Neste mesmo século, o pedobatismo causou a primeira grande desfraternização entre igrejas Cristãs que discordavam acerca de tal prática. Isso prova historicamente que o costume de batizar crianças não foi ensinado e nem praticado pelos apóstolos.

O Catolicismo sugere alguns textos Bíblicos que utilizam a expressão do batismo em “casas inteiras” para justificar esta prática. Abaixo estão listados os versículos em que podemos encontrar uma expressão similar:

“Depois que foi batizada, ela e a sua casa,“ (At 16:15)

foi batizado, ele e todos os seus” (At 16:33)

batizei também a família de Estéfanas” (1Co 1:16)

Ora, estes textos dizem que alguma criança foi batizada? Se lermos todos eles dentro de seus respectivos contextos, poderemos perceber a presença de três características em comum:

  • A Palavra foi pregada a alguém – At 16:14, 16:32 e 1Co 1:17
  • Foi recebida e por isso foram batizados – At 16:14, 16:34
  • Nenhuma criança é mencionada

Além destes, os defensores do pedobatismo ainda citam o texto de Atos 2:39 para tentar aprovar tal prática: “Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos”. Uma lida no contexto deste último versículo pode mostrar claramente que Pedro não estava se referindo a crianças, mas sim às futuras gerações de crentes.

Portanto, a Bíblia não dá margem para o pedobatismo. Diante de tal fato, pergunto aos Católicos sinceros em sua fé: por que devemos crer em algo que a Bíblia não ensina?

Os apologistas Católicos ainda citam o pacto de Abraão (a circuncisão, veja em Gênesis capítulo 17), que era feito em crianças, comparando-o com o batismo. Questionam eles: se a circuncisão era feita em crianças, por que não podemos batizar crianças? Ora, a diferença entre circuncisão e o batismo é imensa. A circuncisão era sinal do pacto de Deus com o povo hebreu e prefigurava a Nova Aliança do sangue de Jesus Cristo (leia 1Co 11:25), não tem absolutamente nada a ver com o batismo. Jesus, por exemplo, foi circuncidado quando criança (Lc 2:21), mas só foi batizado quando já era adulto (Lc 3:21). Além disto, a Bíblia não cria nenhum paralelo entre circuncisão e batismo, mostrando que não há nenhuma relação entre eles.

Alguém ainda poderia perguntar: por que os Evangélicos não batizam crianças? Que mal há nisso? Respondo que não há nenhum mal, no entanto, o batismo é uma representação exterior da conversão interior de uma pessoa. Como uma criança que nem mesmo sabe o que é pecado pode se arrepender de seus pecados? Ninguém pode ser obrigado a servir a Deus e muito menos ingressar na fé Cristã de forma involuntária. Para que uma pessoa possa se batizar existem quesitos como o arrependimento, a fé e a consciência de compromisso com a Palavra de Deus. Como uma criança poderia se arrepender de alguma coisa? Como ela poderia ter fé em Deus ou firmar um compromisso com ele sem nem mesmo saber falar?

Por estes motivos e segundo o exemplo Bíblico, nós Evangélicos ministramos o batismo somente a pessoas que alcançaram a maturidade necessária para tomar a decisão de aceitar a Jesus como Senhor e Salvador e ter uma consciência exata do que o batismo representa e de sua importância.

Presas ao poder das trevas

Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados.”

Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1250

    Dentre os vários absurdos espalhados pelas várias doutrinas Católicas, eu considero este um dos piores. O Vaticano afirma que crianças e recém-nascidos que ainda não foram batizados estão “presos ao poder das trevas”. Isso é biblicamente absurdo! Nenhuma passagem da Bíblia ensina que as crianças estão presas ao poder das trevas e muito menos que o batismo opera a libertação de tal prisão. Gostaria de perguntar ao caro leitor: onde a Bíblia ensina isso? Vamos analisar dois pontos muito importantes dentro deste tema:

  1. A.     A questão do Pecado Original

Alguém poderia levantar a questão: e o pecado original? Bem, para explicar isso, primeiro temos que entender o que é o pecado original e como ele nos afeta.

O pecado original, assim chamado, é a semente de imperfeição que herdamos de nossos pais. Não é um pecado em si, mas uma natureza decaída e propensa a pecar. Explicando melhor, o pecado original é a herança de uma natureza corruptível manchada pelo pecado que afeta o homem por inteiro: corpo, alma e espírito. A influência do pecado original resulta na moralidade corrupta e não no pecado em si. Desta forma, uma criança que ainda não cometeu pecados pessoais tem um espírito totalmente puro e inocente, ainda que sua natureza herdada seja imperfeita e decaída por causa do pecado original. A Bíblia fala sobre o pecado original em várias passagens como: Rm  5:12-19; Gl 5:19-21; Ef 2:1-3; são só alguns exemplos.

Como podemos ver, o pecado original não prende ninguém ao poder das trevas. A Bíblia ensina: “Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada qual morrerá pelo seu próprio pecado” (Dt 24:16); e em outra parte: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho,” (Ez 18:20). Nenhuma pessoa carrega sobre si a culpa pelo pecado de Adão, mas sim a natureza decaída resultante de tal pecado. Assim sendo, nenhuma criança pode estar presa ao poder das trevas em razão do pecado original, pois seu espírito é puro e inocente.

 

O Mestre dos mestres nos deixou um testemunho muito claro e evidente sobre a perfeição espiritual dos pequeninos. Jesus, em um dos episódios mais famosos da Bíblia, disse que as criançinhas (que provavelmente não foram batizadas) pertencem ao “reino dos céus” (Mt 19:14). Como pode alguém afirmar que as crianças estão presas ao “poder das trevas” quando Jesus diz que “delas é o reino dos céus”?

Compare a declaração da Igreja Católica com palavras de Jesus em Mateus 18:1-4:

Naquela hora chegaram-se a Jesus os discípulos e perguntaram: Quem é o maior no reino dos céus? Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus”.
Veja que Jesus diz que devemos ser como crianças, pois elas são exemplos de humildade e sinceridade para nós. Acaso Jesus falaria desta forma se elas estivessem “presas ao poder das trevas”? Como imitaremos alguém que está “preso ao poder das trevas”?

Vejamos outro caso interessante que está escrito em Mateus 21:15-16:

Vendo, porém, os principais sacerdotes e os escribas as maravilhas que ele fizera, e os meninos que clamavam no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se, e perguntaram-lhe: Ouves o que estes estão dizendo? Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e de criancinhas de peito tiraste perfeito louvor?

Jesus responde aos sacerdotes citando o Salmo 8:2 que diz: “Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força,”. Caro leitor, como Deus pode suscitar força para um perfeito louvor da boca de alguém que está “preso ao poder das trevas”? Como o ensinamento Católico pode estar de acordo com a Bíblia? Pense nas palavras de Jesus: “Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus.” (Mt 19:14).

Conclusão

Neste capítulo abordamos o tema do batismo dentro da doutrina Católica. Creio que não restaram dúvidas sobre o significado real do batismo. A doutrina Católica não resiste a um combate com a luz das Escrituras, antes se mostra falha e sem bases. Vimos que o Catolicismo afirma o seguinte sobre o batismo:

O batismo não é necessário para a salvação e nem lava pecados. Somente a fé em Jesus Cristo salva (Jo 3:16; At 16:31; Ef 2:8-9) e somente o sangue de Jesus pode nos purificar de todos os pecados (1Jo 1:7).

O apóstolo Paulo nos fala sobre o significado do batismo:

Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.” (Rm 6:4)

O que Paulo está dizendo é que o batismo representa a nossa morte para o mundo e o nosso ressuscitar para Deus em novidade de vida, não uma libertação do poder das trevas e um perdão de pecados como afirma a Igreja Católica. Desta forma, vemos que os ensinos Católicos sobre o batismo não têm bases Bíblicas e por isso volto a questionar: devemos crer na doutrina batismal Católica?

O Concílio de Trento afirma em sua sétima sessão, parágrafo 859: “Se alguém disser que na Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas, não reside a verdadeira doutrina acerca do sacramento do Batismo — seja excomungado”.
Eu creio que a verdadeira doutrina acerca do batismo está na Bíblia, que é a única regra de fé para o Cristão. A Bíblia é “viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12). Jesus disse que “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão” (Mt 24:35). Ele também testificou sobre a veracidade das Escrituras dizendo: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim” (Jo 5:39); e o apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo registrou que “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3:16).

Se o leitor for Católico, pergunto-lhe: a verdadeira doutrina acerca do batismo está contida na Bíblia ou na Igreja Católica? Pense bem nisto.

Perguntas para meditação:

Extraído do livro “O Catolicismo Romano e a Bíblia” – Rafael Nogueira

    • B.      O Testemunho de Jesus Cristo
    • O batismo é necessário para a salvação
    • Há remissão de pecados através do batismo
    • Sem o pedobatismo, as crianças estão presas ao poder das trevas
    1. A Bíblia ensina que o batismo é necessário para a salvação?
    2. O que lava pecados: o batismo ou o sangue de Jesus?
    3. O pecado original pode ser lavado pelo batismo? O que a Bíblia diz à respeito?
    4. Por que motivo devemos crer no pedobatismo? Onde a Bíblia ensina tal coisa?
    5.  As crianças que não foram batizadas estão “presas ao poder das trevas”? O que Jesus diz à respeito disto em Mateus 19:14?
    6. A Bíblia se revela completa e acabada (veja Ap 22:18-19). Devemos crer em algo que a Bíblia não nos ensina?
    7. A doutrina verdadeira do batismo está realmente na Igreja Católica?

A veneração de Maria

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Com efeito desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de ‘Mãe de Deus’, sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (…) Este culto (…) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encanado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente ”; este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração Mariana, tal como o Santo Rosário, “resumo de todo o Evangelho”.”

Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 971

    Os Evangélicos e Protestantes têm, desde a reforma até os dias atuais, apregoado que o Catolicismo é um sistema idólatra. Os Católicos, por sua vez, sempre se defenderam de tal acusação da forma que lhes era possível. Se o caro leitor for Católico, sinta-se convidado a analisar de forma sincera as ideias que irei propor neste item, pois considero esse assunto um dos mais importantes dentro da doutrina Mariana do Catolicismo.

A citação retirada o Catecismo da Igreja Católica afirma que Maria não é adorada, mas tão simplesmente venerada e honrada com um culto particular que difere do culto prestado unicamente a Deus. Tentando aperfeiçoar este argumento, a Igreja Católica criou três tipos de culto com definições e alvos diferentes. Entendamos estes três tipos:

a)      Dulia

A palavra Dulia vem do grego Douleuo (no original “δουλεύω“) que significa “servir como escravo, subservente”. Este verbo é usado em passagens como Mt 6:24 e At 20:19 para expressar nosso dever de servir a Deus. A Igreja Católica ensina que este “tipo de culto” é prestado aos Santos.

b)     Hiperdulia

Não há menção deste termo nas Escrituras. A Igreja Católica ensina que este “tipo de culto”, que é prestado unicamente à Maria, é um culto maior do que o de Dulia, porém menor que o de Latria. Seria um culto intermediário; maior que o prestado aos santos e menor que o prestado a Deus.

c)      Latria

A palavra Latria em do grego Latreia (no original “λατρεία”) que significa adoração no sentido de culto, ritos e cerimônias. Este verbo é usado em passagens como Mt 4:10 e Hb 9:1 onde expressa serviço devido unicamente a Deus. A Igreja Católica ensina que este “tipo de culto” é prestado somente a Deus.

O Catolicismo ensina que o culto espiritual pode ser divido em tipos que diferem entre si. Ensinam que, assim como o amor de uma mulher pelo seu esposo difere de seu amor por seus filhos, assim também seu culto a Deus difere de seu culto à Maria e aos santos. Entretanto, existe uma grande diferença nesta comparação. O amor de uma mulher, em sentido absoluto,  não é exclusivo do marido, ela pode e deve amar todas as pessoas, como o próprio Jesus nos ensina (Jo 13:34). Desta forma, surgem vários tipos de amor que também variam de intensidade. O amor de uma pessoa por outra pode ser maior ou menor.

A Bíblia nos ensina que o nosso culto é exclusivo para Deus. Jesus ensina que “Ninguém pode servir a dois senhores;”(Mt 6:24a). Neste verso, a palavra no original grego para servir é douleuo, que é o tipo de culto que a Igreja Católica aplica aos santos. Agora, uma pessoa pode muito bem amar duas outras pessoas, não é verdade? No entanto, Jesus ensina que ninguém pode servir (do grego douleuo) a dois Senhores. Pergunto ao caro leitor: diante destas palavras de Jesus Cristo, você acha que uma pessoa pode cultuar (douleuo) a Deus e à Maria ao mesmo tempo? Se o leitor acha que não, então pergunto: a quem se deve cultuar (douleuo)? A Maria e os santos ou a Deus? Leia todo o versículo de Mt 6:24 para garantir sua resposta.

Gostaria de analisar mais profundamente este assunto, apresentando quatro argumentos contra a dulia e a hiperdulia prestados aos santos e Maria.

    1º Argumento: As orações

A Igreja Católica ensina que é bom fazer orações aos santos e à Maria, como já vimos anteriormente. A palavra grega para oração é proseuche (no original “προσευχή”) que tem sentido de adoração e é usada em vários casos (Mt 21:13, 22; Lc 1:13; At 1:14; Ef 6:18; Fp 1:9). Outra variante muito usada no grego é a palavra proseuchomai (no original “προσεύχομαι) que também significa oração, porém com sentido de adoração, súplica, usada em casos como o de 1Ts 5:17.
O caso mais clássico é que a palavra adorar (culto que a Igreja Católica diz prestar unicamente a Deus) vem do latim “Adorare” que significa literalmente “fazer oração”. Assim, fazer oração não seria o mesmo que adorar? Render súplicas, orações e clamores a Deus não é uma forma de adorá-lo? Quando rendemos súplicas, orações e clamores a qualquer criatura, não estamos praticando um culto idólatra? Finalmente pergunto: existe diferença entre dulia, hiperdulia e latria quando estamos fazendo uma oração, uma vez que fazer oração é o mesmo que adorar?

    2º Argumento: Dulia e Hiperdulia na Bíblia

A Bíblia não apresenta três tipos de culto, mas um único tipo de culto que só é devido a Deus.  O próprio Deus fala aberta e diretamente a sua lei: “Não terás outros deuses diante de mim.” (Êx 20:3), isto é, Deus não queria que seu povo dividisse a glória que é dele para outras criaturas. Isto se evidencia muito claramente quando Deus diz: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei,” (Is 42:8).

Desta forma, podemos perceber claramente que não existe tipos de culto na Bíblia, mas tão somente um único, devido somente a Deus. As palavras de Jesus em Mt 4:10 são bem claras: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”; culto espiritual é devido somente a Deus. Toda vez que este culto é direcionado a uma criatura torna-se um culto idólatra (Êx 23:24; Dt 4:19; Jz 3:6,7; 1Sm 15:23; 2Cr 14:3; Sl 106:36; At 7:41-42).

A Bíblia nos ensina a honrar todos os homens (Fp 2:29; 1Pe 2:17), mas não nos ensina a cultuá-los. Será que realmente existe diferença entre hiperdulia e latria como quer a Igreja Católica? Ou seriam apenas palavras diferentes para o mesmo ato? Como já vimos, não existem três tipos de culto, mas apenas um, o qual é devido somente a Deus.

    3º Argumento: A Bíblia não nos ensina a cultuar Maria

Em nenhuma parte da Bíblia encontramos qualquer tipo de sugestão de uma superioridade de Maria em relação aos demais Cristãos. Pelo contrário, encontramos várias passagens onde sua igualdade conosco é afirmada. Senão vejamos:

Ora, enquanto ele dizia estas coisas, certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste.” (Lc 11:27)

A mulher citava Maria, tentando engrandecê-la. Jesus tinha a oportunidade perfeita para ensinar a superioridade de sua mãe terrena. Mas será que ele o fez? Veja a resposta de Jesus: “Mas ele respondeu: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus, e a observam.“ (Lc 11:28). Por que Jesus não difundiu a superioridade de sua mãe? Por que ele não concordou com a afirmação da mulher? Perceba que Jesus ensinou que antes, ou seja, mais bem- aventurados são os que ouvem a palavra e a observam. Esta fala de Jesus simplesmente destrói o argumento do clero romano de que Maria é superior ou merece algum culto por ter sido a mãe de Jesus.

A verdade é que Maria foi mais bem-aventurada por ter aceitado a vontade de Deus, do que pelo fato de ter sido mãe de Jesus. Agora, ter aceitado a vontade de Deus a torna digna de ser cultuada ou a torna superior a alguém? Vejamos outro caso:

Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo. Ele, porém, respondeu ao que lhe falava: Quem é minha mãe? e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.“ (MT 12:48-50).

Jesus estava no meio de uma pregação e sua mãe e seus irmãos queriam interrompê-lo. Jesus novamente teve a oportunidade de afirmar a superioridade de sua mãe, mas ele fez o contrário. Ele estende sua mão para seus discípulos e diz que eles eram a sua família, não por serem de sangue, mas por fazerem a vontade do Pai. Jesus estava ensinando que o título de mãe de Jesus não era um fator de engrandecimento para Maria, pois todos podemos ser mãe, irmãos e irmãs de Jesus, basta que façamos a vontade de Deus.
Isso nos leva a uma compreensão maior do caso das bodas de Caná (Jo 2:1-10), onde Maria intercedeu pelos noivos. Maria não obteve êxito em seu pedido por ser mãe de Jesus e por isso ser superior ou ter privilégios especiais, mas sim por fazer a vontade de Deus. Veja o que Jesus ensina em Lucas 11:5-10:

Disse-lhes também: Se um de vós tiver um amigo, e se for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois que um amigo meu, estando em viagem, chegou a minha casa, e não tenho o que lhe oferecer; e se ele, de dentro, responder: Não me incomodes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para te atender; digo-vos que, ainda que se levante para lhos dar por ser seu amigo, todavia, por causa da sua importunação, se levantará e lhe dará quantos pães ele precisar. Pelo que eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; pois todo o que pede, recebe; e quem busca acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á.

O que Jesus ensinou nesta parábola foi exatamente o que Maria usou: persistência e fé. Quando Maria fez o pedido a Jesus dizendo que o vinho havia acabado, Jesus lhe respondeu: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegado a minha hora.” (Jo 2:4). Maria desistiu? Não; continuou a bater na porta e declarou com fé: ”Fazei tudo quanto ele vos disser” (Jo 2:5). Jesus atendeu ao pedido de Maria, não por que ela era sua mãe, mas sim porque ela fizera do jeito que Jesus ensinou. Portanto, a frase que muitos Católicos utilizam – Pede à mãe que o filho atende – não tem respaldo Bíblico algum.

Ainda para reforçar esta ideia, a Bíblia nos mostra outra intercessão que obteve êxito por causa da insistência e da fé:

Ora, partindo Jesus dali, retirou-se para as regiões de Tiro e Sidom. E eis que uma mulher cananéia, provinda daquelas cercania, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada. Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós. Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me. Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã” (Mt 15:21-28).

Caro leitor, você pôde perceber que as atitudes desta mulher Cananéia foram as mesmas de Maria? Ela não agiu com insistência e com fé? Por que Jesus atendeu seu pedido? Por que ela era especial? Certamente que não; pelo contrário, ela era a menos especial possível, pois era gentia e Jesus não tinha a missão de atender gentios durante seu ministério terreno. Então por que ele a atendeu? Se Maria fez Jesus adiantar sua hora, esta mulher não fez Jesus abrir uma exceção em sua importante missão? Sim, pois ambas tiveram fé e pediram com insistência, por este motivo as duas alcançaram o que pediram, não porque eram especiais, mas porque agiram da forma de que Deus se agrada.

Caro leitor: Jesus ensinou a superioridade de Maria? A Bíblia ensina a superioridade de Maria? Ensina-nos a cultuá-la? Ensina que devemos prestar hiperdulia a ela? Certamente o leitor já deve ter uma resposta para estas questões. No entanto, resta ainda o último argumento.

    4º Argumento: Onde estão os exemplos?

Outro ponto interessante que deve ser analisado é este: durante seu ministério terreno, Jesus foi adorado (Mt 2:11, 14:33, 28:17), servido (Mt 8:15; Mc 15:40-41) e honrado (Mt 26:6-7). Ele ajuntava multidões para ouvir suas palavras e verem seus milagres e prodígios. As pessoas ouviam falar de Jesus e das grandes coisas que ele realizava e isso as levava a procurá-lo.
Diante destas verdades, surge a pergunta: onde estava Maria? Onde estava a hiperdulia? A Bíblia não narra nenhuma ocasião onde Maria tenha sido venerada, procurada ou honrada. Nem mesmo depois da ascensão de Jesus os apóstolos falam sobre uma “peregrinação à casa de Maria” ou algo do tipo. Em nenhuma das cartas existe qualquer alusão a uma hiperdulia e nem no livro do apocalipse Maria é citada como alvo de um culto especial. Onde está, pois, a tão importante hiperdulia?

Gostaria de completar estes quatro argumentos com três perguntas simples: onde a Bíblia ensina uma superioridade de Maria? Onde a Bíblia ensina que devemos cultuá-la? Onde a Bíblia ensina que existem três tipos de culto? Se o leitor for Católico, pense nestas questões de forma sincera, Deus deseja que todos “cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:4).

Conclusão

Muitos Católicos dizem que nós Evangélicos odiamos Maria e gostamos de ridicularizá-la e ofendê-la. Isso não é verdade. É claro que existem maus exemplos, como em todos os lugares existem pessoas mal intencionadas. Existem Evangélicos que realmente desrespeitam Maria sem razão. No entanto, estes poucos maus exemplos são exceções e não podemos fazer da exceção uma regra.

Os Evangélicos em geral, têm grande consideração com Maria. Certa vez, eu estava fazendo uma pesquisa na internet e vi um site dizendo: “Os protestantes fazem de tudo para exaltar o pastor e rebaixar Maria”. A verdade não é esta. Nós não rebaixamos Maria, nós apenas não a engrandecemos além do que a Escritura nos permite dizer. Tudo o que nós Evangélicos afirmamos sobre Maria,  podemos provar como uso da Palavra de Deus. Se dissermos que ela foi uma mulher cheia da graça de Deus, podemos provar em Lucas 1:30; se dizemos que ela é bem-aventurada, podemos provar isto em Lc 1:48; se dizemos que ela é bendita entre as mulheres, podemos provar isto em Lc 1:42; se dizemos que ela foi uma fervorosa serva de Deus, podemos provar isto em At 1:14. Mas, se dissermos que ela é rainha do céu, onde provaremos isto? Se dissermos que ela é medianeira e intercessora, onde provaremos isto? Se dissermos que ela é imaculada, onde provaremos isto?

Nós Evangélicos odiamos Maria? Nada está mais longe da verdade. Nós a consideramos uma grande serva de Deus, um exemplo a ser seguido. Nós só procuramos, de forma humilde e de acordo com a vontade do Senhor, não criar dogmas e doutrinas sobre Maria que não estão dispostas na Bíblia. Só queria deixar isto bem claro: Maria foi uma grande mulher e uma grande serva de Deus, nada além disso.

Durante este capítulo, vimos que a Igreja Católica ensina o seguinte sobre Maria:

  • Maria nasceu sem pecado e nunca pecou
  • Maria teve só um filho
  • Maria é medianeira dos homens
  • Foi assunta ao céu de corpo e alma
  • Deve-se venerar, respeitar e orar a Maria

Dentre as várias doutrinas da Igreja Católica, a mais forte e mais arraigada no coração dos fiéis é a doutrina Mariana. Isso ocorre, pois a figura de Maria é amplamente divulgada no mundo; é um símbolo do evangelismo Católico mundial. A cada ano, milhares de fiéis fazem peregrinações à lugares onde Maria teria supostamente aparecido, esperando receberem milagres. Como isso estaria de acordo com a palavra de Deus?

É interessante pensar no fato de que tudo o que a Igreja Católica ensina hoje sobre Maria era desconhecido na era apostólica. Por que Paulo, João, Tiago, Judas, nunca ensinaram alguma doutrina sobre Maria? Se Maria é tão importante a ponto de ser extremamente engrandecida pela igreja, por que a Bíblia fala tão pouco sobre ela? Estas são perguntas válidas que deveriam ser examinadas com mais apreço pelos Católicos.

Resta ainda aos amigos Católicos responderem a algumas perguntas. Se a Bíblia é a palavra inspirada de Deus (1Tm 3:16) e ela é a verdade absoluta (Jo 17:17), logo tudo que está fora da Palavra é equívoco e portanto irreal. Paulo nos diz:“para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito,” (1Co 4:6). Pensem os sinceros: Será que o que o Vaticano fala sobre Maria está realmente de acordo com a Bíblia? Será que o que o Catolicismo ensina realmente procede de Deus? Será que você, amigo Católico, realmente está na fé certa? Paulo nos diz: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé;” (2Co 13:5). Não estou falando de uma religião ou de uma crença religiosa, mas do autêntico Cristianismo ensinado por Jesus e pelos apóstolos, a verdadeira palavra de Deus, da qual Tiago diz: “recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas.” (Tg 1:21).

Deus deseja que cada Católico chegue ao conhecimento da verdade plena. A Palavra de Deus não mente, mas os homens sim. A Bíblia afirma que “Maldito o homem que confia no homem,” (Jr 17:5a), isto porque os homens mentem e podem ser lobos devoradores em pele de cordeiros. Por este motivo é que a Bíblia chama aos Tessalonicenses de nobres em At 17:11, pois eles verificavam o que Paulo e Silas diziam nas escrituras. Da mesma forma caro amigo Católico, não quero que acredite em minhas palavras, mas sim no que a Bíblia diz. Faça como os nobres Tessalonicenses: verifique nas Escrituras para se certificar do que é e o que não é verdade.

Extraído do livro “O Catolicismo Romano e a Bíblia” 

Os santos fazem milagres?

idolatria papal2

Geralmente os católicos fazem referências aos milagres dos “santos” para se defenderem. Mas, Apocalipse 16.19; 2 Tessalonicenses 2.9; Apocalipse 13.13 e Mateus 24.24 provam que não é bom negócio nos conduzirmos cegamente por milagres. Os católicos precisam saber que há muitos “prodígios” no Kardecismo, na Umbanda, no Candomblé, no Espiritismo europeu, na Igreja Messiânica Mundial, no Budismo, bem como em muitas outras religiões e seitas. Estão todas certas?

Já dissemos e provamos à luz da Bíblia e da História que os “cristãos” fizeram uma mistura de Cristianismo com o paganismo e que desse sincretismo surgiu o que hoje se conhece pelo nome de Igreja Católica Apostólica Romana, a qual, através do que seus adeptos chamam de culto aos santos e às imagens, perpetua o paganismo. Isto já está provado. Provamos inclusive que o clero católico não ignora isso. Contudo, voltamos a exibir provas de que esta afirmação é feita baseada na História Universal e também na Bíblia. A História Universal nos fala da mitologia greco-romana, babilônica, africana, etc., segundo as quais existia (e em alguns lugares ainda existe) um deus ou deusa para cada coisa, enquanto a Bíblia nos dá os nomes de alguns desses deuses, confirmando a História. Ei-los: Dagom (Juízes 16.21-30), Moloque (1 Reis 11.7), Diana (Atos 19.23-37), Rainha do Céu (Jeremias 7.18; 44.17), etc.

É bom lembrarmos que a Bíblia não ensina que as almas dos mortos salvos estejam em condição de ouvir as nossas orações e repassá-las para Cristo. Onde está escrito na Bíblia que Maria, a mãe de Jesus, ou quaisquer outros servos de Deus tenham recebido, ao morrerem, o atributo da onipresença? Claro, para que tais santos atendam as orações dos seus devotos, que de todas as partes do mundo oram a eles simultaneamente, necessário se faz que sejam onipresentes ou dotados de onisciência, para deste modo tomarem ciência lá do Paraíso Celestial, onde estão, das preces de seus pedintes, bem como para se certificarem se seus orantes estão ou não orando com fé, já que a Bíblia diz que sem fé não se obtém a graça pedida. Logo, sendo esse negócio de orar a Maria, ou a qualquer cristão canonizado pelos papas, uma doutrina estranha à Bíblia, nos resta saber de onde veio isso. E, como já vimos, veio do paganismo. Não foi lendo a Bíblia que os católicos aprenderam isso. É por isso que os padres não cessam de citar a tal de “Tradição” para se defenderem, quando, empunhando Bíblias, anunciamos que o Catolicismo não é bíblico. Ora, é muito estranho Deus não ensinar uma única vez, em toda a Bíblia, o livro que se proclama completo (Apocalipse 22.18,19), capaz de nos preparar para toda a boa obra (2 Timóteo 3.14-17), e nos conduzir à vida eterna (Jo 20.30-31), a mediação dos santos. Não é isso curioso?. É, sim, muito lógico concluirmos que, se os servos de Deus que morreram, estão em condição de ouvir as nossas rezas e repassá-las para Cristo, como o ensinam os padres, que essa doutrina esteja exarada nas páginas da Bíblia. Mas, pasme o leitor, a Bíblia não ensina isso nem mesmo vagamente. Pelo contrário, a Bíblia nos diz que Abraão nem mesmo nos conhece, isto é, ele nem sabe que existimos (Is 63.16). Essa doutrina é oriunda da arbitrariedade dos papas que, dizendo-se infalíveis em matéria de doutrina, se vêem no direito de pregar o que bem entendem. Mas, como disse Jesus, “se um cego guiar o outro, ambos cairão no barranco” (Mateus 15.14). Logo, não os sigamos, pois do contrário, cairemos no buraco com eles, isto é, iremos com eles para o Inferno.

Cremos piamente que se os santos estivessem em condição de atuar como medianeiros entre Cristo e nós, que isso teria sido registrado na Bíblia, visto estar escrito que “o Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3.7). Sim, se Deus elevou os santos a medianeiros, então Ele mandou os profetas registrar isso. E, se isso não está registrado, é porque se trata duma doutrina espúria. Isto é o que diz Amós 3.7, acima transcrito. Isaías 8.20 também revela que toda doutrina tem que estar respaldada pela Bíblia. Caso contrário, é sofisma: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra nunca verão a alva”.

Uma prova de que não é um procedimento cristão orar aos santos, pedindo a eles que roguem por nós, é o fato de o povo de Deus nunca ter recorrido a esse expediente uma só vez sequer. Talvez alguém alegue a possibilidade desse fato ter ocorrido, sem, contudo, ter sido registrado. Mas o registro de inúmeras orações bíblicas, das quais citamos uma minúscula parte em 1.2.2, é prova cabal de que não podemos admitir tal possibilidade nem mesmo remotamente. Por que não encontramos um só versículo falando da mediação dos santos? Por que os apóstolos não oraram uma só vez a Isaías, a Malaquias, a Ezequiel, a Elias, a Moisés, a Abraão, a Abel, a Noé e assim por diante? E se oraram aos profetas, por que não foi registrado? E, se alguém disser que tais rezas constam só da Tradição, perguntamos: Por que Deus empreenderia selecionar, para fins de registro, somente as orações a Ele? Será que não se está inventando moda? Vale a pena fazer isso? Lembre-se: Provamos acima que o que Deus quer que saibamos para sermos salvos e servirmos a Ele como convém, está registrado na Bíblia. Logo, a Bíblia nos basta.

Antes da degradação datada do IV século, que deu origem ao Catolicismo, já existiam alguns “cristãos” pregando heresias de arrepiar, como o batismo pelos mortos (século I [1Co 15.29]), a libertinagem (século I [Jd 4]), a negação da ressurreição (século I [2Tm 2.18]), orações à “Mãe de Deus” (século III), etc. Logo, o que ocorreu no início do 4º século não foi o surgimento das heresias entre os cristãos, mas sim, o aumento do número de falsos cristãos entre os fiéis, o que facilitou a inserção das heresias no corpo de doutrinas da sobredita Associação de Igrejas.

Os líderes da referida Associação de Igrejas tornaram-se mais tarde tão endiabrados que, além de coagir os pagãos à conversão ao “cristianismo” (como vimos acima), passaram a matar os cristãos que ousavam discordar de suas esdrúxulas doutrinas. Sim, o “cristianismo” oficial, cujos líderes (papas) durante séculos exerceram autoridade até sobre muitos reis e governadores, promoveu fortes perseguições aos verdadeiros cristãos. Criou-se uma tal de “Santa Inquisição”, que de santa só tinha o nome, para julgar e torturar até à morte os verdadeiros cristãos, bem como todos os que divergissem da religião oficial, que a essa altura tornara-se conhecida pelo nome de Igreja Católica Apostólica Romana. Referindo-se a isso, disse o Doutor Marcos Bagno: “…Como se sabe… depois da instituição do cristianismo como religião oficial do império romano…Quem se desviasse desses dogmas era acusado de heresia e condenado às mais diversas punições, como o exílio, a prisão, a tortura e a morte na fogueira…” (Marcos Bagno. Preconceito Lingüístico, 23ª edição, abril de 2003, Edições Loyola: São Paulo, página 156. Ênfase no original [Obs.: O Dr. Marcos Bagno pronunciou assim de passagem, pois o livro de sua autoria, do qual fazemos esta transcrição, versa sobre o vernáculo português, e não sobre a Igreja Católica).

Como sabemos, o Império Romano Mundial não mais existe. Mas a referida “igreja” inovadora tem um pequeno (porém muito rico) país chamado Vaticano.

Os “cristãos” inovadores não se limitaram às inovações que eles trouxeram no início do 4o século, como veremos neste e nos demais capítulos deste livro.

No século XVI, os “cristãos” inovadores sofreram um violento golpe, pois alguns de seus líderes, lendo a Bíblia, concluíram que estavam enganando e sendo enganados. E por isso pregaram dentro das igrejas católicas o que alguns grupos cristãos já vinham fazendo há séculos, em meio às torturas e morte nas fogueiras da “Santa” Inquisição. Os papas tentaram e tentam refrear este movimento, mas não conseguem, porque “O SENHOR DOS EXÉRCITOS ESTÁ CONOSCO”, afirmam os integrantes deste mover de Deus!

Extraído do livro “Análise Bíblica do Catolicismo Romano” - Pr. Elio Loiola

CATOLICISMO__________________________________________________________________________________________________________

E Maria, Pecou?

Teria Maria pecado? 

A Igreja Católica ensina que Maria foi concebida sem pecado e nasceu sem mancha de pecado original, ou seja, que Maria foi gerada pelo seu pai, porém o seu nascimento foi imaculado. Esta é a fórmula de dogma de fé que Pio IX proclamou a oito de dezembro de 1854, na bula ineffabilis:

“É de Deus revelada, a doutrina que mantém que a bem-aventurada Virgem Maria no primeiro instante do seu nascimento, pela singular graça e privilégio do Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha do pecado original”.

Os cristãos protestantes manifestam que este dogma não tem nenhum fundamento bíblico. Pio IX separa Maria da sua condição humana, e a faz uma exceção ao lado de Jesus. A Bíblia, que cremos ser a Palavra de Deus, declara que todos somos pecadores: “… todos estão debaixo do pecado. Como está escrito: não há um justo, nem um sequer” (Romanos 3.9-10).

Como se atreve o apóstolo Paulo a garantir que não há sequer um justo, se existia a exceção de Maria? Como é que Deus escreveu por meio dos seus santos profetas e apóstolos, colunas da verdade revelada, que não há nem um só justo, se estava a Virgem Imaculada concebida sem pecado?

A Bíblia não ensina que Maria estivesse livre do pecado original, por uma graça especial, desde o mesmo instante do seu nascimento. Maria não reclamou para si o privilégio de ser sem pecado. A própria Maria não cria porque no seu magnificat, reconhece ser pecadora e faz menção do seu Salvador. A virgem Maria, a mais bem-aventurada entre todas as mulheres, falou de Deus, na pessoa de Jesus Cristo, como “Meu Salvador”, ao dizer: “A minha alma engrandece ao Senhor; e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lucas 1.46-47). Se ela não fosse pecadora, não teria a necessidade de um Salvador.

Ao falar nesses termos de bendita virgem, não queremos dizer que a escolhida por Deus não fosse a melhor e mais pura entre as mulheres. Porém, não era imaculada, pois ela mesma declara levar como todos nós, a marca do pecado quando invoca a Deus, chamando-lhe “Meu Salvador”. Por que chamou assim a Deus? Por que ela, do mesmo modo que todos os homens, necessitou se salvar e obter a vida eterna através do arrependimento e fé.

A Bíblia é igualmente clara em mostrar a doutrina da universidade do pecado: “Certamente em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe” (Salmos 51.5); “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque” (Eclesiastes 7.20); “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23). Nessas passagens não se indica a exceção de Maria; ela como descendente de Adão, participou não só das consequências da queda, senão também do pecado; “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram… assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens” (Romanos 5.12-18).

O argumento que usam alguns católicos, de que Jesus não podia ser imaculado (ou seja, sem pecado original), se a que Lhe concebeu não tivesse sido, está carente de razão. Vejamos:

1º) Porque Jesus nasceu por obra do Espírito Santo, não de um varão.

2º) Porque Jesus é Deus, na qualidade de Segunda Pessoa da Trindade, mas Maria era humana. Cristo não tinha necessidade de que a sua mãe fosse santa, porque foi concebido pelo Espírito Santo; Ele é santo ainda que nascido de uma mulher pecadora, porque no seu corpo “havia a plenitude da Divindade”.

3º) Se todos os homens herdam a mancha do pecado, os pais da virgem Maria também a herdaram, e os seus filhos foram igualmente herdeiros da natureza pecaminosa do homem. Não há nenhuma base para crer que alguns dos seus filhos a herdaram, enquanto que a sua filha Maria não a herdou.

4º) Porque, pela mesma razão, tinha sido necessário que fossem imaculados os seus pais e as avós; assim sucessivamente desde Eva.

Esses argumentos não lhe soam ridículos? Se em algum caso tinha que operar-se o milagre de nascer um imaculado, seja quem for, deveria ter sido Jesus, que era divino.

Respeitamos Maria com o mesmo respeito com que o fizera o anjo da Anunciação. Sentimos por ela um profundo carisma ao ver que foi eleita providencialmente por Deus para ser mãe, segundo a carne, do Salvador. E cremos que é bem-aventurada entre as mulheres como membro da comunidade dos remidos.

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É o papa o vigário de Cristo?

O termo “vigário” vem do latim vicarius, que quer dizer “ao invés de”. Na Igreja Católica, o vigário é o representante de um oficial de posição superior, com toda a autoridade e poder do oficial. Chamando o papa de “vigário de Cristo”, estaremos dizendo que ele tem o mesmo poder e autoridade que Cristo teve sobre a Igreja. O título deriva das palavras de Jesus a Pedro em João 21:16-17: “Apascenta as minhas ovelhas…Apascenta as minhas ovelhas.” Isto, de acordo com o raciocínio católico, define Pedro como o Príncipe dos Apóstolos, o primeiro papa, e satisfaz as palavras de Jesus em Mateus 16:18-19 (quando chamou Pedro a rocha sobre a qual Jesus edificaria Sua igreja).

Para compreendermos melhor se é ou não bíblico considerar que um mero homem seja o representante de Cristo, viramos as páginas das Escrituras para encontrarmos o que dizem sobre o papel de Jesus em nossas vidas, quando Ele andava sobre a terra e o que Ele continua fazendo agora. A carta de Hebreus faz a comparação entre Jesus e o sumo sacerdote Melquisedeque (Gênesis capítulo 14), e contrasta isto com o velho sacerdócio levítico. A pergunta que se propõe é: se a perfeição pudesse ser obtida pelo cumprimento da lei, por que um outro sacerdote deveria vir (Hebreus 7:11)?

O escritor diz: “Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio. E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote, Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível. Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque. Porque o precedente mandamento é abrogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus” (Hebreus 7:14-19).

Isto faz de Jesus superior aos sacerdotes, e principalmente, aos sumo sacerdotes. Este é o texto-chave: “E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:23-25).

Isto significa que Jesus é nosso sumo sacerdote para sempre. Por ser “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus” (Hebreus 7:26), Ele é diferente dos outros sacerdotes: “Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo” (Hebreus 7:27). Os homens são constituídos pela Lei, e os homens são fracos. Mas o Filho foi constituído pela Nova Aliança, e Ele foi constituído perfeito para sempre” (Hebreus 7:28). O ministério de Jesus é superior ao antigo, e é fundado em melhores promessas (Hebreus 8:6).

A Bíblia diz de Jesus que não há outro nome pelo qual os homens possam ser salvos (Atos 4:12). Há somente um mediador entre Deus e os homens, e este é Jesus Cristo (I Timóteo 2:5). Podemos agora ver que não há qualquer base bíblica para se afirmar em ser um representante de Cristo na terra. Nenhum homem poderia fazer o que Cristo já fez, ou o que Cristo está agora fazendo em benefício da humanidade. Mas o título de vigário também carrega consigo uma outra implicação: aquele que o carrega tem o mesmo poder jurisdicional do oficial que representa. Em Mateus 16:18, Jesus Cristo é aquele que diz que edificará Sua igreja; Ele nunca delega este poder. Ao clamar para si o título de vigário de Cristo, o papa em vigor está, de fato, prometendo fazer o que Cristo prometeu.

Jesus, sim, prediz um “vigário”, no sentido de um “substituto” para Sua presença física aqui na terra. Entretanto, este “vigário de Cristo” não é um sacerdote, sumo sacerdote, bispo ou papa. O único “Vigário de Cristo”, biblicamente falando, é o Espírito Santo. João 14:26 declara: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14:16-18 proclama: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” O Espírito Santo é o “substituto” de Cristo na terra. O Espírito Santo é nosso Consolador e Mestre (João 14:26), e guia à verdade (João 16:3).

Ao alegar que o papa é o “vigário de Cristo”, a Igreja Católica rejeita a suficiência e supremacia do sacerdócio de Cristo, e concede ao papa papéis que o próprio Cristo declarou que seriam do Espírito Santo. É, portanto, blasfêmia atribuir ao papa o título de “vigário de Cristo.”

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Papas João Paulo 2º e João 23 vão se tornar santos

Papas João Paulo 2º e João 23 vão se tornar santos, anuncia Vaticano

Papa Francisco aprovou 2º milagre atribuído ao pontífice polonês. Datas das cerimônias ainda não foram divulgadas

O Vaticano confirmou nesta sexta-feira a canonização dos papas João Paulo 2º e João 23. O anúnciou citou que o atual pontífice Francisco aprovou um segundo milagre atribuído a João Paulo 2º. Ele liderou a Igreja Católica Romana de 1978 a 2005.

Além disso, o Vaticano confirmou também a santificação de João 23, que esteve à frente da Igreja de 1958 a 1963 e convocou o Concílio Vaticano 2º. No entanto, as datas para as cerimônias de canonização não foram imediatamente anunciadas.

oão Paulo está em um acelerado processo para possível santificação desde sua morte em 2005, quando milhões compareceram ao seu funeral com muitos gritando “Santo Subito”. Há, porém, preocupações de que o procedimento esteja sendo muito rápido.

O anúncio já era esperado. Ao canonizar João Paulo 2º com João 23, o Vaticano buscaria amenizar preocupações sobre o santificado rápido do primeiro ao vinculá-lo à espera de 50 anos do último.

CANONIZAÇÃO: Como se faz um santo 

Não pense que para galgar o status de santo dentro da igreja católica é tão fácil assim. Não! Para que um fiel possa figurar nos altares das igrejas romanas é preciso percorrer um longo caminho. Esse processo se chama “canonização” e demanda tempo, política e muito dinheiro, conforme veremos.

Canonizar é o ato pelo qual a igreja declara em estado de santidade o já falecido fiel católico. Após esta declaração do papa, ele pode ser objeto de adoração ou, como dizem, de veneração dos fiéis.

Foi Sisto V quem organizou o sistema moderno de canonização, e o confiou à Congregação dos Ritos, órgão da cúria romana.

O primeiro santo canonizado de forma solene foi o bispo de Augsburgo, Ulrich (santo Ulrico), morto em 973 e proclamado santo por João XV, no Concílio de Latrão, em 993.

Mas antes do fiel ser canonizado, ele precisa receber a beatificação, a partir do que já é admitido o culto público à sua pessoa, embora com algumas restrições.

O processo é o seguinte: a etapa inicial de investigação é conduzida pelo bispo local, que nomeia um postulador da causa, espécie de advogado de defesa (para defender as causas dos santos brasileiros aqui no Brasil esse trabalho ficou por conta da freira Célia Cadorin), e um promotor da fé – o famoso “advogado do diabo” – que irá vasculhar a vida do santo, tentando achar algum erro, tanto em questões morais ou doutrinárias. Reunido o material e comprovada a fama de santidade do indicado, os autos são encaminhados a Roma. Cabe ao papa proclamar solenemente o novo “beato”. No processo, são exigidas provas da realização de pelo menos dois milagres. Estes milagres apesar do rigor vaticanista às vezes deixa a desejar na sua investigação. A conhecida Madre Teresa de Calcutá, beatificada pelo papa João Paulo II, recebeu a beatificação pelo milagre da cura de um câncer no estômago efetuado em uma mulher indiana. O problema é que o médico que tratava da doente disse que ela não tinha tumor algum, mas sim, tuberculose, tratada com medicamentos (Época, 27/10/03). Não podemos esquecer também que muitos ditos “santos”, foram assassinos, tais como José de Anchieta e Inácio de Loyola, hereges como Afonso de Ligório e outros até nunca existiram como acreditam muitos.

Além disso, são gastos milhares de dólares durante todo o processo. Por exemplo, a canonização de Madre Paulina chegou a consumir cerca de 100 mil dólares (Veja, 06/03/2002).

O Lobby organizado pela arquidiocese de São Paulo em prol da beatificação de Frei Galvão custou a bagatela de 95.000 reais. Fora isso, foram 20 viagens ao Vaticano, 7028 relatos de cura, 2702 partos felizes, 332 curas de problemas nos rins, 123 conversões para uma vida de virtudes, e mais 13744 outras graças (Veja, 11/12/1998) Ufa! Como é trabalhoso virar santo!

Entretanto, algo que nos chama a atenção é que estes santos, enquanto vivos não realizavam milagres, mas, depois de mortos, disparam a conceder graças de todos os tipos. Isto não é no mínimo curioso?

Bento XVI com vistas ao maior pais católico do mundo que ainda não tinha um santo nacional, resolveu agora nos últimos anos, investir pesado no país e cumprir uma ambiciosa promessa de seu antecessor que certa vez chegou a declarar que o Brasil precisava de muitos, muitos santos (Isto É, 18/12/91).

E a igreja católica no Brasil se afina no mesmo diapasão tentando criar seu próprio panteão nacional.

Depois de Frei Galvão e madre Paulina, a próxima é a irmã Dulce. A candidata já tem um milagre e o seu processo já está em estudo, há mais ou menos cinco anos, no Vaticano. (Época, 24/03/2004). Também foi reaberto o processo de canonização do padre Cícero Romão Batista, o “Padim Ciço”. É notório a todos que este controvertido personagem ligado à história do povo nordestino não foi nenhum “santo” quando vivo, mas que agora, pode se transformar em um deles, por causa da insistência dos fiéis.

Finalmente, cumpridas todas as etapas do processo, o papa invoca publicamente a ajuda divina e a canonização é celebrada com toda pompa, na basílica de São Pedro. Posteriormente, é marcado um dia para celebrar a memória do santo.

A imagem é a alma do negócio

Depois de resolvido o caso da beatificação, começa o marketing em cima das imagens dos “santos”. Uma imagem que não apresenta um visual contextualizado com as tendências da época precisa ser modificada para ficar mais atraente à devoção popular. Cada vez que a teologia católica muda, muda também o visual das imagens. Assim como o rosto de Jesus, a imagem de Maria passou por uma grande transformação. Por exemplo, nas pinturas da renascença ou do barroco, Maria é retratada como uma mulher da época, com contornos corporais de mulher, seios fartos amamentando o menino Jesus. Hoje, Maria é mostrada toda coberta e praticamente sem seios. Mais alguns exemplos típicos são as imagens de Madre Paulina e do índio Juan Diego. O retrato da santa mostrava uma jovem muito séria. Já a versão recente e oficial vai mostrar a madre amparando uma criança, de forma a parecer mais maternal e protetora. Por sua vez, o tal índio mexicano, que teve a suposta visão da Virgem de Guadalupe, é retratado com feições espanholas e não de um aborígine.

É digno de nota que o mariano João Paulo II foi o papa que mais canonizou “santos” na história do catolicismo, chegando a 1.790 beatificações e canonizações, durante o seu pontificado. A última novidade de Wojtyla até o momento de sua morte foi canonizar a pediatra italiana Gianna Beretta Molla, a primeira santa casada da história do catolicismo romano (Veja, 26/05/04; Isto É, 26/05/04).


Sem apoio bíblico

Apesar das apaixonadas defesas católicas a respeito da suposta legitimidade bíblica para esta doutrina, ela enfrenta sérias objeções que gostaríamos que o leitor, católico ou não, refletisse desarmado de quaisquer preconceitos.

Primeiramente, a doutrina católica sobre os santos esbarra no bom senso, na lógica e na teologia. Ora, se os santos católicos atendem de fato as orações de seus milhares de devotos, isto implicaria que eles possuem o atributo da onisciência, coisa que é impossível ao ser humano, pois só Deus a possui. Só Deus pode atender várias orações ao mesmo tempo, pois isto é intrínseco à sua divindade. A menos que os católicos não queiram considerar seus santos como semi-deuses como faziam os pagãos, eles precisam negar tal atributo aos seus santos.

Ademais, a doutrina dos santos postula também que tais personagens podem interceder pelas pessoas, mas neste particular também a doutrina católica esbarra na doutrina paulina da mediação exclusiva de Jesus junto a Deus. Só Jesus é nosso intercessor (1Tm 2.5). O próprio processo da mediação desenvolvida pela igreja romana, reflete não uma realidade divina, mas a realidade da própria instituição católica que sempre foi pautada pelo monarquianismo, onde os status e funções sempre estiveram definidos hierarquicamente.

Em face disso tudo, concluímos considerando que muito mais poderia ser dito aqui sobre a questão, o que poderia nos levar a escrever um livro. Todavia, nosso objetivo esteve em mostrar que a doutrina católica dos santos não faz parte do tesouro doutrinário da igreja cristã. O conceito de santidade não pode ser modificado ao nosso bel prazer. Santos são todos aqueles que entregaram suas vidas a Jesus Cristo e agora participam de sua santidade. Não depende da autorização de nenhuma instituição religiosa. Essa doutrina católica é invenção posterior, moldada mais pelo sincretismo religioso com as religiões pagãs e instituições seculares do que fruto de piedosa reflexão cristã.

 

CATOLICISMO

São bíblicas as crenças e práticas católicas?

A questão que diz respeito a qualquer igreja e suas práticas deve ser: “São bíblicas?” Se um ensinamento for bíblico (tomado em seu contexto), deverá ser abraçado. Se não for, deverá ser rejeitado. Deus está mais interessado em se uma igreja está fazendo Sua vontade e obedecendo Sua Palavra do que se ela pode traçar uma linha de sucessão que retroceda aos apóstolos de Jesus. Jesus estava muito preocupado com o abandono da Palavra de Deus para seguir as tradições humanas (Marcos 7:7). As tradições não são por natureza inválidas… há algumas tradições boas e de valor. Mais uma vez, a questão deve ser se uma doutrina, prática ou tradição é bíblica. Então, como a Igreja Católica Romana se compara com os ensinamentos da Palavra de Deus?

Salvação: A Igreja Católica Romana ensina que a salvação é pela regeneração batismal e é mantida através dos sacramentos católicos, a não ser que um ato voluntário de pecado seja cometido, ato que quebre o estado de graça santificadora. A Bíblia ensina que nós somos salvos pela graça que é recebida através da simples fé (Efésios 2:8-9), e que boas obras são o resultado de uma transformação que o coração elaborou na salvação (Efésios 2:10; II Coríntios 5:17) e o fruto desta nova vida em Cristo (João 15).

Garantia da salvação: A Igreja Católica Romana ensina que a salvação não pode ser garantida ou assegurada. I João 5:13 declara que a carta de I João foi escrita com o propósito de assegurar aos crentes da CERTEZA de sua salvação.

Boas Obras: A Igreja Católica Romana diz que os cristãos são salvos por obras exemplares (começando pelo batismo) e que a salvação é mantida pelas boas obras (recebendo os sacramentos, a confissão de pecados a um padre, etc.). A Bíblia declara que os cristãos são salvos pela graça através da fé, algo totalmente separado das obras (Tito 3:5; Efésios 2:8-9; Gálatas 3:10-11; Romanos 3:19-24).

Batismo: No Novo Testamento o batismo é SEMPRE praticado APÓS a fé salvadora em Cristo. O batismo não é o meio para a salvação; é a fé no Evangelho que salva (I Coríntios 1:14-18; Romanos 10:13-17). A Igreja Católica Romana ensina a regeneração batismal dos bebês, uma prática jamais encontrada na Escritura. A única indicação possível do batismo de bebês na Bíblia que a Igreja Católica Romana pode apontar é que toda a família do carcereiro foi batizada em Atos 16:33. Contudo, o contexto, em lugar algum, menciona bebês. Atos 16:31 declara que a salvação é pela fé. Paulo falou a todos da casa no verso 32, e todos na casa creram (verso 34). Esta passagem apenas dá apoio ao batismo daqueles que já creram, não de bebês.

Oração: A igreja Católica Romana ensina que os católicos não orem somente a Deus, mas que também façam petições a Maria e aos santos por suas orações. Contrariamente a isto, as Escrituras nos ensinam a orar somente a Deus (Mateus 6:9; Lucas 18:1-7).

Sacerdócio: A Igreja Católica Romana ensina que há distinção entre o clérigo e as “pessoas comuns”, enquanto o Novo Testamento ensina o sacerdócio de todos os crentes (I Pedro 2:9).

Sacramentos: A Igreja Católica Romana ensina que um crente recebe a graça ao receber os sacramentos. Tal ensinamento não é encontrado, em parte alguma, nas Escrituras.

Confissão: A Igreja Católica Romana ensina que a não ser que um crente seja impedido, a única maneira de receber perdão de pecados é confessando os pecados a um padre. Contrariamente a isto, as escrituras ensinam que a confissão de pecados deve ser feita a Deus (I João 1:9).

Maria: A Igreja Católica Romana ensina, entre outras coisas, que Maria é a Rainha dos Céus, a virgem perpétua e co-redentora, que ascendeu aos céus. Nas Escrituras, ela é retratada como uma obediente e confiante serva de Deus, que se tornou a mãe de Jesus. Nenhum dos outros atributos mencionados pela Igreja Católica Romana tem qualquer base na Bíblia. A idéia de que Maria foi co-redentora e outra mediadora entre Deus e o homem não está apenas fora da Bíblia (encontrada fora das Escrituras), mas é também não-bíblica (contrária às Escrituras). Atos 4:12 declara que Jesus é o único redentor. I Timóteo 2:5 proclama que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens.

Muitos outros exemplos poderiam ser dados. Apenas estes casos claramente identificam a Igreja Católica como sendo não-bíblica. Toda denominação cristã tem tradições e práticas que não estão explicitamente baseadas nas Escrituras. É por isto que as Escrituras devem ser o padrão da fé e prática cristãs. A Palavra de Deus é sempre verdadeira e de confiança. O mesmo não pode ser dito da tradição da igreja. Nosso guia deve ser: “O que dizem as Escrituras?” (Romanos 4:3; Gálatas 4:30; Atos 17:10). II Timóteo 3:16-17 declara: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

 

CATOLICISMO

Igreja Católica quer barrar crescimento evangélico

Igreja Católica deverá intensificar trabalhos em áreas pobres para barrar crescimento dos evangélicos

Preocupada com o crescimento da Igreja Evangélica nas áreas mais carentes, a Igreja Católica pretende ampliar seu envolvimento nas áreas mais pobres. Este foi um dos principais temas discutidos durante a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que terminou na última sexta-feira (19).

Intensificar os trabalhos dentro das Comunidades Eclesiais de Base é um dos projetos dos católicos. “É um jeito de fazer com que os leigos lá na base comecem novamente a se articular”, disse dom Severino Clasen.

Muitos religiosos avaliam que a falta de uma presença da Igreja Católica com mais força nas periferias ajudou no aumento de seguidores de igrejas como a Assembleia de Deus.

As Comunidades Eclesiais de Base possuem ligações com vertentes políticas mais voltadas à esquerda, o que provoca alguns conflitos de opinião entre os membros da cúpula da igreja.

“Talvez representem uma época, da ditadura militar, e foi aí que o povo conseguiu ter voz … “Em 30 anos, se faz um longo caminho. Então eu não posso simplesmente repetir o discurso de 1980 nem a prática de 1980 ao pé da letra”, argumenta dom Cláudio Hummes sobre as Comunidades Eclesiais de Base.

A própria eleição do papa Francisco chegou a ser atribuída por alguns veículos de imprensa de todo o mundo como uma estratégia para diminuir o crescimento dos evangélicos e uma eventual diminuição no número de fiéis católicos.

O Papa Francisco é argentino, possui 76 anos e é o primeiro líder da Igreja Católica não europeu. A América Latina, atualmente, é a região do mundo que concentra a maior parte dos católicos do mundo, hoje estimados em cerca de 1 bilhão e 100 milhões de pessoas. O Brasil é o país com o maior número de católicos, são ao todo 126 milhões de fiéis brasileiros.

Extraído do site portugues.christianpost.com em 24/04/2013

Celibato

Durante o ano de 2003, o mundo inteiro tomou conhecimento dos últimos fatos ocorridos nas entranhas da assim chamada ‘Igreja Católica Romana’, com a notícia estampada nos principais jornais do mundo sobre o escândalo dos padres pedófilos. O homossexualismo sempre se fez presente no meio do clero regular (religiosos) e no clero secular(diocesano), mas sempre abafado pela alta hierarquia da Igreja de Roma, também não tão ‘santa’ assim.

Não é de agora que a chamada ‘Igreja Católica Romana’ é alvo das mais severas denúncias de desvios sexuais entre os componentes de seu clero. O silêncio das ‘conveniências’ tem falado mais alto em determinados momentos. Há séculos e séculos a Igreja de Roma vem mantendo ‘segredo’ sobre os casos de contínuos abusos sexuais entre padres, bispos, cardeais e, até mesmo papas, envolvendo garotos, rapazes crescidos e adolescentes. É o homossexualismo correndo solto nas clausuras, corredores das sacristias e, até mesmo, em confortáveis motéis.

O homem é um ser-no-mundo. À medida em que se ausenta do mundo torna-se infiel a si mesmo e ao Evangelho. Se estiver ausente do esforço dos outros homens na construção de sua cidade terrena, será inexistente e marginal para eles. E se quiser construir para si uma cidade diferente da deles torna-se nocivo e rejeitado. Se o homem quiser ser aceito, se quiser ser útil, se quiser existir, deve sair de si mesmo, integrar-se no mundo, no concreto, no real, no dia-a-dia. Na medida em que seu suor se misturar ao dos homens, estes o reconhecerão, lhe darão direito à vida e crerão na sua mensagem. Ora, é justamente este quadro que torna o padre católico romano um marginalizado. A formação que recebeu não lhe possibilita uma inserção real no mundo. Encontra-se fora dele. O mundo da técnica o exclui. Ignora a sua existência. É um homem à parte, indefinido, sem nome e sem profissão e também não tem família. Fora das categorias válidas e existentes. Uma espécie de parasita, que não produz e não constrói na linha da eficiência material e humana. Não tem um ‘status’ reconhecido. Seu serviço não é requerido por nenhum quadro social. Sua inserção no mesmo é mais tolerada do que aceita ou pedida. Esta é a situação de todo membro do clero romano – quer regular, quer secular.

O costume do celibato teve um desenvolvimento lento, gradual. Uma olhada nas páginas das Sagradas Escrituras seria o bastante para se verificar que o ascetismo anormal já se manifestava no tempo do apóstolo Paulo, o qual foi condenado por ele: “…alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentira e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos…” (I Tm 4.1-3), e novamente

Paulo afirma: “Têm, na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne.” (Col. 2.23). Tais práticas já existiam no Oriente, e eram especialmente desenvolvidas no Budismo que já possuía monges e freiras muito antes da era cristã.

Do século quatro em diante o ascetismo tomou forma e vulto e, dentro de algum tempo, apesar do vigoroso protesto, veio a se tornar regra geral no clero romano. No Concílio de Nicéia, em 325, decidiu-se que os ministros da Igreja não poderiam casar depois de ordenados. Isto, porém, não impedia a ordenação de homens que já fôssem casados. O Concílio espanhol de Elvira( ano 304) criou decretos contra o casamento do clero. Estes decretos, entretanto, foram de extensão limitada e quase nenhum esforço mais sério foi feito para pô-los em vigor. Inocêncio I, ano 417, (Albano), decretou o celibato do sacerdotes, mas não teve aceitação geral. Patrício da Irlanda, que morreu em 461, considerado ‘santo’ pela Igreja de Roma, declarou que o seu avô era padre. Mas a assim chamada ‘Igreja Católica Romana’ foi persistente na exigência de um sacerdócio celibatário, tanto que, no ano de 1079, sob a mão forte de Gregório VII – Ildebrando di Bonizio – o celibato foi novamente decretado e foi razoavelmente posto em vigor, embora aquele papa não pudesse controlar todos os abusos existentes. Os papas Urbano II (1088-1099) – Odon de Logery – e Calixto II (1119-1124) – Guide Borgonha, arcebispo de Viena – lutaram com determinação contra o concubinato do clero. O decreto do Primeiro Concílio de Latrão (1123), decretou inválido o casamento de todos aqueles que estavam nas ordens sacras, e o Concílio de Trento (1545) fez sérios pronunciamentos sobre o celibato do clero. Conforme aqueles decretos, um sacerdote romano que se casasse incorria na excomunhão e ficava impedido de todas as funções espirituais. Um homem casado que desejasse vir a ser um sacerdote, tinha que abandonar a sua esposa, e esta também tinha de assumir o voto de castidade ou ele não poderia ser ordenado padre.

De acordo com a Lei Canônica, o voto do celibato é quebrado quando o padre se casa, mas não necessariamente quando este tem relações sexuais. A Igreja de Roma proíbe seus sacerdotes de casarem-se, mas não interfere na vida particular deles. Daí existirem tantos padres homossexuais declarados, exercendo o sacerdócio, normalmente. O celibato, como se pode verificar, na prática, nada tem a ver com a castidade. E o perdão para as relações sexuais – heterossexuais ou homossexuais – praticadas pelos elementos do clero, pode ser facilmente obtido a qualquer hora através da confissão auricular a qualquer outro padre seu igual, quem sabe, não muito ‘casto’ tanto quanto o penitente!

É fácil perceber por que os papas são tão insistentes no reforço da lei do celibato para os componentes do clero católico romano. Não sendo casados e nem tendo família, poderiam ser facilmente transferidos de uma paróquia para outra ou a diferentes partes do mundo. A propriedade dos clérigos, que em alguns casos é bem considerável, e que se fossem casados passariam para a família, cái automaticamente nas mãos da “santa madre igreja” ou é herdada por ela no todo ou em parte. Portanto, os motivos do celibato obrigatório adotado pela Igreja de Roma são tanto eclesiásticos como econômicos.

A lei do celibato da Igreja de Roma (latina ocidental) é, indubitavelmente, apenas eclesiástica e não de direito divino. Havendo colisão entre o direito divino da comunidade e o dever eclesiástico do padre, a solução do conflito deveria ser a seguinte: a obrigação eclesiástica deveria ceder ao direito divino. As chamadas ‘razões teológicas’ da Igreja de Roma para submeter o seu clero à absurda lei eclesiástica do dever do celibato, devem ser buscadas, de preferência, nas contradições íntimas dessa lei, que a fazem parecer questionável em si mesma, uma vez que contraria o direito divino.

A Igreja de Roma usa como base teológica de suas argumentações Mt. 19.10-12. Mas, numa exegese mais acurada, o texto mostra que não se pode exigir o celibato por lei. Na verdade o que Jesus exprime aqui é muito menos um conselho do que os pressupostos para que alguém possa escolher o celibato; “Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido” (v.11) . Os resultados da discussão sobre esta palavra do Senhor podem ser resumidos da seguinte maneira: na redação final de Mateus, a palavra do Senhor está associada a um alto e restrito padrão para o casamento que teria sido o responsável pelo desencanto dos discípulos – “não convém casar” (v.10). Daí o Senhor Jesus lhes dizer: “Nem todos podem receber esta palavra” isto é, a declaração dos discípulos. Ainda que, às vezes, o casamento possa não ser o ideal nem todos os homens são constituídos de forma a poderem se abster. Os vv. 11 e12 querem dizer que há alguns que são capazes de se conformar com a idéia dos discípulos, não se casando. E o Senhor Jesus prossegue: “ Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus”. A má compreensão destas palavras, que foram tomadas literalmente nos tempos de ascetismo, motivou tragédias, de quando em quando, no decurso da história cristã. As palavras referem-se a abstenção do casamento por causa do evangelho. O NT ensina o valor do celibato. João Batista, Paulo e o próprio Senhor Jesus podem ser citados como exemplos de celibatários. Tanto Paulo (I Cor. 7.7) quanto o Senhor Jesus (Mt. 19.12) indicam que semelhante celibato é um dom de Deus, não dado a todas as pessoas. Os que recebem o dom devem abrir mão do casamento, visando maior liberdade e menor envolvimento mundano para servir a Deus. Isto não significa que casar-se é pecado, conforme Paulo indica em I Cor. 7.9, 28, 36, 38. Aliás, Paulo diz que proibir o casamento é considerado diabólico (I Tm 4.1-3). A expectativa normal é de que os líderes da igreja sejam casados e tenham uma família exemplar (I Tm 3.1-3; Tt 1.6). “Quem pode receber isto, receba-o”, disse o Senhor Jesus. Parece que o Senhor se refere à observação dos discípulos, no v. 10, e não à indissolubilidade do casamento. Este verso não glorifica a vida celibatária, mas implica que somente os que são verdadeiramente eunucos podem aceitar o pensamento dos discípulos. Aqueles que podem abandonar todo o desejo de casamento por causa do reino dos céus podem ser chamados a uma vida celibatária. Caso não possa fazer isso, o homem deve casar-se normalmente. Em Mt. 19.12 não se exorta ao pedido do dom do celibato, admoesta-se, pelo contrário, a não abraçá-lo sem o dom correspondente. O que pode estar em jogo aqui é somente reconhecer e aceitar o dom (“castraram a si mesmo”), concordar com o dom e colaborar com ele, mas não obtê-lo à força de oração, conforme declaram os asseclas papistas.

O desejo de Paulo (I Cor.7.7) de que todos pudessem ser celibatários frustra-se na maneira como Deus diversifica seus dons aos crentes (I Cor. 12.4). E com efeito esta doação sobrenatural é apresentada aqui também como feita de antemão: “cada um tem (presente) de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra”. Se nesta situação se pudesse mudar alguma coisa por meio da oração – como assim prega a Igreja de Roma – o desejo de Paulo seria realizável e ele não teria escrito o grande “mas”, teria, pelo contrário, exigido a oração, como o fez em I Cor. 12.31, ao falar da concessão de outros dons: “Portanto, procurai com zelo os melhores dons”. Se não o faz aqui é porque o dom (carisma) do celibato é dado de antemão, cabendo apenas reconhecê-lo e não, evidentemente, tentar conseguí-lo pela oração e atos de penitência – conforme ensina a Igreja de Roma, por lei eclesiástica. Por certo que a continência como fruto do Espírito (Gl. 5.22) pode ser pedida segundo Gl 5.23, mas ela é também necessária temporariamente às pessoas casadas ( I Cor. 7.5; Tt. 1.8) e não pode ser colocada no mesmo nível do celibato vocacional em vista do reino dos céus, o qual implica até a renúncia aos valores espirituais do casamento e da família. Das passagens de Mt 19.11 ss e I Cor 7.7 conclui-se, portanto, que o celibato, por causa do reino dos céus, não depende da livre vontade do crente e, em conseqüência, não pode ser ordenado por lei eclesiástica, mas é um dom de Deus que não é concedido a todos.

As primeiras justificações dadas no século IV para a proibição de ainda gerar filho no casamento válido de padres são marcadas, evidentemente, de ojeriza ao corpo e ao casamento. Supondo-se que o cân. 33 do Concílio de Elvira (por volta do ano 304 ou 306) não deva ser interpretado como o inverso de uma proibição da abstinência, foi este Concílio (caso contrário, o de Ancyra, ano 314) que proibiu pela primeira vez a continuação do casamento após a ordenação: “Aprouve totalmente… proibir os padres: (eles devem) conter-se e não gerar filhos” – “Placuit in totum prohibere episcopis, presbyteris et diaconibus abstinere se a coniugibus et non generare filios”. O texto é em si contraditório. Mesmo que não tenha sido indicada nenhuma fundamentação, a proibição cai sob o veredito de I Tm 4.2-3.

Na carta do Papa Siríaco a Himério de Tarragona (10.02.385), há, no entanto, uma clara fundamentação da proibição: É um “crime” ainda gerar filho muito tempo depois da ordenação, mesmo “da própria esposa”; “estejam todos os padres e levitas obrigados, por uma lei indissolúvel, a consagrar-se à castidade de coração e de corpo desde o dia da ordenação”… pelo que o ato da geração é tido como impuro; sejam os transgressores “afastados do estado sacerdotal e nunca mais possam celebrar os sagrados mistérios dos quais eles mesmos se privaram, ao satisfazerem apetites obscenos”. Numa visão hodierna tal lei já não pode reclamar nenhuma validade, pois além de contestável em sua fundamentação, atinge a essência do casamento, garantido por direito divino, ao querer retirar dos sacerdotes católicos romanos “o direito ao corpo em ordem àqueles atos que são próprios da geração de filhos”( C.I.C.- Codicem Iuris Canonici), cân. 1013, $ 2). Baseado nesta premissa, direito eclesiástico não pode invalidar direito divino!É igualmente contestável a singular fundamentação que o II Concílio de Latrão (ano 1139) deu, ao estabelecer o casamento como impedimento para a ordenação sacerdotal, o que constitui a formulação decisiva e até hoje válida da lei do celibato: até hoje o celibato não é, sob o ponto de vista legal, um princípio de escolha e sim um impedimento absoluto para o casamento. O tal Concílio considera nulos casamentos de padres, os já feitos e os que se celebrem no futuro, “a fim de que a lei do celibato e a pureza agradável a Deus se difundam entre os eclesiásticos…”. Se a pureza agradável a Deus é para ser alcançada apenas fora do casamento, o Concílio está dizendo com isso, indiretamente, que é impura a doação matrimonial, o que corresponde, aliás, à doutrina teológica da Idade Média. Mas assim o Concílio contradisse sua própria doutrina sobre a ‘sacramentalidade’ de seus ‘sacramentos’, quando diz: “…aqueles que, sob a aparência de piedade, condenam o sacramento da Eucaristia, do Batismo das crianças, da ordenação sacerdotal e do matrimônio legítimos, nós os repelimos como herejes”. Portanto a lei de 1139 conflita com o dogma católico romano e ao mesmo tempo com o direito divino, ao separar casamentos tidos como válidos até então, contrariando o que diz Mt. 19.6: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”, vedando, além disso, aos padres, de maneira completa, o direito divino ao casamento. Uma “ecclesiastica regula” (lei eclesiástica) – e como tal se caracteriza a lei do celibato de 1139 – não pode jamais revogar um direito divino, conforma C.I.C., cân. 6, $ 6 – “Nullum ius humanum contra ius divinum praevalet”. Em assim sendo, deve ser considerada nula!

É bom ressaltar que o Concílio de Trento (1545) não decretou nenhuma lei nova sobre o celibato, apenas confirmou o que já estava em vigor até os dias de hoje. O C.I.C. leva em conta que para o celibato é necessário um “dom e carisma particular de Deus”, o qual, segundo Mt 19.11 “nem todos têm”, mas ao contrário determina que os clérigos de ordens maiores “estão impedidos de casar-se” (cân. 1072). É a antiga proibição do casamento de 1139, umas das “obrigações” impostas por lei ao estado sacerdotal, e não um princípio de escolha somente para aqueles que receberam o dom do celibato. A Igreja de Roma reafirmou, no Concílio Vaticano II e repetidamente no sucessivo assim chamado “Magistério Pontifício”, a “firme vontade de manter a lei que exige o celibato livremente(???) escolhido e perpétuo para os candidatos à ordenação sacerdotal no rito latino” (João Pau1o II, Exort. Ap. post-sinodal Pastores dabo vobis, 29: l.c 704; cf. Conc. Ecum. Vat.II, Decr. Presbyterorum Ordinis, 16; Paulo VI, carta enc. Sacerdotalis coelibatus (24 de junho de 1967),14; C.I.C. cân. 277, $ 1).

Há uma palavra da Escritura Sagrada que é de suma importância para a crítica da lei eclesiástica do celibato. Está em I Cor. 9.5: “Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?”. Neste versículo, que pouco ou quase nada incomoda a Igreja de Roma, Paulo fala de seu direito de apóstolo, do direito que lhe compete como aos demais apóstolos, mesmo que a ele renuncie. E na verdade trata-se aqui não somente do direito ao imposto eclesiástico (I Cor. 9.4), como o Senhor tinha dito: “… comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário… em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido” (Lc. 10.7-8), mas Paulo está pensando também no direito de levar consigo uma esposa. Este direito, igualmente ao anterior, remonta ao Senhor, é, portanto jus divinum , pois nenhuma outra autoridade além do Senhor poderia atribuir aos apóstolos qualquer direito apostólico. Isso ressalta também do contexto. Em I Cor. 9.1 Paulo diz: “Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?” e conclui, resumindo: “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Cor. 9.14)

O conteúdo do direito do Cap. 9.5 é de ser o apóstolo acompanhado de uma esposa. Disto há uma prova de fato, uma prova de tradição e uma prova lingüística. A prova de fato: Pedro-Cefas era casado, segundo o testemunho de Mc. 1.30. Nesta passagem cita-se a sogra de Pedro que estava doente e que Jesus a curou. O irmão de Jesus, Judas Tadeu, era casado, segundo Eusébio – História da Igreja III, 20, 1-5 – pois tinha dois netos. Segundo o mesmo livro – III, 31, 2-3 – era também casado o apóstolo Filipe, pois tinha três filhas. Sabemos por I Cor. 9.5 que eles, mais tarde, “levaram” novamente consigo suas esposas, embora durante a vida de Jesus “tenham deixado tudo para segui-Lo” (Mt. 19.27). Uma outra que não a esposa não pode ter estado a acompanhar o apóstolo, pois um fato destes, ontem como hoje, só teria suscitado suspeitas! Ademais, uma outra mulher não constituiria objeto de um direito do apóstolo: só o casamento dá a um homem o direito a uma mulher; não há direito a uma servidora, nem mesmo para um apóstolo, pois o Senhor disse: “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc. 10.45) e “Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor” (Mt. 10.24). Entre os direitos especiais dos apóstolos conta-se aqui o direito ao casamento, porque as mulheres não somente lhes prestavam ajuda na pregação do Evangelho, mas também eles podiam utilizar os bons ofícios de suas esposas na manutenção das comunidades, o “beber e o comer” do v. 4. Em si, porém, o direito ao casamento é um direito bíblico natural e universal (Gn. 2.18-24; Mt 19.4-6). É deste direito que Paulo falara expressamente há poucos capítulos antes: “…por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (I Cor. 7.2). Estando pois estabelecido o direito fundamental, não precisava Paulo tecer maiores considerações a respeito no cap. 9.

A prova da tradição: Os mais antigos Pais da Igreja traduziram, sem exceção esposas por uxores. Só mais tarde é que se manifestam opiniões diferentes. Escrevendo por volta de 204, diz Tertuliano em De exh. Cast. 8: “Era permitido, até aos apóstolos, casar-se e levar consigo esposas”. Mais tarde, por influência do Montanismo, ele mudou de opinião. Clemente fala no Paedagogos II, 1,9 “do acompanhamento das esposas”, como de um “uso” da criação moralmente indiferente, permitido portanto, tal como o “comer e o beber” de I Cor. 9.4. Hilário de Poitiers (falecido em 367), em seu Comentário dos Salmos, interpreta o versículo da mesma maneira que Tertuliano no sentido de que está expresso aqui “o direito de os apóstolos se casarem” (portanto, não é apenas o direito de continuarem casados, se já o eram antes do chamado): “ao louvar a continência, o apóstolo não põe obstáculo ao direito de casar-se… não temos nós o direito de levar esposas?” É bom ressaltar que Hilário, além de padre é doutor da Igreja, e sua palavra tem, por conseguinte, um grande peso! Enfim, Jerônimo, escrevendo contra Helvídio em 383 (Adv. Helvidium, 11), ainda traduz, como seu adversário, por: “uxores circumducere”, “levar esposas” mas 10 anos mais tarde (393) já está sob a influência da legislação latina sobre o celibato, e em Adv. Jovinianum 1,16 a tradução “uxores” é substituída por “mulieres”, isto é, mulheres “que ficavam a serviço dos apóstolos, com a permissão deles, da mesma maneira que… teriam servido ao Senhor (Lc. 8.2-3). Neste “subterfúgio” encalhou a exegese posterior…

Por último, vale como prova a seguinte regra lingüistica: quando, numa construção gramatical, uma mulher está em referência de posse a um homem, significa sempre no NT a mulher casada, como entre nós, “minha mulher” é a mulher casada (por exemplo I Cor. 7.2 – “sua própria mulher”. Desta maneira, as mulheres acompanhantes de I Cor 9.5 são, no uso lingüistico do NT, eram as esposas dos apóstolos. Se, portanto, a Bíblia assegura ao apóstolo o direito de se fazer acompanhar de uma esposa, direito a que pode renunciar mas não está obrigado, a proibição eclesiástica de os padres se casarem repousa em pés de barro…

Sobre a proibição do casamento recai a sentença de I Tm 4.3: não é inspirada pelo Espírito Santo mas por demônios! O juramento de estar agindo livre e espontaneamente, conforme o atual Código de Direito Canônico, também em nada alterou a lei de 1139, porque também aqui a preocupação não é com o carisma (dom), mas em “manter a lei”. Uma lei injustificável em si mesma não pode, no entanto, ser legitimada por obediência voluntária. O Concílio Vaticano II acentuou a necessidade do carisma, mas reforçou ao mesmo tempo em “manter a lei” que “exige o celibato” a todos os clérigos ordenados. O Concílio, ou está forçando todos os clérigos católicos romanos a cumprir a lei, mesmo sem carisma, o que não é possível segundo Mt 19.11 e I Cor 7.7 ou então, contrariando afirmações do Novo Testamento de que Deus vocaciona também ao ministério pessoas casadas, quer forçar a Deus, por meio de uma lei injustificável, a dar o dom ou carisma do celibato a todos os vocacionados. Mas a Deus, que “repartindo particularmente a cada um como quer” (I Cor 12.11), ninguém pode forçar, nem mesmo por oração, a fazer aquilo a que exorto o Concílio Vaticano II.

A assim chamada ‘Sagrada Congregação para o Clero’, ao lançar para o mundo inteiro o “Diretório para o Ministério e a Vida do Presbítero” , assinado pelo Prefeito daquele Dicastério, Cardeal José T. Sanchez, na Quinta-Feira Santa de 1994, assim se expressou sobre a “motivação teológica e espiritual da disciplina eclesiástica sobre o celibato”: “Este, como dom e carisma particular de Deus, requer a observância da castidade perfeita e perpétua por amor do Reino dos céus, para que os ministros sagrados possam aderir mais facilmente a Cristo com coração indiviso e dedicar-se mais livremente ao serviço de Deus e dos homens”.

Infelizmente, não é esta a prática que recentemente veio inserida nas manchetes, em letras garrafais, das nossas revistas semanais! Hoje, o grande problema e vergonha da Igreja de Roma, o seu calvário, é, sem sombra de quaisquer dúvidas, o seu próprio clero – regular ou secular! De nade vai adiantar o Papa João Paulo II ter chamado recentemente cerca de 12 cardeais para decretar tolerância zero em suas entranhas, contra a pedofilia e homossexualismo de seus ministros, mesmo que venha adotar severas normais contra estas práticas e crimes sexuais, se a causa maior não for extirpada do seu meio: o celibato obrigatório por lei eclesiástica. Por causa destes escândalos que agora têm se tornado rotineiro nos arraiais romanistas, a decadência da Igreja de Roma é visivelmente notória, pois o censo de 2000 recentemente divulgado pelo IBGE e amplamente divulgado pela imprensa nacional, veio demonstrar o decréscimo do número de católicos no Brasil – considerado até então o maior país católico do mundo! Não dá mais para esconder ou encobrir a vergonhosa homossexualidade entre religiosos católicos com os filhos de seus paroquianos. Quanto a fatos não há contra-argumentos, diante da face oculta dos que um dia ousaram manipular os desígnios da Igreja de Cristo em usufruto próprio.

Fonte:

PR. José BARBOSA de Sena NETO. pastor batista (ex-sacerdote católico romano
missionário)

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Sucessão Apostólica

Todos conhecem o vocábulo “Papa” e designam-no ao supremo chefe da Igreja Católica Apostólica Romana. Este termo vem do grego e significa “Pai”. Já em latim ele é formado pela junção da primeira sílaba das duas palavras latinas: “Pater Patrum”, que quer dizer “Pai dos Pais”. Mas o significado que os católicos mais gostam é: “Petri Apostoli Potestatem Accipiens”, isto é, “aquele que recebe autoridade do apóstolo Pedro”. Segundo a doutrina católica, o papa é o sucessor de São Pedro no governo da Igreja Universal e o Vigário de Cristo na terra. Tem autoridade sobre todos os fiéis e sobre toda a hierarquia eclesiástica. Além da autoridade espiritual exerce uma territorial (interrompida de 1870 a 1929), que, a partir de 1929, é limitada ao Estado da cidade do Vaticano. É infalível quando fala “ex-cathedra” em assuntos de fé e moral. Alguns títulos que o papa ostenta dão uma amostra deste desvario descomunal, são eles: Bispo de Roma, Primaz da Itália, Patriarca do Ocidente, Vigário de Jesus Cristo, Servo dos Servos de Deus, Sumo-Pontífice da Igreja Universal, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Soberano do Estado da Cidade do Vaticano, Arcebispo e Metropolita da Província Romana e Santo Padre.

O papado teve durante a história de sua existência seus altos e baixos. Recentemente, o atual papa teve de pedir desculpas aos judeus pelo seu antecessor o papa Pio XII e se vê em palpos de aranha com a questão do celibato. Apesar de toda esta imponência de chefe de Estado, líder espiritual da maior parcela de cristãos do mundo (1 bilhão) e administrador de um império financeiro que a cada ano acumula bilhões de dólares; algumas perguntas entretanto precisam ser feitas, tais como: existem provas bíblicas e históricas que indiquem ser o papa o sucessor do apóstolo Pedro? E Pedro, foi o primeiro papa e gozou de supremacia sobre os demais apóstolos? Teria Pedro fundado a igreja de Roma e tornado ela a sede de seu trono episcopal? O escopo de nossa matéria é apresentar respostas adequadas a perguntas cruciais como estas, haja vista, a internet estar cheia de sites de cunho apologético católico com o fito de refutar as verdades claras das escrituras sagradas apresentadas pelos evangélicos.

“TU ES PETRUS ET SUPER HANC PETRAM AEDIFICABO ECCLESIAM MEAM !”

Esta perícope de Mateus 16:18 é tão especial para a cúria romana, que mandaram grava-la em enormes letras douradas na cúpula da Basílica de São Pedro em Roma. Destarte ela é a fonte primacial de toda a dogmática católica. O “Tu es Petrus”, carrega atrás de si um séqüito de outras heresias erigidas em cima dos sofismas, dos textos deslocados de seus respectivos contextos, interpretados de modo arbitrário pelos teólogos e doutores papistas. É ele o genitor da infalibilidade papal, do poder temporal, e das demais aberrações teológicas, ilogismos e invencionices dessa igreja. Portanto, desmontar à luz da Bíblia todo este disparate teológico é desmoralizar a base em que se firma a eclesiologia do catolicismo.

A tese católica se firma em três questionáveis pressupostos principais a saber:

1. A primeira é a que diz que Cristo edificou a Igreja sobre Pedro, numa interpretação toda tendenciosa e arbitrária de Mateus 16:18,19.

2. A segunda é a que afirma que Pedro fundou e dirigiu a Igreja de Roma sendo martirizado também lá.

3. A terceira se firma na suposta sucessão apostólica numa cadeia ininterrupta até nossos dias; de Pedro à Karol Wojtyla (João Paulo II).

Outrossim, há ainda outros argumentos apresentados por nossos antagonistas que se firmam nessa trilogia e não poderão ser analisados de modo minucioso nesta matéria devido ao espaço limitado. Todavia, poderão ser encontrados em nosso site.

I – EM QUE PEDRA A IGREJA ESTÁ EDIFICADA?

O site católico http://www.lepanto.org.br/ApIgreja.html#Fund da “Frente Universitária Lepanto” é um site antiprotestante, e na página sobre a Igreja Católica, interpretando Mat. 16:18, traz a seguinte declaração: “Esse ponto é muito importante, pois a interpretação truncada dos protestantes quer admitir o absurdo de que Nosso Senhor não sabia se exprimir corretamente. Eles dizem que Cristo queria dizer: “Simão, tu és pedra, mas não edificarei sobre ti a minha Igreja, por que não és pedra, senão sobre mim.” Ora, é uma contradição, pois Nosso Senhor alterou o nome de Simão para “Kephas”, deixando claro quem seria a “pedra” visível de Sua Igreja.”

Essa bombástica assertiva nada mais é do que o ecoar das conjeturas conciliares pontificais. A princípio pode até impressionar, mas carece totalmente de fundamentos. Se não, vejamos: Jesus ao proferir a frase “E eu te digo que tu és Pedro,(Petrus) e sobre esta pedra(Petra) edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos Céus: e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus.” estava afirmando que realmente era ele a “PEDRA” a qual seria edificada sua igreja. Para isto temos razões à saciedade:

1. Jesus ao se referir a Pedro usa o termo grego “Petros” que significa um “seixo”, “pedregulho”, mas ao se referir à edificação da Igreja diz ser edificada não sobre o “Petros” (Pedro), mas sobre a “Petra”, um rochedo inabalável. Ora, Jesus fez nítida diferença semasiológica entre “Petra” e “Petros”: um é substantivo feminino singular e está na terceira pessoa; o outro masculino plural e se encontra na segunda pessoa. Demais disso, nunca o termo “Petra” é usado na Bíblia em relação a homem algum, mas somente em relação a Deus. Outrossim, tal verso nem de longe insinua alguma coisa sobre Roma, sucessão apostólica e congênere. Os católicos conseguem ver o que não existe no texto!

2. A frase “Tu és o Cristo filho do Deus vivo” é a chave para entendermos toda a problemática. Jesus perguntou a “TODOS”, e não somente a Pedro, Quem Ele era. A ele foi revelado confessar que Cristo era o Messias, o Filho de Deus, daí a frase: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja…”, ou seja, sobre a confissão de que Ele era o Filho de Deus. A bem da verdade, a Igreja nunca poderia estar solidamente edificada sobre homem algum pois Pedro apesar de ter sido um grande apóstolo, foi no entanto, falível e passível de erro como demonstra de maneira sobeja o contexto imediato (Mat16: 23) e os demais escritos neotestamentario.

3. O significado de “Petros” e “Petra” está de perfeito acordo com o contexto doutrinário e teológico do N.T. Sendo “Petros” um fragmento tirado da grande rocha, há de se ver uma conotação com todos os cristãos como petros, e isto é descrito pelo próprio Pedro: “vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual…” I Pedro 2:5 (ênfase acrescentada). Por sua vez todas elas estão edificadas sobre a grande Petra que é Jesus Efésios 2.20. Agora compare estes dois versos: “E quem cair sobre ESTA PEDRA será despedaçado; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó…” “E eu te digo que tu és Pedro, e sobre ESTA PEDRA edificarei a minha Igreja…” (ênfase acrescentada). Indubitavelmente, na primeira e na segunda sentença Jesus é a pedra. Desde a época do salmista (Sl. 118:22), passando pelo profeta Isaias, a palavra profética já anunciava o Messias, como a PEDRA DE ESQUINA (Is. 28:16). Jesus afirmou ser ele mesmo essa Pedra, Mateus 21:42,44. Outrossim, é bom rememorar que na narrativa de Marcos a frase de Cristo: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, é omitida (Mc 8.27-30). Isto não é de pouca relevância, pois Marcos por muito tempo foi companheiro de Pedro (I Pe 5.13) e segundo Eusébio, foi deste que Marcos coletou suas informações para redigir seu evangelho. Pedro em nenhum momento disse de si mesmo como a rocha ou pedra da igreja, se não, Marcos teria confirmado de modo enfático. Se porventura o dogma da superioridade de Pedro é verdadeiro e de tamanha importância, como a Igreja Católica ensina, não parece praticamente inconcebível que os registros de Marcos e de Lucas se silenciem a respeito?

4. Kephas significa pedra ou Pedro? João nos dá a resposta: “E o levou a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).” João 1:42. Veja que Cefas ou Kephas, significa Pedro e não pedra! Para fazer jus à coerência e a lógica, Jesus deveria ter dito mais ou menos assim: “Tu és Kephas e sobre esta kephas edificarei…” ou “Tu és Pedro e sobre este Pedro edificarei…” se não houvesse nenhuma diferença.

5. Teria Jesus mudado o nome de Simão Barjonas para Pedro ou apenas acrescentado? Ora, quando se muda um nome faz-se necessariamente uma substituição. O nome anterior não é mais mencionado como no caso de Abrão para Abraão. Já no caso de Pedro apenas foi acrescentado como bem atesta Lucas “agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro” Atos 10:5,18,32 – 11:13 (ênfase acrescentada). Veja que é um nome acrescentado e não mudado como querem os teólogos do Vaticano. Veja ainda que ele continuou sendo chamado de Simão (Atos 15:19) ou Simão Pedro (João 21:2,3,7) algo que no mínimo seria estranho se o antigo nome tivesse sido trocado. Querer ver nisto uma ligação da suposta supremacia petrina com relação ao papado é ir longe demais!

6. Alardeia os católicos em ver na simbologia das chaves (v.19) uma supremacia jurisdicional sobre toda a cristandade. Conquanto sabemos ser a chave outorgada realmente a Pedro para “abrir” e “fechar”, no entanto cabe salientar que foram as chaves do Reino do Céu e não da Igreja que foram dadas…e Reino do Céu não é a Igreja! O uso dessas chaves estavam antes nas mãos dos fariseus (cf. Lucas 11:52). Essas chaves representam a propagação do evangelho de arrependimento de pecados, pelo qual todos os cristãos, e não Pedro apenas, podem abrir as portas dos céus para os pecadores que desejam ser salvos. Tanto é, que em Mateus 18:18 Jesus a confia aos demais apóstolos; Pedro portanto foi o primeiro a usa-la em Pentecostes, onde quase três mil almas foram salvas, depois a usou para pregar ao primeiro gentio Cornélio. É esta a chave que abre a porta, e não é prerrogativa exclusiva do hierarca católico. Ninguém tem poder de monopoliza-la como querem os Católicos Romanos.

Certo site Ortodoxo comentando sobre o assunto em lide, disse com muita propriedade: “Para a Igreja una e indivisa a interpretação desta passagem do Evangelho é toda outra. Como disse Orígenes (fonte comum da Tradição patrística da exêgese), Jesus responde com estas palavras à confissão de Pedro: este torna-se a pedra sobre a qual será fundada a Igreja porque exprimiu a Fé verdadeira na divindade de Cristo. E Orígenes comenta: “Se nós dissermos também: ‘Tu és o Cristo, Filho de Deus Vivo’, então tornamo-nos também Pedro (…) porque quem quer que seja que se una a Cristo torna-se pedra. Cristo daria as chaves do Reino apenas a Pedro, enquanto as outras pessoas abençoadas não as poderiam receber?”. Pedro é, então, o primeiro “crente” e se os outros o quiserem seguir podem “imitar” Pedro e receber também as mesmas chaves. Jesus, com as Suas palavras relatadas no Evangelho, sublinha o sentido da Fé como fundamento da Igreja, mais do que funda a Igreja sobre Pedro, como a Igreja Romana pretende. Tudo se resume, portanto, em saber se a Fé depende de Pedro, ou se Pedro depende da Fé… Por isso mesmo, São Cipriano de Cartago pôde afirmar que a Sé de Pedro pertence ao Bispo de cada Igreja Local, enquanto São Gregório de Nissa escrevia que Jesus “deu aos Bispos, através de Pedro, as chaves das honras do Céu”. A sucessão de Pedro existe onde a Fé justa (ortodoxa) é preservada e não pode, então, ser localizada geograficamente, nem monopolizada por uma só Igreja nem por um só indivíduo. Levando a teoria da primazia de Roma às últimas conseqüências, seríamos obrigados a concluir que somente Roma possui essa Fé de Pedro – e, nesse caso, teríamos o fim da Igreja una, santa, católica e apostólica que proclamamos no Credo: atributos dados por Deus a todas as comunidades sacramentais centradas sobre a Eucaristia.” E mais “Afirma, depois, a Igreja de Roma que é ela a Igreja fundada por Pedro e que essa fundação apostólica especial lhe dá direito a um lugar soberano sobre todo o universo. Ora a verdade é que, para além do fato de não sabermos realmente se São Pedro foi o fundador dessa Igreja Local e o seu primeiro Papa (aliás, terão os Apóstolos sido Bispos de qualquer Igreja Local…?), temos conhecimento que outras cidades ou outras localidades mais pequenas podiam, igualmente, atribuir a si mesmas essa distinção, por terem sido fundadas por Pedro, Paulo, João, André ou outros Apóstolos. Assim, o Cânone do 6º Concílio de Nicéia reconhece um prestígio excepcional às Igrejas de Alexandria, Antioquia e Roma, não pelo fato de terem sido fundadas por Apóstolos, mas porque eram na altura as cidades mais importantes do Império Romano e, sendo assim, deram origem a importantes Igrejas Locais…”

ONDE A PRIMAZIA DE PEDRO?

A dialética vaticana ávida por achar um nepotismo em Pedro em detrimento aos demais apóstolos, esquiva-se em seus sofismas teológicos. Procuram a qualquer preço encontrar nas sagradas escrituras um elo de ligação entre a “protagonização” de Pedro e a alegada supremacia do papa. Os argumentos apresentados são quase sempre furtados de seus contextos a fim de fortalecer essa cadeia de quimeras teológicas. Para justificar tal devaneio, saem pela tangente arrazoando que:

a) A Pedro foi conferida com exclusividade a chave dos céus (Mat. 16:19).

b) A Pedro foi dado por duas vezes, cuidar com exclusividade do rebanho de Cristo (Lc. 22:31,32 – Jo 21:15,17).

c) Pedro foi o primeiro a pregar um sermão em Pentecostes. (At. 2:14)

d) Pedro foi o primeiro a evangelizar um gentio. (At. 10:25)

e) Testemunha, diante do Sinédrio, a mensagem de Cristo. (At. 4:8)

f) No catálogo dos apóstolos (Mt 10:2-4; Mc 3:16-19; Lc 6:13-16; At 1:13), o nome de Pedro sempre é colocado em primeiro lugar.

g) Escolhe Matias para suceder Judas. (At. 1:15)

A pessoa que analisar o assunto pelas lentes papistas, tende a ficar impressionada com a avalanche de textos que colocam Pedro no topo da lista de exclusividades. A primeira vista, a abundância de primeiro, primeiro, primeiro tende a sustentar essa corrente. Entrementes, vamos expurgar do engodo romanista tais textos e veremos que não são tão pujantes quanto parecem.

a) A questão correspondente já está respondida de maneira sobeja neste opúsculo.

b) Os católicos frisam nestes textos a palavra “confirmar e apascentar” e vêem neles uma suposta primazia jurisdicional petrina. A falácia deste argumento está em não mostrar que o apóstolo Paulo também “confirmava” as igrejas (cf. At. 14:22 – 15:32,41). Quanto ao “apascentar”, esta também não era uma exclusividade de Pedro pois todos os bispos consoante At. 20:28 deveriam ter esta incumbência. Para sermos coerentes deveríamos dar este “status” de primazia aos demais, pois não só apascentavam como confirmavam as igrejas.

c) Ora, Pedro ao pregar em pentecostes estava apenas fazendo uso das chaves para abrir a porta da salvação. Demais disso, alguém tinha de tomar a palavra e coube a Pedro o mais velho e intrépido. Mas… ao terminar a mensagem, ninguém o teve por especial, mas dirigiram-se a todos (At. 2:37) com a expressão: “Que faremos varões IRMÃOS?” (ênfase acrescentada). Dirigiram-se a toda a igreja e não apenas a Pedro.

d) Ao contrário do que pensam os católicos, o caso de Cornélio é um contragolpe no argumento romanista pois Pedro teve de dar explicações perante a Igreja por ter se misturado e comido com um gentio. Raciocinemos, onde a primazia de Pedro neste episódio? Se a tivesse, porventura daria explicações perante seus supostos comandados? Certamente que não! Mas Pedro teve de se explicar, por que não possuía nenhum governo sobre os demais.
e) A refutação segue o mesmo parâmetro da anterior.

f) É bom frisarmos que este primeiro lugar na lista de nomes é apenas de caráter cronológico e não funcional. Percebe-se que os quatro primeiros nomes da lista dos sinópticos são: Simão, André, João e Tiago são os primeiros a serem chamados para seguir o mestre e dentre eles coube a Pedro ter uma prioridade cronológica. Não obstante em outros lugares como em Gálatas 2:9 seu nome não aparece nesta posição.

g) A miopia exegética é um mal constante na cúpula romana e leva-a a ver o que não está no texto! Lendo cuidadosamente At. 1:15-26 vemos que Pedro apenas expôs o problema, qual seja, a falta de um sucessor para o cargo de Judas, no entanto Matias foi eleito pela igreja por voto comum, e não por decisão de Pedro.

Os sofismas destes textos são flagrantes, contudo, a derrocada teológica peremptória destes argumentos, está nas atitudes de Cristo – o ÚNICO Sumo Pastor, Chefe Supremo, Cabeça e Fundamento da Igreja – em não titubear e corrigir algumas precoces ambições de supremacia entre eles. Certa feita tal idéia foi sugerida ao mestre (Mateus 20:18-27) que no mesmo instante a rechaçou dizendo: “…Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles.Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo;…” (ênfase acrescentada). Noutra feita essa questão foi novamente levantada. (cf. Lucas 22:24) Veja que se os apóstolos tivessem cientes desta utópica promessa, de maneira alguma teriam levantado esta questão e o próprio pescador Galileu, ou mesmo Jesus, haveriam de esclarecer-lhes o primado de Simão Pedro sobre eles, a recordar a alegada promessa em Mateus 16:18. Mas não o fez, simplesmente por não existir.

O próprio Pedro desfaz essa lenda ao dizer que: “ninguém tenha DOMÍNIO sobre o rebanho…” (cf. I Pd. 5:1-3) Não se pode ver aí nenhum vestígio de superioridade, supremacia ou destaque sobre os demais, pois ele mesmo se igualava aos outros dizendo: “…que sou também presbítero com eles…” Pedro jamais mandou! Pelo contrário, foi mandado…e obedeceu (Atos 8:14) fazendo jus às palavras de Jesus “Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.” (Jo. 13:16)

II – PEDRO ESTEVE EM ROMA?

Não obstante a Bíblia trazer um silêncio sepulcral sobre o assunto, os católicos afirmam ser fato incontestável ter sido o apóstolo Pedro o fundador da igreja em Roma. Atribuem-lhe ainda um pontificado de 25 anos na capital do império e conseqüente morte neste lugar. É claro que estas ligações são a-priori de valor inestimável, pois entrelaçadas vão robustecer a tese vaticana da primazia do papado. Contudo, não deixam de ser argumentos gratuitos! Há de se frisar que somente a chamada “(con) tradição”, vem em socorro da causa romanistas nestas horas e mesmo assim de maneira dúbia.

Vejamos:

Pedro não pode ter sido papa durante 25 anos, pois foi martirizado no reinado do Imperador Nero, por volta de 67/68. Subtraindo vinte cinco anos, retrocederemos ao ano de 42 ou 43. Nessa época não havia se realizado o Concílio de Jerusalém (Atos 15), que se deu por volta de 48-49, Pedro participou (mas não deveria pois segundo a tradição, nesta época, ele estava em Roma), no entanto, foi Tiago quem o presidiu (Atos 15;13,19). Em 58, Paulo escreveu a epístola aos Romanos. E no capítulo 16 mandou uma saudação para muitos irmãos, mas Pedro sequer é mencionado. Paulo chegou a Roma no ano 62 e foi visitado por muitos irmãos (Atos 28;30 e 31). Todavia, nesse período, não há nenhuma menção de Pedro. O Apóstolo Paulo escreveu quatro cartas de Roma: Efésios, Colossensses, Filemon(62) e Filipenses(entre 67 e 68) mas Pedro não é mencionado em nenhuma delas. Se Pedro estava em Roma no ano 60, como se deve entender a revelação referida nos Atos dos Apóstolos 23:11, em que Jesus disse a Paulo: “Importa que dês testemunho de mim também em Roma?” Cadê o papa de Roma na ocasião?

É por estas e outras que não acreditamos que Pedro tenha fundado ou presidido a Igreja de Roma como afirmam os católicos!

III – O INSUSTENTÁVEL SUPORTE DA TRADIÇÃO

A tradição é um dos pilares nos quais se assenta a teologia romanista. O principal órgão desta tradição é a chamada “Patrística” que são os escritos dos primitivos cristãos. Essa tradição é de relevante valor à causa católica, pois dela advem toda a sofismática da tal “Sucessão Apostólica”. É dela que é extraída a má interpretação de Mateus 16:18, da primazia de Roma, da corrente sucessória de S.
Pedro etc. Na verdade as coisas são bem diferentes quando analisadas de maneira honesta.

Dos inúmeros “pais da Igreja”, somente 77 opinaram a respeito do assunto de Mateus 16:18, sendo que 44 reconheceram ser a fé de Pedro a rocha. 16 deles julgaram ser o próprio Cristo e somente 17 concordaram com a tese vaticana. Nenhum deles afirmavam a infalibilidade de Pedro e tão pouco o tinham como papa. Exemplo disso é S. Agostinho que em seu Livro I, Capítulo 21 das Retratações (Livro escrito no fim da sua vida, para retratar-se de seus escritos anteriores) expressamente afirma que sempre, salvo uma vez, ele havia explicado as palavras Sobre esta pedra – não como se referissem à pessoa de Pedro, mas sim a Cristo, cuja Divindade Pedro havia reconhecido e proclamado.

Diz certa fonte católica que: “Se a corrente da sucessão apostólica por alguma razão encontra-se interrompida, então as ordenações seguintes não são consideradas válidas, e as missas e os mistérios, realizados por pessoas ilegalmente ordenadas — desprovidos da graça divina. Essa condição é tão séria que a ausência de sucessão dos bispos em uma ou outra denominação cristã despoja-a da qualidade de Igreja verdadeira, mesmo que o bensino dogmático presente nela não esteja deturpado. Esse foi o entendimento da Igreja desde o seu início.”

Pois bem, procurarei não ser prolixo ao historiar sobre essa questão. Todos sabem que o trono dos papas teve seus momentos de vacância, muitos papas conquistaram este título por dinheiro, alguns papas considerados legítimos foram condenados como hereges, outros pela ganância do cargo foram envenenados por seus rivais, ainda outros foram nomeados por imperadores; quando não, havia três ou mais papas se excomungando mutuamente pela disputa da cadeira de São Pedro. Sem falar é claro, da época negra da pornocracia. Não é debalde que na “Divina Comédia”, Dante Alighieri, coloca vários papas no inferno! Há ainda uma tremenda contradição nas muitas listas dos pontífices romanos expostas por historiadores católicos, nas quais os nomes de tais sucessores aparecem trocados ou faltando. Não creio que estes homens sejam os verdadeiros sucessores da cátedra de Pedro! A bem da verdade, essa tal sucessão ininterrupta e contínua dos papas é totalmente arrebentada e falsa. É por demais ultrajante mesmo para uma mente mediana suportar tamanha incongruência!

Pelo que foi resumidamente exposto acima, podemos concluir serenamente que: PEDRO NUNCA FOI PAPA E NEM O PAPA É O VIGÁRIO DE CRISTO.

OBRAS CONSULTADAS

NOITES COM OS ROMANISTAS; M.H. Seymour –Edições Cristãs

DOZE HOMENS, UMA MISSÃO; ARAMIS C. DE BARROS – EDITORA LUZ E VIDA

O CRISTIANISMO ATRAVÉS DOS SÉCULOS; EARLE E. CAIRNS – EDICÇOES VIDA NOVA

PEDRO NUNCA FOI PAPA NEM O PAPA É VIGÁRIO DE CRISTO; ANIBAL P. REIS – EDIÇÕES CAMINHO DE DAMASCO

QUEM FUNDOU SUA IGREJA; Pe. ALBERTO LUIZ GAMBARINI – EDITORA ÁGAPE (católico)

OS PAPAS ; AQUILES PINTONELLO – EDIÇÕES PAULINAS

A HIERARQUIA; Pe. JOSÉ COMBLIN – PAULUS

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CATOLICISMO ROMANO 

                     Fatos Sobre o Catolicismo

   

 

O que a Bíblia ensina sobre a doutrina da justificação?

Nenhuma doutrina é mais crucial – nem mais mal interpretada e negligenciada, mesmo pelos protestantes – do que a doutrina da justificação exclusivamente pela fé.

A Bíblia ensina que qualquer pessoa que crê simples e verdadeiramente em Jesus Cristo como seu Salvador pessoal que o livra do pecado, nesse momento é irrevogável e eternamente justificada. O que é a justificação? A justificação é o ato de Deus por meio do qual Ele não somente perdoa o pecado dos crentes, mas também os declara perfeitamente justos por meio da imputação da obediência e da justiça do próprio Cristo sobre eles, mediante a fé. Para entendermos melhor, vejamos o seguinte exemplo: se um tio rico deposita um milhão de dólares na conta corrente de um jovem sobrinho, o dinheiro agora é propriedade do sobrinho, apesar do jovem nunca tê-lo adquirido nem trabalhado para ganhá-lo e nem sequer o merecia. Na justificação, Deus “deposita” a justiça de Cristo na conta do crente – Ele atribui ao cristão a perfeição moral de Seu próprio Filho. A justificação é, portanto, um ato perfeito de Deus, e porque é inteiramente realizado por Deus em sua totalidade, uma vez para sempre, não se trata de um processo que abarca toda a vida, como no caso da santificação (crescimento pessoal em santidade de vida).

Os versículos seguintes mostram que a justificação é: (1) o crédito da justiça com base na fé da pessoa; (2) um ato completo de Deus; (3) algo que acontece inteiramente à parte dos méritos pessoais ou de boas obras:

“…Mas ao que… crê naquele que justifica ao ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça… bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras” (Romanos 4.5-6, ênfase acrescentada).

“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Romanos 3.28, ênfase acrescentada, veja também Filipenses 3.9).

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1, ênfase acrescentada).

“Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. (Romanos 5.9, ênfase acrescentada; ver Romanos 9.30-10.4; 1 Coríntios 6.11; Gálatas 2.16; 3.8-9, 21, 24).

Infelizmente, alguns católicos têm interpretado mal a posição de alguns protestantes neste assunto, pensando que a simples concordância com a doutrina da salvação salva inteiramente e que os protestantes dão pouca importância às boas obras e à santificação. Pelo contrário, as Escrituras ensinam claramente que as boas obras e a santificação são de crucial importância – realmente, é o pleno conhecimento da graça (num sentido protestante) que produz as boas obras e o crescimento na vida de santidade (ver Efésios 2.8-10; 1 Pedro 5.12; 2 Pedro 3.18; Colossenses 1.6; 2.23). Mas as boas obras e a santificação nada têm a ver com a nossa justificação. O que a justificação significa para os protestantes é que os crentes devem pleitear diante do trono de Deus os méritos de Cristo ao invés dos seuspróprios méritos. Por isso é que os cristãos bíblicos aceitam o “dom da justiça” (Romanos 5.17) e “nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Filipenses 3.3).

Justificação significa que um cristão pode ter a segurança de que, aos olhos de Deus, agora ele possui a perfeita santidade necessária para sua entrada no céu. Por quê? Se a morte de Cristo perdoou todos os pecados e satisfez completamente a pena divina devida por eles, e se Deus declara que os crentes são completamente justos com base na fé em Cristo, nada mais é necessário para permitir sua entrada no céu. Assim, porque a justificação – i.e, porque a justiça e os méritos de Cristo são creditados ao crente (no que se refere a Deus) – o cristão agora possui santidade perfeita nesta vida e a tem desde o momento da fé salvadora. Não lhe fazem falta os sacramentos, as indulgências, o rosário ou o purgatório para entrar no céu. Esse é o significado da doutrina bíblica da justificação.[1]

Uma palavra pessoal aos católicos

Os católicos, talvez mais do quaisquer outras pessoas, crêem que não é possível ter a segurança da salvação nesta vida (exceto, talvez, em circunstâncias muito raras). Você tem sido ensinado que a crença na segurança da salvação é uma “presunção quanto à misericórdia de Deus”[2] e que o pecado mortal resulta em “eterna separação de Deus”, requerendo a penitência para a restauração.[3] Você tem ouvido acerca dos perigos pessoais do “triunfalismo”, algo que resulta da “segurança de haver sido salvo”, e que é “perigoso [defender] tal posição”.[4] Mas a “segurança de haver sido salvo” é uma doutrinabíblica, como é demonstrado em 1 João 5.13.

Você também sabe que, pelo fato do catolicismo ensinar que um cristão pode perder sua salvação, essa religião argumenta que “nem mesmo a fé… ou a conversão… ou a recepção do batismo… ou a constância ao longo da vida… podem fazer merecer o direito à salvação…” e que todas essas coisas devem ser consideradas somente como “precursoras para a obtenção” da salvação.[5]

Entretanto, repetimos que esse não é o ensinamento bíblico. O próprio Jesus ensinou que a fé é que traz o direito à salvação: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poderde serem feitos filhos de Deus” (João 1.12, ênfase acrescentada). A Bíblia ensina claramente que só pela fé uma pessoa pode saber que é salva eternamente, porque no momento em que tem a fé salvadora ela ganha a vida eterna. Você pode saber disso ao confiar de fato em Cristo para o perdão dos pecados e aceitá-lO como seu Salvador pessoal.

Se você é católico e deseja receber a Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal, queremos animá-lo a fazer a seguinte oração:

Amado Deus, desejo ter uma relação pessoal contigo através da morte do Teu Filho Jesus na cruz. Apesar de ter crido muitas coisas sobre Jesus, confesso que nunca O recebi verdadeiramente e de maneira pessoal como meu Salvador e Senhor. Eu nunca tinha percebido que na realidade a salvação é um presente que me ofereces gratuitamente. Agora eu recebo esse presente e creio que Cristo morreu na cruz pelos meus pecados – por todos os meus pecados. Eu creio que Ele ressuscitou dentre os mortos e desejo que Ele seja meu Senhor e Salvador, e agora O convido para entrar em minha vida, fazendo-o Senhor de todas as áreas de minha vida, inclusive sobre qualquer crença ou prática pessoal que não seja bíblica.

Ajuda-me a dedicar-me ao estudo da Tua Palavra e a crescer como cristão de maneira que Te honre. Dá-me forças para enfrentar dificuldades ou rejeições quando precisar tomar posição ao Teu lado. Se é da Tua vontade e necessário que eu abandone esta Igreja, dirige-me a uma boa igreja e comunhão cristãs, para que eu possa Te conhecer e Te glorificar mais. Oro assim em nome de Jesus, confiando que Tu me guiarás. Amém.

(John Ankerberg e John Weldon - http://www.chamada.com.br)

Notas

  1. Os teólogos católicos alegam que o uso de dikaioo por parte de Paulo não se refere à justiça imputada. Entretanto, eles não obtiveram isto [este conceito] dos dicionários de grego padrão que definem a principal palavra do Novo Testamento para justificação (dikaioo; cf. Lucas 18.14, Romanos 3.24-28; 4.5; 5.1,9; 8.30,33; 1 Coríntios 6.11; Gálatas 2.16; 3.8,11,24; Tito 3.7) em um sentido protestante, e não católico – como uma declaração legal de justiça, não uma infusão da justiça verdadeira. Conforme o principal léxico de grego a coloca: “Em Paulo, o uso legal é claro e indiscutível… [ele] não sugere infusão de qualidades morais… [mas] a justificação dos ímpios que crêem… O resultado de um pronunciamento judicial” (Gerhard Kittel, ed. Theological Dictionary of the New Testament, vol. 2, 215-216). Assim, se o crente verdadeiramente possui a justiça de Cristo através de decreto divino, então ela dificilmente seria uma “ficção legal”, como sustentam os católicos que pensam que declarar pecadores justos é incompatível com a justiça de Deus. Mas Deus diz que é a Sua imputação da justiça ao pecador que prova que Ele é justo (Romanos 3.26), cf. The Hebrew Greek Study Bible, [1984, 23]: “tornar justo ou inocente”; Arndt e Gingrich [1967, 196]: “Sendo absolvido, ser declarado e tratado como justo”; New Thayers’ Greek English Lexicon[1977, 150]: “que jamais significa fazer digno, mas julgar digno, declarar digno… declarar inocente… julgar, declarar, pronunciar justo e portanto aceitável”. Greek-English Lexicon de Loruv e Nida [1988,557]: “o ato de limpar alguém de transgressão – ‘absolver, libertar, remover a culpa; absolvição’.” Por isso é que Bruce Metzger, talvez o principal erudito de grego na América, enfatiza que é “além da compreensão” como alguém pode negar “a prova evidente” do significado paulino desta palavra: “O fato é que Paulo simplesmente não utiliza este verbo com o significado de “ser feito íntegro ou justo”. Na verdade, é extremamente duvidoso que alguma vez tenha carregado este significado no grego de qualquer período ou autor. Ele significa: “ser pronunciado, ou declarado, ou tratado como justo ou íntegro”. O conhecido teólogo J. I. Packer diz: “Não existe base lexical para a visão dos… teólogos romanos e medievais que ‘justificar’ signifique ou tenha como parte de seu significado a conotação de ‘fazer justo’ por renovação espiritual subjetiva. A definição tridentina [do Concílio de Trento] de justificação não apenas como a remissão de pecados mas também a santificação e renovação do homem interior é errônea” (afirmações de Bruce Metzger e J.I. Packer tomadas de Rosenblad e Keating, “The Salvation Debate”, 11 de março de 1989).)
  2. Broderick, ed., Catholic Encyclopedia, 270.
  3. Ibid., 402.
  4. Ibid., 585.
  5. Ibid., 539.

Extraído do livro Os Fatos Sobre o Catolicismo Romano

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Dia de Finados: O que diz a Bíblia?

No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?

O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.

Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?

O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.

Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?

Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.

A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica. Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?

Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?

Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.

Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?

No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?

Sim.

A) os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.

B) os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.

C) os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.

D) As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.

E) os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.

Como se dará a ressurreição de todos os mortos?

Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.

 

Aparecida: A Padroeira do Brasil

O Padre Júlio J. Brustoloni, missionário redentorista, no seu livro História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida — A Imagem, o Santuário e as Romarias – p. 115, após achar que a imagem é motivo de contradição para muitos crentes (protestantes, evangélicos, especialmente Pentecostais), diz: O mais grave não é negar o culto à imagem de Nossa Senhora Aparecida, mas sim não aceitar o papel de Maria no plano de salvação estabelecido por Deus. Eles aceitam que o seu Filho nasceu de uma mulher, Maria, mas não reconhecem o culto devido àquela Mulher que esmagou com sua descendência a cabeça do demônio, e que, por vontade de Deus, foi colocada em nosso caminho de salvação para interceder por nós.

Com um único versículo da Bíblia, provavelmente muito conhecido pelo  padre, sua teoria é desmontada: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto (Mt 4.10b). Além do mais, não acreditamos que aquela imagem de barro, intitulada Nossa Senhora da Conceição Aparecida, seja um retrato de Maria, mãe do Senhor Jesus Cristo, conforme nos revela a Bíblia Sagrada.

São declarações como as do padre Júlio J. Brustoloni, ou o espantoso livro de S. Afonso de Ligório “As Glórias de Maria”, que transferem, sem a menor cerimônia, todos os atributos e honras que pertencem exclusiva-mente ao Senhor Jesus para Maria ou a tentativa malabarista da CNBB com o livreto “Com Maria, Rumo ao Novo Milênio” -uma forçosa tentativa de justificar o culto mariano, é que nos faz pronunciar, mostrando um outro caminho, aquele da Bíblia, sem retórica ou esforço, um caminho cândido, sereno e verdadeiro, com todo respeito e amor aos católicos ro­manos, que todo cristão deveria ter, apresentando-se firmes no tocante a sã doutrina (2 Tm 4.1-5).

Trata-se de uma pequena imagem de barro, medindo 39 centímetros e pesando aproximadamente 4,5 kg, sem o manto e a coroa, que foram acrescentados - (1). As Anuas dos Padres Jesuítas de 15 de janeiro de 1 750, dizem que, aquela imagem foi moldada em barro, de cor azul escuro; é afamada por causa dos muitos milagres realizados -(2). Dr. Pedro de Oliveira Neto, que estudou a imagem, apresentando o resultado em 13 de abril de 1967, afirma, em contrapartida:

A imagem encontrada pelos pescadores junto ao Porto de ltaguaçu, e que hoje se venera na Basílica Nacional, é de barro cinza claro, como constatei, barro que se vê claramente em recente esfoladura no cabelo - (3). A mesma conclusão chegaram os artistas do MASP — Museu de Artes de São Paulo – em 1978, declarando:

Constatamos pelos fragmentos da Imagem em terracota, que ela é da primeira meta­de do século XV!!, de artista seguramente paulista, tanto pela cor como pela qualidade do barro empregado e, também, pela própria feitura da escultura (4). Essa pequena imagem feita de barro representa Maria para o catolicismo romano.

Segundo o Dr. Pedro de Oliveira Neto, a imagem de barro foi feita por um discípulo do Frei Agostinho da Piedade: A Imagem de Nossa Senhora Aparecida é paulista, de arte erudita, feita provavelmente na primei­ra metade de 1600, por discípulo, mas não pelo próprio mestre, do beneditino Frei Agostinho da Piedade. Os estudiosos, observando o estilo da imagem, concluíram que o autor da imagem foi o Frei Agostinho de Jesus, sendo provavelmente esculpida em 1650, no mosteiro beneditino de Santana de Parnaíba, SP (5).

Apresentaremos algumas hipóteses razoáveis, embora nunca tenhamos a certeza do fato. Nossa análise levará em consideração apenas as possibilidades culturais, religiosas e históricas. O livro de Gilberto Aparecido Angelozzi, Aparecida a Senhora dos Esquecidos, Ed Vozes; Capítulo III — p. 55-66, expõe alguns possíveis motivos sobre o assunto em questão.

Partindo do princípio de que realmente os pescadores acharam a imagem da Conceição Aparecida no rio, podemos então desenvolver as seguintes idéias:

A teoria de que a imagem foi trazida pelos colonizadores brancos

• Por famílias que se instalaram no vale do Paraíba;

pelos bandeirantes, pois eles carregavam imagens de Maria por onde quer que passas­sem;

• pelos missionários carmelitas, franciscanos e jesuítas que passaram por aquela região;

por algum comerciante ou vendedor ambulante e ter sido quebrada em sua bagagem;

poderia fazer parte de um oratório familiar e, ao ter sido quebrado o pescoço da imagem, ter sido lançada ao rio.

A teoria de que a imagem foi lançada no rio por escravos negros

Algum escravo negro, devido ao sincretismo religioso, poderia associar a imagem à de algum orixá, especialmente aos que estão associados às águas;

poderia ter lançado a imagem nas águas como um oferecimento a algum orixá, fazendo pedidos relacionados à saúde: engravidar, gravidez de risco, proteção à criança etc;

poderia ter sido lançado nas águas para se obter riquezas ,ouro, dinheiro, pedras preciosas etc.

A teoria das lendas indígenas

Uma lenda indígena relata que eles criam na grande cobra que habitava nos rios a Cobra Norato. Durante o dia era uma terrível cobra e à noite era um jovem que dançava com as moças. Algum padre teria lançado a imagem para proteger os índios;

Outra lenda diz que, na cidade de Jacareí, apareceu uma grande cobra e alguém a enfrentou lançando a imagem da Imaculada Conceição ao rio, fazendo com que a cobra fugisse. A teoria oficial da Igreja Católica Romana

O catolicismo romano possui duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (1 Livro do Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma (Annuae Litterae Provinciae Brasilíanae, anni 1748 et 1749)6.

A narrativa diz basicamente que, no ano de 1719, os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso lançavam suas redes no Porto de José Corrêa Leite, prosseguindo até o Porto de ltaguassu. Lançando João Alves a sua rede de rastro neste porto, tirou o corpo da Senhora, sem cabeça. Lançando mais abaixo outra vez a rede, conseguiu trazer a cabeça da mesma Senhora. Não tinham até aquele momento apanhado peixe algum. A partir de então, fizeram uma copiosa pescaria que encheu as canoas de peixes. Após esse milagre, surgiram outros relacionados à imagem.

A explicação do Dr. Aníbal Pereira dos Reis

Segundo o Dr. Aníbal Pereira dos Reis ex-sacerdote, ordenado em 1949, formado em Teologia e Ciências Jurídicas pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, em seu livro A Senhora Aparecida, Edições Caminho de Damasco Ltda, SP, 1988; trata-se de uma grande armação do padre José Alves Vilela , pároco da matriz local. Segundo suas investigações, foi o padre José Alves Vilela quem colocou a imagem no rio e iniciou planejadamente a divulgação dos supostos milagres, além de estar manipulando todo tempo a imagem e divulgando seus supostos milagres.

Pequena cronologia da Imagem

1717— Pescadores apanharam no rio a Imagem da Conceição Aparecida

1745-1903 — A festa principal da Conceição Aparecida é celebrada em 08 de dezembro;

1888 — No dia 06 de novembro, a princesa Isabel visita pela segunda vez a basílica e deixa como ex-voto uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis;

1929 — Celebração dos 25 anos da Coroação de Maria em um Congresso Mariano;

1930— No dia 16 de julho, o Papa Pio XI assina o decreto, declarando Conceição Aparecida a Padroeira do Brasil;

1931 — No dia 31 de maio, a imagem de barro da Conceição Aparecida é declarada, oficialmente, na Capital Federal a Padroeira do Brasil. Getúlio Dornelles Vargas, era o presidente naquela época.

Segundo o padre Júlio J. Brusto­loni, Na Esplanada do Castelo, outra multidão aguardava a chegada da Imagem Milagrosa. No grande estrado, junto do altar da Padroeira, encontravam-se o Presidente da Re­pública, Dr. Getúlio Dornelles Vargas, Ministros de Estado, membros do Corpo Diplomático credenciados junto do nosso governo,

e outras autoridades civis, militares e eclesiásticas. O Sr. Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masella, estava ao lado do Presidente e sua família. Na Esplanada, a Imagem percorreu as diversas quadras para que o povo pudesse vê-la de perto, e, ao chegar ao altar, Dom Leme deu-a a beijar ao Presidente e sua família. Um silêncio profundo invadiu a Esplanada, quando a Imagem foi colocada no altar. Após o discurso de saudação, Dom Leme iniciou o solene ato da proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil7. Segundo relata o padre Júlio, após a cerimônia, o povo católico romano gritou: Senhora Aparecida, o Brasil é vosso! Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente. Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pá­tria! Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, o Brasil em vós confia! Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama, Salve Rainha!8

O QUE É IDOLATRIA

Vejamos algumas definições: Ídolo. S.m. 1. Estátua ou simples objeto cultuado como deus ou deusa, 2. Objeto no qual se julga habitar um espírito, e por isso venerado. 3. Fig. Pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo. Idólatra. Adj. 2 g. 1. Respeitante à, ou próprio da idolatria. 2. Que adora ídolos. 3. Idolátrico (2). * s. 2 g. 4. Pessoa que adora ídolos; Idolatrar. V t. d. 1. Prestar idolatria (1) a; amar com idolatria (1); adorar, venerar. 2. Amar com idolatria (2), com excesso, cegamente. Int. 3. adorar ídolos; praticar a idolatria (1). Idolatria. SE. 1. Culto prestado a ídolos. 2. Amor ou paixão exa­gerada, excessiva9. Idolatria- 1. Essa palavra vem do grego, eídolon, ídolo, e latreúein, adorar. Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição etc, que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos ( 10).

O culto à imagem esculpida, deuses de fundição, imagem de escultura, estátua, figura de pedra, imagens sagradas ou ídolos é idolatria e profanam a ordem divina.

Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Ex 20.4)

Não vos voltareis para os ídolos, nem fareis para vós deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus (Lv 19.4)

Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vos­soDeus (Lv26.1)

Confundidos sejam todos os que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de ído­los inúteis… (SI 9 7.7)

Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não fa­lam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua gar­ganta; Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam. (SI .115.4-9 e 135.15-18)

A tua terra está cheia de ídolos, inclina­ram-se perante a obra das suas mãos, diante daquilo que fabricaram os seus dedos. Pelo que o homem será abatido, e a humanidade humilhada; não lhes perdoes! (Is 2.8-9)

… Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.11; Lc 4.8)

O principal de todos os mandamentos é: Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças (Mc .12.29-30; Mt 22.37).

Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e impor­ta que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo.4.23-24)

Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo vendo a cidade tão entregue à idolatria (At 1 7.16)

Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus (1 Co 6.10-11; Ef5.5)

Não vos façais idólatras, como alguns deles; como está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar (1 Co 10.7).

E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois santuários do Deus vivente… (2 Co 12.2)

As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus (GI 5.5)

Filhinhos, guardai-vos dos ídolos(1 Jo5.21)

* Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda mor­te (Ap 21.8)

Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira (Ap. 22.1 5). Deus proibiu ao seu povo a confecção e o culto a imagens, estátuas etc, visto que os povos pagãos atribuíam a esses artefatos de barro, madeira ou outro material corruptível, um caráter religioso. Acreditavam, além do mais, que a divindade se fazia presente por meio dessa prática. O Deus Todo-Poderoso ensinou seu povo a não cultuar imagens. Sua palavra era tão poderosa no coração do seu povo, que, embora muitos homens santos, profetas e sacerdotes, homens exemplares, com todas as virtudes para serem canonizados (os heróis da Bíblia), não foram pretextos para serem adorados ou cultuados, nem fizeram suas imagens e nem lhes prestaram culto. Deus proibiu seu povo de fabricar imagens de escultura, de fundir imagens para cultuá-las (Ex 20.23 e 34.1 7).

Algumas imagens que Deus mandou fazer não tinham por objetivo elevar a piedade de Israel e nem ser­viam de modelo para reflexão ou conduta. Eram apenas símbolos decorativos e representativos. Deus mandou fazer a Arca da Aliança; mandou fazer figuras de querubins no Tabernáculo e no Templo, entre outros utensílios (1 Rs 6.23-29; 1 Cr 22.8-1 3; 1 Rs 7.23-26) , além de outros ornamentos (1 Rs 7.23-28). Essas figuras, porém, jamais foram adoradas ou veneradas, ou vistas como objeto de culto. Se os filhos de Israel tivessem adorado, cultuado ou venerado esses objetos, sem dúvida, Deus mandaria destruí-los. Foi isso o que aconteceu com a serpente de bronze, levantada por Moisés no deserto, quando se tornou objeto de culto (2 Rs 18.4).

Quando analisamos esta questão na história da nação de Israel, o povo que recebeu os mandamentos de Deus e a preocupação dos judeus religiosos em manter-se fiéis, podemos entender que, apesar do Antigo Testamento proibir a confecção de imagens relativamente, no entanto a adoração ou culto a imagens era absolutamente proibido: Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Ex 20.4b).

Em algumas sinagogas do século III e até hoje encontramos pinturas de heróis da fé em seus vitrais etc, jamais, entretanto, veremos judeus orando, cultuando ou invocando Moisés, Abraão ou Ezequiel.

Não encontramos argumento algum que justifique o culto, veneração ou a fabricação de imagens no Novo Testamento.

• A Bíblia mostra que Paulo sofria por ver o povo entregue a idolatria: Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria (At 1 7.1 6).

• Paulo foi atacado pelos artífices, ourives e comerciantes de imagens: Certo ourives, por nome Demétrio, que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava não pouco lucro aos artífices. Eles os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria vem nossa prosperidade. E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que fazem com as mãos. Não somente há perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram. Ouvindo isto, encheram-se de ira, e clamaram: Grande é a Diana dos efésios! (Atos 19.24-28)

O culto aos santos só começa a partir de cem anos, aproximadamente, depois da mor­te de Jesus, com uma tímida veneração aos mártires11. A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de Deus é a invocação Sub tuum praesidium, formulada no fim do século III ou mais provavelmente no início do 1V12. Não podemos dizer que a veneração dos santos — e muito menos a da Mãe de Cristo — faça parte do patrimônio original13. Se o culto aos santos e a Maria fosse correto, João, que escreveu o último evangelho, aproximadamente no ano 100 d.C. , certamente falaria sobre o assunto e incentivaria tal prática. Ele, porém, nos adverte: Filhinhos, guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21). Na luta para justificar o culto às imagens, bem como seu uso nas Igrejas, os católicos apresentam a teoria da pedagogia divina.

D. Estevão Bettencourt resume assim a teoria: . . .0s cristãos foram percebendo que a proibição de fazer imagens no Antigo Testamento tinha o mesmo papel de pedagogo (condutor de crianças destinado a cumprir as suas funções e retirar-se) que a Lei de Moisés em geral tinha junto ao povo de Israel. Por isto, o uso das imagens foi-se implantando. As gerações cristãs compreenderam que, segundo o método da pedagogia divina, atualizada na Encarnação, deveriam procurar subir ao Invisível passando pelo visível que Cristo apresentou aos homens; a meditação das fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas se tornaram recursos com que o povo fiel procurou aproximarse do Filho de Deus14. Assim criaram a idéia de que, nas igrejas as imagens torna­ram-se a Bíblia dos iletrados, dos simples e das crianças, exercendo função pedagógica de grande alcance. E o que notam alguns escritores cristãos antigos: O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente (S. Gregório de Nissa, Panegírico de S. Teodoro, PG 46,73 7d). O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados (São João Damasceno,De imaginibus 1 1 7 PG 94, 1 248c)5 Levando-se em consideração que um dos objetivos da Igreja Católica Romana é ensinar a Bíblia ao povo através das imagens, especialmente aos menos alfabetizados, surge-nos algumas perguntas: Por que se faz culto a elas, se o objetivo é ensinar a Bíblia? Por que após passar dezenas de anos, com milhares de católicos alfabetizados, ainda insistem em cultuar imagem? Se realmente a imagem fosse o livro daqueles que não sabem ler, por que os católicos alfabetizados são tão devotos e apegados às imagens? Será que podemos desobedecer a Bíblia para superar uma deficiência de entendimento? Onde está a base bíblica para esta Teoria da Pedagogia Divina? Será que a encarnação do verbo poderia servir de base para se fazer imagens dos santos e cultuá-los?

A Igreja Católica Romana apresenta basicamente duas fontes para justificar o culto às imagens: a tradição e as opiniões de seus líderes. Em resumo: opinião dos homens. Citam a Bíblia quando existe alguma possibilidade de apoio às suas doutrinas. Esquecem o ensino do famoso clérigo católico romano, Padre Vieira: As palavras de Deus prega­das no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus; mas pregadas no sentido em que nos queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras do demônio16. A Palavra de Deus condena o culto às imagens.

Os argumentos do catolicismo romano a favor do culto às imagens fazem-nos lembrar de um rei na Bíblia, chamado Saul, que quis agra­dar a Deus com sua opinião, mesmo contrariando frontalmente a Palavra de Deus (1 Sm 15.1-23). O catolicismo romano, de modo semelhante, contrariando a Bíblia, entende que a imagem é o livro daqueles que não sabem ler. O rei Saul, achava que oferecer sacrifícios era melhor, mais lógico, mais correto, mais racional. Acreditava que estava prestando um grande serviço a Deus (1 Sm 15.20-21). Deus, no entanto, o reprovou, dizendo: Tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à sua palavra? Obedecer é melhor do que sacrificar, e atender melhor é do que a gordura de carneiros (1 Sm15.22). Deus proíbe terminantemente o culto a ídolos e imagens (Ex 20.1 -6; Lv 26.1; Nm 33.52; Dt.27.15; 2 Rs .21.11; Sl115.3-9; 135.15-18; 1s2.18; 41.29; Ez 8.9-12; Mt4.1 1; At 15.20; 21.25; 2 Co 6.16).

O catolicismo romano ensina o culto à imagem inventando uma teoria, contrária à Bíblia e insiste em dizer que está fazendo isso para ajudar a obra de Deus. Ainda que Saul pensas­se estar prestando um serviço a Deus, como fazem aqueles que prestam culto à imagem da Conceição Aparecida, seu ato foi uma desobediência à Palavra de Deus, e isso é considerado rebelião (1 Sm 15.21-26).A Bíblia diz: rebelião é como pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria. Por­quanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou… (1 Sm 1 5.2 3).

Prezado leitor, o culto às imagens será sempre uma abominação a Deus. E a marca e a continuidade do paganismo. Cristianismo é a fé exclusiva na obra do Senhor Jesus (Jo.3.1 6; Rm5.8; Ef2.8-9;1 Tm2.5;Tt2.11).E adoração exclusiva a Deus: .. Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.11; Lc 4.8). O principal de todos os mandamentos é Ouve, á Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças (Mc 1 2.29-3Q~ Mt 92 37). Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23-24).

ENTENDENDO A ESTRUTURA PIRAMIDAL DO CULTO DA IGREJA CATÓLICA

LATRIA – ADORAÇÃO A DEUS

HIPERDU LIA – DEVOÇÃO Á MARIA

DULIA- DEVOÇÃO AOS SANTOS E AOS ANJOS

A Dificuldade do Catolicismo Romano para justificar essa Teoria.

Se os católicos romanos se limitassem a exaltar os heróis da fé, e a propô-los como modelo a ser seguido, não haveria nenhum problema. Assim agem também os cristãos genuínos.

Infelizmente, não é isso que acontece. Por mais que o líderes católicos romanos se esforcem em suas infindáveis apologias ou explicações, elas não passam de tentativas vãs e superficiais. Exemplo dessa tentativa é a teoria de três tipos de devoção: a dulia, a hiperdulia e a latria. Perguntamos: qual a diferença que pode haver entre a dulia e a hiperdulia? Qual a diferença das duas com a latria? A verdade é que os três termos se confundem. Os dois termos (dulia e hiperdulia) podem estar envolvidos com a latria e tudo se torna uma distinção que não distingue coisa alguma. As pessoas que se prostram diante de uma imagem da Conceição Aparecida, ou de São João, ou de São Sebastião ou de Jesus sabem que estão cultuando em níveis diferentes? Para elas não seria tudo a mesma coisa?

Imagine um católico romano bem instruí­do que vai para o culto. Primeiramente ele pretende cultuar São João. Dobra então seus joelhos diante da imagem de São João e pratica a dulia. Depois, irá prestar culto a Maria, deixando, nesse momento, de praticar a dulia e passando a praticar a hiperdulia. Finalmente, com intenção de cultuar a Deus, ele começa a praticar a latria.

Não acreditamos que o povo católico ro­mano saiba diferenciar a dulia, a hiperdulia e a latria, e mesmo que soubesse diferenciá-las, dificilmente conseguiria respeitar os limites de cada uma.

Qual é a diferença?

Adoração e Veneração. Há diferença entre adorar e prestar culto? Se prostrar-se diante de um ser, dirigir-lhe orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar-lhe hinos de louvor não for adoração, fica difícil saber o que o catolicismo romano entende por adoração. Chamar isso de veneração é subestimar a inteligência humana.

Culto aos santos. Analisando essas práticas católicas à luz da Bíblia e da história, fica claro que são práticas pagãs. O papa Bonifácio IV, em 610, celebrou pela primeira vez a festa a todos os santos e substituiu o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo cristão para que as relíquias dos santos fossem ali colocadas, inclusive Maria. Dessa forma o culto aos santos e a Maria17 substituiu o culto aos deuses e as deusas do paganismo.

Maria é deusa para os católicos? Os católicos manifestam um sentimento de profunda tristeza quando afirmamos que Maria é reconhecida como deusa no catolicismo. Dizem que não estamos sendo honestos com essa declaração, mas os fatos falam por si mesmos.O livro Glórias de Maria, publicado em mais de 80 línguas, da autoria de Afonso Maria de Ligório, canoniza­do pelo Papa, atribui à Maria toda a honra e toda a glória que a Bíblia confere ao Senhor Jesus Cristo. Chama Maria de onipotente, além de mencionar outros atributos divinos:

Sois onipotente, á Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto vós quereis18. .Os pecadores só por intercessão de Maria obtém o per­dão19…, O mãe de Deus vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, a vida20. Em vós, Senhora, tendo colocado toda a minha esperança e de vós espero minha salvação, . . . Maria é toda a esperança de nossa salvação, acolhei-nos sob a vossa proteção se salvos nos quereis ver; pois só por vosso intermédio esperamos a salvação21.

Os querubins. A passagem bíblica dos querubins do propiciatório da arca da aliança (Êx 25.18-20), advogada pelos teólogos católicos romanos, não se re­veste de sustentação alguma, pois não existe na Bíblia uma passagem sequer em que um judeu esteja dirigindo suas orações aos querubins, ou depositando sua fé neles, ou lhes pagando promessas. Esse propiciatório era a figura da redenção em Cristo (Hb 9.5-9). A Bíblia condena terminantemente o uso de imagem de escultura como meio de cultuar a Deus (Êx 20.4, 5; Dt 5.8,

9). O culto aos santos e a adoração à Maria, à luz da Bíblia, não apresentam o catolicismo romano como religião cristã, mas como idolatria (1 Jo 5.21). Jesus disse:

Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (M t 4.10). O anjo disse a João: Adora somente a Deus (Ap .19.10; 22.9). Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At.10.25,26).

Embora a Igreja Católica Apostólica Romana tenha declarado que a imagem de barro da Conceição Aparecida seja a Padroeira e Senhora da República Federativa do Brasil, consagrando o dia 12 de outubro a esse culto estranho às Escrituras Sagradas, os cristãos evangélicos, alicerçados na autoridade da Bíblia Sagra­da, declaram como Paulo: E toda língua confesse que JESUS CRISTO E O SENHOR, para glória de Deus Pai(Fl 2.11).

 

Notas:

1 Aparecida, Capital Mariana do Brasil. Autor Professor. Oswaldo Carvalho Freitas, Editora: Santuário. Aparecida-SP p.85.

2 História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Autor: Júlio j.

Brustoloni, Editora: Santuário. Aparecida-SP p. 20

3 Mesmo livro citado, p. 20-21 — nota de rodapé 5.

4 Mesmo livro citado, p. 21 — nota de rodapé 6.

5 Mesmo livro citado, p. 21-22.

6 Mesmo livro citado, p. 43.

7 Mesmo livro citado, p. 346.

8 ldem — p. 347.

9 Dicionário Aurélio de Holanda Ferreira.

10 Enciclopédia de Norman Champlin e Paulo-SP. Vol 3, p. 206.

11 O Culto a Maria Hoje. Autores: Vários. Sob a direção de Wolfgang Beinert. Editora: Paulinas. São Paulo-SP p.33.

12 O mesmo livro citado. p. 33.

13 O mesmo livro citado. p. 33.

14 Diálogo Ecumênico. Autor: Estevão Bettencourt . Editora: Lúmen Caristi. Rio de Janeiro-Ri. p. 231.

15 Mesmo livro citado, p. 232.

16 Sermões. Autor: Padre Antonio Vieira. Editora: Lello & Irmãos. Porto —Portugal.

1 7 Atlas Histórico do Cristianismo. Autora: Andréa Dué. Editoras: Santuário / Vozes. São Paulo-SP p.72.

18 Glórias de Maria. Autor: Afonso Maria de Ligório. Editora: Santuário. Aparecida-SP p. 100

19 Mesmo livro citado, p.76.

20 Mesmo livro citado, p.2’7.

21 Mesmo livro citado, p.l47.

Fonte: Revista Defesa da Fé

Contradições de dois papas sobre o ecumenismo - Pio XI x J.P

 

UM PAPA CONTRA O ECUMENISMO

Uma palavra de esclarecimento

O acordo ente católicos e Luteranos selou a trégua de uma disputa que já durava séculos. É o chamado ecumenismo, já vaticinado pelo Concílio Ecumênico Vaticano II e posto em prática por João Paulo II. Atualmente existem várias entidades envolvidas com o ecumenismo, dentre as quais podemos citar o CMI (Concílio Mundial de Igrejas) e a nível nacional o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). 

Os católicos quando pressionados sobre o motivo do ecumenbismo promovido pelo catolicismo sempre saem pela tangente afirmando que o intuito do ecumenismo "NÃO É LEVAR OS EVANGÉLICOS DE VOLTA AO CATOLICISMO", mas tão somente revermos nossas diferenças e aprendermos a conviver com elas.

Todavia, se a doutrina da infalibilidade tem algum valor para a neoteologia católica, então seria bom os católicos atentarem para a encíclica Moratlium Animos de Pio XI. Nesta carta, além de contrariar os esforços ecumenicos do papa atual, mostra a real intenção da única união pretendida pelo catolicismo - a volta dos protestantes para o seio da igreja católica. Você poderá conferir melhor isso lendo toda a carta logo abaixo. Destacamos em vermelho os tópicos em que ele expõe as reais intenções dessa união. Que os católicos julguem por si mesmos. De duas, uma: se as encíclicas papais possuem algum valor de infalibilidade, então o papa atual está contrariando uma ordem infalível de seu antecessor, portanto, dois papas infalíveis em contradição. Agora se ele não era infalível, então os dois papas não merecem crédito já que um discorda do outro de modo explícito como facilmente pode se ver nesta carta. Quem está com a razão: Pio XI ou João Paulo II? Você decide!


MORATLIUM ANIMOS

Sobre a promoção da verdadeira unidade de Religião

Papa Pio XI(Apud Acta Apostolicae Sedis, anno XX, vol. XX, n.1, p.5, 10/01/1928)
Carta Encíclica aos Rev.mos Senhores Padres Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e outros Ordinários dos lugares em paz e união com a Sé Apostólica: · 

Veneráveis irmãos,Saúde e Bênção Apostólica.

1. Ânsia universal de paz e fraternidade.

Talvez jamais em uma outra época os espíritos dos mortais foram tomados por um tão grande desejo daquela fraterna amizade, pela qual em razão da unidade e identidade de natureza - somos estreitados e unidos entre nós, amizade esta que deve ser robustecida e orientada para o bem comum da sociedade humana, quanto vemos ter acontecido nestes nossos tempos.Pois, embora as nações ainda não usufruam plenamente dos benefícios da paz, antes, pelo contrário, em alguns lugares, antigas e novas discórdias vão explodindo em sedições e em conflitos civis; como não é possível, entretanto, que as muitas controvérsias sobre a tranquilidade e a prosperidade dos povos sejam resolvidas sem que exista a concórdia quanto à ação e às obras dos que governam as Cidades e administram os seus negócios; compreende-se facilmente (tanto mais que já ninguém discorda da unidade do gênero humano) porque, estimulados por esta irmandade universal, também muitos desejam que os vários povos cada dia se unam mais estreitamente.

2. A Fraternidade na religião. Congressos ecumênicos

Entretanto, alguns lutam por realizar coisa não dissemelhante quanto à ordenação da Lei Nova trazida por Cristo, Nosso Senhor.Pois, tendo como certo que rarissimamente se encontram homens privados de todo sentimento religioso, por isto, parece, passaram a Ter a esperança de que, sem dificuldade, ocorrerá que os povos, embora cada um sustente sentença diferente sobre as coisas divinas, concordarão fraternalmente na profissão de algumas doutrinas como que em um fundamento comum da vida espiritual.Por isto costumam realizar por si mesmos convenções, assembléias e pregações, com não medíocre frequência de ouvintes e para elas convocam, para debates, promiscuamente, a todos: pagãos de todas as espécies, fiéis de Cristo, os que infelizmente se afastaram de Cristo e os que obstinada e pertinazmente contradizem à sua natureza divina e à sua missão.

3. Os Católicos não podem aprová-lo

Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que juogam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de modo igual aquele sentido ingênito e nativo em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império.Erram e estão enganados, portanto, os que possuem esta opinião: pervertendo o conceito da verdadeira religião, eles repudiam-na e gradualmente inclinam-se para o chamado Naturalismo e para o Ateísmo. Daí segue-se claramente que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas afasta-se inteiramente da religião divinamente revelada.

4. Outro erro. A união de todos os cristãos. Argumentos falazes

Entretanto, quando se trata de promover a unidade entre todos os cristãos, alguns são enganados mais facilmente por uma disfarçada aparência do que seja reto.Acaso não é justo e de acordo com o dever - costumam repetir amiúde - que todos os que invocam o nome de Cristo se abstenham de recriminações mútuas e sejam finalmente unidos por mútua caradade?Acaso alguém ousaria afirmar que ama a Cristo se, na medida de suas forças, não procura realizar as coisas que Ele desejou, ele que rogou ao Pai para que seus discípulos fossem "UM" (Jo 17,21)?Acaso não quis o mesmo Cristo que seus discípulos fossem identificados por este como que sinal e fossem por ele distinguidos dos demais, a saber, se mutuamente se amassem: "Todos conhecerão que sois meus discípulos nisto: se tiverdes amor um pelo outro?" (Jo 13,35).Oxalá todos os cristão fossem "UM", acrescentam: eles poderiam repelir muito melhor a peste da impiedade que, cada dia mais, se alastra e se expande, e se ordena ao enfraquecimento do Evangelho.

5. Debaixo desses argumentos se oculta um erro gravíssimo

Os chamados "pancristãos" espalham e insuflam estas e outras coisas da mesma espécie. E eles estão tão longe de serem poucos e raros mas, ao contrário, cresceram em fileiras compactas e uniram-se em sociedades largamente difundidas, as quais, embora sobre coisas de fé cada um esteja imbuído de uma doutrina diferente, são, as mais das vezes, dirigidas por acatólicos.Esta iniciativa é promovida de modo tão ativo que, de muitos modos, consegue para si a adesão dos cidadão e arrebata e alicia os espíritos, mesmo de muitos católicos, pela esperança de realizar uma união que parecia de acordo com os desejos da Santa Mãe, a Igreja, para Quem, realmente, nada é tão antigo quanto o reconvocar e o reconduzir os filhos desviados para o seu grêmio.Na verdade, sob os atrativos e os afagos destas palavras oculta-se um gravíssimo erro pelo qual são totalmente destruídos os fundamentos da fé.

6. A verdadeira norma nesta matéria

Advertidos, pois, pela consciência do dever apostólico, para que não permitamos que o rebanho do Senhor seja envolvido pela nocividade destas falácias, apelamos, veneráveis irmãos, para o vosso empenho na precaução contra este mal. Confiamos que, pelas palavras e escritos de cada um de vós, poderemos atingir mais facilmente o povo, e que os princípios e argumentos, que a seguir proporemos, sejam entendidos por ele pois, por meio deles, os católicos devem saber o que devem pensar e praticar, dado que se trata de iniciativas que dizem respeitos a eles, para unir de qualquer maneira em um só corpo os que se denominam cristãos.

7. Só uma Religião pode ser verdadeira: a revelada por Deus

Fomos criados por Deus, Criador de todas as coisas, para este fim: conhecê-lO e serví-lO. O nosso Criador possui, portanto, pleno direito de ser servido.Por certo, poderia Deus Ter estabelecido apenas uma lei da natureza para o governo do homem. Ele, ao criá-lo, gravou-a em seu espírito e poderia portanto, a partir daí, governar os seus novos atos pela providência ordinária dessa mesma lei. Mas, preferiu dar preceitos aos quais nós obedecêssemos e, no decurso dos tempos, desde os começos do gênero humano até a vinda e a pregação de Jesus Cristo, Ele próprio ensinou ao homem, naturalmente dotado de razão, os deveres que dele seriam exigidos para com o Criador: "Em muitos lugares e de muitos modos, antigamente, falou Deus aos nossos pais pelos profetas; ultimamente, nestes dias, falou-nos por seu Filho" (Heb 1,1 Seg).Está, portanto, claro que a religião verdadeira não pode ser outra senão a que se funda na palavra revelada de Deus; começando a ser feita desde o princípio, essa revelação prosseguiu sob a Lei Antiga e o próprio cristo completou-a sob a Nova Lei.Portanto, se Deus falou - e comprova-se pela fé histórica Ter ele realmente falado - não há quem não veja ser dever do homem acreditas, de modo absoluto, em deus que se revela e obedecer integralmente a Deus que impera. Mas, para a glória de Deus e para a nossa salvação, em relação a uma coisa e outra, o Filho Unigênito de Deus instituiu na terra a sua Igreja.

8. A única religião revelada é a Igreja Católica

Acreditamos, pois, que os que afirma serem cristão, não possam fazê-lo sem crer que uma Igreja, e uma só, foi fundada por Cristo. Mas, se se indaga, além disso, qual deva ser ela pela vontade do seu Autor, já não estão todos em consenso.Assim, por exemplo, muitíssimos destes negam a necessidade da Igreja de Cristo ser visível e perceptível, pelo menos na medida em que deva aparecer como um corpo único de fiéis, concordes em uma só e mesma doutrina, sob um só magistério e um só regime. Mas, pelo contrário, julgam que a Igreja perceptível e visível é uma Federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes, cada uma delas, a doutrinas opostas entre si.Entretanto, cristo Senhor instituiu a sua Igreja como uma sociedade perfeita de natureza externa e perceptível pelos sentidos, a qual, nos tempos futuros, prosseguiria a obra da reparação do gênero humano pela regência de uma só cabeça (Mt 16,18 seg.; Lc 22,32; Jo 21,15-17), pelo magistério de uma voz viva (Mc 16,15) e pela dispensação dos sacramentos, fontes da graça celeste (Jo 3,5; 6,48-50; 20,22 seg.; cf. Mt 18,18; etc.). Por esse motivo, por comparações afirmou-a semelhante a um reino (Mt, 13), a uma casa (Mt 16,18), a um redil de ovelhas (Jo 10,16) e a um rebanho (Jo 21,15-17).Esta Igreja, fundada de modo tão admirável, ao Lhe serem retirados o seu Fundador e os Apóstolos que por primeiro a propagaram, em razão da morte deles, não poderia cessar de existir e ser extinta, uma vez que Ela era aquela a quem, sem nenhuma discriminação quanto a lugares e a tempos, fora dado o preceito de conduzir todos os homens à salvação eterna: "Ide, pois, ensinai a todos os povos" (Mt 28,19).Acaso faltaria à Igreja algo quanto à virtude e eficácia no cumprimento perene desse múnus, quando o próprio Cristo solenemente prometeu estar sempre presente a ela: "Eis que Eu estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos?" (Mt 28,20).Deste modo, não pode ocorrer que a Igreja de Cristo não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista como inteiramente a mesma que existiu à época dos Apóstolos. A não ser que desejemos afirmar que: Cristo Senhor ou não cumpriu o que propôs ou que errou ao afirmar que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Ela (Mt 16,18).

9. Um erro capital do movimento ecumênico na pretendida união das igrejas cristãs

Ocorre-nos dever esclarecer e afastar aqui certa opinião falsa, da qual parece depender toda esta questão e proceder essa múltipla ação e conspiração dos acatólicos que, como dissemos, trabalham pela união das igrejas cristãs.Os autores desta opinião acostumaram-se a citar, quase que indefinidamente, a Cristo dizendo: "Para que todos sejam um"... "Haverá um só rebanho e um só Pastos"(Jo 27,21; 10,16). Fazem-no todavia de modo que, por essas palavras, queriam significar um desejo e uma prece de cristo ainda carente de seu efeito.Pois opinam: a unidade de fé e de regime, distintivo da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu até hoje e nem hoje existe; que ela pode, sem dúvida, ser desejada e talvez realizar-se alguma vez, por uma inclinação comum das vontades; mas que, entrementes, deve existir apenas uma fictícia unidade.Acrescentam que a Igreja é, por si mesma, por natureza, dividida em partes, isto é, que ela consta de muitas igreja ou comunidades particulares, as quais, ainda separadas, embora possuam alguns capítulos comuns de doutrina, discordam todavia nos demais. Que cada uma delas possui os mesmos direitos, Que, no máximo, a Igreja foi única e una, da época apostólica até os primeiros concílios ecumênicos.Assim, dizem, é necessários colocar de lado e afastar as controvérsias e as antiquíssimas variedade de sentenças que até hoje impedem a unidade do nome cristão e, quanto às outras doutrinas, elaborar e propor uma certa lei comum de crer, em cuja profissão de fé todos se conhecam e se sintam como irmãos, pois, se as múltiplas igrejas e comunidades forem unidas por um certo pacto, existiria já a condição para que os progessos da impiedade fossem futuramente impedidos de modo sólido e frutuoso.Estas são, Veneráveis Irmãos, as afirmações comuns.Existem, contudo, os que estabelecem e concedem que o chamado Protestantismo, de modo bastante inconsiderado, deixou de lado certos capítulos da fé e alguns ritos do culto exterior, sem dúvida gratos e úteis, que, pelo contrário, a Igreja Romana ainda conserva.Mas, de imediato, acrescentam que esta mesma Igreja também agiu mal, corrompendo a religião primitiva por algumas doutrinas alheias e repugnantes ao Evangelho, propondo acréscimos para serem cridos: enumeram como o principal entre estes o que versa sobre o Primado de Jurisdição atribuído a Pedro e a seus Sucessores na Sé Romana.Entre os que assim pensam, embora não sejam muitos, estão os que indulgentemente atribuem ao Pontífice Romano um primado de honra ou uma certa jurisdição e poder que, entretanto, julgam procedente não do direito divino, mas de certo consenso dos fiéis.Chegam outros ao ponto de, por seus conselhos, que diríeis serem furta-cores, quererem presidir o próprio Pontífice.E se é possível encontrar muitos acatólicos pregando à boca cheia a união fraterna em Jesus Cristo, entretanto não encontrareis a nenhum deles em cujos pensamentos esteja a submissão e a obediência ao Vigário de Jesus Cristo enquanto docente ou enquanto governante.Afirmam eles que tratariam de bom grado com a Igreja Romana, mas com igualdade de direitos, isto é, iguais com um igual. Mas, se pudessem fazê-lo, não parece existir dúvida de que agiriam com a intenção de que, por um pacto que talvez se ajustasse, não fossem coagidos a afastarem-se daquelas opiniões que são a causa pela qual ainda vagueiem e errem fora do único aprisco de Cristo.

10. A Igreja Católica não pode participar de semelhantes reuniões

Assim sendo, é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembléias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo.

11. A verdade revelada não admite transações

Acaso poderemos tolera - o que seria bastante iníquo - , que a verdade e , em especial a revelada, seja diminuída através de pactuações?No caso presente, trata-se da verdade revelada que deve ser defendida.Se Jesus Cristo enviou os Apóstolos a todo o mundo, a todos os povos que deviam ser instruídos na fé evangélica e, para que não errassem em nada, quis que, anteriormente, lhes fosse ensinada toda a verdade pelo Espírito Santo, acaso esta doutrina dos Apóstolos faltou inteiramente ou foi alguma vez perturbada na Igreja em que o próprio Deus está presente como regente e guardião?Se o nosso Redentor promulgou claramente o seu Evangelho não apenas para os tempos apostólicos, mas também para pertencer às futuras épocas, o objeto da fé pode tornar-se de tal modo obscuro e incerto que hoje seja necessários tolerar opiniões pelo menos contrárias entre si?Se isto fosse verdade, dever-se-ia igualmente dizer que o Espírito Santo que desceu sobre os Apóstolos, que a perpétua permanência dele na Igreja e também que a própria pregação de Cristo já perderam, desde muitos séculos, toda a eficácia e utilidade: afirmar isto é, sem dúvida, blasfemo.

12. A Igreja Católica, depositária infalível da verdade

Quando o Filho /unigênito de Deus ordenou a seus enviados que ensinassem a todos os povos, vinculou então todos os homens pelo dever de crer nas coisas que lhes fossem anunciadas pela "testemunha pré-ordenadas por Deus" (At. 10,41). Entretanto, um e outro preceito de Cristo, o de ensinar e o de crer na consecução da salvação eterna, que não podem deixar de ser cumpridos, não poderiam ser entendidos a não ser que a Igreja proponha de modo íntegro e claro a doutrina evangélica e que, ao propô-la, seja imune a qualquer perigo de errar.Afastam-se igualmente do caminho os que julgam que o depósito da verdade existe realmente na terra, mas que é necessário um trabalho difícil, com tão longos estudos e disputas para encontrá-lo e possuí-lo que a vida dos homens seja apenas suficiente para isso, com se Deus benigníssimo tivesse falado pelos profetas e pelo seu Unigênito para que apenas uns poucos, e estes mesmos já avançados em idade, aprendessem perfeitamente as coisas que por eles revelou, e não para que preceituasse uma doutrina de fé e de costumes pela qual, em todo o decurso de sua vida mortal, o homem fosse regido.

13. Sem fé, não há verdadeira caridade

Estes pancristãos, que empenham o seu espírito na união das igrejas, pareceriam seguir, por certo, o nobilíssimo conselho da caridade que deve ser promovida entre os cristãos. Mas, dado que a caridade se desvia em detrimento da fé, o que pode ser feito?Ninguém ignora por certo que o próprio João, o Apóstolo da Caridade, que em seu Evangelho parece ter manifestado os segredos do Coração Sacratíssimo de Jesus e que permanentemente costumavas inculcar à memória dos seus o mandamento novo: "Amai-vos uns aos outros", vetou inteiramente até mesmo manter relações com os que professavam de forma não íntegra e incorrupta a doutrina de Cristo: "Se alguém vem a vós e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem digais a ele uma saudação" (2 Jo. 10).Pelo que, como a caridade se apóia na fé íntegra e sincera como que em um fundamento, então é necessário unir os discípulos de Cristo pela unidade de fé como no vínculo principal.

14. União irracional

Assim, de que vale excogitar no espírito uma certa Federação cristã, na qual ao ingressar ou então quando se tratar do objeto da fé, cada qual retenha a sua maneira de pensar e de sentir, embora ela seja repugnante às opiniões dos outros?E de que modo pedirmos que participem de um só e mesmo Conselho homens que se distanciam por sentenças contrárias como, por exemplo, os que afirmam e os que negam ser a sagrada Tradição uma fonte genuína da Revelação Divina?Como os que adoram a Cristo realmente presente na Santíssima Eucaristia, por aquela admirável conversão do pão e do vinho que se chama transubstanciação e os que afirmam que, somente pela fé ou por sinal e em virtude do Sacramento, aí está presente o Corpo de Cristo?Como os que reconhecem nela a natureza do Sacrifício e a do Sacramento e os que dizem que ela não é senão a memória ou comemoração da Ceia do Senhor?Como os que crêem ser bom e útil invocar súplice os Santos que reinam junto de Cristo - Maria, Mãe de Deus, em primeiro lugar - e tributar veneração às suas imagens e os que contestam que não pode ser admitido semelhante culto, por ser contrário à honra de Jesus Cristo, "único mediador de Deus e dos homens"? (1 Tim. 2,5).

15. Princípio até o indiferentismo e o modernismo

Não sabemos, pois, como por essa grande divergência de opiniões seja defendida o caminho para a realização da unidade da Igreja: ela não pode resultar senão de um só magistério, de uma só lei de crer, de uma só fé entre os cristãos. Sabemos, entretanto, gerar-se facilmente daí um degrau para a negligência com a religião ou o Indiferentismo e para o denominado Modernismo. os que foram miseravelmente infeccionados por ele defendem que não é absoluta, mas relativa a verdade revelada, isto é, de acordo com as múltiplas necessidades dos tempos e dos lugares e com as várias inclinações dos espíritos, uma vez que ela não estaria limitada por uma revelação imutável, mas seria tal que se adaptaria à vida dos homens.Além disso, com relação às coisas que devem ser cridas, não é lícito utilizar-se, de modo algum, daquela discriminação que houveram por bem introduzir entre o que denominam capítulos fundamentais e capítulos não fundamentais da fé, como se uns devessem ser recebidos por todos, e, com relação aos outros, pudesse ser permitido o assentimento livre dos fiéis: a Virtude sobrenatural da fé possui como causa formal a autoridade de Deus revelante e não pode sofrer nenhuma distinção como esta.Por isto, todos os que são verdadeiramente de Cristo consagram, por exemplo, ao mistério da Augusta Trindade a mesma fé que possuem em relação dogma da Mãe de Deus concebida sem a mancha original e não possuem igualmente uma fé diferente com relação à Encarnação do Senhor e ao magistério infalível do Pontífice romano, no sentido definido pelo Concílio Ecumênico Vaticano.Nem se pode admitir que as verdade que a Igreja, através de solenes decretos, sancionou e definiu em outras épocas, pelo menos as proximamente superiores, não sejam, por este motivo, igualmente certas e nem devam ser igualmente acreditadas: acaso não foram todas elas reveladas por Deus?Pois, o Magistério da Igreja, por decisão divina, foi constituído na terra para que as doutrinas reveladas não só permanecessem incólumes perpetuamente, mas também para que fossem levadas ao conhecimento dos homens de um modo mais fácil e seguro. E, embora seja ele diariamente exercido pelo Pontífice Romano e pelos Bispos em união com ele, todavia ele se completa pela tarefa de agir, no momento oportuno, definindo algo por meio de solenes ritos e decretos, se alguma vez for necessário opor-se aos erros ou impugnações dos hereges de um modo mais eficiente ou imprimir nas mentes dos fiéis capítulos da doutrina sagrada expostos de modo mais claro e pormenorizado.Por este uso extraordinário do Magistério nenhuma invenção é introduzida e nenhuma coisa nova é acrescentada à soma de verdades que estando contidas, pelo menos implicitamente, no depósito da revelação, foram divinamente entregues à Igreja, mas são declaradas coisas que, para muitos talvez, ainda poderiam parecer obscuras, ou são estabelecidas coisas que devem ser mantidas sobre a fé e que antes eram por alguns colocados sob controvérsia.

16. A única maneira de unir todos os cristãos

Assim, Veneráveis Irmãos, é clara a razão pela qual esta Sé Apostólica nunca permitiu aos seus estarem presentes às reuniões de acatólicos por quanto não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora, infelizmente, eles se apartaram dela.Dizemos à única verdadeira Igreja de Cristo: sem dúvida ela é a todos manifesta e, pela vontade de seu Autor, Ela perpetuamente permanecerá tal qual Ele próprio A instituiu para a salvação de todos.Pois, a mística Esposa de Cristo jamais se contaminou com o decurso dos séculos nem, em época alguma, poderá ser contaminada, como Cipriano o atesta: "A Esposa de Cristo não pode ser adulterada: ela é incorrupta e pudica. Ela conhece uma só casa e guarda com casto pudor a santidade de um só cubículo" (De Cath. Ecclessiae unitate, 6).E o mesmo santo Mártir, com direito e com razão, grandemente se admirava de que pudesse alguém acreditar que "esta unidade que procede da firmeza de Deus pudesse cindir-se e ser quebrada na Igreja pelo divórcio de vontades em conflito" (ibidem).Portanto, dado que o Corpo Místico de Cristo, isto é, a Igreja, é um só (1 Cor. 12,12), compacto e conexo (Ef. 4,15), à semelhança do seu corpo físico, seria inépcia e estultície afirmar alguém que ele pode constar de membros desunidos e separados: quem pois não estiver unido com ele, não é membro seu, nem está unido à cabeça, Cristo (Cfr. Ef. 5,30; 1,22).

17. A Obediência ao Romano Pontífice

Mas, ninguém está nesta única Igreja de Cristo e ninguém nela permanece a não ser que, obedecendo, reconheça e acate o poder de Pedro e de seus sucessores legítimos.Por acaso os antepassados dos enredados pelos erros de Fócio e dos reformadores não estiveram unidos ao Bispo de Roma, ao Pastor supremo das almas?Ai! Os filhos afastaram-se da casa paterna; todavia ela não foi feita em pedaços e nem foi destruída por isso, uma vez que estava arrimada na perene proteção de Deus. Retornem, pois, eles ao Pai comum que, esquecido das injúrias antes gravadas a fogo contra a Sé Apostólica, recebê-los-á com máximo amor.Pois se, como repetem freqüentemente, desejam unir-se Conosco e com os nossos, por que não se apressam em entrar na Igreja, "Mãe e Mestra de todos os fiéis de Cristo" (Conc. Later 4, c.5)?Escutem a Lactâncio chamado amiúde: "Só... a Igreja Católica é a que retém o verdadeiro culto. Aqui está a fonte da verdade, este é o domicílio da Fé, este é o templo de Deus: se alguém não entrar por ele ou se alguém dele sair, está fora da esperança da vida e salvação. é necessário que ninguém se afague a si mesmo com a pertinácia nas disputas, pois trata-se da vida e da salvação que, a não ser que seja provida de um modo cauteloso e diligente, estará perdida e extinta" (Divin. Inst. 4,30, 11-12).18. Apelo às seitas dissidentes

Aproximem-se, portanto, os filhos dissidentes da Sé Apostólica, estabelecida nesta cidade que os Príncipes dos Apóstolos Pedro e Paulo consagraram com o seu sangue; daquela Sede, dizemos, que é "raiz e matriz da Igreja Católica" (S. Cypr., ep. 48 ad Cornelium, 3), não com o objetivo e a esperança de que "a Igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade" (1 Tim 3,15) renuncie à integridade da fé e tolere os próprios erros deles, mas, pelo contrário, para que se entreguem a seu magistério e regime.Oxalá auspiciosamente ocorra para Nós isto que não ocorreu ainda para tantos dos nossos muitos Predecessores, a fim de que possamos abraçar com espírito fraterno os filhos que nos é doloroso estejam de Nós separados por uma perniciosa dissensão.Prece a Nosso Senhor e a Nossa SenhoraOxalá Deus, Senhor nosso, que "quer salvar todos os homens e que eles venham ao conhecimento da verdade"(1 Tim. 2,4) nos ouça suplicando fortemente para que Ele se digne chamar à unidade da Igreja a todos os errantes.Nesta questão que é, sem dúvida, gravíssima, utilizamos e queremos que seja utilizada como intercessora a Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da graça divina, vencedora de todas as heresias e auxílio dos cristãos, para que Ela peça, para o quanto antes, a chegada daquele dia tão desejado por nós, em que todos os homens escutem a voz do seu Filho divino, "conservando a unidade de espírito em um vínculo de paz" (Ef. 4,3).

19. Conclusão e Bênção Apostólica

Compreendeis, Veneráveis Irmãos, o quanto desejamos isto e queremos que o saibam os nossos filhos, não só todos os do mundo católico, mas também os que de Nós dissentem. Estes, se implorarem em prece humilde as luzes do céu, por certo reconhecerão a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo e, por fim, nEla tendo entrado, estarão unidos conosco em perfeita caridade.No aguardo deste fato, como auspício dos dons de Deus e como testemunho de nossa paterna benevolência, concedemos muito cordialmente a vós, Veneráveis Irmãos, e a vosso clero e povo, a bênção apostólica.Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia seis de janeiro, no ano de 1928, festa da Epifania de Jesus Cristo, Nosso Senhor, sexto de nosso Pontificado.

Papa Pio XI.

CATOLICISMO 

CULTO A DEUSA MÃE

 

“...todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios” (At 19.34)

 

“E m dado momento, abrem-se par em par as portas de cipreste do templo. As multidões que convergiam de todas as partes da Ásia Menor, da Galácia, da Capadócia, da Macedônia e da Acaia, tanto sãos como enfermos, aleijados com as suas muletas, cegos guiados por crianças, paralíticos carregados em padiolas, se comprimem entre as colunas fronteiras à fachada. Todos esperam o momento de erguer-se o véu da deusa.

 

“Um longo clangor de trombeta, um rápido estrurgir de tambores e, em seguida, um intervalo de silêncio. Uma nuvem de incenso paira na praça. Dentro e fora do templo os fiéis se prosternam retendo o fôlego. O véu de seda é lentamente retirado. Sobre o pedestal de mármore negro, cercado de misteriosos hieróglifos indecifráveis, ergue-se a deusa Diana de Éfeso, que Apolo enviou do céu à terra.

 

“No momento em que foi desvendado, um brado comovido se propagou do salão para o pórtico e do pórtico para a praça, onde milhares de fiéis estavam prostrados em terra.

 

- Viva a grande Diana dos efésios!

 

“Um êxtase de esperança e de temor dominou a multidão que se quedou de olhos fechados, lábios contraídos e frontes a se tocarem uma nas outras... Levantando-se então os fiéis seguiram de roldão para as portas do templo. Os cegos, os coxos e os enfermos avançavam como podiam, com os pés ou de rastos, em direção à deusa que não viam, amparando-se uns aos outros e gritando suas orações. Aqui e ali vozes delirantes soavam:

 

– Milagre! Milagre! O coxo está caminhando! O enfermo desceu da cama!

 

“A esses brados saía do templo um grupo de sacerdotes e, atravessando a multidão, eles reuniam as muletas jogadas fora, para pendurá-las como troféus nas paredes do templo, em homenagem à grande deusa Diana”.1

 

Com essas palavras, o escritor judeu-cristão polonês, Sholem Asch, descreveu o culto à deusa Diana, tão popular na região da Ásia Menor, nos primórdios da Era Cristã. Como podemos conferir, qualquer semelhança com os cultos modernos às chamadas “Nossas Senhoras” não é mera coincidência, mas perpetuação de uma milenar tradição de culto a deusas, hoje disfarçada com matiz cristã. E não estamos falando de uma pequena seita obscura, existente em algum povo atrasado em um país exótico, mas de uma religião que possui milhões de adeptos, com uma força de devoção que chega à beira da loucura: o “marianismo”.

 

E não é preciso ser teólogo para perceber isso. Qualquer conhecedor de História pode constatar. Em uma revista de circulação nacional foi publicada uma matéria com o título: “No princípio, eram as deusas”. O texto se desenvolve da seguinte forma: “As deusas só foram destronadas com o advento das religiões monoteístas, que admitem um só deus, masculino. Com a difusão do cristianismo, as antigas deusas são banidas do imaginário popular. No Ocidente, algumas acabaram associadas à Virgem Maria, mãe do Deus dos cristãos, outras se transformaram em santas... Nos primeiros séculos cristãos, Ísis passou a ser identificada com Maria”. O historiador Will Durant em sua História da Civilização diz: “O povo adorava-a (Isis) com especial ternura e erguia-lhe imagens, consideravam-na Mãe de Deus; seus tonsurados sacerdotes exaltavam-na em sonoros cantos...e mostravam-na num estábulo, amamentando um bebê miraculosamente concebido...Os primitivos cristãos muitas vezes se curvavam diante das estátuas de Ísis com o pequeno Hórus ao seio, vendo nelas outra forma do velho e nobre mito pelo qual a mulher , criando todas as coisas, tornou-se por fim a Mãe de Deus (grifo do autor) 2”.

 

Status de deusa

 

O paganismo não se conformou em ficar sem suas deusas. Assumindo características culturais e étnicas de cada nação, o culto à deusa Maria foi se adaptando à devoção popular com uma versatilidade incrível. Desde suntuosos santuários até silhuetas em vidros e grãos de milho, inúmeras aparições no mundo inteiro dão status de deusa a estas supostas aparições, incorporando-as ao acervo popular de inúmeras nações.

 

No Brasil, a chamada “Senhora Aparecida” possui traços raciais negros e seu culto está muito ligado à cultura afro. Seu santuário, na cidade de Aparecida, chega a receber 6,5 milhões de visitantes por ano. Em Portugal, a deusa Maria, conhecida como “Senhora de Fátima”, assume características raciais européias, bem como a “Senhora de Lourdes”, na França. Elas recebem, respectivamente, cerca de 4,2 milhões e 5,5 milhões de visitas por ano. Entre outras divindades nacionais, ainda podemos citar a “Senhora de Guadalupe”, no México, e a “Senhora da Estrela da Manhã”, no Japão.

 

Não é óbvio presumirmos que as antigas divindades tutelares reverenciadas no passado apenas mudaram de nome? Diana para os efésios, Nun para os ninivitas, Ishtar para os babilônios, Kali para os hindus e, assim, continuam sendo cultuadas por meio de um pseudocristianismo.

 

Além de divindades nacionais, o marianismo assume características regionais e funcionais, assenhoreando-se de cidades e regiões, assumindo diferentes nomes e funções. Assim, temos no Brasil a “Nossa Senhora do Monte Serrat”, “Nossa Senhora do Rosário”, “Nossa Senhora das Dores”, “Nossa Senhora das Graças” e “Nossa Senhora do Parto”, entre outras. Na verdade, muito do que as estatísticas chamam de cristãos não passam de grosseiros pagãos, aprisionados por superstições e servindo a falsos deuses.

 

Curiosa é a descrição da deusa Diana feita por R.N. Champlin. Esse renomado teólogo diz que a deusa Diana e a deusa Maria se confundem, o que torna difícil encontrar a diferença entre a “Diana dos efésios” e a “Maria dos efésios”. Em 431 d.C., a idolatria tornava a entrar pela porta de onde saíra: “Em Éfeso ela recebeu as mais altas honrarias. De acordo com uma inscrição existente no local, ela trazia estes títulos: Grande Mãe da Natureza, Patrocinadora dos Banquetes, Protetora dos Suplicantes, Governanta, Santíssima, Nossa Senhora, Rainha, a Grande, Primeira Líder, Ouvidora...”2 (grifo do autor).

 

A ascensão de Maria

Segundo o catolicismo, “finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo. A assunção da Virgem Maria é uma participação singular na ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”.3

 

Qualquer conhecedor das Escrituras fica aborrecido diante de tamanha distorção. A humilde camponesa de Belém, que singelamente aceitou sua missão de ser a mãe de Jesus, foi, ao longo dos séculos, transformada em uma divindade pagã.

 

Em toda a Bíblia, a figura de Maria não recebe qualquer posição especial com relação a Jesus ou ao plano de salvação:

 

• Jesus não a chamava de mãe, mas de mulher (Jo 4.4; 19.26);

• Aos que a definiram como sua mãe Ele fez questão de mostrar que seus familiares são os seus seguidores (Mt 12.46-50);

• Quando quiseram atribuir alguma honra a Maria pelo fato de ter dado à luz a Jesus, Ele fez questão de mostrar que há honra maior em obedecer a Deus (Lc 11.27-28);

• Nenhum dos apóstolos fez qualquer menção a ela, seja Paulo, Pedro, Tiago, João ou Judas.

 

Mas quando olhamos para o marianismo, não vemos apenas uma ascensão física, mas uma ascensão de importância que vem, através dos séculos, transformando a mãe de Jesus na figura central do Catolicismo e, conseqüentemente, da fé popular.

 

Como isso foi possível? Como a Igreja Católica pôde transformar uma figura que não recebeu nenhum destaque no Novo Testamento na peça mais importante de sua religião? Como essa igreja conseguiu, em nome do Cristianismo, desobedecer ao mandamento tão claro: “Não terás outros deuses diante de mim?” (Ex 20.3). A tolerância, no entanto, é uma faca de dois gumes que, se exagerada, pode permitir que uma virgem se torne uma meretriz: “Mas tenho contra ti que toleras a Jezabel, mulher que se diz profetisa. Com o seu ensino ela engana os meus servos, seduzindo-os a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos” (Ap 2.20). Quando os verdadeiros crentes precisaram tomar uma atitude mais severa, eles se calaram e a conseqüência disso foi a forte idolatria que se camuflou com o título de cristianismo. Assim, com o passar dos anos Maria foi acumulando títulos, adquirindo mais prestígio do que a própria Trindade.

 

Além da conhecida designação de “Nossa Senhora”, ela recebeu outras nomeações, como Medianeira, Imaculada (sem pecado), Mãe dos Homens, Mãe da Igreja, Rainha dos Céus, Co-redentora etc. A força de seu culto supera qualquer outro movimento dentro do Catolicismo.

 

A mariolatria continua mais forte do que nunca

A devoção às deusas do catolicismo cresceu nas últimas décadas e continua crescendo. Por meio de abaixo-assinado na internet para pressionar o papa João Paulo II a conceder a Maria de Nazaré o que os católicos chamam de “Quinto Dogma”, cinco milhões de assinaturas já foram levantadas. O “Quinto Dogma”, título oficial de co-redentora da humanidade, confere à santa a posição de quarta pessoa da Trindade.

 

O movimento que busca essa “conquista” chama-se Vox Populi Mariae Mediatrice e é liderado pelo “teólogo” Mark Miravalle, professor da Universidade Franciscana de Steubenville, no estado de Ohio, EUA. Pelo menos 500 bispos e 42 cardeais já assinaram o abaixo-assinado, conforme matéria publicada pela revista Tudo em setembro de 2001.

 

O papa atual foi e é um dos grandes fomentadores desse culto idólatra. O lema de seu brasão de pontificado, Totus tuus, significa sua entrega total a Maria. Sua primeira viagem, 13 dias após a eleição, foi a um santuário mariano nas proximidades de Roma. Desde então, o papa não perde a oportunidade de reafirmar seu culto à mãe de Jesus e de lembrar que foi “Nossa Senhora de Fátima” quem o salvou do atentado a tiros que sofreu em 1981.

 

No século XX, foram registradas em todo o mundo cerca de 200 supostas aparições da virgem Maria. Os dogmas da imaculada conceição e da assunção de Maria, proclamados no século XIX, colaboraram para todo esse entusiasmo.

 

Lamentamos o fato de que a humilde Maria não tem nenhuma culpa em toda essa idolatria cometida em seu nome. Com certeza, as rezas, os cânticos, os sacrifícios e as promessas não vão para ela que, assim como os demais servos do Senhor, também está aguardando a ressurreição dos mortos.

 

A história do concílio de Éfeso

O concílio de Éfeso não instituiu a adoração a Maria, apenas sancionou-a. Até então se tratava de um sentimento religioso popular. Depois disso, passou a ser matéria teológica. Pior que uma prática idólatra permitida é uma prática idólatra teologicamente defendida. E foi justamente isso que esse concílio significou para o cristianismo: o passaporte de entrada da deusa Diana para dentro da Igreja Cristã.

 

Hoje, fala-se muito do concílio de Éfeso como “uma questão cristológica”. O que estava em jogo não era se Maria deveria ser chamada de mãe de Deus ou não, mas se o Filho nascido dela possuía apenas a natureza humana ou as duas naturezas: a humana e a divina. O resultado positivo foi o estabelecimento da natureza hipostática de Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

 

Mas a deturpação veio de carona. Todo o ambiente que cercou esse Concílio foi repleto de intrigas, corrupções, ódios e idolatria, mais especificamente idolatria mariana. O historiador Edward Gibbon referiu-se ao concílio de Éfeso como um “tumulto episcopal, que na distância de treze séculos assumiu o venerável aspecto de Terceiro Concílio Ecumênico”.4

 

Nestor, patriarca de Constantinopla, se recusava a conferir o título de “Mãe de Deus” a Maria. “Na Síria, a escola de Nestor tinha sido ensinada a rejeitar a confusão das duas naturezas, e suavemente distinguir a humanidade de seu mestre Cristo da divindade do Senhor Jesus. A bendita virgem era honrada como a mãe do Cristo, mas os seus ouvidos foram ofendidos com o irrefletido e recente título de Mãe de Deus, que tinha sido insensivelmente adotado desde a controvérsia ariana. Do púlpito de Constantinopla, um amigo do patriarca e depois o próprio patriarca, repetidamente pregou contra o uso, ou o abuso, de uma palavra desconhecida pelos apóstolos, não autorizada pela igreja, e que apenas tendia a alarmar os tímidos”, diz Gibbon (grifo do autor).

 

Cirilo, então bispo de Alexandria, acusou-o de heresia e tratou rapidamente de convencer Celestino, bispo de Roma, de seu ponto de vista. Para resolver a questão, foi então decidido um Concílio Universal, sediado na cidade de Éfeso, na Ásia Menor, que ficaria acessível tanto por mar quanto por terra, para ambas as partes conflitantes.

 

Cirilo usou todos os artifícios para persuadir o povo a tomar seu partido. Vejamos o que disse Gibbon a respeito: “O despótico primado da Ásia (Cirilo) dispôs prontamente de trinta a quarenta votos episcopais: uma multidão de camponeses e os escravos da Igreja foram derramados na cidade para sustentar com barulhos e clamores um argumento metafísico; e o povo zelosamente afirmou a honra da Virgem, de quem o corpo repousava dentro dos muros de Éfeso. O navio que havia transportado Cirilo de Alexandria foi carregado com as riquezas do Egito; e ele desembarcou um numeroso corpo de marinheiros, escravos e fanáticos, aliciados com cega obediência sob a bandeira de São Marcos e a mãe de Deus. Os pais e ainda os guardas do concílio estavam receosos devido àquele desfile esplendoroso de roupas guerreiras; os adversários de Cirilo e Maria foram insultados nas ruas ou destratados em suas casas; sua eloqüência e liberalidade fizeram um acréscimo diário ao número de seu aderentes...

 

“Impaciente com uma demora que ele estigmatizou como voluntária e culpável, Cirilo anunciou a abertura do Sínodo dezesseis dias após a Festa do Pentecoste. A sentença, maliciosamente escrita para o novo Judas (isto é, Nestor), foi afixada e proclamada nas ruas de Éfeso: os cansados prelados, assim que publicaram para a igreja com respeito à mãe de Deus, foram saudados como campeões, e sua vitória foi comemorada com luzes, cantos e tumultos noturnos.

 

“No quinto dia, o triunfo foi obscurecido pela chegada e indignação dos bispos orientais (do partido de Nestor). Em um cômodo da pensão, antes que ele tivesse limpado o pó de seus pés, João de Antioquia tinha dado audiência para Candidian, ministro imperial, que relatou seus infrutuosos esforços para impedir ou anular a violenta pressa dos egípcios. Com igual violência e rapidez, o Sínodo Oriental de cinqüenta bispos degradou Cirilo e Memnon de suas honras episcopais; condenou, em doze anátemas, o mais puro veneno da heresia apolinária; e descreveu o primado alexandrino (Cirilo) como um monstro, nascido e educado para a destruição da igreja.

 

“Pela vigilância de Memnon, as igrejas foram fechadas contra eles, e uma forte guarnição foi colocada na catedral. As tropas, sob o comando de Candidian, avançaram para o assalto; as sentinelas foram cercadas e mortas à espada, mas o lugar era inexpugnável; os sitiantes retiraram-se; sua retirada foi perseguida por um vigoroso grupo; eles perderam seus cavalos e muitos soldados foram perigosamente feridos com paus e pedras. Éfeso, a cidade da virgem, foi profanada com ódio e clamor, com sedição e sangue; o sínodo rival lançou maldições e excomunhões de sua máquina espiritual; e a corte de Teodósio ficou perplexa pelas narrativas diferentes e contraditórias dos partidos da Síria e do Egito. Durante um período tumultuado de três meses o imperador tentou todos os meios, exceto o mais eficaz, isto é, a indiferença e o desprezo, para reconciliar esta disputa teológica. Ele tentou remover ou intimar os líderes por uma sentença comum de absolvição ou de condenação; ele investiu seus representantes em Éfeso com amplos poderes e força militar; ele escolheu de ambos os partidos oito deputados para uma suave e livre conferência nas vizinhanças da capital, longe do contagioso frenesi popular.

 

“Mas os orientais se recusaram a ceder e os católicos, orgulhosos de seu número e de seus aliados latinos, rejeitaram todos os termos de união e tolerância. A paciência do manso imperador Teodósio foi provocada, e ele dissolveu, irado, este tumulto episcopal, que na distância de treze séculos assumiu o venerável aspecto de Terceiro Concílio Ecumênico. ‘Deus é minha testemunha’, disse o piedoso príncipe, ‘que eu não sou o autor desta confusão. Sua providência discernirá e punirá o culpado. Voltem para suas províncias, e possam suas virtudes privadas reparar o erro e o escândalo deste encontro’.

 

“(...) os abades Dalmácio e Êutico tinham devotado seu zelo à causa de Cirilo, o adorador de Maria, e à unidade de Cristo. Desde o primeiro momento de sua vida monástica eles nunca tinham se misturado com o mundo ou pisado no chão profano da cidade. Mas neste terrível momento de perigo para a igreja, seus votos foram superarados por um mais sublime e indispensável dever. À frente de uma ordem de eremitas e monges, carregando archotes em suas mãos e cantando hinos à mãe de Deus, eles foram de seus mosteiros ao palácio do imperador”5 (grifo do autor).

 

Longe de ser uma disputa teológica, na qual a Palavra de Deus era o padrão da verdade, essa foi uma guerra política, ocasião em que Maria foi proclamada a “mãe de Deus”, iniciando uma ascensão que fez dela a deusa que é hoje.

 

Nem todas as sutilezas teológicas produzidas pelo catolicismo terão poder de inocentar os milhões apri-sionados na idolatria mariana. Nenhum longo tratado, nenhuma citação da patrística e nenhuma alegação da tradição serão suficientes para apagar dessas almas manchadas o envolvimento com essas entidades que se intitulam “Senhoras”. São mais de quinze séculos de práticas pagãs, justificadas por argumentos ilegítimos, tentando tornar aceitável o inaceitável.

 

Mas o fundamento de Deus permanece. “Não terás outros deuses diante de mim”, diz o Senhor. E muito menos deusas!

 

Bibliografia:

“O Novo Testamento interpretado versículo por versículo”. R.N. Champlin, Candeia.

“O Apóstolo”. Sholem Asch. Companhia Editora Nacional.

“Virgem Maria”. Aníbal Pereira dos Reis. Edições Caminho de Damasco.

Decline and Fall of Roman Empire. Edward Gibbon. Encyclopaedia Britannica. INC. Vol II

Revista “Tudo”. Setembro/2001

A História da Civilização – Nossa Herança Oritental. Will Durant, Ed. Record. Vol I.

 

Notas:

 

1 O Apóstolo. Sholem Asch, pp.386-387.

2 Revista Super ieressante de agosto 1988. número 8, ano 2.

2 O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. R.N. Champlin. Candeia, p .431.

3 CIC, p. 273, item 966.

4 Declínio e Queda do Império Romano. Vol II.

5 Decline and Fall of Roman Empire. Edward Gibbon. Encyclopaedia Britannica. INC. Vol II, pp. 140-142.

Catolicismo

 

 

CANONIZAÇÃO: Como se faz um santo 
 
Temos vivido nestes últimos anos ( desde 2007 ) um verdadeiro frenesi social e religioso motivado pela vinda do atual papa Bento XVI ao Brasil. Mas não se tratou apenas de uma visita formal. Dentro dos objetivos de Joseph Ratzinger (nome real do papa), que incluia participar da “5ª Conferencia Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe”, estáva o de reavivar a velha e utópica esperança de combater o avanço do que chamam de as “seitas evangélicas”. Contudo, o verdadeiro motivo que estava arrebatando os ânimos católicos era a inédita canonização do primeiro “santo” brasileiro – o ex-franciscano Frei Galvão.
Sendo que a partir daí outros virão.
 
Frei Galvão ficou famoso pelas suas “pílulas milagrosas”, às quais são atribuídos vários milagres. As pílulas são bastante simples: confeccionadas de papel arroz num canudinho contendo uma oração a Maria em latim.
 
Depois do anúncio da data de canonização aumentou em 50% a procura pelas tais pílulas, de 60 mil, a produção mensal do “santo remédio” saltou para 90 mil e, junto a isso, o consumo de imagens praticamente esgotou os estoques. No entanto, nosso objetivo neste pequeno artigo não recai em focar tais questões, mas antes discorrer sobre como se dá a “fabricação” de um santo. 
 
 
Como se faz um santo
 
Não pense que para galgar o status de santo dentro da igreja católica é tão fácil assim. Não! Para que um fiel possa figurar nos altares das igrejas romanas é preciso percorrer um longo caminho. Esse processo se chama “canonização” e demanda tempo, política e muito dinheiro, conforme veremos.
 
Canonizar é o ato pelo qual a igreja declara em estado de santidade o já falecido fiel católico. Após esta declaração do papa, ele pode ser objeto de adoração ou, como dizem, de veneração dos fiéis.
 
Foi Sisto V quem organizou o sistema moderno de canonização, e o confiou à Congregação dos Ritos, órgão da cúria romana.
 
O primeiro santo canonizado de forma solene foi o bispo de Augsburgo, Ulrich (santo Ulrico), morto em 973 e proclamado santo por João XV, no Concílio de Latrão, em 993.
 
Mas antes do fiel ser canonizado, ele precisa receber a beatificação, a partir do que já é admitido o culto público à sua pessoa, embora com algumas restrições.
 
O processo é o seguinte: a etapa inicial de investigação é conduzida pelo bispo local, que nomeia um postulador da causa, espécie de advogado de defesa (para defender as causas dos santos brasileiros aqui no Brasil esse trabalho ficou por conta da freira Célia Cadorin), e um promotor da fé – o famoso "advogado do diabo" – que irá vasculhar a vida do santo, tentando achar algum erro, tanto em questões morais ou doutrinárias. Reunido o material e comprovada a fama de santidade do indicado, os autos são encaminhados a Roma. Cabe ao papa proclamar solenemente o novo "beato". No processo, são exigidas provas da realização de pelo menos dois milagres. Estes milagres apesar do rigor vaticanista às vezes deixa a desejar na sua investigação. A conhecida Madre Teresa de Calcutá, beatificada pelo papa João Paulo II, recebeu a beatificação pelo milagre da cura de um câncer no estômago efetuado em uma mulher indiana. O problema é que o médico que tratava da doente disse que ela não tinha tumor algum, mas sim, tuberculose, tratada com medicamentos (Época, 27/10/03). Não podemos esquecer também que muitos ditos “santos”, foram assassinos, tais como José de Anchieta e Inácio de Loyola, hereges como Afonso de Ligório e outros até nunca existiram como acreditam muitos.
 
Além disso, são gastos milhares de dólares durante todo o processo. Por exemplo, a canonização de Madre Paulina chegou a consumir cerca de 100 mil dólares (Veja, 06/03/2002).
 
O Lobby organizado pela arquidiocese de São Paulo em prol da beatificação de Frei Galvão custou a bagatela de 95.000 reais. Fora isso, foram 20 viagens ao Vaticano, 7028 relatos de cura, 2702 partos felizes, 332 curas de problemas nos rins, 123 conversões para uma vida de virtudes, e mais 13744 outras graças (Veja, 11/12/1998) Ufa! Como é trabalhoso virar santo!
 
Entretanto, algo que nos chama a atenção é que estes santos, enquanto vivos não realizavam milagres, mas, depois de mortos, disparam a conceder graças de todos os tipos. Isto não é no mínimo curioso?
 
Bento XVI com vistas ao maior pais católico do mundo que ainda não tinha um santo nacional, resolveu agora nos últimos anos, investir pesado no país e cumprir uma ambiciosa promessa de seu antecessor que certa vez chegou a declarar que o Brasil precisava de muitos, muitos santos (Isto É, 18/12/91).
 
E a igreja católica no Brasil se afina no mesmo diapasão tentando criar seu próprio panteão nacional.
 
Depois de Frei Galvão e madre Paulina, a próxima é a irmã Dulce. A candidata já tem um milagre e o seu processo já está em estudo, há mais ou menos cinco anos, no Vaticano. (Época, 24/03/2004). Também foi reaberto o processo de canonização do padre Cícero Romão Batista, o “Padim Ciço”. É notório a todos que este controvertido personagem ligado à história do povo nordestino não foi nenhum “santo” quando vivo, mas que agora, pode se transformar em um deles, por causa da insistência dos fiéis.
 
Finalmente, cumpridas todas as etapas do processo, o papa invoca publicamente a ajuda divina e a canonização é celebrada com toda pompa, na basílica de São Pedro. Posteriormente, é marcado um dia para celebrar a memória do santo.
 
 
A imagem é a alma do negócio
 
Depois de resolvido o caso da beatificação, começa o marketing em cima das imagens dos “santos”. Uma imagem que não apresenta um visual contextualizado com as tendências da época precisa ser modificada para ficar mais atraente à devoção popular. Cada vez que a teologia católica muda, muda também o visual das imagens. Assim como o rosto de Jesus, a imagem de Maria passou por uma grande transformação. Por exemplo, nas pinturas da renascença ou do barroco, Maria é retratada como uma mulher da época, com contornos corporais de mulher, seios fartos amamentando o menino Jesus. Hoje, Maria é mostrada toda coberta e praticamente sem seios. Mais alguns exemplos típicos são as imagens de Madre Paulina e do índio Juan Diego. O retrato da santa mostrava uma jovem muito séria. Já a versão recente e oficial vai mostrar a madre amparando uma criança, de forma a parecer mais maternal e protetora. Por sua vez, o tal índio mexicano, que teve a suposta visão da Virgem de Guadalupe, é retratado com feições espanholas e não de um aborígine.
 
É digno de nota que o mariano João Paulo II foi o papa que mais canonizou “santos” na história do catolicismo, chegando a 1.790 beatificações e canonizações, durante o seu pontificado. A última novidade de Wojtyla até o momento de sua morte foi canonizar a pediatra italiana Gianna Beretta Molla, a primeira santa casada da história do catolicismo romano (Veja, 26/05/04; Isto É, 26/05/04).
 
 
Sem apoio bíblico
 
Apesar das apaixonadas defesas católicas a respeito da suposta legitimidade bíblica para esta doutrina, ela enfrenta sérias objeções que gostaríamos que o leitor, católico ou não, refletisse desarmado de quaisquer preconceitos.
 
Primeiramente, a doutrina católica sobre os santos esbarra no bom senso, na lógica e na teologia. Ora, se os santos católicos atendem de fato as orações de seus milhares de devotos, isto implicaria que eles possuem o atributo da onisciência, coisa que é impossível ao ser humano, pois só Deus a possui. Só Deus pode atender várias orações ao mesmo tempo, pois isto é intrínseco à sua divindade. A menos que os católicos não queiram considerar seus santos como semi-deuses como faziam os pagãos, eles precisam negar tal atributo aos seus santos.
 
Ademais, a doutrina dos santos postula também que tais personagens podem interceder pelas pessoas, mas neste particular também a doutrina católica esbarra na doutrina paulina da mediação exclusiva de Jesus junto a Deus. Só Jesus é nosso intercessor (1Tm 2.5). O próprio processo da mediação desenvolvida pela igreja romana, reflete não uma realidade divina, mas a realidade da própria instituição católica que sempre foi pautada pelo monarquianismo, onde os status e funções sempre estiveram definidos hierarquicamente. 
 
Em face disso tudo, concluímos considerando que muito mais poderia ser dito aqui sobre a questão, o que poderia nos levar a escrever um livro. Todavia, nosso objetivo esteve em mostrar que a doutrina católica dos santos não faz parte do tesouro doutrinário da igreja cristã. O conceito de santidade não pode ser modificado ao nosso bel prazer. Santos são todos aqueles que entregaram suas vidas a Jesus Cristo e agora participam de sua santidade. Não depende da autorização de nenhuma instituição religiosa. Essa doutrina católica é invenção posterior, moldada mais pelo sincretismo religioso com as religiões pagãs e instituições seculares do que fruto de piedosa reflexão cristã.