A alma sobrevive à morte do corpo?

              

INTRODUÇÃO

Os adventistas do sétimo dia negam a sobrevivência da alma por ocasião da morte do corpo. Dizem. “A Morte é um Sono. Morte não é aniquilação completa; é apenas um estado temporário de inconsciência enquanto a pessoa aguarda a ressurreição. A Bíblia identifica repetidamente esse estado intermediário como um sono” (NISTO CREMOS, p. 457, 1ª edição, CPB).

Dizem mais: “Para o cristão a morte não é mais que um sono, um momento de silêncio e escuridão” (Subtilezas do Erro, 1ª edição, p. 272, Arnaldo Christianini, CPB).

Na tentativa de salvaguardar sua doutrina da inconsciência da alma, os adventistas se valem de tudo. Vejamos o que disse o escritor Arnaldo Christianini com relação a Lc 16.19-31, onde Jesus falou da consciência da alma após a morte física tanto de Lázaro, no paraíso, em estado de consolo consciente; como do rico, em estado de tormento consciente no Hades.

“Fosse real, não conteria enredo eivado de ideias pagãs… Eram ideias populares nos dias de Jesus, mas não eram conceitos bíblicos…. Jesus, como recurso didático, serviu-Se de ideias populares, embora errôneas, para chegar a conclusões corretas” (Subtilezas do Erro, p. 255, 1ª edição, CPB, Arnaldo Christianini).

Imaginem só: Jesus se utilizou-se de enredo eivado de ideias pagãs, de ideias populares, embora errôneas, mas não eram conceitos bíblicos. Atribuir isso a Jesus é o cúmulo da blasfêmia e só pode admitir tal conceito quem está transtornado por ideias preconcebidas sem apoio bíblico. Ajustam-se tais pessoas ao que disse o profeta Ezequiel quando o modo de pensar de um grupo religioso não está apoiado na Bíblia, se insurgem com ensinos estapafúrdios admitindo que, como recurso didático, Jesus usasse de enredo de ideias pagãs.

Declara o profeta Ezequiel: “No entanto, dizeis: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi, agora ó casa de Israel: Porventura não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos tortuosos?” (18.25). Senhores adventistas: o ensino do sono da alma apregoado por Ellen G. White não é direito, não obstante a cultura religiosa de quem escreveu o livro Subtilezas do Erro.

1 – O SENTIDO DA PALAVRA MORTE

A palavra morte não tem o sentido de inconsciência. A palavra morte é a tradução da palavra grega thanatos e tem o sentido de separação. Embora discordem dessa opinião, declaram com relação ao pecado de Adão e Eva, quando no Éden desobedeceram a Deus tomando do fruto proibido. Afirmam os adventistas: “Mas depois de haverem transgredido a ordem divina, Adão e Eva descobriram que o salário do pecado é realmente a morte” (NISTO CREMOS, p. 457, CPB). Morreram Adão e Eva no sentido em que os adventistas interpretam a palavra morte – ‘um estado temporário de inconsciência enquanto a pessoa aguarda a ressurreição’? Ou eles mesmos reconhecem que não ocorreu a morte nesse sentido de inconsciência?

Dizem: “Foi tão-somente a misericórdia de Deus que protegeu Adão e Eva da morte imediata” (NISTO CREMOS, p. 457. CPB). Mas Deus não havia dito que “no dia em que dela comeres, certamente morrerás?” (Gn 2.17). Ocorreu realmente a morte física do casal? Não! Deus mentiu? Não! O que realmente ocorreu? Morreram sim, naquele mesmo dia, pois foram postos fora da comunhão com Deus (Gn. 3:8.9) e fora do Jardim do Eden (Gn.3.24). Fisicamente, Adão veio morrer com 930 anos (Gn. 5.5). Logo, a palavra morte pode ser empregada como separação e esta separação de Deus ocorreu naquele mesmo dia. Esta morte é a que tem passado a toda humanidade. Mesmo o homem vivendo fisicamente, até o dia em que venha a morrer fisicamente.

2 – O EMPREGO DA PALAVRA MORTE

Vejamos o emprego da palavra morte no sentido de separação espiritual de Deus:

“Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me. Deixa aos mortos, sepultar os seus mortos” (Mt.8.22);

“Porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc. 15.24);

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados” (Ef 2.1);

“Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Ef. 2.5);

“A que se entrega aos prazeres, mesmo viva, está morta” (1Tm. 5.6);

“Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte” (1 Jo 3.14);

“Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto” (Ap.3.1)

3 – O SENTIDO DA PALAVRA ALMA

O conceito dos adventistas acerca da natureza da alma é tão grave que se dão ao luxo de afirmar: “O que o homem possui é o ‘fôlego de vida’ ou ‘vida’ (o que dá animação ao corpo) que lhe é retirado por Deus, quando expira. E o fôlego é reintegrado no ar, por Deus. Mas não é entidade consciente ou o homem real como querem os imortalistas” (Subtilezas do Erro, p. 249, 1ª edição, Arnaldo Christianini, CPB).

Entretanto, a palavra alma é a tradução da palavra hebraica nephesh, e da palavra grega psyche, usada em vários sentidos na Bíblia. É como a palavra leite. Há pelo menos três sentidos em que se emprega a palavra leite na Bíblia.

1) a palavra leite em seu sentido literal como alimento liquido, branco: “Tomou também coalhada e leite…” (Gn. 18.8);

2) a palavra leite em sentido de bênção material: “Se o Senhor se agradar de nós, então nos porá nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel” (Nm. 14.8).

3) a palavra leite em sentido de alimento espiritual: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (1Pe. 2.2).

Do mesmo modo, a palavra alma é empregada com vários sentidos: um sentido literal e dois sentidos ou mais figurados:

1) a palavra alma é mpregada com o sentido literal de entidade consciente e inteligente e que sobrevive à morte do corpo:

Ø A alma sobrevive à morte do corpo e se retira quando o corpo morre: “Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni” (Gn. 35.18);

Ø Ao ressuscitar o corpo, a alma retorna ao corpo. “Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que a alma deste menino tornar a entrar nele. O Senhor atendeu a voz de Elias e a alma do menino tornou a entrar nele. e reviveu”. A alma não pode morrer com o corpo. Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28);

Ø A alma do cristão vai estar com Cristo no céu: “Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram” (Ap 6.9-11).

2) a palavra alma empregada com o sentido figurado de pessoa: Todas as pessoas (almas) da casa de Jacó, que vieram para o Egito, foram setenta” (Gn. 46.27); “Todas as pessoas (almas), pois, que descenderam de Jacó foram setenta” (Ex. 1.5); “Estávamos no navio duzentas e setenta e seis pessoas (almas) ao todo” (At. 27. 37).

3) a palavra alma empregada com o sentido figurado de vida: “E certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas” (Gn.9.5); “Escapa-te por tua vida” (Gn. 19.17)

Entretanto, alma e vida são expressões distintas: “Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada” (Jó 33.18); “E a sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida ao que traz morte” (Jó 33.22).

4 – O SENTIDO DA PALAVRA DORMIR

A palavra dormir é a tradução da palavra grega koimaomai é usada em três sentidos:

1) para referir-se ao sono natural do corpo. “Dizei: vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós o furtaram” (Mt. 28.13). “E, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos e achou-os dormindo de tristeza” (Lc. 22.45).

2) para referir-se à morte do corpo: “E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados” (Mt 27.52). “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono” (Jo 11.11); “Lázaro está morto” (Jo. 11.14); “Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal,, porque é já de quatro dias” (Jo 11.39).

3) A palavra dormir no Senhor é empregada apenas para os cristãos: “Não quero porém irmãos que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais que não têm esperança, porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele” (1Ts. 4.13,14).

4) A palavra chave para o entendimento de 1Ts. 4.13,14 está na preposição grega sun (com) no verso 14. Declara que Deus os tornará a trazer com ele (sun auto), isto é, com Jesus na sua vinda, os que já provaram a morte física. Seus corpos são descritos como dormindo, uma linguagem de metáfora comum no Novo testamento para referir-se ao corpo nunca ao espírito e alma (Mt 27.52). A segunda vez que se usa sun (com) é no verso 17, referindo-se aos que sobrevivem até à vinda de Cristo e serão arrebatados juntamente com eles (sun autois). Isto é, com os mortos em Cristo (oi nekron en Christo) a encontrar o Senhor nos ares. Aqui, de novo, sun(com) não tem outro sentido senão juntamente com. A última vez que se usa a preposição sun é encontrada ainda no verso 17 e “assim estaremos sempre com o Senhor (sun Kurio)”. É óbvio pois que aqueles que partiram estão com Cristo (Fp 1.21-23) retornarão com ele, “na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos” (1Ts. 3.13). Com isso, se dará a ressurreição de seus corpos imortalizados e incorruptíveis. Esses corpos, descritos como dormindo, serão instantaneamente metamorfoseados. Os primitivos cristãos se utilizaram da palavra koimaterion, usada como sinônimo de casa de repouso para estrangeiros para indicar o lugar de repouso dos que já tinham morrido (cemitério ou dormitório), onde os corpos jaziam.

5 – A ESPERANÇA DOS ADVENTISTAS NO ESTADO INTERMEDIÁRIO

“Para o cristão a morte não é mais que um sono, um momento de silêncio e escuridão” (Subtilezas do Erro, 1ª edição, p. 272, CPB). Repetimos o que afirmam: “um momento de silêncio e escuridão”. Dizemos nós, um momento que pode durar centenas ou milhares de anos. Diante disso, por acaso preciso crer:

1. Que os redimidos no céu estão experimentando fartura de alegrias e delícias perpetuamente, enquanto dormem? “Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Sl.16.11).

2. Que o homem rico, depois de sua morte, estava em tormentos, clamava, rogava (Lc. 16.23), dormindo? “E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio”. E que Lázaro era CONSOLADO enquanto dormia? “Disse porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado…” (v.25), enquanto dormiam?

3. Que “logo que nos ausentamos do corpo estaremos presentes com o Senhor, deleitando-nos com uma maravilhosa comunhão com ele. Enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor, mas-temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2 Co 5.6,8), enquanto dormimos?

4. Que a morte, para nós, os cristãos, será lucro e muito melhor do que qualquer coisa que tenhamos experimentado aqui na terra: “Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é ganho… tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda melhor…’ (Fp 1.21-23), embora estejamos adormecidos?

5. Que a congregação dos primogênitos inscritos no céu “a universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus…” (Hb 12.23) é uma igreja de adormecidos?

6. Que as almas, debaixo do altar, clamam com alta voz, Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra…” (Ap. 6.10), embora estejam dormindo?

6 – QUANDO RECEBEMOS VIDA ETERNA?

Vida eterna - dádiva de Deus para os homens não deve ser confundida com as palavras imortalidade ou incorruptibilidade. Vida eterna é uma possessão presente, enquanto imortalidade e incorruptibilidade são possessões futuras: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).

Por meio de Cristo somos tornados filhos de Deus: “a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus…” (1Jo. 5.1); somos justificados pela fé: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm. 5.1) e já não existe nenhuma condenação: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus…” (Rm 8.1); temos salvação e gozamos de vida eterna: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de deus, para que saibais que tendes a vida eterna…” (1 Jo 5.11-13).

O homem pode ter existência física e não possuir vida eterna. Vida eterna é uma condição de vida de comunhão com Deus que não sofre solução de continuidade quando ocorre a morte física. A vida eterna nos é concedida como resultado da aceitação de Cristo como Salvador único e pessoal.

7 – IMORTALIDADE E INCORRUPTIBILIDADE

Imortalidade é definida pelos adventistas da seguinte forma: “Imortalidade é o estado ou qualidade daquilo que não está sujeito à morte. Os tradutores das Escrituras usaram a palavra imortalidade para traduzir os termos gregos athanasia, ‘ausência de morte’, e aphtharsia ‘incorruptibilidadé” (NISTO CREMOS, p. 454, CPB).

Essa imortalidade e incorruptibilidadé, nós a receberemos na ocasião da vinda de Jesus, como se lê em 1 Co 15.51-53: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidadé, e que isto queo é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidadé, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.

Assim, hoje já desfrutamos de vida eterna. Vida eterna hoje e futuramente gozaremos de imortalidade e incorruptibilidadé quando se der o arrebatamento da igreja em ocasião não conhecida.

 
 

                        “Sai Satanás” da expiação Adventista!!!

Tenho percebido que a doutrina do Azazel, ensinada por Ellen White no livro o Grande Conflito, gera um comportamento esquizofrênico na apologética adventista. Por um lado eles precisam provar que No Dia da Expiação,Satanás estava ali simbolizado.

Quando, porém, o ‘obvio fica evidente’, que o segundo bode era um tipo do serviço de Cristo, eles precisam então desferir a capacidade de distorção no relato do evento, para não fazer de Satanás, um co-redentor. Eles não afirmam isso, nem creem assim – mas como disse o grande apologista J. K. Van Baalen, são eles que deram ocasião para isso, ao acoplar o diabo na expiação (Caos das Seitas, p. 160), visto que o relato de Levítico 16, e algumas afirmações da Nossa Senhora Adventista de Todos Os Sonhos, Ellen White, complicam essa maneira de expor o caso.

A obra, Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, (para os que são familiarizados com obras protestantes, é uma Teologia Sistemática), diz em sua página 434:

“Azazel entra em cena depois… Esse bode não tem nada a ver com os rituais expiatório do Dia da Expiação. Serve apenas para levar sobre si todas as iniquidades do povo de Israel… A locução “levar sobre si” não significa levar o pecado de alguém vicariamente, pois somente nessa passagem a locução… é seguida por um destino: “para a terra solitária”. A expressão significa “levar embora” para o deserto não tem implicações doutrinárias. O rito do bode emissárioera um rito de eliminação do pecado/impureza, não era um ato sacrifical.

É risível o esforço da erudição Adventista tentar esconder o rabo do diabo! Depois que Ellen White colocou Satanás nesse bojo da expiação adventista, eles fazem um esforço estonteante para minimizar, desqualificar, qualificar, formatar e redefinir a expiação em sua tipologia bíblica – no Velho Testamento, para o diabo não apareça na expiação.

Qualquer estudante, principiante, de teologia bíblica e sistemática, que anda firme nas veredas da ortodoxia cristã, ao entender a doutrina bíblica da expiação, sentirá de longe o cheiro de enxofre – heresia- nessa exposição adventista.

Os ‘intelectualizadores whiteanos’ erram sobremaneira no que disseram:

1) Azazel tinha TUDO a ver com a expiação. Não existia o Dia da Expiação sem o segundo bode: Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissário, apresentar-se-á vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele, a fim de enviá-lo ao deserto como bode emissário.
Levítico 16:10

2) A desqualificação – “apenas”- para levar o pecado, é um processo de dar um ar medíocre ao fato. Na verdade, esse era o grande final do evento, quando Arão confessava sobre o bode, os pecados dos que foram justificados pelo primeiro bode. O primeiro bode estava morto, não podia continuar o processo!

3) “Levar sobre si”, para os eruditos adventista, deve significar “burro de carga”! Diante de um evento tão solene, anual, além de necessário, a Bíblia posteriormente fez questão de associar essa linguagem com a obra de perdão, vicária e justificadora do nosso redentor:

E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso.

Assim aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto. Levítico 16:21-22

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Isaías 53:4

Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Salmos 103:12

4) ‘Para algum lugar’ – muda o quê? Hereges em busca de ganchos para pendurar suas heresias! O bode não era alado para voar…

5) ‘Apenas um ritual de purificação’? – Quem além do Senhor Jesus poderia purificar Seu povo:

Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. Tito 2:13-14

Os Adventistas quando pressionados a respeito do fim do sábado, rapidamente afirmam que todas as leis cerimoniais cumpriram-se em Cristo, mas agora terá que ter uma exceção – tem uma que cumprirá em Satanás!!!

6) Por último, o Novo Testamento – a parte da Bíblia que mais os Adventistas tem problemas (Exemplo: sábado, carne impura, alma, inferno, 1844, etc.) – define uma doutrina da expiação, usando os serviços cerimoniais do Velho Testamento, especialmente na carta aos Hebreus, que JAMAIS o Satanás de Ellen White aparece. Cada dor e sofrimento daqueles animais eram sobra do que MEU Senhor Jesus passaria ao sofrer, desde seu nascimento até a sua morte na Cruz.

Acho essa doutrina tão ridícula – como acho a doutrina de 1844 e o ‘espírito de profecia. Mas essa me dá nojo, sinto-me imundo só de ter que entender a tal doutrina, para depois provar para alguém que o diabo não está ali em Levítico 16.

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Adventistas podem cantar em Igrejas Presbiterianas?

Essa é uma questão recorrente quando tratamos das heresias Adventistas. Talvez no passado essa questão foi ardente no que diz respeito ao grupo Voz da Verdade, visto que tais são unicistas/modalistas.

Sempre sou questionado a respeito. Ainda mais tendo em vista o aparente cunho protestante das letras das músicas adventistas bem como sua qualidade. Quero aqui disponibilizar a minha opinião, tendo como pano de fundo o conceito ortodoxo de que o Adventismo é uma seita.

Primeiro, em se tratando de Igreja Presbiteriana, nenhum grupo ou cantor de seita pode participar na composição do culto a Deus. ‘Ministrar’ louvor, orações e pregação da Palavra, cabe aos que são chamados por Deus para essa obra em Sua Igreja. Um herege precisa de luz da verdade antes ministrar a verdade, que aliás, ele não tem.

No caso de Igrejas Presbiterianas isso é mais fácil resolver por meio dos seus Concílios. Pode ocorrer que o Pastor da IPB local não tenha pleno conhecimento das heresias Adventistas. Nesse caso apenas uma informação bastaria para que não se repetisse o erro. Os cantores Adventistas possuem seu espaço na IASD. Que cantem lá.

  • É consenso na Igreja Presbiteriana do Brasil que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma seita. Apesar de nunca ter se pronunciado oficialmente, não apenas sobre essa seita, mas também de outras.

Em segundo lugar, em vários Congressos de músicas evangélicas, estamos tendo a presença de grupos e cantores adventistas. Infelizmente, a participação deles, e de outros semelhantes, impossibilita que o culto seja puro ortodoxamente falando. Os que amam a fé cristã, não deveriam participar.

Por outro lado, existe a problemática da música qual arte natural. Ouvir tais músicas é errado? Bem, aí nesse campo outros fatores precisam ser considerados, e cada um deve ter sua capacidade de discernimento aguçada para saber que música é música. Mundanos cantam músicas de cunho cristão. Isso é graça comum. Acontece que sempre você precisará revestir as letras com seus conceitos, desconsiderando qual conceito original do compositor ou cantor.

A) É impossível saber se o cantor Adventista quando canta que Deus apagará completamente seu pecado, se ele está pensando que por fim, é Satanás que irá levar tal pecado para completar a obra de Cristo. Ele pessoalmente pode não pensar nisso, mas a Teologia Adventista ensina isso.

B) Quando fala de evangelho, o cantor pode ou não ter em mente que o tal evangelho são as três mensagens que ele tem desde 1844, e não o velho evangelho apostólico.

C) Quando falam da volta de Cristo, pensam eles que naquele período o sábado será o selo de Deus e o domingo a marca da besta?

D) Quando cantam sobre a Igreja de Deus no tempo em que vivemos, pensam nela como sendo apenas a IASD, conforme ensina a Teologia Adventista?

E) E ao cantar a respeito da revelação da verdade, não sabemos o quanto o conceito adventista de como essa verdade é nos revelado, está na mente do cantor. Ellen White é a profetisa do tempo do fim para a Igreja Remanescente, o cantor que diariamente lê Ellen White qual “espírito de profecia”, desconsidera isso quando produz sua música? Obvio que não… 

 ADVENTISMO 

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O autor do livro “A Nuvem Branca”, conta como foi a sua dramática trajetória na Igreja Adventista após descobrir a VERDADE ao tentar defender as “verdades” ensinadas por Ellen White…

O Testemunho de um Ex-perfeccionista

A pungente experiência de Dirk Anderson transmite sérias advertências e lições aos que se apegam a um ultraconservadorismo tolo, desinformado e preconceituoso.

Nasci no Hospital Adventista chamada Florida Hospital, em Orlando, Flórida, EUA.

Ninguém então imaginava eu que passaria parte de minha carreira como adultotrabalhando naquele mesmo hospital. Naquela época o Hospital Florida era pequeno. Não era a organização de um bilhão de dólares como hoje. Os administradores ainda recebiam salários de obreiros. O hospital ainda não tinha começado a investir seus fundos no mercado de ações. Ao tempo em que meu filho nasceu no mesmo hospital, as coisas haviam mudando dramaticamente. E assim têm havido mudanças na IASD como um todo. Gradualmente, a igreja foi se afastando dos ensinamentos de seus pioneiros.

Minha Educação Adventista

Passei 16 anos em colégios adventistas. Desde meus primeiros anos foram-me ensinadas as doutrinas peculiares adventistas do sétimo dia. Aprendi sobre a Lei Dominical Nacional e como os católicos e protestantes iriam se unir para perseguir os que observavam o sábado. Foi-me ensinado que Ellen White era a profetisa de Deus e que experimentava sinais maravilhosos, como não respirar e sustentar uma Bíblia com mãos estendidas por horas. Ao crescer, aprendi a respeito dojuízo investigativo e das três mensagens angélicas. Vivia numa condição de constante temor misturado com expectativa. Temia a perseguição vindoura e o tempo de angústia, mas ansiava pelo retorno de Cristo.

Todos me falavam constantemente que Jesus voltaria em breve, possivelmente dentro de um ou dois anos. Algumas ocasiões apareceram pessoas estabelecendo datas e eu ficava ansioso e preocupado, mas então a data passava e tudo continuava como antes.

Aprendendo a Ser Perfeito

Ao longo dos anos, aprendi que a IASD era o único verdadeiro remanescente de Deus e que Ele estava purificando e provando o Seu povo a fim de prepará-lo para permanecer perfeito sem um intercessor na Sua presença. Como criança, essa era uma pesada carga para suportar.

Tentava ser perfeito e observar o sábado de modo perfeito, mas sempre parecia estar aquém do ideal. Olhava ao meu redor em busca de pessoas perfeitas mas nunca descobria nenhuma. Os ASD’s que eu conhecia eram geralmente boas pessoas, mas podia detectar pouca diferença entre elas e outros cristãos. A maioria dos ASD’s que eu conhecia não tomava café (pelo menos, não diante de outros da mesma fé) e não usavam jóias (exceto broches e alfinetes ornamentais), mas quanto a características de amor, aceitação, perdão e pureza, honestamente não podia ver que os ASD’s fossem superiores a quaisquer outros cristãos.

Minha Experiência no Colégio

A vida colegial foi uma experiência de abrir os olhos. Estar longe do ambiente restritivo do lar parecia fazer vir à tona o pior, tanto em mim quanto em outros estudantes. Caminhar pelos corredores do dormitório assemelhava-se a estar num concerto de rock, com dúzias de diferentes conjuntos de “heavy metal”. A única pausa para as música rock era durante os sábados quando os estudantes reduziam os decibéis para evitar repreensões.

Um jovem ASD alugava vídeos pornográficos e cobrava entrada para que outros fossem até seu quarto para vê-los. Era chocante ver 25 jovens amontoados num quarto de dormitório para assistirem ao vídeo.

Nas noites de sábado o dormitório se esvaziava, quando os estudantes partiam para bares locais e danceterias. Eu às vezes observava os estudantes caminhando (ou se arrastando) de volta ao dormitório com olhos vermelhos. Os estudantes escondiam cerveja, material pornográfico e facas em seus quartos. Ocasionalmente o preceptor fazia uma “blitz” num determinado quarto para confiscar o material ilegal.

Enquanto no dormitório, tive oportunidade de conhecer o bisneto de Ellen White, Steve White. O seu quarto ficava do outro lado do corredor, em frente ao meu. Ele era um rapaz agradável e não se envolvia em algumas das atividades irregulares dos demais.

Um estudante foi expulso enquanto eu ali residi. Ele morava corredor abaixo, e se chamava Kevin. Era um sujeito amigável, apreciado e muito talentoso. Foi expulso por atividade homossexual. Ele foi transferido para um Colégio ASD na costa oeste. Mais tarde, com idade de 19 anos, cometeu suicídio. Não sei por que se matou. Imagino que não pôde suportar a pressão de ser imperfeito.

Minha Conversão

Converti-me com a idade de 21 anos. Poucos meses antes dessa experiência comecei a ter um senso de minha própria pecaminosidade tal como nunca havia experimentado antes. Comecei a procurar respostas e alguém deu-me um exemplar de um dos livros do Pr. Morris Venden. Enquanto o lia, descobri algo que devia alterar minha vida para sempre: “A salvação é pela fé“. Parecia-me um conceito totalmente novo. Até então eu tinha a impressão de que me salvaria sendo obediente a Deus e observando os Dez Mandamentos.

Não posso explicar por que julgava que seria salvo pelas obras. Ninguém nunca me disse que eu me salvaria pelas obras. Foi simplesmente algo que apreendi de minha experiência e vida estudantil. Comecei a ver as coisas sob uma luz totalmente diferente. Submeti-me a Deus e dediquei-Lhe a vida.

Ellen White Entra em Minha Vida

Fiquei tão emocionado com respeito ao meu novo nascimento que desejei tornar-me o melhor adventista que pudesse. Assim, iniciei a rotina que deveria durar por mais de dez anos. Comecei uma leitura diária dos escritos de Ellen White, às vezes por horas seguidas. Com grande custo, montei uma biblioteca de mais de 50 livros de Ellen White. Adquiri um CD-ROM com seus escritos e mergulhei neles. Ao todo, li mais de 10.000 páginas de seus escritos. Memorizei passagens inteiras. Comecei a distribuir “Caminho a Cristo” para colegas de trabalho e amigos. Nos sábados à tarde ia de porta em porta distribuindo seus livros, tendo doado mais de 1.000 exemplares de “Caminho a Cristo”.

Em 1992 envolvi-me com o “Projeto Grande Conflito”, sustentado por um ministério independente chamado “Ministério Terminação da obra”. Enquanto vivia em Jacksonville, Florida, distribuímos 110.000 cartões a pessoas oferecendo-lhes exemplares de “O Grande Conflito”. Mais tarde tornei-me o Secretário Executivo desse ministério. Foi nessa posição que deparei alguns conflitos que muitas vezes se manifestam entre membros da igreja.

Havia discordância quanto aos escritos de Ellen White e outras questões que finalmente dividiram o ministério. O diretor saiu, unindo-se ao movimento do Santo Nome, e a diretoria decidiu dar fim ao ministério. Eu continuei ocupando diversas posições na IASD, tais como tesoureiro, líder de jovens associado, diácono e líder de ministérios pessoais. Dirigia uma classe de estudos bíblicos nos sábados à tarde e acolhia um pequeno grupo em minha casa às sextas-feiras à noite.

O Impacto de Ellen White Sobre a Minha Vida

Os escritos de Ellen White tiveram um dramático impacto sobre minha vida. Em minhas leituras comecei a descobrir muitas regras que eu e a maioria dos ASD’s que eu conhecia não estavam seguindo. Comecei a fazer uma lista a fim de cumpri-las. Minha esposa protestou contra esse sistema, mas fui em frente. Já éramos vegetarianos. Agora eu eliminei em grande medida produtos de origem láctea, vinagre, ovos e açúcar de nosso regime alimentar. Talvez esteja se perguntando, mas o que comiam então? Não muita coisa! Meu peso caiu para níveis bem baixos e perdi energia. O regime alimentar insuficiente, combinado com a tensão de tentar viver uma vida perfeita, tiveram o seu efeito sobre minha saúde de um modo como jamais conseguirei me recuperar.

Adicionalmente às mudanças dietéticas, eu realizei outras mudanças. Recusava-me a usar uma aliança matrimonial e insistia com minha esposa que fizesse o mesmo. Evitava associação com não-adventistas, exceto para o propósito de convertê-los ao adventismo. Evitava ir a médicos e empregar drogas de quaisquer tipos, inclusive aspirina.

Tiramos todas as fotos de crianças e membros da família das paredes porque a Sra. White dissera que isso era idolatria. Cancelei nosso seguro de vida porque a Sra. White declarou que os ASD’s não precisam de seguro de vida. Deixei de adquirir títulos de capitalização para aposentadoria porque a Sra. White ensinou a que se evitassem investimentos. Cheguei ao ponto até de dizer à minha esposa para consultar-se só com ginecologistas do sexo feminino porque a Sra. White declarou ser impróprio que uma mulher se submetesse a exames por um ginecologista homem.

Unindo-me às Fileiras do Adventismo “Histórico”

Logo descobri que minhas rígidas posições quanto a Ellen White situavam-me fora da corrente maior do adventismo. Conquanto a maioria dos adventistas professem fé em Ellen White, poucos na verdade seguem os seus ensinos à risca. Os que seguem os ensinos tradicionais de Ellen White e dos pioneiros ASD’s são chamados de “adventistas históricos”. Comecei a associar-me mais e mais com organizações independentes dentro da IASD, tais como a Hope International. Cria que esses grupos estavam pregando o que Ellen White descreveu como “Testemunho Direto”.

Comecei a freqüentar uma igreja independente e a ir a campais de independentes. Conheci e conversei com muitos dos líderes do movimento independente, inclusive Ron Spear, Jan Marcussen, e Colin e Russell Standish. Logo descobri que as mesmas disputas e conflitos que ocorriam na corporação regular da IASD se davam também entre os ministérios independentes, com a diferença de ocorrerem em maior intensidade. Havia discussões sobre interpretação profética, versões bíblicas, como observar o sábado, regime alimentar, e outras questões. Contudo, prevalecia um ponto universal de concordância: a instituição da IASD estava corrompida e precisava de ser reformada.

Minha Defesa de Ellen G. White

Em 1996 descobri material na Internet atacando a Sra. White como profetisa. Fiquei contrariado. Indignava-me de que alguém criticasse a profetisa de Deus. Por anos havia estado dizendo aos ASD’s como deviam obedecer a Ellen White. Tornara-me adepto de identificar que regras de Ellen White uma pessoa não estava seguindo, e logo as criticava por serem relapsas em não seguir os seus padrões.

Agora assumia a nova missão de defendê-la na Internet. Criei uma Web Page e elaborei argumentos para buscar explicar algumas de suas declarações incomuns, tais como sobre o “amálgama de homens e bestas” [Ver artigo "'Amálgama de Homem e Besta' - O Que Ellen White Quis Dizer?"-no. 4 do nosso "Catálogo"]. Forcei-me a desenvolver todo tipo de “ginástica mental” a fim de explicar as coisas, e comecei a indagar-me se não estaria ultrapassando até os limites da honestidade.

Fendas Surgem da Armadura da Sra. White

Minha primeira dúvida sobre Ellen White veio poucos meses após eu ter aberto meu Web Site de apologia dela. O Pr. William Fagal, diretor do White Estate (Patrimônio White), enviou-me um e-mail indicando que alguns dos materiais em meu Web Site estavam incorretos. O material fora escrito por J. N. Loughborough e tratava da história de William Foy, o homem que recebera visões antes de Ellen White.

Fagal fazia notar que pesquisa posterior havia comprovado que Loughborough estava equivocado. Comecei a indagar-me o que mais Loughborough havia escrito que também estaria errado. Que dizer sobre o relato da grande Bíblia sustentada no ar? E sobre a falta de respiração nas visões? [Obs.: Estas questões são tratadas candidamente pelo Pr. Arthur Daniells, presidente da Associação Geral, na Conferência de 1919, segundo o arquivo no. 22 de nosso "Catálogo"]. Comecei a imaginar por que Loughborough transmitiria informações erradas, e seu propósito em reescrever a história. Não obstante, decidi deixar de lado minhas dúvidas e confiar em que Ellen White era a profetisa de Deus.

Minha Apologia de Ellen White Naufraga

Cerca de um mês depois algumas pessoas na Internet me desafiaram a ler o livro de Canright sobre Ellen White. Decidi ler o livro com a intenção de refutá-lo. Li-o e o achei muito perturbador, mas estava determinado a provar que ele estava errado. Assim, dirigi-me à biblioteca da universidade ASD local e comecei a cavar fundo nos velhos documentos para ver o que poderia achar sobre Ellen White e os pioneiros. Gastei muitas horas investigando o material. Para minha surpresa, não pude encontrar nada para refutar Canright. De fato, tudo quanto descobria parecia apoiar o que Canright escrevera. Fiquei perplexo.

Comecei a investigar o tema da “porta fechada” e descobri que Ellen White havia de fato visto que a porta da salvação se fechara para os pecadores em 1844 em pelo menos uma de suas visões [Ver artigo "O Episódio da Porta Fechada", nº 39 de nosso "Catálogo"]. Li a visão vez após vez novamente, lutando para encontrar sua lógica.

Lutei com a questão da visão empregando minha melhor ginástica mental para torná-la compatível com o que cria, mas em vão. Não podia contornar o problema. A Sra. White havia visto uma falsidade em visão. Fiquei confuso e revoltado. Decidi estudar mais a fundo antes de tomar uma decisão.

Comecei a estudar sobre sua condição médica. Seus próprios doutores ASD’s a haviam diagnosticado como vítima de histeria e catalepsia, de modo que investiguei essas condições. Descobri que pessoas sob tais condições experimentam alucinações e seus corpos se tornam rígidos e sua respiração quase se detém. Também descobri que tais condições podem ser provocadas por um dano ao cérebro.

Posteriormente descobri que tais condições geralmente se manifestam em mulheres, e que os sintomas amiúde param na meia-idade, tal como as visões da Sra. White, que diminuíram e, finalmente, pararam na sua meia-idade.

Comecei a perguntar-me por que Deus daria a alguém visões numa maneira que se assemelhava tanto aos padrões de uma conhecida condição médica? Parecia, na melhor das hipóteses, ser uma coincidência.

Esmagado pela Evidência

A gota dágua foi o Dia da Expiação. Sentei-me e li Levítico 16 e Hebreus 9 e 10. Li esses capítulos repetidamente. Abri a gramática grega e procurei as palavras. Tudo que eu lia indicava que Cristo entrou no Lugar Santíssimo por ocasião de Sua ascensão. Sem as visões de Ellen White, não podia situar o Dia da Expiação em 1844. A Bíblia claramente o situa em 31 AD.

Finalmente fui forçado a admitir, pelo esmagador peso da evidência, que a Sra. White não era uma profetisa de Deus. Isso me deixou arrasado. Fiquei doente e sobre uma cama por seis dias. Tornei-me deprimido e desanimado. Foram necessários vários meses antes de renunciar a minha condição de membro da IASD. Não podia mais apoiar uma organização que eu julgava não ter sido plenamente honesta a respeito do ministério de Ellen White.

Descobertas Posteriores

Descobri que não estava sozinho. Muitos ASD’s atuais e ex-membros da Igreja não crêem em Ellen White como profetisa. Muitos líderes da IASD estão cientes dos problemas com Ellen White, mas não discutem tais problemas com os membros da igreja. Os membros são deixados crendo numa mentira branca.

Há professores de teologia, pastores e estudantes que não crêem na mentira branca. Contudo, eles devem professar algum nível de crença nela a fim de manterem sua posição. Suponho que justificam sua falta de franqueza alegando que a leitura de Ellen White não causará mal algum.

Posso testificar de que esta é uma falsidade. Seguir todas as injunções da Sra. White pode não só causar tensão e desconforto desnecessários em sua vida, como de fato pode terminar custando sua própria existência. Como? Seguindo os extremos em regime alimentar e evitando médicos e remédios. Posso também testificar da perda na vida espiritual.

Quanto mais lia os “Testemunhos”, mais me punha a julgar e criticar e manter um espírito severo. Se julga que minhas atuais páginas no Web Site são demasiado duras, tenha misericórdia de mim. Deus está ainda operando para remover esse espírito de mim”.

O Que Faço Agora

Sinto-me feliz porque Deus revelou-me a verdade sobre Ellen White. Ainda cultuo a Deus no sábado, mas não mais creio ser o sábado o “selo de Deus” ou a marca de identificação do povo especial de Deus. Quando não estou visitando uma IASD, assisto na Igreja de Deus, observadora do sábado.*

Não incentivo as pessoas a saírem da IASD. Ela segue a Bíblia mais fielmente do que qualquer outra igreja. Incentivo as pessoas a seguirem a direção divina. Para mim, foi a decisão acertada. Pode não ser a decisão apropriada para você. Nunca me arrependi de ter saído da IASD.

Minha única queixa é que os líderes adventistas não me contaram a verdade sobre Ellen White. Esta é a razão deste Web Site. Desejo disponibilizar-lhe informações sobre Ellen White que me custaram meses e meses de pesquisa para obter.

Desejo que tenha a oportunidade de examinar toda a evidência a fim de capacitar-se a tomar uma decisão bem fundamentada quanto à inspiração de Ellen White. A IASD tem prestado um desserviço ao seu povo por prover-lhe somente informações parciais sobre Ellen White. No dia em que a IASD começar a propiciar informações completas sobre ela, eu fecharei este Web Site.

Que Deus abençoe você em sua caminhada com Ele.

Dirk Anderson

 
Fonte: http://adventismonamiradaverdade.blogspot.com.br/2012/02/dirk-anderson-ex-adventista.html

 

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Daniel 7.25: Quem mudou a Lei? 

 

Afirmam os Adventistas do Sétimo Dia: “O Papa mudou o dia de guarda do Sábado para o Domingo”.

ARGUMENTO: Daniel  7.25 – “E proferirá palavras contra o altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo; e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo”.

RESPOSTA APOLOGÉTICA

O texto não se refere ao Sábado quando menciona “lei”.

Só na mente dos ASD. Não sabem nem ao menos indicar o Papa que supostamente fez essa mudança. Na verdade se o texto prova essa suposta mudança, ou seja, que a mudança se refere ao Decálogo, ou melhor, dizendo, ao dia de Sábado para o Domingo, então, teríamos de concluir que a mudança foi feita pelo próprio Deus (Dn 2.20-21).

Deve-se ter presente que a Lei foi mudada por Cristo(Hb 7.12) e não pelo Papa. Muitas passagens apontam que Cristo cumpriu a Lei e que ela findou na Cruz  (II Co 3.6-14; Gl 3.19-15; Rm 10.4; Cl 2.14-17).

O texto de Dn 7.25 se refere e aponta para Antíoco Epifânio, que em sua época mudou as leis e, como afirma alguns, chegou a sacrificar um porco no altar e profanou o santuário(Dn 8.14).

Esse foi o aspecto maligno da mudança da lei, pois tirou o povo da direção do Senhor. Diferente do que o nosso Senhor fez com a Lei (Dn 2.20-21) mudando-a em um aspecto mais elevado e espiritual.

 

Adventismo : Visão Contaminada

 

Na entrevista feita ao Profº Leandro Quadros, ele recomenda um conselho bastante salutar aos cristãos verdadeiros – “Portanto, vá a Deus do jeito que você é e priorize o estudo da Palavra”. Pena que o próprio Leandro não segue seu próprio conselho – “… passo a maior parte do tempo estudando, além da Bíblia, os escritos de Ellen White…” (Conf. Revista Adventista, 09/12, págs. 6, 7).

Fazendo a leitura da Revista Adventista de setembro de 2012, dois artigos me chamaram a atenção. O primeiro foi a entrevista feita com o apologista do Adventismo Leandro Quadros, protagonista principal do programa na “Mira da Verdade”. A outra temática que me saltou aos olhos foi o assunto de capa – A VISÃO ALÉM DO ALCANCE.

Quero lembrar o leitor que não estamos arvorando isso à toa, pois para um adventista EG White não é apenas uma escritora evangélica que colabora com o conhecimento e crescimento bíblico dos crentes em Jesus, mas na cosmovisão adventista ela é muito mais. Ela é “inspirada e a fonte segura de revelação divina aos adventistas” (Conf. Revista Adventista, 09/12, pg. 12).

Vinicius Mendes, que escreveu o artigo “Visão além do alcance” explicita todo esse pensamento ao orientar os adventistas assim – “O cristão (adventista) deve escavar a Bíblia e o Espírito de Profecia (EG White) em busca de mais conhecimento, a fim de viver à luz da revelação divina (na revelação dada à EG White)… Deus nos fala, em primeiro lugar, por meio de sua palavra revelada, a Bíblia e o Espírito de Profecia (EG White)” (parêntese meu).

O que vemos é que mais uma vez os adventistas arvoram a velha ladainha da inspiração dos Escritos de EG White em pé de igualdade com a Bíblia. Esses mesmos adventistas já foram mais descuidados e disseram com todas as letras o seguinte: “CREMOS QUE:… Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação para os Adventistas do Sétimo Dia … NEGAMOS QUEA qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. (Revista Adventista, fev. 1984, pág. 37 – negrito meu).

Sem um pingo de pudor, a própria Sra. White fala de si mesma o seguinte: Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus servos e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos TESTEMUNHOS DO SEU ESPÍRITO. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao seu povo a respeito de sua vontade e da conduta que este deve ter(Testemunhos Seletos. vol. II. pág. 276, 2ª edição, 1956). O maiúsculo é nosso. Em outro livro ela conclui o seguinte – “…Outra mensagem deveria ser dada à Igreja”. (Livro “O Grande Conflito” – E. G. White – Ed. Condensada – 1992; Ed. Casa Publicadora Brasileira; pág. 253).

Diante desse quadro, e que Leandro Quadros me desculpe, a Igreja Adventista comete o crasso erro das seitas pseudoscrsitãs, acrescentado (ou adicionando) uma doutrina estranha ao conteúdo da Palavra de Deus. Por isso, e para o nosso bem, alertou-nos Paulo: “E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito…” (I Co 4.6) e ainda: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gl 1.8).

 

 ADVENTISMO 

Adventistas admitem erro na interpretação da lei

 
Parece que finalmente os adventistas estão admitindo aquilo que sempre foi óbvio aos cristãos evangélicos, isto é, a identidade da lei nos escritos paulinos. 
 
A igreja adventista desde seus primórdios tem criado e sustentado uma dicotomia na lei mosaica que se transformou, com o passar do tempo, em um pressuposto hermenêutico gerando o seguinte princípio: quando Paulo se refere de modo negativo à lei estaria em foco a lei cerimonial (que foi ab-rogada), e quando se refere positivamente a ela estaria em foco a lei moral (permanente). Partindo deste princípio, evidentemente, falho e inescriturístico, eles têm sustentado a perpetuidade do sábado na Nova Aliança. Esse princípio serviu de álibi para escaparem de textos claros que mostram a ab-rogação da lei toda em 2 Coríntios 3.7-11 e Colossenses 2.14. 
 
Para os adventistas tanto a lei gravada em pedras quanto o “escrito de dívidas” eram a mesma lei cerimonial ou “lei de Moisés”, já os sábados de Colossenses 2.16, não eram outros, senão, os denominados, “sábados cerimoniais”. 
 
Levou mais de um século para que os adventistas admitissem esse erro hermenêutico nas passagens acima e voltassem ao ponto de vista evangélico na interpretação da lei, ou seja, Paulo não contrapõe duas leis mas fala da lei como um corpo completo. O erro vicioso perpetuado pelos adventistas em distinguir entre lei moral e lei cerimonial nos escritos paulinos foi exposto pelo teólogo adventista Samuele Bacchiocchi da seguinte maneira: "A idéia de que as declarações negativas de Paulo se referem à Lei Cerimonial, ao passo que as afirmativas se referem à Lei Moral, não pode ser encontrada em seus escritos." (Samuele Bacchiocchi, Paulo e a Lei."- Revista Adventista, julho de 1985, p. 9 - destaque nosso).
 
Outro erro hermenêutico perpetuado por este vício exegético diz respeito à declaração da identidade da palavra sábado em Colossenses 2.16. Para os intérpretes evangélicos em geral a palavra sabbátõn se refere ao sábado do sétimo dia, o que era veemente negado pelos teólogos adventistas. No entanto, uma edição recente da revista adventista admite a posição evangélica nos seguintes termos:
 
“Ao que parece, o texto de Colossenses 2.16 refere-se a quaisquer tipos de sábados: anuais, mensais ou semanais. Expressão similar à de Colossenses 2.16 (só que ao inverso) é encontrada em Gálatas 4.10: “Guardais dias [dias santos semanais], e meses [dias santos mensais], e tempos e anos [ dias santos anuais]” (Revista Adventista, janeiro de 2009, p. 18).
 
Surpreendentemente a revista adventista do mês de maio reafirmou as declarações dos artigos das edições antecedentes, quanto a identidade da lei, com a seguinte declaração: 
 
“Uma importante questão hermenêutica (ou interpretativa) suscitada por Gálatas diz respeito à natureza da lei de que se fala o apóstolo. Espera-se que, depois dessas lições, tenhamos sepultado para sempre aquela velha distinção entre lei moral e lei cerimonial como a chave para se entender a epístola. Não que não houvesse leis morais e cerimoniais na vida do antigo Israel, mas o ponto é que tal distinção não é de forma alguma a solução para se interpretar Gálatas ou quaisquer outras passagens em que Paulo parece falar da lei de uma perspectiva negativa. Introduzido pelos nossos pioneiros em meados do século dezenove e no contexto das discussões quanto à validade do sábado, o argumento – de que quando Paulo parecia falar mal da lei ou enfatizar sua temporariedade ( como em Gl 3:24-25), ele tinha em mente a lei cerimonial, e de que, quando falou bem da lei (como em Rm 7:10-14), ele se referiu à lei moral – não está correto, apesar de sua praticidade e eficiência evangelísticas. A lei em Gálatas não é a lei cerimonial, mas principalmente a lei moral, pois é a lei moral que revela o pecado, condena o pecador e o conduz a Cristo. É disso que Paulo falou nessa carta. Em Hebreus, sim, o ponto é a transitoriedade da lei cerimonial e, com ela, de todo o sistema sacrificial levítico (Hb 8:7-13; 9:9-10; 10:1-10). Mas, em Gálatas, como em Colossenses 2.14 e 2 Coríntios 3:7-11, o apóstolo se referiu sobretudo à lei moral. (Wilson Paroschi – Lições de Gálatas - Revista Adventista, maio de 2012, p.18 – destaque nosso).
 
Apesar destas declarações não fechar a questão em torno da ab-rogação do sábado entre eles, não deixa de ser um passo importante dado pelos teólogos adventistas em direção à verdade. Isto mostra coragem e, acima de tudo, honestidade em admitir um erro exegético perpetuado como tradição por mais de um século dentro desta igreja.
 
Esperamos sinceramente que aqueles que abandonaram a fé evangélica e se debandaram para as fileiras do adventismo, persuadidos por meio desse artifício exegético, reflitam no erro que cometeram e retornem à sua fé original.